sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mudou o calendário para eleição do prefeito de Pedra Branca

         A data da eleição suplementar no município de Pedra Branca do Amaparí, que antes estava definida para o dia 31 de março, agora será realizada no dia 07 de abril. A decisão foi tomada na sessão plenária do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá realizada na quinta-feira, dia 24.
A alteração se dá devido a Resolução do Tribunal Superior Eleitoral que recomenda que as eleições sejam feitas no primeiro domingo de cada mês. Com a alteração da data da eleição, são alteradas também outras datas do calendário eleitoral.
As convenções agora devem ocorrer entre 09 e 12 de fevereiro, os registros de candidatura devem ser requeridos ao Cartório Eleitoral da 11ª Zona Eleitoral até 17 de fevereiro e a propaganda partidária, gratuita no rádio e na televisão, será veiculada entre 27 de fevereiro e 04 de abril.
A diplomação pode acontecer até o dia 22 de abril.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mazagão Velho: 243 anos

Rodolfo Juarez
Mazagão Velho completa hoje 243 anos. Um local que pode ser tudo: aprazível, bom de morar, bom de ir, bom de passear, bom de viver, místico, mágico, alegre e mais tudo que um interior tranquilo e próximo pode ter e oferecer muito mais para aqueles que ali chegam.
E hoje é o seu grande dia. Dia do aniversário do lugar.
Todos os moradores estão em festa, todos os vizinhos os aplaude e as autoridades têm certeza que tudo o que fizerem pelo local ainda é pouco.
E já faz muito tempo que tudo começou. Foi 1770. É por isso que não tem mais testemunha viva do começo, mas tem quem conte a historia do lugar com tantos detalhes que todos os que ouvem acabam por imaginar a forma que teriam para agradecer a tanto empenho, destemor e coragem dos primeiros moradores de Mazagão Velho.
Mazagão Velho recebeu esse nome por causa da sua importância, afinal de cojntas carrega o nome do município do qual é distrito. Então o velho ficou como sinal de respeito de todos os outros lugares que, junto com ele forma o município de Mazagão.
Mazagão Velho deve muito de sua origem à Guerra Santa, um dos acontecimentos mais marcantes da história do mundo, especialmente no século XVIII, sendo que a vila foi fundada com o objetivo de ser uma réplica da Mazagão Africana, uma cidade ao norte de onde está hoje situado o Marrocos e atualmente conhecida com El Jadida.
Mazagão Africana foi uma posseção de Portugal até 1769 quando, em razão das constantes batalhas travadas entre cristão e muçulmanos, os portugueses sairam da região, deixando a cidade praticamente deserta.
As 340 famílias que sairam da Mazagão Africana e seus escravos vieram para Belém do Pará. De lá uma parte dessas pessoas foram transferidas para o “meio da floresta”, nas proximidades do Rio Mutuacá, onde o governador do Grão-Pará e Maranhão determinaram que morariam no novo local com a construção da Vila do Mazagão, hoje Mazagão Velho.
Uma história que explica a valentia do povo que hoje herda a linhagem desses desbravadores, que por ações voluntárias ou obrigadas acabaram construindo o seu próprio lugar.
Mas a vila, com o passar dos tempos, teve outros nomes. Regeneração, que recebeu em 1833, foi um desses nomes, para voltar a ser vila, depois comarca. Depois de alguns anos foi incorporada à comarca de Macapá para, em 1915, ser a Mazagão Velho que conhecemos hoje.
É impressinante a história de Mazagão Velho e seu povo. Além de rica é surpreendente e não repetitiva. As surpress estão em cada escavação, em cada exploração. Para os aficionados em procurar explicação para a ocupação de uma localidade ou de uma região, Mazagão Velho além de ser atraente é empolgante e desafiadora.
Por isso a região de Mazagão Velho foi objeto de uma operação de prospecção arqueológica conduzida pela Universidade Federal de Pernambuco, na qual foram encontradas ruinas da primeira ingreja fundada na vila e ossadas de seus primeiros habitantes. A lentidão das gestões municiapal e estadual está atrasando a fundação do Museu Histórico de Mazagão Velho com todas as características que podem explicar para a geração atual e a futura, detalhes da ocupação do local.
Há menos de 40 km de Macapá, capital do Esado do Amapá, pela rodovia estadual AP-030, Mazagão Velho deve ser, dentro de pouco tempo, referência em outras áreas cietificas capazes de explicar o bom espírito do mazaganense e a alegria do seu povo.
Os amapaeses e os amazônicas de modo geral, precisam conhecer o local para saber o que representa a aniversariante de hoje para a história, a geografia e a cultura do Estado do Amapá.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tragédia do Macacoari

