sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CONVERSANDO COM MACAPÁ

Rodolfo Juarez
E ai Macapá! Como está se sentindo nesse dia que são completados 253 anos desde aquele dia em que te deram qualidade de cidade e passastes a ser a referência do local.
Acho que sentes saudades daqueles teus primeiros moradores, os que se agasalharam pelos teus espaços, formando os primeiros corredores, por onde as pessoas entravam e saiam, sem saber que estavam criando uma das maiores referências da região, de frente para o nascente, o que permitia que os teus habitantes recebessem o vento no rosto já filtrado pelo maior rio do mundo.
A igreja de São José de Macapá era o ponto de convergência da cidade. Lugar dos batismos das crianças, das novenas das senhoras e de encontros de todos no dia 19 de março, dia de São José, o padroeiro do lugar.
As festas, realizadas com pompa, atraiam os moradores vizinhos. Claro que não eram vizinhos tão próximos assim, mas sempre dispostos a vencer a distância com a força dos remos impulsionando as pequenas embarcações, riscando as águas virgens do rio, e com fé, para justificar o compromisso com o padroeiro e com a religiosidade.
Quando menina-moça os teus tutores começaram a especular sobre a tua libertação para seguires a vida, afinal de contas já passavas dos 3 mil habitantes e já tinhas vontades e necessidades próprias.
Dava a impressão que, naquela época, quando ainda não tinhas completado 100 anos, o tempo passava lentamente, preguiçosamente e para as coisas acontecerem se contava o tempo em décadas.
Mas o tempo passou, passastes dos 100, e quando tinhas completado 185 anos, isso em 1943, no dia 13 de setembro, foi criado o Território Federal do Amapá. Naquele momento era preciso escolher uma capital para o Território.
Tenho certeza que não ficastes com ciúmes da cidade de Amapá, no norte do recém criado Território, e que tinha a fama de ter ser uma das bases de apoio às forças americanas, na estratégia de combate na segunda guerra mundial, quando ela foi citada como a preferida para ser a capital do Território Federal do Amapá.
Afinal, ficavas do outro lado do grande oceano, à margem esquerda de um rio caudaloso, mas desconhecido, cheio de lendas e de mistérios.
Provavelmente foram os teus encantos que prevaleceram sobre aqueles que tinham que escolher qual núcleo urbano seria a Capital do Amapá. Não foi preciso nem muito esforço da tua parte para revirar a cabeça dos que tinham que escolher a capital e, para isso, apresentar justificativa consistente que descrevesse o presente e permitisse ver o futuro. Nesse tempo já tinhas o Forte pronto, mas a caminho da ruína, que era um apelo aos que tinham necessidade de fazer o melhor para justificar, ao o resto do Brasil, que era importante investir nessa região.
Desde janeiro de 1944 passastes a ser a capital do Amapá e segues fiel a esse compromisso, enfrentando os bons e os maus momentos a que és submetida, mas sempre mostrando o que precisas e o que precisam os teus habitantes para oferecer uma qualidade de vida de acordo com os índices médios nacionais.
Iniciastes o ano de 2011 com mais de 366 mil habitantes e recebendo mais 40 habitantes a cada dia. Tens um crescimento populacional muito acima da média do crescimento da população total do Brasil e isso é uma questão que te preocupa.
Sei que estás chocada com as referências que são feitas a teu respeito. Os teus síndicos têm mais problemas pessoais maiores do que os teus, mas apresentas a tua história, onde superação é uma constante. Parabéns no dia que completas 253 anos.

