quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Vila Isabel é campeã no Rio de Janeiro

Vila Isabel é campeã do carnaval do Rio em 2013
A campeã do desfile das escolas de samba carioca de 2013 é a Vila Isabel. A agremiação terminou o apuração com 299,7 pontos, acima da Beija-Flor, que teve 299,4, e ficou em segundo lugar.
Na terceira posição ficou a Unidos da Tijuca, com 299,2 pontos. Foram avaliados dez quesitos: harmonia, conjunto, mestre-sala e porta-bandeira, enredo, comissão de frente, alegoria e adereços, bateria, samba-enredo, fantasia e evolução, sendo que o último era o principal critério de desempate em caso de duas escolas terminassem com a mesma pontuação.
Com o tema enredo “A Vila canta o Brasil, celeiro do mundo – água no feijão que chegou mais um”, a agremiação buscou entreter os foliões com uma festa no estilo arraial, mostrando a vida dura nas lavouras e a prosa e poesia das cantorias típicas.
A escola levou para a avenida 3.800 componentes e 7 carros alegóricos divididos em 33 alas. A vice-campeã foi a Beija-Flor
O resultado final foi o seguinte:
Vila Isabel - 299,7
Beija-Flor – 299,4
Unidos da Tijuca – 299,2
Imperatriz – 298,3
Salgueiro – 297,9
Grande Rio – 297,2
Portela – 296,6
Mangueira – 296,5
União da Ilha – 294,9
São Clemente – 293,5
Mocidade – 293,5
Inocentes – 291,1

Maracatu é bi-campeã em Macapá

Maracatu é bi-campeão do carnaval amapaense com o tic-tac do relógio da Favela
Logo que terminou a apuração a festa começou e não tem hora para acabar. O bi-campeonato é um feito inédito.
A escola de Samba Maracatu da Favela foi a grande campeã do carnaval amapaense, em 2013, ao alcançar 179,1 pontos na contagem geral. Foi a última escola a desfilar no sábado, levantou o público na arquibancada ao raiar do dia e marcou hora certa no seu enredo – “Tic-tac, tic-tac, tic-tac... Acertem os ponteiros; é tempo de folia”. As comemorações já começaram e, segundos os dirigentes da escola, o tic-tac não está calibrado em hora para terminar. A escola vencedora do Grupo de Acesso foi a Império da Zona Norte que marcou 175,1 pontos.
O resultado geral, com a respectiva pontuação, entre as escolas que se apresentaram pelo Grupo Especial, foi a seguinte: Maracatu da Favela, campeã, (179,1 pontos), Piratas Estilizados (178,4 pontos), Boêmios do Laguinho (178,3 pontos), Piratas da Batucada (178,2 pontos), Império do Povo (177,5 pontos) e Cidade de Macapá (175,4 pontos). No Grupo de Acesso: Império da Zona Norte (175,1 pontos), Solidariedade (175,0 pontos), Unidos do Buritizal (174,9 pontos) e Emissário da Cegonha (169,9 pontos).

