quinta-feira, 10 de março de 2011

NOVA MENSAGEM PARA O CARNAVAL

NOVA MENSAGEM PARA O CARNAVAL
Rodolfo Juarez
Hoje era para ser um dia daqueles! Um dia para buscar, na Banda, descarregar toda a tensão do desfile oficial das escolas de samba e dos blocos das duas associações. Mas que nada, a banda não vai ser motivo de ninguém para extravasar as suas tensões vividas na avenida.
E tem um motivo muito especial – não houve o desfile oficial das escolas de samba do Estado do Amapá.
Uma decepção para muita gente! Mas só tem um jeito: conformar-se.
Um dia tinha que acontecer. Já virara costume a pressão das dirigentes das escolas de samba, que também são dirigentes da Liga das Escolas de Samba, sobre o principal patrocinador, o Governo do Estado, ao qual chamavam de “parceiro”.
No dia que o “parceiro” não entendeu ser boa a “parceria” (e só existe parceria boa, não existe a parceria má ou ruim), nesse dia os dirigentes do mundo do samba, de forma apressada, disseram: “então não tem carnaval”.
Se fora (ou não) blefe, ninguém sabe e nunca vai saber, o fato é que o principal patrocinador disse “não” e manteve o “não”.
E o carnaval de 2011 passou longe dos desfiles das escolas de samba, a principal atração do carnaval amapaense, ou se quiserem: os desfiles das escolas de samba não aconteceram em 2011.
Nesses casos temos que levar em consideração aspectos que são próprios de um local. Enquanto em Recife a atração é o frevo; em Salvador é o axé; em Santana é o corredor da folia; em Macapá é o desfile oficial das escolas de samba.
Ainda não é aquele desfile! Mas já é uma atração muito importante, aliás, a mais importante do carnaval amapaense, aquela que tem a capacidade de atrair visitantes, lotar os hotéis, ocupar os taxis e lotar a estação de passageiro do aeroporto e os locais de desembarque das embarcações fluviais regionais.
Se ficar a lição, todos podem se empenhar nesse rumo e descobrir que vale a pena investir e trabalhar para transformar as apresentações em espetáculos a céu aberto que são feitos no sábado e no domingo de carnaval.
Claro que para isso acontecer, com o desfile se transformando em espetáculo, o carnaval tem que ser pensado de outra forma daquela que, até agora, foi pensada. O profissionalismo tem que prevalecer sobre o amadorismos, as escolas de samba têm que avançar também no profissionalismo e tirar do embaraço daqueles oportunistas que querem usar as escolas como instrumento para satisfazer as suas ambições pessoais.
O esforço de alguns continua sendo fundamental para que haja a alegria de todos e a mudança do processo de gestão nas escolas pode contribuir com esse profissionalismo e fazer com que as escolas, que já estão na luta a tanto tempo, possam consolidar-se e garantir, além do sucesso particular da instituição, o fortalecimento do carnaval no Estado.
Ficou diferente o carnaval sem o desfile das escolas de samba. Isso é a prova que todos precisavam para notar o quanto é importante o evento e, também, observar que essa importância precisa ser democratizada e não canalizada para poucos.
Ganhar a confiança de patrocinadores é decisivo nessa arrancada. De todos os patrocinadores, inclusive do Governo do Estado, administrador dos recursos do contribuinte, que contando com uma boa informação pode diminuir a rejeição que boa parte da sociedade tem para os recursos públicos aplicados no carnaval.
Só não vale repetir os chavões de que “é obrigação do governo” e que o carnaval “gera emprego e renda”. Nessa mensagem o contribuinte não acredita.