O dia 21 de janeiro lembra para os amapaenses a tragédia do Macacoari. Naquele dia, em 1958, morreram o depurado federal Coaracy Nunes, o suplente de deputado federal Hildemar Maia e o piloto Hamilton Silva. Eles voltavam daquela localidade, hoje distrito do município de Itaubal, depois de um pernoite, pois haviam saído de Macapá na tarde do dia anterior para cumprir uma série de compromissos, inclusive políticos. 
 


Deputado Coaracy Nunes
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Situação de emergência: um golpe na esperança

Rodolfo Juarez
A nova administração do município de Macapá, que tem à frente o prefeito Clécio Luis e o vice-prefeito Allan Sales, resolveu adotar a pior estratégia para resolver os primeiro problemas que foram apurados na prefeitura.
Decretar situação de emergência no setor saúde, com o imediato anúncio de que serão suspensos os serviços de atendimento à população, representa um golpe na esperança de melhora na qual teimava em acreditar população.
Durante os próximos 90 dias os dirigentes municipais, em nome da emergência, não serão obrigados a cumprir com a lei que protege os gastos do dinheiro público, não sendo obrigados a comprar material ou contratar serviço depois de regular licitação. Situação que exige pode não ser a mais eficaz, muito embora todos saibam que será a mais cômoda.
Esse modelo de gestão, comprometendo os recursos do município com compras e serviços sem licitação era fortemente combatido pelo vereador Clécio e repugnado pelo candidato Clécio.
Por trás dos levantamentos está desconfiança dos atuais gestores de que não dariam conta da incumbência se tivesse que seguir a Lei desde o começo.
Às favas as licitações. Às favas os preços menores, disputas leais e legais na mesa de oferta de produtos e serviços ou nas salas de disputa de preço nos pregões.
Também vão às favas as propostas da campanha que convenceram mais de 100 mil eleitores a eleger Clécio Luis para governar o Município que, de certa forma permitiu que fosse levado para o buraco pelo prefeito Roberto Góes.
Os funcionários da prefeitura que se cuidem, pois, os administradores estão se protegendo por trás dos ministérios públicos e das polícias, de certa forma desviando a atenção da população, para a declaração de falta de confiança no fazer o que tem que ser feito.
Macapá, com a declaração unilateral – e tem que ser assim – de situação de emergência faz com que a administração declare moratória para os seus credores, ou seja, pede um tempo não só para não pagar o que deve, mas também, para gastar como entender os recursos que sempre serão poucos, mas que precisa de determinação e um plano, para gasta-los com eficácia.
Agora funcionários e fornecedores que esperem. O comandante vai precisar de tempo para mandar servir o lanche e o cafezinho para a tripulação.
Já houve contra-contra ordem, depois de meio mês decorrido, com relação ao pagamento de funcionários, por perceberem ter sido colocado na folha alguns servidores fantasmas ou que desconfiaram estar no além bem perto de alguém.
Então aqueles que o município não paga desde o mês de novembro e dezembro, que esperem mais um pouco, continuem comendo vento e bebendo brisa.
Falta de respeito, com os funcionários, com os anúncios que foram feitos e com as palavras que foram ditas.
Enquanto isso as pessoas não adoeçam, pois as unidades de saúde do município estão com as portas fechadas; que não produzam lixo, pois a coleta continua em condições precárias; mas também que a chuva não caia para não aumentar o número de buracos nas vias e apagar os semáforos, da sinalização, que ainda funcionam.
A situação de emergência, em nenhum momento foi colocada na campanha do candidato Clécio e muito menos fez parte do plano de emergência dos 100 dias. Ah! Vai aproveitar os quase 100 dias que ainda tem até o dia 10 de abril para administrar emergencialmente.
A outra estratégia que poderia ser utilizada pelos novos gestores municipais exigiria muita disposição, certa preparação, alguma experiência, até faísca de competência, além de ter que conquistar a confiança do povo.
Esta estratégia tem a ver com muito trabalho, responsabilidade social e disposição para pagar o que deve.