Carnaval amapaense: os problemas continuam

Rodolfo Juarez
Os desfiles das escolas de samba realizados na sexta e no sábado trouxeram de volta os mesmos problemas de outros anos. Problemas de ordem gerencial, que teriam que ser resolvidos muito antes e que, além de não serem resolvidos, foram deixados para serem atestados na hora, com que desafiando o cumprimento de regras muito bem conhecidas e que todos sabiam que precisavam ser cumpridas.
O atraso do primeiro dia foi devido à fiscalização que, diga-se, não tão rigorosa, mas que foi suficiente para castigar os brincantes da primeira escola e, principalmente, testar a paciência do torcedor que havia se deslocado da zona norte para a zona sul, no Sambódromo, com todas as dificuldades conhecidas, tendo que esperar duas horas para ver o desfile da escola que representava aquela parte da cidade.
Esse erro poderia ter sido evitado. Aliás, precisam ser evitados todos os erros, se o carnaval está mesmo nos motivos para o desenvolvimento do turismo no Amapá.
A necessária evolução do carnaval local não é notada. O que se percebe é um esforço muito grande dos presidentes das escolas de samba para colocar a agremiação na disputa dos campeonatos, sempre esperando que a administração do evento seja também comprometida com o resultado.
O carnaval amapaense continua tendo grandes dificuldades para encontrar o caminho desenhado com a construção do Sambódromo. A falta de confiança na gestão do evento, com a intervenção demasiada do setor público ou com a submissão dos que estão à frente da liga ao setor público, se perde o rumo e se encontram os problemas.
O carnaval amapaense precisa dotar os setores da gestão do evento de autonomia: com o planejamento feito por todos e a execução pela direção de carnaval escolhida, deixando os setores financeiros e de arbitragem, com independência para suas decisões.
O carnaval é uma questão de interesse popular. Tem que ser bem feita a comunicação – outro setor que deve ser autônomo -, para que alguém assuma a responsabilidade pelo que é dito e pelo que é prometido.
A cobertura feita pela imprensa local é cheia de boa vontade, mas apenas isso, na maioria dos casos falta profissionalismo. Os padrões, para um evento que está sendo preparado para ser um dos motivos econômicos do Estado, precisam estar definidos e conhecidos. A falta de definição faz com que esse padrão seja mostrado à população em diversas cores, conforme aquela mais conveniente para aquele que está fazendo a sua avaliação.
Esse cuidado é da organização do evento, da entidade que é constituída e tem direção definida pelas escolas.
Um exemplo da falta de cuidado, por parte da organização, foi dado pelo presidente da liga quando acompanhava os jurados – ele pessoalmente -, até às cabines e, depois, no final do desfile, sabe lá até onde.
Isso cria um clima de desconfiança entre os espectadores.
Imagine se antes do início em uma partida de futebol, o juiz fosse lavado ao meio do campo pelo presidente da federação de futebol e, principalmente, se ao final do jogo, tivesse buscá-lo no portão de saída do alambrado.
Precisa haver adequada preparação das pessoas, tanto as físicas quanto as jurídicas, para que comecem a mudar o enfoque que é dado ao carnaval, doutra forma vamos continuar dizendo que o nosso carnaval precisa melhorar.
É claro que a melhora será sempre e a qualquer tempo, o objeto de cada escola, mas é preciso que essa busca venha harmonizada, para que todos os esforços sejam feitos no mesmo sentido e com os mesmos objetivos.   

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mocidade Alegre é bi em São Paulo


Repetiu a vitória de 2012 obtendo 268,9 pontos e venceu o carnaval paulistano de 2013.
Em uma apuração disputada e decidida no último quesito, a Mocidade Alegre repetiu a vitória do ano passado e saiu como a grande vencedora do carnaval de São Paulo 2013, com 268,9 pontos. Este é o oitavo título da Mocidade.
A escola ficou empatada com Rosas de Ouro, mas pelos critérios de desempate das notas do samba de enredo acabou levando o troféu.
Na outra ponta da tabela, a Vila Maria e Mancha Verde foram rebaixadas.
A apuração das notas do carnaval paulista foi realizada nesta terça-feira, dia 12, no Sambódromo de São Paulo e não foi permitida a participação do público no evento para evitar incidente como o do ano passado.
O clima da apuração foi tranquilo. Os integrantes da escola Nenê de Vila Matilde comemoram bastante as notas. A escola retornou ao grupo especial neste ano.

Horário de verão chega ao fim domingo, 17.02


Horário de verão chega ao fim no dia 17 de fevereiro, próximo domingo.
Em vigor nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e no estado do Tocantins desde 21 de outubro do ano passado, o horário de verão está prestes a terminar.
Para se adequar novamente ao horário normal, os moradores desses locais devem atrasar o relógio em uma hora.
O Estado do Amapá não segue o horário de verão, mas o cotidiano das pessoas é afetado. Televisão, transporte aéreo, bancos, entre outros acabam influindo, por vias transversas, na vida de muitos.
O horário de verão é aplicado no Brasil desde o início da década de 1930 e começou em 1985 a ser adotado sem interrupções.
Em 2008, foi definido que a mudança de horário passaria a começar no terceiro domingo de outubro e acabar no terceiro domingo de fevereiro, conforme ocorre atualmente.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa deixa o cargo dia 28 de fevereiro - a íntegra do anúncio

O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira, 11, que vai reunicar ao cargo.
Leia a íntegra do anúncio do pontífice, publicada pela Rádio Vaticano:
"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando.
Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20h, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus."