NÃO VALE O "ROGAI POR NÓS"

Rodolfo Juarez
Há muito que a defesa social do Estado do Amapá vem tendo problema para se firmar perante a população. São erros revelados a cada dia nos últimos anos e os últimos registros do setor demonstram que não há tendência que indiquem mudança nos resultados em 2011.
O balanço deste janeiro é amplamente desfavorável ao sistema. Apresenta resultados negativos em várias frentes, desde o encarceramento das pessoas no Instituto de Administração Penitenciária até aos registros de ações consideradas audaciosas para o complexo de proteção e segurança que a população queria dispor.
Não adianta imaginar que se não mudar a estratégia haverá mudança pela simples mudança de pessoas.
Esse modelo, já está provado, não dá mais certo e que o temor é diretamente proporcional aos resultados que o Estado consegue alcançar quando faz frente às ações ilícitas ou ações com motivação ilícita.
Não reconhecer que há um clima de insegurança no seio da população é querer ignorar as dificuldades que o sistema de segurança pública está passando. E não adianta querer encontrar culpados, buscar responsáveis ou desenterrar “cadáveres”. A oportunidade atual é diferente, exige o conhecimento que foi internado ao sistema e a experiência que foi adquirida.
A força pública não pode mostra-se capitulada perante a bandidagem. Dessa forma essa bandidagem avança, desmoraliza as forças que dispões o Estado e cria um clima de instabilidade no seio da população, provocando a desconfiança do cidadão e aplicando freios em uma sociedade que precisa avançar para alcançar o seu próprio desenvolvimento.
Precisa ser feito um balanço disso tudo. Verificar onde estão as maiores falhas e quais os claros que estão sendo aproveitados pelos bandidos que, na avaliação dos populares, estão ganhando, com folga, a parada nesse momento.
Não é possível admitir que os assaltos sejam realizados em Macapá e fora de Macapá, fazem parte de uma rotina e é o tributo subjetivo a que está sujeita a população. A cidade de Macapá tem pouco mais de 350 mil habitantes, com regiões bem definidas e contínuas, sem saída rodoviária para outra unidade da Federação, é ignorar que esses dados favorecem à pratica do sistema de defesa que a sociedade paga caro e não tem o retorno equivalente.
As forças que atuam na prevenção das ocorrências de crimes estão falhando. Reconhecer isso é uma necessidade. Se não qualquer projeto que se tenha em execução ou para ser executado, está fadado ao fracasso.
O momento não é para testes. O momento é para profissionais e o Estado tem esses profissionais preparados, treinados e com a experiência suficiente para colocar em prática um sistema que possa inibir as ações criminosas que passaram a fazer parte do dia a dia da população.
Nessa parte da ação pública não vale o “rogai por nós”!
Estabelecer metas e torná-las pública deve se rotina para recuperar a credibilidade do sistema, desde que essas metas mostrem a sua eficácia, reduzindo o medo da população e dando esperança para, nem que seja em longo prazo, alcançar a paz que todos querem.
Não condizem com a expectativa da população os registros policiais que estão sendo feitos nesse momento na Capital e no interior do Estado. Precisa haver reação inteligente e não bruta das autoridades responsáveis pela defesa social no Amapá.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NOTÍCIAS

ELEIÇÃO NA ASSEMBLÉIA
Depois da posse dos deputados estaduais ocorrida ontem, 01.02, agora os deputados tratam de eleger os novos componentes da Mesa Diretora da Assembléia. Algumas figurinhas carimbadas estão se esforçando para ficar na Mesa e poder influenciar nas apurações que terão que ser feita na Casa.

REGRAS CLARAS?
Pelo menos 4 dos 13 deputados que foram reeleitos, estão planejando fazer parte do comando da Casa. Isso, além de prejudicar os acertos políticos antes da eleição do novo presidente, demonstra que ainda tem deputado que está esperando continuar tudo como era antes, sem as regras claras.

A NOVIDADE
A maior novidade que a Assembléia apresentou ontem, dia da posse dos deputados que formam a Sexta Legislatura, foi a transmissão das posses via twitter. Ao que parece a AL aderiu ao modo de comunicação que está tendo a preferência de muitas autoridades amapaenses.

ELEIÇÃO NO MP
Os oito candidatos a ter seu nome na lista tríplice que será encaminhada ao governador Camilo Capiberibe para, daquela lista, tirar um nome para ser o Procurador de Justiça do Estado do Amapá, estão em campanha para convencer os seus colegas a darem a preferência pelo seu nome no dia 7 de fevereiro, segunda-feira.

