quinta-feira, 3 de março de 2011

AINDA TEM JEITO

Rodolfo Juarez
Já faz algum tempo que vimos procurando interpretar o que tem levado a Segurança Pública aqui no Estado do Amapá a ter problemas de gerência, seja pela dispersão de comandos, seja pela falta de compreensão da administração central, o que levado a resultados de eficácia muito aquém daquela que poderia ser esperada.
O resultado apresentado para a sociedade deixa a impressão que os erros são muito mais visíveis que os acertos e isso, além de ser ruim para o sistema de segurança social, não corresponde ao esforço, à dedicação e à capacidade técnica dos policiais e às propostas de gestão planejadas para a defesa e tranquilidade do cidadão.
Então podia ser um erro de estratégia organizacional, nada que não poderia ser observado internamente pelas áreas de segurança e catalogado pelos sistemas de inteligência que são necessários quando estão a serviço da prevenção e da antecipação aos ilícitos.
O policiamento ostensivo, ao longo do tempo, foi perdendo o seu principal objetivo – a prevenção. Passou a ter como foco a repressão, seguindo os passos da polícia federal, que faz das operações midiáticas espetáculos com direito a nota oficial e espaço na televisão e no rádio e, com isso, conquistam a simpatia da população.
Essas operações renderam aos policiais federais quadro de carreira, salários altos e uma espécie de reserva de confiança social.
As policias estaduais, tanto a judiciária como a militar, buscam até agora se verem no mesmo espelho das polícias federais e passaram a tratar o assunto em conjunto, diretamente no Congresso Nacional, deixando os governos estaduais em segundo plano, muito embora seja a unidade federativa tenha que definir os planos de carreira e ter os encargos administrativos de um bom sistema de segurança.
Já está claro que a Segurança Pública não pode ser tratada apenas como medidas de vigilância e repressão, mas como um sistema integrado e otimizado envolvendo instrumento de prevenção, coação, justiça, defesa dos direitos, saúde e social.
A Segurança Pública é um processo que se inicia pela prevenção e finda na reparação do dano, no tratamento das causas e na reinclusão na sociedade do autor do ilícito.
Assim, sendo um processo, a segurança pública é uma sequência contínua de fatos ou operações que apresentam certa unidade ou que se reproduzem com certa regularidade, e que compartilha uma visão focada em componentes preventivos, repressivos, judiciais, de saúde e sociais.
É um processo sistêmico, pela necessidade da integração de um conjunto de conhecimentos e istrumentos estatais que devem integrar a mesma visão - compromissos e objetivos.
O processo também deve ser otimizado, pois dependem de decisões rápidas, medidas saneadoras e resultados imediatos.
Sendo a ordem pública um estado de serenidade, apaziguamento e tranqüilidade pública, em consonância com as leis, os preceitos e os costumes que regulam a convivência em sociedade, a preservação deste direito do cidadão só será amplo se o conceito de segurança pública for aplicado.
O Amapá é um Estado, comparado com outros estados da região, com pequena área, baixa densidade demografica e, em consequência, uma população disposta a contribuir para o desenvolvimento da segurança pública agora, para que no futuro, possa usufruir de um sistema eficiente e em condições de ser exemplo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

NOTÍCIAS

O PLANO ATRAZADO
A reunião realizada na segunda-feira, dia 28 de fevereiro, com a participação dos vereadores, do prefeito e lideranças comunitárias, parece que representou a descoberta de que são os vereadores e o prefeito que têm que falar na resolução dos problemas municipais. Depois de dois anos de mandato dos vereadores e do prefeito que eles sentam para preparar um plano de ação.

ESQUISITO
Dizer para os vereadores do município a situação atual da cidade e do interior parece que é uma coisa descabida. Das duas uma: ou os vereadores não estão olhando por onde passam e não estão indo ao interior; ou são tão displicentes, mas tão displicentes, que passam pelos problemas e não os vê.