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Segundo dia das escolas de samba no Sambódromo

Desfilara no segundo dia, sábado, na Avenida Ivaldo Veras, a exemplo da sexta-feira, cinco escolas de samba – duas do grupo de acesso e três do grupo especial.
Segundo o regulamento das dez escolas cinco permanecerão do grupo especial que receberá a companhia de mais uma, a que for a melhor do Segundo Grupo. A última colocada na classificação do grupo especial cairá pra o grupo de acesso; entre as que disputam pelo grupo de acesso, três permanecerão e uma subirá para o grupo especial.
O projeto para 2014 com relação aos dois grupos é de que permanecerão 6 no primeiro grupo e 4 no segundo.
Com relação ao desfile de sábado, dia 9 de fevereiro, pode-se dizer que segue:
 
Buritizal
A escola de samba Unidos do Buritizal trouxe para a Avenida Ivaldo Veras o enredo “Da Capadocia para o Mundo, salve Jorge e os Guerreiros de Ogum Yê”. Teve alguns problemas para começara a evolução mas ao final e para afinar-se com o som da avenida.
O público se limitava a aguardar e só começou a participar depois de mais da metade do tempo destinada à escola.
Não foi uma das melhores apresentações da Unidos do Buritizal mas suficiente para ter chances de ganhara a classificação para o grupo especial.

Solidariedade
A escola de samba Solidariedade fez um desfile que pode ser considerado técnico. Pecou apenas pelo número de brincantes, considerado pequeno para o desenvolvimento do enredo “Da lança à dança, da espada à fé: amor, ferro e aço – Saravá São Jorge! És Ogunhaê-Babá”.
Surpreendeu este ano por ter apresentado carros alegóricos bem acabados e mostrando que também pode voltar ao grupo especial.
 
Piratas da Batucada
O enredo “Sonho e amores do mito caboclo” não teve o desenvolvimento que era esperado pelos seus próprios admiradores. A animação que parece estar no sangue do piratista expôs a falta de qualidade dos carros.
Os amantes do carnaval ainda têm na cabeça o Piratão de outros carnavais, onde despontava sempre como a provável campeã. Ao que parece as cicatrizes das recentes divisões internas dentro da escola ainda não foram tratadas e os resultados podem ser o reflexo disso tudo.
As chances de vitória, apesar de sempre existir, são pequenas mas o suficiente para deixar os admiradores, os brincantes e a diretoria com a sensação de que podem ser a surpresa no final da apuração.
Claro que é uma situação bem diferente daquela que perdurou desde a inauguração do Sambódromo em 1997, quando o Piratão fazia prevalecer a sua qualidade em perfeita sintonia com a garra de todos na escola. 
 
Império do Povo
A escola de Santana entrou na avenida como candidata ao título trazendo o enredo “Pedra Branca do Amapari, o tesouro da Amazônia”. Mais uma vez a garra dos santanenses foi decisiva na boa apresentação da escola, mas também não veio trazendo o número esperado de brincantes.
Um enredo muito bem desenvolvido e a principal dificuldades foi para evitar os buracos, exatamente o ponto que pode fazer falta na contagem final, descontando a evolução ou mesmo da harmonia, considerando que houve dificuldades para compactar a escola.
 
Maracatu da Favela
A campeã do ano passado trouxe este ano o enredo “Tic-Tac, Tic-Tac, Tic-Tac ... acertem os seus ponteiros”. Um enredo que pela sua simplicidade passou a impressão que a direção de carnaval teve problemas para desenvolvê-lo e fazer com que fosse compreendido na arquibancada.
A participação dos brincantes foi decisiva para suprir as inevitáveis falhas, entretanto podem ter sido encoberta pelos bons carros alegóricos, alguns até maiores que o aparentemente necessário.
É, outra vez, a escola de samba Maracatu da Favela uma forte candidata ao título de 2013.