MUDANÇAS
Esse será o último nome para operar as mudanças que precisam ser efetivadas no Amapá. Camilo Capiberibe, no Executivo; Regildo Salomão, no Tribunal de Contas; Mário Gurtyev, no Tribunal de Justiça; hoje sai o nome do presidente da Assembléia Legislativa (com posse imediata).

OS NOMES NO MP
Dos 8 candidatos (Paulo Veiga, Estela Sá, Moisés Rivaldo, Iaci Pelaes, Ivana Cei, Afonso Oliveira, Roberto Álvares e Márcio Alves) sairão três e dos três será escolhido um para ser nomeado. A disputa está acirrada e todos têm chances, uma vez que votam todos os promotores e os procuradores. Os promotores são maioria, tanto na lista de eleitores, como na lista de candidatos.

PROMOTORES E PROCURADORES PODEM SER SECRETÁRIOS
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) entendeu que aqueles que entraram no Ministério Público antes de 1988 podem exercer outro cargo público. A decisão foi tomada pelo conselheiro Almino Afonso, que indeferiu nesta sexta-feira (28/1) um pedido de liminar que questionava o afastamento de três membros do MP-PR (Ministério Público do Paraná) para o exercício de cargos no Poder Executivo do Estado.

BANCADA DO BATON
Com um pouco mais de 29% da composição da Assembléia Legislativa do Estado do Amapá, as 7 mulheres deputadas, vão precisar de adaptações na Casa. Acostumada com a expressiva maioria masculina, algumas conveniências femininas acabavam sendo deixado de lado. Agora tudo muda e as providências vão ser tomadas.

SE A MODA PEGA... (1)
A cada ano, o Carnaval de rua do Rio de Janeiro bate um novo recorde de participação de foliões, número de blocos e em variedade de temas. Um dos efeitos colaterais indesejáveis da folia, principalmente para quem passa pelos locais de desfile na manhã seguinte, é o mau cheiro. Para amenizar o problema, os responsáveis pela organização do Carnaval da cidade, preparam uma operação que envolve 13.000 sanitários químicos.

SE A MODA PEGA... (2)
A outra parte da ação contra o xixi é a repressão. Como no ano passado, a orientação é de “tolerância zero” com aqueles que, em vez do banheiro, optarem pela calçada para se aliviar. Segundo os organizadores quem for apanhado urinando na rua será levado para a delegacia mais próxima.

LIBERADO???
Por aqui as medidas da prefeitura para seguir esse exemplo ainda não foram tomadas e os mijões não têm qualquer promessa de repreensão caso insistam em poluir a cidade. Foi por causa de um problema como esse que um folião perdeu a vida no centro da cidade numa terça- feira gorda.

CAMILO TEM 56,53% DE ACEITAÇÃO
Pesquisa de satisfação popular, realizada no dia 29 e no dia 30 de janeiro, em Macapá e em Santana, faz uma avaliação positiva dos primeiros 30 dias de governo do governador Camilo Capiberibe. 6,06% fizeram uma avaliação ótima do desempenho do governador; enquanto que 50,47% acharam o desempenho bom.

A PESQUISA
Foram ouvidas 842 pessoas, sendo 430 (51,07%) mulheres e 412 (48,93%) homens, em Macapá (79,81%) e Santana (20,19%). Também foram estratificados os consultados com relação à faixa etária, a estratificação econômica e a estratificação educacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

FEVEREIRO
A pesquisa também quis saber como o contribuinte acha que vai ser o desempenho do governo no mês de fevereiro. Apenas 1,31% acha que vai melhorar muito; 18,76% acha que vai melhorar pouco; 60,81% acha que vai ficar no mesmo; 9,38% acha que vai piorar pouco; 6,29% acha que vai piorar muito e, 3,46% disse que não sabe ou não quis responder.

COM RELAÇÃO AO ESTADO
Na mesma pesquisa foi questionada a situação do Amapá, provocando os pesquisados a responder à pergunta “se o Amapá tem jeito? O resultado foi considerado importante pois 71,73% responderam que sim, o Amapá tem jeito; contra 17,34% que responderam que não, o Amapá não tem jeito. 10,93% disseram que não sabe ou não quiseram responder a pergunta.