ÁGUA TRATADA
O presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá resolveu encarar o problema da CAESA de frente, muito embora saiba que, sozinha, a empresa não tem musculatura para agüentar o tranco. Até agora, dois meses passados da gestão atual, a população ainda está engolindo as desculpas, mas falta pouco para não passar mais nada.

MAIS UMA DESCOBERTA
Sessenta dias depois de iniciada a atual gestão é que se descobre que as obras do hospital de Santana estão paradas. Isso já vem de muito tempo e, por conseguinte, desde o inicio da gestão. O espanto pela “descoberta” é que pareceu um exagero. E não é só o hospital, se andar mais um pouco vai ver que a delegacia geral de Santana foi demolida e o prédio prometido continua virtual.

DILEMA
Em breve muitos pais estarão diante do seguinte dilema: é melhor comprar uma coleção de clássicos ou um iPad para os filhos? A dúvida é pertinente, já que o número de livros em versão digital para o tablet da Apple cresce velozmente. Editoras e livrarias estão atentas e se preparam para atender aqueles que decidirem investir na estante virtual.

SEGURANÇA DE VÔO
Desde o acidente do vôo 447, no qual morreram 58 brasileiros, em 31 de maio de 2009, a Air France-KLM persegue um objetivo maior: tornar-se a companhia “mais segura do mundo”. Em Paris, o presidente da empresa, disse que a idéia é ir além dos já rigorosos padrões de segurança internacionais. Ele faz críticas a infraestrutura aeroportuária no Brasil, o que está impedindo que a empresa atue no Brasil.

REMÉDIO PARA RESSACA
Pesquisadores de uma universidade americana testaram diferentes substâncias em ratos de ressaca. Concluíram que o verdadeiro causador da dor de cabeça pós-bebedeira é uma substância chamada acetato. A melhor forma de combatê-la é tomar uma aspirina logo após a bebida alcoólica e consumir cafeína de quatro a oito horas depois.

DENUNCIADO
O Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ex-ministro da Previdência Amir Lando por usar o governo para promoção pessoal. Em 2004, a previdência enviou cartas a aposentados e pensionistas para divulgar o crédito consignado. Para o MPF, o ato visou promover Lula, Lando e o BMG, banco envolvido no mensalão.

EX-PRESIDENTE OU A MÃE
O PT se mobiliza para arranjar uma ocupação bem paga para o ex-deputado José Jenuino, que presidiu mas não conseguiu se reeleger no ano passado. O PT paulista vai indicá-lo para a vaga que abriu no Tribunal de Contas da União, com a aposentadoria do ministro Ubiratan Aguiar, prevista para este ano. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), requer o mesmo posto para sua mãe, a deputada Ana Arraes (PSB).

INCONSTITUCIONALIDADE (1)
Na última década, 650 leis sancionadas pelo Executivo foram derrubadas no todo ou em parte pelo Supremo Tribunal Federal – STF, por serem inconstitucionais. Risco semelhante corre a Lei da Ficha Limpa, aplicada na última eleição. Se isso ocorrer, as decisões proferidas com base na regra perderão o efeito.

INCONSTITUCIONALIDADE (2)
Para evitar a repetição desses casos, o presidente do Supremo, Cesar Peluso, tenta convencer o governo a submeter os projetos aprovados pelo Congresso à apreciação da corte antes de promulgá-los. O mecanismo é adotado por países como a França, Espanha e Portugal. O Planalto gosta da idéia.

“MARÇO GORDO”
O governo prepara para depois do carnaval o lançamento e alguns relançamentos, em alto estilo, de programas sociais. Uma enxurrada que, claro, incluirá alta voltagem de marketing – alguns assessores de Dilma Rousseff já chamam o período pelo sugestivo apelido de “março gordo”.

PROGRAMA DE DESACELERAÇÃO DA MISÉRIA
Entre os lançamentos, um Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e um Prouni, ambos rigorosamente vitaminados. O prato principal, todavia, será a criação do Programa de Combate à Miséria, que fará para com o recém lançado slogan do governo, “Pais rico é país sem pobreza”. O novo projeto terá um nome de forte impacto marqueteiro, ainda não escolhido. Não será Plano de Desaceleração da Miséria, ma o sentido é esse mesmo.