A corda arrebentou do lado mais fraco

Rodolfo Juarez
O desenvolvimento de qualquer região tem fases bem definidas que precisam ser conhecidas para serem vencidas de forma organizada em sem criar grandes problemas para a sociedade, principalmente para a parcela mais pobre dela.
Evidente fica que para que isso aconteça de forma organizada é preciso que haja uma diretriz, detalhada de forma que permita o acompanhamento e, assim, a antecipação aos problemas que são decorrentes das modificações de cenários que vão sendo encontrados no andar dos projetos, partes de um plano. Ou seja, é condição indispensável que se tenha uma linha de acompanhamento que permita, ao que tem a atribuição de evitar as dificuldades inerentes ao projeto, intervir no processo e redirecioná-lo.
E quem tem a atribuição de evitar essas dificuldades?
É o governo do local, na maioria das vezes, dividido entre a prefeitura do município, o governo do estado e a governo da União, todos eles seguindo um mesmo plano que contém os programas de desenvolvimento e destes são filhados os projetos executivos, alguns desses projetos executados pelo próprio poder público e outros, pela iniciativa privada, não raro, financiado com dinheiro público, retornável ou não.
O Estado do Amapá esgotou uma das fases de seu desenvolvimento. Chegando aos 700 mil habitantes e está inserido em uma região que tem os mesmos problemas, mas que pode não estar usando o mesmo método resolutivo para os problemas.
A nova fase do Estado exige planejamento e é o que não está pronto, apesar de aparentemente ser óbvio. E não está pronto porque muitas falhas foram cometidas ao longo dos 22 anos de emancipação político-administrativa que começou em 1991.
Os governantes erraram nas decisões que tomaram durante os seus governos e isso está repercutindo desde o primeiro mandato do governador Waldez que recebeu como principal aviso o encerramento do contrato da Icomi, empresa que explorava manganês na Serra do Navio.
Ficou claro que ali se esgotava o modelo.
Mesmo assim os dirigentes se ocuparam com questões decorrentes dos erros pretéritos e não elaboraram as defesas para que isso não piorasse a situação. Basta lembrar que quando a empresa que explorava as minas de Serra do Navio anunciou o encerramento do contrato, alguns dos seus funcionários recebiam 17 salários, abona de meio de ano, abono natalino e tinham as suas viagens de férias pagas pela empresa.
O mundo havia mudado e com ele as relações comerciais. E não quer dizer que as mudanças nas relações comerciais decorriam da mudança do mundo. Não, era a nas relações comerciais que estavam acelerando a mudança no mundo.
O que está acontecendo na região do Jari, com a principal empregadora do lugar fechando as portas, não era para ser um fenômeno, mas é. Afinal de contas são mais de 6 mil funcionários que estão sendo dispensados da empresa. E de pouco vai adiantar os discursos que estão sendo feitos agora, por alguns políticos, gestores e até membros da imprensa, que certamente não queriam que isso acontecesse. Ora, também assim pensaval os donos da empresa e os funcionários da empresa.
Acontece que é o modelo que está esgotado. Esse que está instalado ali não é competitivo e basta esse argumento para que a empresa deixe a competição e saia do mercado e faleça completamente.
O discurso precisa mudar. A face do desenvolvimento é outra e ele precisa acontecer, para que o local, o município, o estado e o país continuem no mercado.
Quem quiser compreender esse fenômeno assista o filme “Com o dinheiro dos outros”. Ajuda bastante. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Financiamento do Carnaval no Amapá

Rodolfo Juarez
Os dirigentes das escolas de samba já estão com a sensação de que os dias estão mais curtos e de que as semanas não têm mais sete dias. A reta final de preparação começou na reta inicial, ou seja, pouquíssimo tempo para preparar tudo para o desfile dos dias oito e nove de fevereiro.
Quando o carnaval acontece no começo do mês de fevereiro é claro que os cronogramas da preparação do carnaval de cada escola ficam muito mais apertados e, este ano, ainda apareceram problemas adicionais para a definição daqueles que estariam dirigindo o desfile oficial.
Executar o desfile oficial das escolas de samba é uma carga de trabalho organizacional muito forte e conta com planos parciais que devem ser muito bem executados para ganhar a confiança dos dirigentes das escolas de samba e transmitir essa confiança para a população que, através do Governo, investe milhões para a realização do evento.
Os que fazem o carnaval no Amapá já perceberam que, a cada ano, as cobranças da população são mais objetivas e muito mais coerentes com o entendimento do que é a aplicação do dinheiro público.
Vai chegar a um ponto em que as justificativas ficarão escassas e os argumentos não serão suficientes para que permaneça o financiamento do carnaval exclusivamente através do patrocínio das entidades públicas.
Não que esses entes públicos não tenham a obrigação de “investir” no Carnaval, como em outras manifestações populares. Isso não, mas deve ser um investimento complementar à outros recursos claramente aplicados no desenvolvimento da manifestação popular como o carnaval.
O cardápio de justificativas do Governo e da Prefeitura, mesmo variado, não tem mais evitado que, muitas vozes se levantem, em número maior a cada ano, pedindo explicação e, na falta dessas explicações, pedindo a cessação do patrocínio público à festividade, analisando que os recursos teriam formas mais eficazes de aplicação, com resultados mais interessantes para a população.
Este ano não podem as escolas e a entidade que congrega as escolas, deixar de prestar contas dos recursos que recebem diretamente dos entes públicos e daqueles outros recursos que arrecadam através da venda de ingressos, patrocínio e serviço.
A inquietação da população, com relação ao financiamento de boa parte do carnaval com dinheiro público, cresce a cada ano e caminha para um momento crítico com sérios riscos de serem feitas exigências que podem prejudicar as condições que hoje as escolas e os organizadores têm para realizar o desfile oficial.
Aparentemente não são notadas razões que dificultem a prestação de contas do carnaval, mesmo assim são repetidas as situações que culminam com dificuldades para que essas prestações de contas sejam realizadas.
Desconfiança e descrédito são os resultados que precisam ser combatidos nas ações pós-carnaval, para que a confiança da população seja readquirida naqueles que se esforçam para executar o melhor que podem fazer e para aqueles que precisam permanecer motivados para não criar dificuldades para financiar o evento com dinheiro público.
Já são claros os sinais de que os limites da população, com relação ao financiamento do desfile das escolas com dinheiro público, estão sendo atingidos e isso pode se não for bem cuidado, criara grandes dificuldades, maiores que as atuais, àqueles que sempre acreditaram que podem fazer, em Macapá, um carnaval de boa qualidade.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

30 anos de fundação do GRIS Solidariedade

No dia 15 de janeiro de 1983, foi fundado o Bloco Solidariedade, nome sugerido por Beloca e Adelson, prestando uma homenagem ao Sindicato dos Trabalhadores Poloneses, exemplo de integração, força e determinação, com as cores verde, vermelho e branco, estas propostas por Nonato e Careca.

Em 1984 o Grêmio Recreativo Império de Samba Solidariedade passou a fazer parte das escolas de samba do segundo grupo e por esse motivo assumiu o nome que hoje ostenta e adotou o jacaré como símbolo quando desenvolveu o enredo “De Jacareacanga a Jesus de Nazaré”.

O primeiro samba da escola foi composto em 1983 por Tadeu e interpretado por Beloca. O primeiro mestre-sala foi o Paraguaçu, a primeira porta bandeira foi Socorro Nascimento. O primeiro mestre de bateria foi Porfírio, que teve o auxílio de Zé Maria. A primeira estilista-costureira da Escola foi a professora Maria Braga.