TODOS OS OLHOS PARA O PRESIDENTE

Rodolfo Juarez
Depois da posse dos deputados e das deputadas estaduais realizadas ontem, dia primeiro, na Assembléia Legislativa do Estado, as atenções voltam hoje para aquele parlamento na expectativa da eleição da Mesa Diretora, mas principalmente, do presidente.
E a população tem muitos motivos para ficar atenta com relação a essa eleição, direta e secreta, que vai ser realizado na Assembléia, tida e havida como a casa do povo, onde estão instalados os 24 representantes escolhidos para representá-lo, todas as vezes que tiver que definir os rumos da sociedade amapaense.
Já faz algum tempo que a população do Estado deixou de ver nos deputados estaduais como os seus legítimos representantes e, segundo os analistas, com justo motivo, pois passaram a perceber que as necessidades da população não ganharam prioridade nas discussões que foram levadas a efeito no parlamento estadual e, muito menos, nas tomadas de decisão na composição do sistema de gerência do Estado.
Havia uma espécie de desconfiança da população para com os representantes, um sentimento que prejudicava a relação entre os membros do povo e os representantes que haviam escolhido.
Essa desconfiança ganhava corpo a cada necessidade da comunidade, sempre maltratada ou desconsiderada pelos deputados que passaram a falar em uma linha de poder desde quando se sentiram responsáveis pela eleição do prefeito da Capital, em outubro de 2008.
Parecia que os deputados estavam ali apenas esperando as eleições para ganhar outro status e alçar outros vôos, agora mais altos, sem perceber que esse comportamento e outros a eles claramente vinculados, acabavam por retirar deles a legitimidade da representação e a se formar um grupo de pessoas que esperava passar o tempo para deixar os lugares para serem ocupados por outros.
E não deu outra. Metade das 24 vagas foram desocupadas pela força dos votos dos eleitores no daí 3 de outubro do ano passado, por ocasião das eleições regionais.
O novo presidente da Assembléia Legislava do Estado do Amapá receberá, junto com suas atribuições Regimentais e Legais, outras atribuições que têm direta referência com a sociedade que ainda está espantada com o que foi apresentado nos últimos 3 meses do ano passado, deixando exposto as vísceras do parlamento estadual e mostrando que tem muita coisa para ser operada no caminho da recuperação do Poder.
As dificuldades do novo presidente aumentam quando olhar para o lado e ver que muitos dos seus colegas deputados vão ter que passar por uma verdadeira reciclagem nos seus comportamentos e uma restauração nos seus propósitos para que possa, outra vez, constituir-se no importante elo que é, como fiscal da execução do orçamento do estado e do da própria Assembléia Legislativa.
Vai ter que alinhar o Tribunal de Contas do Estado, conforme as suas atribuições Constitucionais, de tal forma que possa voltar a ser o órgão assessoria que tanto a Assembléia precisa e ainda ser segunda base sob a qual se assenta a orientação da estrutura organizacional e operacional do Estado.
O trabalho do próximo presidente é muito especial e ainda tem que ter caráter de urgência, pois a defasagem entre o que precisam fazer os deputados e o que fizeram até agora, é muito grande.
Vai precisar o próximo presidente da Assembléia Legislativa, ter mais do que dois olhos atentos, vai precisar contar com os olhos de todos os deputados e o esforço de cada um, para fazer valer a importância da Assembléia Legislativa.

NOTÍCIAS

POSSE DOS DEPUTADOS
Hoje acontece a posse dos 24 deputados eleitos no dia 3 de outubro de 2010. São 11 que entram no lugar dos 11 que saíram, pois dos 24, 13 conseguiram a reeleição. Entre os 11 que tomam posse hoje, dois já foram deputados em legislaturas anteriores: Jaci Amanajás e Roseli Matos. Um de Macapá, Jaci Amanajás e, Roseli Matos, de Santana.