QEUM GANHA O SALÁRIO MÍNIMO NO BRASIL?
No Brasil 46 milhões e 800 mil pessoas recebem salário mínimo. Destes, 19 milhões e 200 mil, são beneficiários do INSS; 13 milhões e 800 mil, são empregados; 8 milhões e 700 mil, são autônomos; e, 5 milhões e 100 mil, são trabalhadores domésticos. Qualquer alteração no valor mexe imediatamente como esses quase 47 milhões de pessoas.

O SALÁRIO MÍNIMO
O salário mínimo foi criado no Brasil na ditadura de Getúlio Vargas, em 1940, quando ainda não tinha sido criado o Território Federal do Amapá. Seu valor inicial foi estipulado em 240 mil-réis mensais. Em dinheiro de hoje ajustado pela inflação, daria 536 reais. É menos que os 545 reais da atualidade. O PT tinha como bandeira um salário mínimo de 100 dólares. Pois agora o valor equivale a 320 dólares.

A GESTÃO OBJETIVA

Rodolfo Juarez
A vida frenética que a gestão pública impõe ao governador do Estado exige desse gestor o planejamento de suas ações e não só isso, compele àquele gestor a necessidade de exercer a função executiva, isto é, a presença em um município, próximo da capital ou distante dela, precisa ser completada com as tomadas de decisão, através de assinaturas, seja de protocolos oficiais, seja de contratos, convênios ou ordens de serviço.
Essa prática acelera as decisões e marca o desentrave dos compromissos que são firmados ao longo do mandato e que precisam ser iniciados ou continuados imediatamente.
Para a eficácia desse procedimento há necessidade de um tratamento profissional ao executivo que diretamente vai se relacionar com o governador e que precisa se antecipar a tudo o que o gestor vai precisar durante a sua presença naquele município.
O governador não precisar fazer visita. Essa incumbência é de seus auxiliares. Ele deve estar pronto para tomar as decisões depois de receber os pedidos da população, os reclamos dos prefeitos e vereadores e as explicações de sua equipe técnica.
Isso vale para todas as áreas e, por isso, é importante que a cada presença do governador, não mais de que três setores públicos sejam explorados para que o gestor tenha certeza que está decidindo conforme a alternativa melhor para aquela questão, e não pela emoção que mais tarde possa lhe trazer problemas.
Para que seja possível esse tipo de ação proativa há necessidade de ser ter o tamanho exato da necessidade financeira, a ciência de que essa necessidade financeira cabe no orçamento e se o orçamento está suficientemente detalhado para suportar o compromisso sem prejudicar outros.
O espelho orçamentário e financeiro dos setores em discussão deve estar disponível e acessível ao governador para que, não só mostre a confiança quando decidir, mas se faça compreender quando tiver que tomar uma solução parcial, mas dentro da capacidade orçamentária do Estado.
De pouco vale para a administração as visitas que nada resolvem ou que não resultam em ações imediatas. A população já conhece o problema, certamente já tem as sugestões para resolver aquele problema e as invenções dos “achistas” precisam ser evitadas, tanto como sugestão ao governador, como proposta a terceiros, seja ao prefeito ou outra autoridade municipal, seja à população.
Todos precisam ser firmes para ganhar a confiança da população que é muito melhor tê-la como aliada da gestão do que crítica dessa mesma gestão. Da mesma forma como se busca aliados políticos, ideológicos; também se precisa buscar aliados para a gestão e para o desenvolvimento da gestão.
O gestor não pode contar com auxiliares tímidos, medrosos e sem transmitir segurança para a população. Os auxiliares não podem mentir, pois a população debita a mentira do auxiliar para o governador ou aquele que está no comando da equipe de gestão naquele lugar e naquele momento.
Tem muita coisa para fazer e nem tudo dá para fazer no primeiro ano. Então o trabalho de gabinete é importante para que as decisões tenham minimizados os seus riscos e o trabalho possa contar com o acompanhamento da própria comunidade que se encarrega de prestar as informações verdadeiras todas as vezes que o gestor quiser.
A força da gestão está na confiança que o gestor conseguir imprimir nas ações que lhes são próprias e na confiança que ganhe na equipe.