sexta-feira, 4 de março de 2011

OS MESTRES E O CHEIRO DO VENTO

Rodolfo Juarez
Faz algum tempo que Amapá não conta com um plano de desenvolvimento que possa indicar em que direção o Estado está se deslocando. Estamos entregues à intuição e a experiência dos “mestres” que, conforme o “cheiro do vento” nos mandam a todos, para um rumo que garantem ser o melhor.
Essa “sensibilidade” ou “sensitividade” tem sido, em verdade, o último recurso que os dirigentes têm utilizado para não parar de vez ou não encalhar em praias desconhecidas ou que, já se percebe claramente, não tem dado certo. De vez em quando um encalhe um mastro quebrado, ou ventos fortes e ondas altas, nessa viagem sem rumo que empreendemos dentro dessa canoa chamada Amapá.
E o tempo nos mostra que os problemas se agravam e as soluções ficam cada vez mais caras, muito embora cada vez mais evidentes de que elas precisam ser buscadas e encontradas.
Um dos reflexos está na infraestrutura estadual, necessária para o desenvolvimento e para a atração de investidores que possam dividir essas responsabilidades. Já se foi o tempo em que questão de infraestrutura era questão exclusiva do setor público. Desde 1990 que o Brasil conta com importantes investimentos privados em obras de infraestrutura.
E o que é infraestrutura?
Segundo os conceitos correntes, infraestrutura é o conjunto de elementos estruturais que enquadram e suportam toda uma estrutura e possui concepções diferenciadas em diversas áreas do conhecimento:
Na engenharia – suporte de sistemas viários, de esgotos, de fornecimento de energia, etc. de uma cidade ou de uma região.
Na tecnologia – suporte tecnológico para o tráfego de informações e framework, isto é, um arcabouço, que é muito mais que uma abstração de projetos.
Na economia – suporte sócio-técnico para a estrutura econômica. Mostrando as competências que precisam ser aprimoradas ou renovadas e avaliando os desempenhos futuros.
Infraestrutura é, portanto, o conjunto de atividades e estruturas da economia de um estado ou de uma região que servem de base para o desenvolvimento de outras atividades. Por exemplo, para que as empresas possam exportar são necessários portos e aeroportos, estes são elementos de infraestrutura.
Também compõem a infraestrutura de um estado: rodovias, usinas hidrelétricas, portos, aeroportos, rodoviárias, sistemas de telecomunicações, ferrovias, rede de distribuição de água e tratamento de esgoto, sistemas de transmissão de energia, etc.
A infraestrutura é fundamental para o desenvolvimento econômico. Sem ela, as empresas não conseguem desenvolver adequadamente seus negócios. Quando um estado apresenta uma infraestrutura pouco desenvolvida, os produtos encarecem no mercado interno, prejudicando os consumidores, e perdem a competição no mercado externo, dificultando as exportações.
A infraestrutura, isso em todo o Brasil, foi, inicialmente desenvolvida exclusivamente com investimentos públicos. Porém, a partir da década de 1990, com as privatizações e parcerias entre o setor público e o setor privado, as grandes empresas nacionais e internacionais tem investido em infraestrutura através de contratos de concessão.
Fazendo um checklist percebemos o tamanho do nosso déficit.

quinta-feira, 3 de março de 2011

SONHO SERRADO

Rodolfo Juarez
A falta de assistência do poder público aos bairros da periferia é histórica. As pessoas que lá vivem (ou sobrevivem) sentem, diretamente, esse abandono. Sem coleta do lixo urbano, sem água tratada, sem transporte coletivo, sem ruas asfaltadas, com precário sistema de energia, sem qualquer sistema de iluminação pública, com escolas distantes e os postos de saúde muito afastados.
Uma vida difícil vista por qualquer ângulo.
Essas pessoas, a maioria absoluta carente, chegam ao ponto de imaginar que não estão vivendo na cidade. Só percebem isso quando, de vez em quando, precisa ir ao centro para gastar as suas pequenas economias e fazer girar a roda do crescimento comercial ou empresarial, onde deixa, como todos os outros (ai são iguais) os valores para o recolhimento dos tributos.
Quando reclama ainda recebe respostas como a do prefeito da cidade de Manaus, que sem ter para onde manda uma das moradoras das áreas de risco daquela cidade, disse (ou desejou) simplesmente: “Então morra! Morra! Morra!”.
Por aqui, notícia desse tipo ainda não foi veiculada, entretanto, é muito provável que os gestores (colocando no bolo os secretários) já tiveram vontade de dizer a mesma coisa.
E isso tem explicação.
Há uma inversão de valores na cabeça dos gestores que insistem em querer fazer os seus gabinetes e as suas casas mais bonitas e atraentes e as casas da população mais pobres, sem quaisquer condições para se chegar e, muito menos, morar.
Agora mesmo, quando do corte do orçamento da União, a motoserra da presidente Dilma voltou-se para o Programa Minha Casa, Minha Vida que, se não dava em nada, pelo menos distribuía esperança em uma vida melhor, em uma casa melhora.
Um governo que serra o sonho dos sem teto é um governo sem sonho a ser considerado.