SETE MULHERES
A 6ª Legislatura (2011-2014) é a que apresenta o maior número de mulheres. São sete ao todo: Marília Góes e Maria Góes, do PDT; Sandra Ohana, do PP; Roseli Matos, do DEM; Cristina Almeida, do PSB; Mira Rocha, do PTB; e Telma Gurgel, do PRTB. Dentre elas, apenas Mira Rocha conseguiu a reeleição.

TRÊS REPRESENTANTES
A Sexta Legislatura da AL inicia com três representantes de Santana: Roseli Matos (DEM), Mira Rocha (PTB) e Charles Marques (PSDC). O deputado Bruno Mineiro tem sua base eleitoral em Tartarugalzinho e forma com os três representantes de Santana a bancada do interior que é a esperança de muitos munícipes que não de Macapá, que tem os outros 20 deputados estaduais.

MAIOR BANCADA
A maior bancada partidária dessa legislatura é a do Partido Democrático Trabalhista, o PDT, que tem 4 deputados: Marília Góes, Maria Góes, Keka Cantuária e Eider Pena. O PMDB, o PT do B, o PP, o DEM, o PPS e o PSB têm dois deputados cada. PSDB, PTB, PSC, PRTB, PRB, PSDC, PV e PR têm um deputado cada um.

PRESIDÊNCIA
A Presidência da sessão de posse, denominada Sessão Preparatória, será do deputado mais idoso, no caso, Maria Góes (PDT) que tem 61 anos, nasceu no dia 22.07.49. É mais velha do que o deputado Jaci Amanajás (PPS), que também tem 61 anos, mas é 114 dias mais novo. Ele nasceu no dia 14.11.49.

A SESSÃO
A Sessão Preparatória começa, conforme o horário marcado no Regimento Interno da Assembléia Legislativa, às 14 horas, com o recebimento dos diplomas e das declarações de bens de cada deputado que, em seguida, farão o juramento e depois, um a um, conforme chamada da Mesa, responderá com o “eu prometo”.

OS MAIS-MAIS
O PDT é o partido com a maior bancada (4 deputados); Junior Favacho (PMDB) foi o deputado que obteve a maior votação da legislatura que toma posse (11.329 votos); Sandra Ohana (PP) foi a candidata eleita com o menor número de votos (3.222); Bruno Mineiro (PT do B) é o deputado mais novo (tem 30 anos, nasceu no dia 23.03.80).

ELEIÇÃO DA MESA
A eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, que conta com 7 componentes, será realizada no dia 02, a partir das 15 horas. A votação é secreta e se houver mais de duas chapas, pode haver segundo turno, caso nenhuma das chapas concorrentes alcance a maioria absoluta dos deputados – 13 votos.

CANDIATOS A PRESIDENTE
Sem qualquer confirmação, pois o registro é feito praticamente na hora, 3 chapas concorrem para alcançar o comando da AL. Uma tendo como candidato a presidente o deputado Moisés Souza (PSC); outra tendo como candidato a presidente Michel JK (PSDB) e uma terceira, tendo como candidato a presidente o deputado Jaci Amanajás (PPS).

TJAP ENTRA COM MANDADO DE SEGURANÇA
O TJ-AP (Tribunal de Justiça do Estado do Amapá) entrou no final da semana passada com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contra ato do governador do Estado que, no orçamento de 2011, destinou ao Judiciário estadual valor inferior em 31% ao solicitado em sua proposta orçamentária.

O LIMITE LEGAL
De acordo com as informações apresentadas pelo TJ-AP, sua proposta orçamentária para 2011, fundamentada “nas necessidades básicas, sem nenhuma destinação extraordinária que viesse a onerar os cofres públicos”, foi de R$ 210 milhões de reais. A Lei Estadual 1.533, que fixa a despesa do Estado para 2011, limitou a dotação de recursos para o Judiciário a R$ 170 milhões.