terça-feira, 1 de março de 2011

A RETÓRICA ENROLATÓRIA

Rodolfo Juarez
Os responsáveis pela área de desenvolvimento econômico do Estado precisam mostrar que estão dispostos a definir as linhas de desenvolvimento para o Amapá.
Do jeito que as questões estão sendo tratadas são poucas as chances de alguém de fora do Estado, nesse momento, planejar investir no Amapá e modificar a cara da situação que está se firmando – pouquíssimas oportunidades e nenhuma confiança na oferta dos insumos necessários à instalação de empresas.
A distância que o setor público está mantendo do setor privado, não mostra bom ambiente para se iniciar um processo de definição de políticas que possam motivar os investidores chegarem por aqui e investir.
Todas as áreas de desenvolvimento local estão necessitando de capital para começar uma nova linha ou uma nova frente para experimentar esse desenvolvimento. O setor industrial não sabe o rumo, o comércio está com freio de mão puxado e o setor serviço encontrando dificuldades para encarar as questões devido a falta de rumo geral para a caminhada do Estado.
Saúde, educação, segurança e todas as outras atribuições do governo são importantes, entretanto não há como deixar de abrir as portas para o desenvolvimento, pois, afinal de contas, é esse desenvolvimento que vai responder as perguntas dos investidores que vêm com emprego e oportunidades de ocupação para cá.
A “greve” dos deputados estaduais por uma questão deles mesmos garantiu um atraso de alguns meses na retomada das definições que são competência dos legisladores; a displicência do Governo, nessa área econômica, que tem a responsabilidade de definir as estratégias, avança nas informações oficiais, de que o Estado está “quebrado” expulsão aqueles que imaginam expandir os seus negócios, estando eles já aqui instalados ou instalados em outros centro de desenvolvimento do País.
Até agora apenas retórica e nada mais que retórica, alimentaram o dia a dia daqueles que precisam mais, principalmente se segurança para investir os escassos capitais que são disputados por outros estados brasileiros.

NOTÍCIAS

COMEÇA HOJE
A Receita Federal começa a receber, a partir de hoje, dia 1º de março, a declaração anual do Imposto de Renda 2011. O Fisco espera totalizar 24 milhões de declarações neste ano. No ano passado, foram 23,5 milhões. É obrigado a declarar que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 22.487,25 em 2010.

TAMBÉM É OBRIGATÓRIO
Também é obrigado a declarar quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil. Estão nesta categoria lucros e dividendos, poupança, aplicações financeiras, 13º salário, prêmios e juros pagos ou creditados de capital próprio, entre outras situações.

DISCREPÂNCIA
O valor máximo de rendimentos anuais para haver a isenção do pagamento de imposto foi mantido em R$ 17.989,80, como determinado em medida provisória de 2008. A discrepância entre esse valor e os R$ 22.487,25 informados na instrução normativa, foi adotada para reduzir a quantidade de declarações que eram apresentadas sem a necessidade.

A SOLUÇÃO ENCONTRADA
Quem recebeu entre R$ 17.989,80 e R$ 22.487,25 e não teve imposto retido na fonte não precisa apresentar a declaração. Abaixo desse valor há isenção, mas acima deve apresentar a declaração. Contudo, quem tem imposto retido na fonte e está entre essa faixa terá de declarar para não perder o imposto a restituir.

A INTENÇÃO
A intenção é reduzir em até um milhão e meio a quantidade de declarações realizadas desnecessariamente. Na declaração de 2010, ano-calendário de 2009, mais de 10 milhões de declarações recebidas se enquadravam nessa categoria. No ano passado, o limite para isenção e para a apresentação de declaração era o mesmo: até R$ 17.215,08. A diferença adotada neste ano, de R$ 17.989,80 para R$ 22.487,25 está inserida na margem de 20% de direito de dedução.