NOTÍCIAS

ASSESSOR PARLAMENTAR
O ex-governador Waldez Góes está de mudança para Brasília e sem a garantia de que vai poder voltar todos os finais de semana como fazem os membros da bancada federal do Estado em Brasília. É uma oportunidade para que o ex-governador cumpra a sua meta de mora, em 2011, em Brasília. Ele está assessor parlamentar na Câmara.

NÃO POUPOU
O senador Randolfe Rodrigues não poupou ninguém quando denunciou da tribuna do Senado a situação da saúde no Estado que classificou como caótica e destacou os mais de 500 casos de dengue que já estão confirmados no Amapá. Também deixou boa parte do discurso para atacar as autoridades da saúde quando se referiu à febre tifóide.

CALADO
Quem anda calado demais é o senador Gilvan Borges. Como ele não é acostumado a ficar de boca fechada é provável que quando falar vai deixar muita gente de cabeça inchada. O Deputado, que mais uma vez recebeu a incumbência de assumir o cargo simbólico de coordenador da Bancada Amapaense, ainda não esqueceu o bordão “dinheiro na conta” que não acrescentou nenhum voto.

FALANDO NISSO...
Continua parada a obra do Canal da Mendonça Júnior. Os recursos para custear as obras são de emenda parlamentar, mas até agora, o governo se queixa que, de recursos federais para o canal “não pingou” um centavo se quer. Resultado: obra abandonada pela construtora e o aspecto ambiental completamente prejudicado. Uma cena jamais desejada por alguém. E ainda tem a divida das árvores que foram cortadas.

PARADA
Outra obra que está completamente parada é do Shopping Popular. Aquela que fica na esquina da Rua São José com a Avenida Henrique Galúcio. A prefeitura, no passo que está, vai “ver” o prefeito de a próxima legislatura inaugurar o prédio no final do mandato. Trata-se de uma obra cara, licitada em outro tempo e com funcionalidade duvidosa.

E ZERÃO?
Sem nenhum anúncio sobre a retomada das obras do Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão, continua a população esperando por esse dia. Não para dizer que a obra vai custar R$ 40 milhões. Isso espanta qualquer um. O impressionante é que a primeira empresa contratada (A Estacon) prometia concluir a obra por menos de R$ 8 milhões, valor considerado alto e que motivou a rescisão do contrato. Dá para entender?

DENGUE
Segundo especialistas, enquanto não melhorar a situação sanitária da cidade de Macapá, a contabilização dos casos de dengue vai permanecer com uma tendência de alta. A situação é grave e os casos são muitos. Até agora, a contribuição mais efetiva é dos moradores, o poder público continua sem condições de ser eficaz.

CONSELHO DA AMPREV
O Deputado Moisés Souza (PSC), Presidente da Assembléia Legislativa do Estado, participou na tarde de ontem da Cerimônia de Posse do Conselho Estadual de Previdência Social. O evento, que contou com a presença do Governador do Estado, Camilo Capiberibe (PSB), deu posse aos deputados Paulo José (PR) e Edinho Duarte (PP), como conselheiros titular e suplente do CEP/AMPREV para o biênio 2011-2012.

AUMENTO DO BOLSA FAMÍLIA
O Programa Bolsa Família terá reajuste médio de 19,4%. Será concedido um aumento de até 45.5% sobre o benefício variável que é pago a famílias com filhos até 15 anos. Com isso o valor médio mensal pago aos participantes do Programa subirá de R$ 96,00 para R$ 115,00. O custo do reajuste será de R$ 2,1 bilhões segundo o fontes do Planalto.

BALANÇA COMERCIAL
O saldo da balança comercial brasileira atingiu 1,199 bilhão de dólares em fevereiro, segundo dados divulgados terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Pela média diária de 60 milhões de dólares, houve crescimento de 177,4% na comparação com fevereiro de 2010 e 197,6% ante o resultado médio diário de janeiro de 2011.

ACUMULADO MENSAL
No acumulado mensal, as exportações fecharam o mês em 16,733 bilhões de dólares, com crescimento de 23,5% na média diária (836,7 milhões de dólares) e 15,5% maior que a de janeiro passado. Já as importações, com resultado de 15,534 bilhões de dólares, registraram acréscimo de 18,4% na média diária (776,7 milhões de dólares).

SUPERÁVIT
No ano, o superávit da balança comercial já chega a 1,622 bilhão de dólares – alta de 615,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse intervalo, as exportações alcançaram 31,947 bilhões de dólares, com média diária de 779,2 milhões de dólares – resultado 26% acima do verificado no mesmo período de 2010. Já as importações, de 30,325 bilhões de dólares no período, registraram ampliação de 20,7% na média diária (739,6 milhões de dólares).