A JUSTIFICATIVA
O TJ-AP sustenta que a proposta que encaminhou ao Legislativo pretendia, “de forma pioneira”, contemplar programas, projetos e atividades alinhadas às diretrizes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). E afirma que o Executivo “não teve sequer a preocupação de cumprir a formalidade de convidar o proponente para discutir a proposta” e preferiu, unilateralmente, reduzir o valor correspondente a 31% do inicialmente orçado.

A ALEGAÇÃO
O órgão judiciário alega que a Constituição prevê a autonomia administrativa e financeira dos Tribunais, e que ao Executivo caberia remeter ao legislativo a proposta conforme encaminhada. O fato de não agir dessa forma caracterizaria interferência indevida na gestão específica do Judiciário.

O PEDIDO
O TJ-AP pede que o STF, por meio de liminar, determine ao governo estadual que proceda ao repasse pedido e, no mérito, estabeleça a dotação orçamentária com base na proposta inicialmente encaminhada pelo Judiciário ao Legislativo.

LISTA TRÍPLICE
Continuam firmes os oito candidatos que pretendem que seus nomes constem da lista tríplice que vai ser apresentada ao governador do Estado que terá a incumbência, indelegável, de escolher um dos três. Pode ser o mais votado, ou não. A escolha é individual.

TRASNPARÊNCIA
Está sendo aguardado o anúncio do funcionamento do Portal da Transparência do Governo do Amapá, que promete, em tempo real, lançar as entradas e saídas de recursos públicos do Estado.

A RESPONSABILIDADE DOS DEPUTADOS

Rodolfo Juarez
Hoje, no começo da tarde, os 24 deputados eleitos no dia 3 de outubro do ano passado, tomam posse e começam a história da 6º Legislatura do Poder Legislativo do Estado do Amapá, com a responsabilidade de mudar o rumo da história do Poder e restabelecer a confiança da população que, recentemente, foi abalada pelos escândalos da farra das diárias, dos aluguéis de carros, das verbas indenizatórias e da profusão de assessores por deputado estadual.
Vai ser um ano difícil e, provavelmente, uma legislatura que vai precisar de habilidade para estabelecer uma estratégia de recuperação, da qual todos os deputados precisarão fazer parte para ganhar a confiança da população.
Os deputados entram para essa etapa de quatro anos, de 2011 até 2014, com um prédio já desgastado pelo tempo e sem o zelo que precisaria ter por parte da Mesa Diretora que, ao longo dos últimos anos, se contentou em ver bem atendido os seus pedidos e os pedidos para equipar e dar condições de trabalho dos ambientes do poder interno da gestão da Assembléia Legislativa.
A recuperação dos gabinetes é uma necessidade. Além das dificuldades com relação ao espaço para receber os munícipes, até incêndio teve que ser controlado no gabinete de um dos deputados, onde documentos forma queimados, mesmo até agora não tendo sido divulgado a causa do sinistro, supõem-se que a causa foi um curto-circuito em uma das tomadas do gabinete.
O prédio do anexo da AL que está em construção e com as obras paradas por mais de um ano, foi iniciado com a justificativa de que seria o local para dar as condições que os deputados não têm hoje e com a qual vão ter que conviver até o termino da construção do prédio anexo, que precisa ser retomada.
Mas não foram só as questões físicas que fazem parte da herança da 6ª Legislatura. Há também uma série de questões no procedimento dos deputados que precisam ser mudados.
Para alguns dos parlamentares as questões da sociedade deixaram de ser importantes e as discussões passaram a ser setoriais, que assim eram conduzidas conforme a conveniência do momento.
Todos ainda recordam das dificuldades que alguns deputados tiveram para fazer funcionar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), como exemplo é interessante recordar os percalços da CPI da Pedofilia que foi instalada e nunca conseguiu funcionar por motivos não revelados.
Também as questões enfrentadas pela Comissão de Direitos Humanos que, em várias oportunidades, levantou, por exemplo, os problemas que se amontoavam no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). Mesmo sendo clara a necessidade de recuperação daqueles situações, as medidas nunca foram tomadas, principalmente por falta da força de convencimento da própria CPI.
Os desgastes causados ao Poder Legislativo decorrentes do não atendimento, por parte das autoridades do Executivo, das convocações feitas para que as autoridades expusessem problemas que chateavam e prejudicavam a população.
É nesse cenário que os deputados tomam posse hoje. E claro que cada um deles tem uma proposta e que as discussões parlamentares podem levar a uma proposta única que será feita, em nome da população, a quem de direito, para realizar os serviços que precisam ser realizados.
Fazer o papel que tem que fazer nesses quatro anos, já seria um grande avanço do Poder que ainda vai conviver com os maus exemplos do passado recente.