TAMBÉM ESTÁ OBRIGADO
A instrução normativa aponta também a obrigatoriedade para a apresentação da declaração da pessoa física que: teve a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil; passou à condição de residente no Brasil; optou pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais, no prazo de 180 dias da venda.

O DRIBLE DO STJ
O STJ, Superior Tribunal de Justiça, usou brecha para driblar o teto salarial de R$ 26.700,00 imposto pela Constituição e pagou no ano passado em média R$ 31 mil aos ministros que compõem a corte - quase R$ 5.000 acima do limite previsto pela lei. O tribunal gastou no ano passado R$ 8,9 milhões com esses supersalários. Um único ministro chegou a receber R$ 93 mil em apenas um mês.

AS DESCULPAS
Dos 30 ministros, 16 receberam acima do limite em todos os meses de 2010. O presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, disse que pagamentos acima do teto constitucional são legais. Afirmou que "Esses valores não incidem no teto porque não são remuneração, são auxílios, abonos de permanência e adiantamentos de férias e salários", disse.

CULPOU O CNJ
Questionado sobre a Constituição, que cita expressamente que "vantagens pessoais" incidem sobre o teto, caso do abono mensal de R$ 2.000, afirmou que cumpre a resolução do CNJ. "Pergunte ao CNJ, porque a resolução permite o recebimento. Você precisa confiar nas instituições. Se o CNJ permite, é porque fez de acordo com a Constituição."

PAU GRANDE
A esquina da Rua São José com a Avenida Coaracy Nunes, no domingo, virou sabe lá o que. Um carro de som resolveu ficar parado, naquela esquina, desde as 16 horas até próximo da meia-noite, a título de ensaio do Bloco Pau Grande, e tocou, em som muito alto, tudo, menos qualquer música daquele bloco e para, no máximo, cinco pessoas que ficavam do lado oposto de onde estava o carro-som. Em perturbação completa.

FALANDO NISSO...
Realmente um período de carnaval sem a participação das escolas de Samba fica completamente esvaziado. O que é mais grave e que a população local não está sentindo falta, pelo menos no nível que era de se esperar. Isso significa dizer que os dirigentes das escolas e da área cultural do governo e da prefeitura, precisam reencontrar o caminho.

MARÇO
Começa o mês de março, o terceiro mês do ano, mês do carnaval e da maré grande. Tomara que comecem as ações práticas do Governo que ainda não definiu o seu rumo e muito menos as suas estratégias para caminhar no rumo definido. Já está na hora de colocar a mão na massa e deixar de olhar somente o retrovisor.

POSSES
Está marcado para essa primeira quinzena de março as posses do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, desembargador Mário Gurtyev, e da procuradora geral de Justiça do Estado do Amapá, promotora Ivana Cei. Com essas posses os dirigentes dos principais órgãos do Estado estarão definidos para os anos de 2011 e 2012.

OS MANDATOS
O governador Camilo Capiberibe tem mandato até 2014, já os três presidentes, deputado Moisés Souza (Assembléia Legislativa), conselheiro Regildo Salomão (Tribunal de Contas do Estado) e desembargador Mário Gurtyev (Tribunal de Justiça do Estado), bem como a procuradora geral de justiça, promotora Ivana Cei (Ministério Público Estadual) terão mandato até 2012.

EM NOME DA GOVERNABILIDADE

Rodolfo Juarez
É muito difícil identificar o ponto de convergência dos interesses políticos e dos interesses administrativos. Têm se mostrado repetitivo e conflitante os fundamentos desses interesses e que, ao final de tudo, confundem e prejudicam as relações políticas e as relações administrativas.
Fazer um governo compartilhado exige autoridade técnica dos administradores e compreensão política dos políticos e, principalmente, agir em proteção tanto aos conceitos administrativos como aos conceitos políticos.
Já está completamente vencida a compreensão de que os conchavos elaborados e fechados nas campanhas são apenas para aquelas campanhas e quando termina o processo de eleição, findam também os acordos.
As campanhas vitoriosas, depois do sucesso eleitoral, são marcadas por cumprimento de acordos, próprios da campanha política, que se estendem para dentro da administração. Sabendo disso, os gestores dos partidos já vinculam ao resultado da campanha o tamanho do compromisso que um terá com outro.
Isso ganha um nome pomposo e escrito com muitas letras – governabilidade.
Então, garantir a governabilidade passou a ser o discurso dos administradores para justificar as suas decisões, algumas completamente em desacordo com a lógica administrativa, a não ser quando se compreende que a “escolha” é apenas para “resolver” um item acordado, sabendo que a situação é impossível de dar certo.
Naturalmente que esse comportamento gera algumas dificuldades para a própria administração que, em nome da governabilidade, prejudica o processo de gestão global, com prejuízos que poderiam ser evitados.
Mas compromisso é compromisso. E na política nunca se deve cultivar a mentira que, por si só, constrói as distâncias entre as pessoas.
Então resta ao administrador, em nome da governabilidade, aceitar as imposições dos aliados e ainda ter que se valer de ações criativas para não abalar as relações que se mostram estáveis e até com grandes possibilidades de dar certo na administração.
As relações entre os gestores públicos e os gestores partidários precisam ser controladas em muitos casos e as repercussões desse controle sempre se mostram mais amenas quando os resultados atendem aos interesses da gestão pública e da gestão partidária. Na hipótese da gestão partidária há o risco de conflitos e os desentendimentos começam a ser gerados exatamente nesse ponto.
E é natural que o partido do gestor público mais influente reaja quando percebe que, em razão da administração está perdendo espaço político para o agora aliado e futuro concorrente que, avalia, precisa ser forte, mas não tanto que chegue arriscar a supremacia do que detém o Poder.
É assim que tem sido construída a história recente da administração pública no Estado do Amapá, cheia de boa vontade e com resultados que são surpreendentes pelas concessões que são feitas em nome da governabilidade.
Passados os dois primeiros meses da gestão do atual governo já são claros os pontos de divergência entre os aliados. Além da distância que já começaram a ser colocadas, há o abandono da gestão com relação à alguns gestores que não seguiram a orientação geral.
Isso é razoável acontecer?
Pode ser entendido que sim. Entretanto, nesse momento, todas as partes da gestão precisam estar maximizadas para dar resultado calculado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

NOTÍCIAS

REFORMA POLÍTICA (1)
Apontada como prioritária por senadores e deputados, a proposta de reforma política caminha rapidamente para repetir a fórmula que impediu sua aprovação no Congresso nos últimos anos: excesso de projetos, divergências radicais de posições e falta de acordo entre Senado e Câmara em torno de uma agenda comum.

REFORMA POLÍTICA (2)
Na prática, os dois maiores partidos da base governista, PT e PMDB, defendem ideias opostas em relação a um dos eixos principais da reforma: a manutenção ou não do sistema de eleição proporcional. O PMDB quer adotar a eleição por voto majoritário, a chamada "Lei Tiririca" ou "distritão". Por essa regra, quem tem mais votos é o eleito. Já o PT quer manter o sistema de eleição proporcional.

REFORMA POLÍTICA (3)
O PMDB defende a modificação no sistema por entender que existem distorções na utilização do chamado coeficiente eleitoral, que contabiliza todos os votos recebidos pelos partidos e suas coligações e calcula quantas vagas serão destinadas por legenda. Ainda precisa ser levada em consideração a interpretação dos tribunais superiores para resolver quem é o suplente.

NÃO DEU
Conforme a coluna antecipou o mandado de segurança impetrado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, no final do mês de janeiro, o condito na Lei Estadual nº 1.533/2011. O TJAP alegou que necessita de R$ 210 milhões para o orçamento de 2011, aquela Lei só destinou ao Poder R$ 170 milhões.

NOVO DESEMBARGADOR
Ficou para a próxima semana a definição do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá sobre a definição dos três nomes e depois da escolha do juiz que vai substituir o desembargador Melo Castro que se aposentou. Concorrem à vaga os juízes: Constantino Brahuna, Cesar Augusto, Sueli Pini, Eduardo Contreras, Mário Mazurek, Rommel Araújo, Stella Ramos e João Guilherme Lages.

CÉLULA DE POLICIAMENTO COMUNITÁRIO
Foi realizada no auditório do Projeto Minha Gente, Jardim Felicidade II, a audiência pública de ativação da Célula de Policiamento Comunitário dos bairros Jardim Felicidade I e II, Ipê, Sol Nascente e São José. A audiência abordou o tema “A importância do envolvimento dos órgãos públicos e comunidade para o êxito do Policiamento Comunitário”.

NOVO MODELO
Na audiência, o coordenador de Segurança Comunitária, delegado Rubivar Nobre, destacou que a coordenadoria tem a responsabilidade de ajudar a construir o novo modelo de policiamento. Ele ressaltou que está articulando, junto a Delegacia Geral de Polícia, um espaço no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Bairro Novo Horizonte, para implantação de uma célula de policiamento comunitário.


HOJE TEM
O delegado convidou os presentes para o seminário “A filosofia do novo Policiamento Comunitário”, que será realizado hoje, dia 26 de fevereiro, no auditório da Escola Raimunda Virgulino, localizada no bairro Pedrinhas. Coronel Rezende informou que destacará 20 policiais para atuarem na área e enfatizou a ausência da Guarda Municipal, por entender que todos têm que assumir responsabilidades com a segurança pública.

DENGUE
Até agora o mosquito da dengue continua vencendo a luta contra as autoridades sanitárias do Estado e dos Municípios. Ele continua preocupando a população e já são contados aos milhares os que tiveram casos confirmados de dengue no Estado do Amapá. Segundo os especialistas, a participação da população é decisiva na campanha.

BURACOS
Já são muitas as vias que estão precisando ser recuperadas antes que tenha perda total e, nesse caso, só recapeamento dará jeito na situação. Os órgãos da Prefeitura Municipal de Macapá estão encontrando dificuldades financeiras para produzir a massa de asfáltica da qual precisa para realizar os trabalhos.

PROPOSTA
Cada dina ganha mais corpo a tese de que o Governo do Estado deve participara na recuperação da cidade, definindo um plano para atender às necessidades das vias que atendem, diretamente, os interesses das repartições que pertencem aos órgãos do governo como, por exemplo, aquelas ruas e avenidas que são endereços de escolas e de postos de saúde do Estado.

NOS PRÓXIMOS DIAS
O governador Camilo Capiberibe deverá receber nos próximos dias uma comitiva do Município de Macapá para discutir vários assuntos de interesse público, dentre os quais, a questão urbana da cidade de Macapá. O prefeito e mais 15 dos 16 vereadores deverão estar no setentrião na próxima semana.

NÃO VOU!
O único vereador que se negou a não participar da comitiva foi o vereador Washington Ramos, do PSB, que já teria avisado que não tiraria, “nem em velório” fotografia ao lado do prefeito Roberto Góes. Ainda não esclareceu os motivos, mas, segundo assessores, trata-se de uma decisão pessoal “e que todos devem respeitar”.

ATAQUE DO TEMPO
Os trilhos da menor ferrovia do mundo estão sofrendo agressão do tempo. Localizada sobre o Trapiche Eliezer Levi, na frente da cidade, a micro ferrovia já vai completar um ano que não é utilizada. A coluna já foi informada, extra-oficialmente que não h´pa recurso para colocar em funcionamento os 80 metros daquela ferrovia.

CHUVA E SOL
Os passageiros que usam o transporte fluvial com saída ou chegada em Macapá ou Santana continuam apelando para as autoridades para que providencie uma estação própria para embarque e desembarque de passageiros. Segundo eles todos ganhavam, até o sistema de segurança civil que está precisando fiscalizar o local de embarque e desembarque de passageiros e carga.