JAPÃO: ORÇAMENTO RECORDE
A Câmara dos Deputados do Japão aprovou nesta terça-feira um orçamento de 92,4 trilhões de ienes (cerca de R$ 1,87 trilhão) para o ano fiscal de 2011. O valor recorde ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de entrar em vigor. A Câmara, controlada pelo governante Partido Democrático do Japão (PD), deu sinal verde para o orçamento recorde, que recebeu duras críticas da oposição.

VIGÊNCIA
A Constituição japonesa estabelece que um orçamento aprovado na Câmara Baixa deve passar pelo Senado, mas, ainda que esta Casa o rejeite, o projeto entrará em vigor em um prazo de 30 dias. Desta forma, o orçamento ficará definitivamente aprovado em 31 de março, quando concluirá o ano fiscal japonês.

AINDA TEM JEITO

Rodolfo Juarez
Já faz algum tempo que vimos procurando interpretar o que tem levado a Segurança Pública aqui no Estado do Amapá a ter problemas de gerência, seja pela dispersão de comandos, seja pela falta de compreensão da administração central, o que levado a resultados de eficácia muito aquém daquela que poderia ser esperada.
O resultado apresentado para a sociedade deixa a impressão que os erros são muito mais visíveis que os acertos e isso, além de ser ruim para o sistema de segurança social, não corresponde ao esforço, à dedicação e à capacidade técnica dos policiais e às propostas de gestão planejadas para a defesa e tranquilidade do cidadão.
Então podia ser um erro de estratégia organizacional, nada que não poderia ser observado internamente pelas áreas de segurança e catalogado pelos sistemas de inteligência que são necessários quando estão a serviço da prevenção e da antecipação aos ilícitos.
O policiamento ostensivo, ao longo do tempo, foi perdendo o seu principal objetivo – a prevenção. Passou a ter como foco a repressão, seguindo os passos da polícia federal, que faz das operações midiáticas espetáculos com direito a nota oficial e espaço na televisão e no rádio e, com isso, conquistam a simpatia da população.
Essas operações renderam aos policiais federais quadro de carreira, salários altos e uma espécie de reserva de confiança social.
As policias estaduais, tanto a judiciária como a militar, buscam até agora se verem no mesmo espelho das polícias federais e passaram a tratar o assunto em conjunto, diretamente no Congresso Nacional, deixando os governos estaduais em segundo plano, muito embora seja a unidade federativa tenha que definir os planos de carreira e ter os encargos administrativos de um bom sistema de segurança.
Já está claro que a Segurança Pública não pode ser tratada apenas como medidas de vigilância e repressão, mas como um sistema integrado e otimizado envolvendo instrumento de prevenção, coação, justiça, defesa dos direitos, saúde e social.
A Segurança Pública é um processo que se inicia pela prevenção e finda na reparação do dano, no tratamento das causas e na reinclusão na sociedade do autor do ilícito.
Assim, sendo um processo, a segurança pública é uma sequência contínua de fatos ou operações que apresentam certa unidade ou que se reproduzem com certa regularidade, e que compartilha uma visão focada em componentes preventivos, repressivos, judiciais, de saúde e sociais.
É um processo sistêmico, pela necessidade da integração de um conjunto de conhecimentos e istrumentos estatais que devem integrar a mesma visão - compromissos e objetivos.
O processo também deve ser otimizado, pois dependem de decisões rápidas, medidas saneadoras e resultados imediatos.
Sendo a ordem pública um estado de serenidade, apaziguamento e tranqüilidade pública, em consonância com as leis, os preceitos e os costumes que regulam a convivência em sociedade, a preservação deste direito do cidadão só será amplo se o conceito de segurança pública for aplicado.
O Amapá é um Estado, comparado com outros estados da região, com pequena área, baixa densidade demografica e, em consequência, uma população disposta a contribuir para o desenvolvimento da segurança pública agora, para que no futuro, possa usufruir de um sistema eficiente e em condições de ser exemplo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

NOTÍCIAS

O PLANO ATRAZADO
A reunião realizada na segunda-feira, dia 28 de fevereiro, com a participação dos vereadores, do prefeito e lideranças comunitárias, parece que representou a descoberta de que são os vereadores e o prefeito que têm que falar na resolução dos problemas municipais. Depois de dois anos de mandato dos vereadores e do prefeito que eles sentam para preparar um plano de ação.