domingo, 30 de janeiro de 2011

LEMBRAR DO TITANIC É UMA OBRIGAÇÃO

Rodolfo Juarez
Amanhã Camilo Capiberibe fecha o primeiro mês à frente do Governo do Estado do Amapá. Como janeiro tem 31 dias, ele conta com mais um dia para fechar esse primeiro mês de trabalho.
Foi um primeiro mês que pode ser considerado tenso devido às sucessivas surpresas que os novos gestores tiveram que assimilar a cada dia desse mês. Mesmo assim, pode-se dizer que, na média, as principais conclusões a que chegaram novos gestores se equivalem àquelas chegadas por outros, na mesma situação e na mesma etapa da gestão: dívidas da gestão anterior, reclamação de aliados, falta de dinheiro, auditorias, justificativas, dificuldades, aborrecimentos, insatisfação de aliados, distância dos contrários, expectativa com relação às primeiras medidas e necessária cautela visando errar menos e convencer mais.
Como a equipe de governo não foi montada durante o período da transição, os primeiros 15 dias foram reservados para a montagem e instalação da equipe. Mesmo não parecendo, esse é um momento muito delicado, onde são finalizadas esperanças de muitos que imaginavam estar na equipe e passada atribuições a poucos, que às vezes se assustam com o tamanho da responsabilidade.
Durante esse período um dos desafios é garantir a confiança daqueles que foram os aliados durante a campanha, tanto de “primeira hora” (que entendem merecer mais), como os de “última hora” (que entendem que foram decisivos). Não raro os aborrecimentos têm que ser controlados para que não haja contaminação do processo e o início não seja complicado. Um tempero difícil de chegar “ao ponto”.
Enquanto cuidava da parte interna do governo o tempo passava e as exigências começam a pipocar. Saúde e Educação na ponta. A primeira com exigências e necessidades desde o primeiro minuto do governo; a segunda com exigências e necessidades para serem supridas ainda no mês de janeiro. No mínimo, trabalho difícil e dobrado.
Cuidar do futuro também tem tempo de carência e os auxiliares passaram a analisar os motivos pelos quais o Estado atravessa um verdadeiro temporal, com maresias altas e que só não soçobrava pro causa das providências que tomadas de emergência todos os dias. Nessa hora, lembrar do Titanic é uma obrigação.
CEA e Caesa com suas dificuldades, internas e externas, chamavam a atenção pelas imediatas providências que precisavam ser tomadas; os bloqueios de contas e seqüestros de dinheiro precisam ser evitados, pois dessa forma, as dificuldades aumentariam.
Medidas urgentes precisam ser anunciadas, para acalmar os credores e disciplinar a gestão.
Foram anunciadas então, no dia 19 de janeiro, as propostas do recém criado Gabinete de Gerenciamento de Crises, chamado de “pasta” na nota da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.
Moratória, sem prazo para terminar, das contas listadas na rubrica Restos a Pagar, tanto na forma de Dívidas Processadas, como na forma de Dividas Não-Processadas. Mais de 272 milhões, a maioria sem cobertura financeira, na avaliação do governo, abria a lista de medidas propostas para o enfrentamento da crise.
Junto com essa medida, outras severíssimas, a gerencial-administrativa, como o caso dos telefones; e outras protecionistas, seguindo o modelo de moratória, como a que pretende alterar a velocidade e o tamanho referente ao pagamento das obrigações do Governo: caso da Amprev e das consignações.
Mas fevereiro vem ai, período que está sendo esperado com chuva, alguma esperança e, logo no começo, a eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa.