domingo, 27 de janeiro de 2013

A banda que tocava na boite Kiss

Banda Gurizada Fandangueira, que tocava na hora do incêndio em Santa Maria, teve um integrante entre os mortos: o sanfoneiro Danilo Jaques, que aparece acima de camisa azul e blazer preto (Foto: Arquivo pessoal)

Novos números do incêndio em Santa Maria no Rio Grande do Sul

Outra vez uma trágia tem data no mês de janeiro. Agora foi no Rio Grande do Sul, em Santa Maria. O número de mortos já chegou aos 231 - a grande maioria é de jovens e pelo menos 166 feridos foram encaminhados aos hospitais da região e Porto Alegre, segundo a BandNews que fez os registros do local onde aconteceu o incêndio.
Estimativas preliminares informam que havia na boite um pouco mais de duas mil pessoas. O fogo começou às duas e meia da madrugada e teria sido provocado por utlização de sinalizadores no palco da boite.

Icêndio mata 180 em Santa Maria/RS, a maioria estudantes

Número de mortos em incêndio em Santa Maria chega a 180, diz polícia
O incêndio começou na madrugada deste domingo na boate Kiss. Polí­cia trabalha no reconhecimento dos corpos e nos escombros.
O número de mortos no incêndio que atingiu a boate Kiss em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, já chega a 180, segundo o major Cleberson Bastianello, comandante do BOE da Brigada Militar.
O número total de vítimas ainda é desconhecido e há centenas de feridos sendo atendidos nos hospitais da cidade. A polícia e o Corpo de Bombeiros ainda trabalham no local, checando as circunstâncias do fogo e retirando corpos da área.
"Nós temos 180 corpos aqui. Pessoas foram levadas em óbito ou feridas para os hospitais da região. Mas repito: esse é o número de mortes que temos aqui. Infelizmente poderá aumentar", disse em entrevista coletiva o major Bastianello.
O número de pessoas que estavam na boate ainda não foi confirmado pelas autoridades. A festa reunia estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, dos cursos de pedagogia, agronomia, medicina veterinária, zootecnia e dois cursos técnicos.
Todos os hospitais da região estão recebendo as vítimas. São ao menos seis casas de saúde. Voluntários estão auxiliando os trabalhos na cidade. "Estamos mobilizando todo o estado, temos hospitais de diversas regiões se disponibilizando para ajudar. De Canoas, Santo Ângelo, Santa Cruz, enfim. Todos estão colaborando para oferecer o melhor atendimento possível. Os trabalhos são intensos e é preciso uma mobilização muito grande", ressaltou o Secretário Estadual da Saúde, Ciro Simoni, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Segundo informações preliminares, o fogo teria começado por volta das 2h30 quando o vocalista da banda que se apresentava fez uma espécie de show pirotécnico, usando um sinalizador. As faíscas atingiram a espuma do isolamento acústico no teto do estabelecimento e as chamas se espalharam.
O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Em seu Twitter, o governador Tarso Genro lamentou a tragédia e disse que vai viajar para a cidade. (Fonte G1)

 

Energia: duplo castigo para o consumidor amapaense

Rodolfo Juarez
De vez em quando começamos a perceber que as coisas estão todas às avessas com relação a determinado assunto e são necessários mais de horas e alguns dias para se entender não o que está acontecendo, mas porque está acontecendo.
A vez agora - mais uma vez -, é da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA que, representada por um dos seus dirigentes, nem tentou explicar o inexplicável: os motivos pelos quais os brasileiros amapaenses não serão alcançados pelo barateamento da energia elétrica que todos os outros brasileiros – que não os do Amapá.
Duplo castigo pela mesma conduta?
Parece que sim.
Os dois castigos, em forma de punição, são pelos desmandos havidos na companhia os quais levaram federalização da empresa, isto é, a perda completa, pelo governo do Estado, do controle acionário da empresa e que foram materializados pelo empréstimo de um bilhão e quatrocentos milhões de reais para “turbinar” o balanço patrimonial da CEA e pelo “paredão” que a situação criou que impediu que a diminuição na conta de energia chegasse ao consumidor, cliente da concessionária local.
O contribuinte, que vai pagar o empréstimo feito pelo Governo, e o consumidor, que não vai receber o rebate na conta mensal de energia são a mesma pessoa.
Se a situação fosse assemelhada a uma questão jurídica não seria admitida, pois, nem mesmo um réu pode ser punido duas vezes por uma mesma conduta típica. E isso tem nome – bis in idem (não repetir sobre o mesmo).
Ninguém pode esquecer que a dinheirama que os deputados autorizaram o governador emprestar da Caixa Econômica Federal, para equilibrar o balanço patrimonial da CEA, vai ser pago, até o último centavo dos juros, pela população amapaense. Como também os consumidores, clientes da CEA, não vão receber os 18% de desconto na conta, porque são clientes da CEA.
Ou seja, duplo castigo!
Mas, além disso, nem uma explicação convincente para aqueles que sempre tiveram o fornecimento de energia interrompido quando deixavam de pagar a conta mensal da energia. Às vezes esses cortes feitos com aditivos ao constrangimento natural que traz o corte, mas outras vezes, feito como vingança por posicionamento crítico contra a forma como a empresa era administrada, na maioria das vezes entregue a dirigentes partidários dispostos a utilizar a mão invisível da companhia a serviço das campanhas eleitorais do “afilhado” da vez.
Depois da autorização dos deputados estaduais, e as ações do governo, se foge das explicações sobre a federalização da companhia.
Nem mesmo o Ministério Público, tão diligente em muitos casos, até insistentes em outros, não se posiciona, dando a impressão que vai esperar, com a paciência que não deve ter, que algum cidadão lance mão dos instrumentos que pode lançar e questione, ao próprio Ministério Público, os motivos que levaram a CEA à não pagar as suas dívidas, ao ponto de superarem um bilhão de reais.
E o Ministério Público tem um dos seus promotores fazendo parte do Conselho de Consumidores, com objetivo, entre tantas atribuições, de ficar próximo do que acontece na empresa.
A realidade é que, duplamente punidos, os consumidores amapaenses não recebem nenhuma explicação sobre os prejuízos diretos da empresa que tiveram que assumir e sobre os prejuízos indiretos que terão sentidos pela discriminação nacional, fundada em um motivo do qual não conhece e, acredita-se, não são considerados em condições de conhecê-los.
Muito para um povo que precisa tanto.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Remo vence o Paysandu e segue 100% no Parazão

O Clube do Remo venceu o Paysandu por 2 a 1 na tarde deste sábado (26), no estádio Mangueirão, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Paraense 2013. As torcidas fizeram um show à parte e lotaram as arquibancadas e cadeiras do Olímpico. A organização do jogo divulgou que o público pagante foi de 39.076 e o não pagante de 2.528, para um total de 41.604 pessoas presentes. A arrecadação geral com a venda de ingressos foi de R$ 832.120,00.
O Leão abriu o placar logo aos 8 minutos de partida, com gol de Val Barreto. Thiago Galhardo roubou a bola no meio-campo e lançou Paulista na ponta esquerda. O atacante passou por um marcador, entrou na área e cruzou para Valotelli cabecear forte no canto de Zé Carlos.
Aos 12 minutos o Papão chegou perigosamente com Rafael Oliveira. O atacante entrou na área, mas chutou fraco para a defesa de Fabiano.
As duas equipes tiveram bom volume de jogo ainda no restante do primeiro tempo, mas não conseguiram marcar.
No segundo tempo, o Paysandu começou com tudo e pressionou o Remo, perdendo várias oportunidades. Porém, em água mole e pedra dura tanto bate até que fura. Iarley marcou o gol de empate aos 29 minutos. Com cruzamento de Heliton, a bola ficou no bate-rebate dentro da área e sobrou para Iarley tocar de calcanhar.
Após sofrer o gol de empate, o Remo voltou a atacar e aos 42 minutos fez o gol da vitória. Paulista foi lançado na ponta esquerda, avançou, passou por um marcador e cruzou para Leandro Cearense empurrar para o gol.
Depois do segundo gol azulino, o Paysandu ainda tentou por duas vezes chegar ao campo de ataque, mas a zaga do Leão conseguiu segurar o resultado.
CLASSIFICAÇÃO E TABELA
A vitória manteve os remistas na liderança do Parazão 2013 com 12 pontos e 100% de aproveitamento na competição: quatro jogos e quatro vitórias. O próximo compromisso do Leão será na quarta-feira (30), às 20h30, no estádio Mangueirão, contra o Paragominas.
A derrota deixou o Bicola na 2ª colocação com 7 pontos em quatro jogos. O Papão ainda pode perder a posição caso o Paragominas vença o jogo contra o Santa Cruz de Cuiarana, neste sábado (26), às 20h30, no estádio Arena do Município Verde. O quinto jogo bicolor será contra o Cametá, às 20h30, na quinta-feira (31), no estádio Parque do Bacurau.
ARTILHARIA
Com o gol marcado no início do jogo, Val Barreto chegou a quatro tentos na competição, se igualando a Rafael Oliveira e João Neto, ambos do Paysandu, na liderança da artilharia.

O perigo nas águas continua...

O desastre do Cidade de Óbidos VI
Rodolfo Juarez
Tem sido assim, ao longo dos anos e para muitos dos amapaenses e não amapaenses, o mês de janeiro.
Um mês que alguns gostariam de esquecer, mas por causa de acontecimentos fortes e indesejados, acabam se perpetuando para a vida toda.
Foi assim que o dia 6 de janeiro ficou marcado.
Muitas famílias não conseguem esquecer. Esse dia trás a marca sofrida da tragédia do Barco Motor Novo Amapá, quando mais de 300 pessoas morreram no começo da noite, há 32 anos, em 1981.
Depois o dia 26 de janeiro 2002, marcado por outro acidente fluvial, quando sete pessoas morreram, desafiando a compreensão humana, não só pelas circunstâncias, mas também pela situação como aconteceu. Outra vez uma viagem para Laranjal do Jari. Outra vez uma embarcação de madeira afunda e leva vidas importantes embora, para nunca mais.
Em 2012, dois acidentes, desta feita um no mar e outro na terra; um resultado no afundamento de um navio de luxo, que fazia um cruzeiro, na costa da Itália, afundou e botou ponto final em diversas vidas e, agora mesmo, também de noite, três prédios caem no Rio de Janeiro, eles eram vizinhos e ocupavam endereços nobres no “coração” da cidade que vai sediar as Olimpíadas de 2016.
O mês é o mesmo os anos são diferentes, como diferentes são os socorros que foram prestados na Itália, no Rio de Janeiro e no Amapá.
Uma diferença brutal e uma indiferença que desafia a paciência do cidadão que mora por aqui, fazendo possível a manutenção das fronteiras dessas terras brasileiras.
E, pior, se acontecer, outra vez a necessidade de um socorro urgente para um barco que tenha problemas em uma viagem pelo Rio Jari, o sistema que o Estado dispõe para prestar os primeiros ou segundos socorros, simplesmente vai ser do mesmo nível daquele oferecido em 1981 para os sobreviventes do Novo Amapá.
Não dá mesmo para acreditar no cenário atual. Não dá para imaginar tanta insensibilidade dos homens que poderiam melhor planejar o desenvolvimento desse Estado, colocando-o de frente para o rio Amazonas e seus afluentes, não deixando que população “se vire” como puder, sem que tenha, pelo menos, a garantia de que, quando em perigo, o Estado cumpra o seu papel e mostre os seus aparelhos de socorro.
Os que fazem dos rios daqui, uma estrada molhada para o deslocamento das pessoas e das riquezas, já perderam as esperanças e já, na medida do possível, limitado pelas possibilidades de cada um, constroem as suas alternativas, abrindo mão do direito certo que têm para proteção de suas vidas e das vidas de suas famílias, e procurar na natureza as forças e as condições para sobreviver aos acidentes.
Mas, mesmo indignados, ninguém nega a necessidade da proteção e se valem da mesma esperança de que, um dia, o Estado se prepare para atender esses esquecidos, tão importantes para o desenvolvimento e a segurança da população, como aqueles que andam nas estradas de asfalto ou de chão, transportando riquezas e fazendo o desenvolvimento do Amapá.
Mas janeiro não perdoa. Tem cobrado com a vida de inocentes as condições para que os governantes se mexam, procurem encontrar alternativas para que, o deslocamento das pessoas tenha um mínimo de proteção e que elas possam continuar o seu trabalho permanente de fortalecer a conquista das fronteiras brasileiras.
As tragédias do Cajari, em 1991 (Novo Amapá), e do Jari, em 2002 (Cidade de Óbidos VI), precisam ser analisadas e consideradas as atuações dos agentes públicos em cada uma delas e, daí, avaliar a capacidade de ação de cada um.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Santos é o campeão da Copa São Paulo 2013

Santos bate Goiás por 3 a 1 e é bicampeão da Copa São Paulo
O Santos é bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Junior. O título de 2013 foi garantido nesta sexta-feira com a vitória sobre o Goiás por 3 a 1 no Pacaembu. A festa pela conquista ainda teve a presença de Neymar, que foi ao estádio para acompanhar a partida.
No primeiro tempo o clube da Vila Belmiro abriu 2 a 0 em duas falhas da equipe goiana. Allef perdeu a bola para Emerson e cometeu pênalti. Pedro Castro cobrou e fez o primeiro aos 35 minutos. Logo depois, aos 37, Felipe perdeu a bola e Neilton saiu na cara do goleiro Paulo Henrique para ampliar.
Depois do intervalo o Goiás reagiu e aos 3 minutos diminuiu com o atacante Arthur, que tinha acabado de entrar. A equipe se animou e logo depois teve um pênalti para cobrar. Porém Lineker desperdiçou a chance e chutou para fora. O castigo veio aos 17 minutos. Neilton e Giva tabelaram e o camisa 11 entrou na área para fazer o terceiro.
FICHA TÉCNICA:
SANTOS: Gabriel Gasparotto; Alison, Walace, Jubal e Emerson; Lucas Otávio, Leandrinho, Pedro Castro e Léo Cittadini (Paulo Ricardo); Neilton (Lucas Crispim) e Giva (Diego Cardoso). Técnico: Claudinei Oliveira
GOIÁS: Paulo Henrique, Péricles, Felipe, Allef (Arthur) e Mário Sérgio; Túlio, Rodrigo, Liniker e Jarlan (Murilo); Paulo (Caio) e Erik. Técnico: Augusto Sousa.
Árbitro: Leonardo Ferreira Lima
Local: Pacaembu
Cartões amarelos: Leo Cittadini, Péricles, Túlio, Leandrinho
Expulsão: Péricles
Gols: Pedro Castro (pênalti), 35/1ºT, Neilton, 37/1ºT, Arthur, 3/2ºT, Giva, 17/2º.
Público: 25 mil torcedores.