ESQUISITO
Dizer para os vereadores do município a situação atual da cidade e do interior parece que é uma coisa descabida. Das duas uma: ou os vereadores não estão olhando por onde passam e não estão indo ao interior; ou são tão displicentes, mas tão displicentes, que passam pelos problemas e não os vê.

ÁGUA TRATADA
O presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá resolveu encarar o problema da CAESA de frente, muito embora saiba que, sozinha, a empresa não tem musculatura para agüentar o tranco. Até agora, dois meses passados da gestão atual, a população ainda está engolindo as desculpas, mas falta pouco para não passar mais nada.

MAIS UMA DESCOBERTA
Sessenta dias depois de iniciada a atual gestão é que se descobre que as obras do hospital de Santana estão paradas. Isso já vem de muito tempo e, por conseguinte, desde o inicio da gestão. O espanto pela “descoberta” é que pareceu um exagero. E não é só o hospital, se andar mais um pouco vai ver que a delegacia geral de Santana foi demolida e o prédio prometido continua virtual.

DILEMA
Em breve muitos pais estarão diante do seguinte dilema: é melhor comprar uma coleção de clássicos ou um iPad para os filhos? A dúvida é pertinente, já que o número de livros em versão digital para o tablet da Apple cresce velozmente. Editoras e livrarias estão atentas e se preparam para atender aqueles que decidirem investir na estante virtual.

SEGURANÇA DE VÔO
Desde o acidente do vôo 447, no qual morreram 58 brasileiros, em 31 de maio de 2009, a Air France-KLM persegue um objetivo maior: tornar-se a companhia “mais segura do mundo”. Em Paris, o presidente da empresa, disse que a idéia é ir além dos já rigorosos padrões de segurança internacionais. Ele faz críticas a infraestrutura aeroportuária no Brasil, o que está impedindo que a empresa atue no Brasil.

REMÉDIO PARA RESSACA
Pesquisadores de uma universidade americana testaram diferentes substâncias em ratos de ressaca. Concluíram que o verdadeiro causador da dor de cabeça pós-bebedeira é uma substância chamada acetato. A melhor forma de combatê-la é tomar uma aspirina logo após a bebida alcoólica e consumir cafeína de quatro a oito horas depois.

DENUNCIADO
O Ministério Público Federal denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ex-ministro da Previdência Amir Lando por usar o governo para promoção pessoal. Em 2004, a previdência enviou cartas a aposentados e pensionistas para divulgar o crédito consignado. Para o MPF, o ato visou promover Lula, Lando e o BMG, banco envolvido no mensalão.

EX-PRESIDENTE OU A MÃE
O PT se mobiliza para arranjar uma ocupação bem paga para o ex-deputado José Jenuino, que presidiu mas não conseguiu se reeleger no ano passado. O PT paulista vai indicá-lo para a vaga que abriu no Tribunal de Contas da União, com a aposentadoria do ministro Ubiratan Aguiar, prevista para este ano. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), requer o mesmo posto para sua mãe, a deputada Ana Arraes (PSB).

INCONSTITUCIONALIDADE (1)
Na última década, 650 leis sancionadas pelo Executivo foram derrubadas no todo ou em parte pelo Supremo Tribunal Federal – STF, por serem inconstitucionais. Risco semelhante corre a Lei da Ficha Limpa, aplicada na última eleição. Se isso ocorrer, as decisões proferidas com base na regra perderão o efeito.

INCONSTITUCIONALIDADE (2)
Para evitar a repetição desses casos, o presidente do Supremo, Cesar Peluso, tenta convencer o governo a submeter os projetos aprovados pelo Congresso à apreciação da corte antes de promulgá-los. O mecanismo é adotado por países como a França, Espanha e Portugal. O Planalto gosta da idéia.

“MARÇO GORDO”
O governo prepara para depois do carnaval o lançamento e alguns relançamentos, em alto estilo, de programas sociais. Uma enxurrada que, claro, incluirá alta voltagem de marketing – alguns assessores de Dilma Rousseff já chamam o período pelo sugestivo apelido de “março gordo”.

PROGRAMA DE DESACELERAÇÃO DA MISÉRIA
Entre os lançamentos, um Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e um Prouni, ambos rigorosamente vitaminados. O prato principal, todavia, será a criação do Programa de Combate à Miséria, que fará para com o recém lançado slogan do governo, “Pais rico é país sem pobreza”. O novo projeto terá um nome de forte impacto marqueteiro, ainda não escolhido. Não será Plano de Desaceleração da Miséria, ma o sentido é esse mesmo.

QEUM GANHA O SALÁRIO MÍNIMO NO BRASIL?
No Brasil 46 milhões e 800 mil pessoas recebem salário mínimo. Destes, 19 milhões e 200 mil, são beneficiários do INSS; 13 milhões e 800 mil, são empregados; 8 milhões e 700 mil, são autônomos; e, 5 milhões e 100 mil, são trabalhadores domésticos. Qualquer alteração no valor mexe imediatamente como esses quase 47 milhões de pessoas.

O SALÁRIO MÍNIMO
O salário mínimo foi criado no Brasil na ditadura de Getúlio Vargas, em 1940, quando ainda não tinha sido criado o Território Federal do Amapá. Seu valor inicial foi estipulado em 240 mil-réis mensais. Em dinheiro de hoje ajustado pela inflação, daria 536 reais. É menos que os 545 reais da atualidade. O PT tinha como bandeira um salário mínimo de 100 dólares. Pois agora o valor equivale a 320 dólares.

A GESTÃO OBJETIVA

Rodolfo Juarez
A vida frenética que a gestão pública impõe ao governador do Estado exige desse gestor o planejamento de suas ações e não só isso, compele àquele gestor a necessidade de exercer a função executiva, isto é, a presença em um município, próximo da capital ou distante dela, precisa ser completada com as tomadas de decisão, através de assinaturas, seja de protocolos oficiais, seja de contratos, convênios ou ordens de serviço.
Essa prática acelera as decisões e marca o desentrave dos compromissos que são firmados ao longo do mandato e que precisam ser iniciados ou continuados imediatamente.
Para a eficácia desse procedimento há necessidade de um tratamento profissional ao executivo que diretamente vai se relacionar com o governador e que precisa se antecipar a tudo o que o gestor vai precisar durante a sua presença naquele município.
O governador não precisar fazer visita. Essa incumbência é de seus auxiliares. Ele deve estar pronto para tomar as decisões depois de receber os pedidos da população, os reclamos dos prefeitos e vereadores e as explicações de sua equipe técnica.
Isso vale para todas as áreas e, por isso, é importante que a cada presença do governador, não mais de que três setores públicos sejam explorados para que o gestor tenha certeza que está decidindo conforme a alternativa melhor para aquela questão, e não pela emoção que mais tarde possa lhe trazer problemas.
Para que seja possível esse tipo de ação proativa há necessidade de ser ter o tamanho exato da necessidade financeira, a ciência de que essa necessidade financeira cabe no orçamento e se o orçamento está suficientemente detalhado para suportar o compromisso sem prejudicar outros.
O espelho orçamentário e financeiro dos setores em discussão deve estar disponível e acessível ao governador para que, não só mostre a confiança quando decidir, mas se faça compreender quando tiver que tomar uma solução parcial, mas dentro da capacidade orçamentária do Estado.
De pouco vale para a administração as visitas que nada resolvem ou que não resultam em ações imediatas. A população já conhece o problema, certamente já tem as sugestões para resolver aquele problema e as invenções dos “achistas” precisam ser evitadas, tanto como sugestão ao governador, como proposta a terceiros, seja ao prefeito ou outra autoridade municipal, seja à população.
Todos precisam ser firmes para ganhar a confiança da população que é muito melhor tê-la como aliada da gestão do que crítica dessa mesma gestão. Da mesma forma como se busca aliados políticos, ideológicos; também se precisa buscar aliados para a gestão e para o desenvolvimento da gestão.
O gestor não pode contar com auxiliares tímidos, medrosos e sem transmitir segurança para a população. Os auxiliares não podem mentir, pois a população debita a mentira do auxiliar para o governador ou aquele que está no comando da equipe de gestão naquele lugar e naquele momento.
Tem muita coisa para fazer e nem tudo dá para fazer no primeiro ano. Então o trabalho de gabinete é importante para que as decisões tenham minimizados os seus riscos e o trabalho possa contar com o acompanhamento da própria comunidade que se encarrega de prestar as informações verdadeiras todas as vezes que o gestor quiser.
A força da gestão está na confiança que o gestor conseguir imprimir nas ações que lhes são próprias e na confiança que ganhe na equipe.