sexta-feira, 8 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Mudanças na Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado
Rodolfo
Juarez
O Governo do
Estado do Amapá tem enfrentado muitas dificuldades para cumprir os prazos que
anuncia para a conclusão de obras de infraestrutura nos limites amapaenses.
Os exemplos são
muitos e há visível inquietação por parte do governo e da população quando o
assunto é esse.
Tem sido um
setor que demorou muito a se adaptar às novas exigências técnicas para a
execução de obas, cada vez mais complexas e cada vez maiores, isso como
resultado dos recursos disponíveis e das necessidades da população.
Não houve, no
setor, a necessária preparação de equipes para executar a permanente transição
exigida pelas novas tecnologias e pela dimensão das obras.
As equipes não
foram reforçadas e os próprios gestores, que estiveram no comando do setor nos
últimos dez anos, não tomaram as providências, preferindo se aproximar do chefe
do executivo ou da equipe que o cerca, para diluir as dificuldades que
enfrentavam, fosse pela falta de conhecimento ou pela falta de confiança para
inovar no trabalho.
O resultado é
que os gestores, alheios às necessidades do setor, acumularam erros que estão
sendo refletidos no acompanhamento das obras.
Um dos problemas
mais grave no momento, entre os profissionais que estão lotados nos setores
responsáveis pela execução de obras, está na independência técnica, minimizada
perante a preponderância política.
É claro que a
prevalência na politização das questões técnicas é pretendida por inexperientes
profissionais, que temem ser substituídos, todas as vezes que precisam medir os
conhecimentos de assunto, o que é freqüente no setor e indispensável para a
tomada de decisão.
O erro, apesar
de conhecido, se repete frequentemente – os que chefiam são eventuais,
passageiros; e os que detêm o conhecimento, são efetivos, ficam por lá.
Além de ser um
dos mais importantes, o setor da infraestrutura de qualquer ente da Federação é
o responsável pelas obras.
Como é o
responsável aquele que tem o comando do setor, estão os projetos, a definição
das empresas construtoras, o acompanhamento e a finalização das obras, estão
sob a sua direta responsabilidade.
Faz algum tempo
que as datas de conclusão colocadas nas placas das obras não são confirmadas, o
que traz como consequência não só o alongamento do prazo, mas aumento de custos
que serão suportados até o limite que a empresas pode suportar e, depois,
assumidos pelo dono da obra – o Governo do Estado.
A saída do
secretário Joel Banha está sendo amadurecida há muito tempo. Há um consenso de
que ele precisa sair e assumir uma vaga na Assembléia Legislativa o que só é
possível com o sacrifício extremo da representação do partido do Governo (PSB)
naquela casa de leis.
O fato é que o
engenheiro Joel Banha não vai ser lembrado como um secretário que realizou o
que podia ter sido realizado. Ficando com ele mesmo uma questão para resolver:
“onde eu errei.”
A Secretaria de
Infraestrutura é a cabeça de um sistema – o da infraestrutura do Estado -, onde
as oportunidades de realizações são muitas, incontáveis mesmo, mas que além da
confiança do governador, o secretário precisa estar disposto a enfrentar todas
as questões e ser um gestor que aproxime os seus comandados, pois deve entender
que precisa de todos, desde o mais experiente engenheiro ou arquiteto, àqueles
que apóiam os serviços realizados pelos profissionais.
A Secretaria de
Infraestrutura do Governo há bastante tempo, precisa de um bom gestor, que
confirme a confiança do governador, ganhe a confiança dos técnicos da unidade,
respeito das empresas construtoras e a admiração da população.
Consequências da década perdida
Rodolfo
Juarez
A administração
pública no Estado do Amapá, por não ter percebido as mudanças que ocorriam no
Brasil está pagando caro, nesse momento, pelo que foi feito nos últimos 10
anos, ou o que foi mal feito neste período.
O fato é que o
Estado não se preparou, nem política e nem administrativamente, para as
exigências de agora, quando o processo de gestão nacional passa exigir as
providências que não foram tomadas e as informações que não foram dadas.
Na política foi
desenvolvido um processo completamente desatualizado, onde os políticos
imaginaram que estruturar o Estado seria estruturar as sua próprias finanças e
por isso cada qual saiu para as conquistas, seja pela sua própria qualidade de
vida, usufruindo de casas suntuosas, carros de luxo, ou isso e mais, rede de
rádio ou televisão, afastando os empresários do setor ou estes se aliando aos
políticos ou ficando à sombra deles para poder sobreviver.
Na administração
se exercitou um processo em que o entendimento seria feito por favorecimento,
prejudicando a construção do processo duradouro, onde estivessem a
responsabilidade social e a responsabilidade administrativa, as duas bem
ajustadas, para suportar as exigências e os riscos do processo administrativo
em construção.
Os gestores, em
regra, não observaram os princípios constitucionais da administração pública
que, certamente, se constituía no caminho que precisava ser explorado,
compreendido e seguido por todos eles.
O princípio da
legalidade, detalhada em diversas formas e durante todo o tempo, não foi
recepcionada por todos; o da impessoalidade precisou receber contenções e
redução de área para ser visto pelos gestores, mesmo considerando até hoje, que
muitos ainda não descobriram que precisam segui-lo.
O principio da
moralidade, provavelmente tenha sido o mais ignorado pelos gestores que
acreditaram que poderiam continuar fazendo o que quisessem fazer, certos de que
seriam encobertos pelo manto da impunidade ou do esquecimento, devido a estrutura
que fora montada para deixar aquele princípio engradado e fora de uso.
Enganaram-se
O princípio da
publicidade, confundido ou não praticado, precisou ser amplamente detalhado
para que, a pouco mais de 3 anos fosse mostrado definitivamente e ainda com
vacácio de anos para ser considerado obrigatório através da transparência,
rejeitada ao máximo pela maioria dos gestores.
E o princípio da
eficiência. Até agora parece que é o mais esquecido ou aquele que não é
lembrado por ninguém. A regra do “se dar bem” o ou do “direito adquirido” mesmo
que esse direito tenha ocorrido por vias transversas, é o que predominou. No
momento em que se precisa mostrar eficiência, vêm os reclamos.
Há muito que os
especialistas mostram para as autoridades que o Custo Brasil é exageradamente
alto; que a máquina pública precisa sair mais em conta para o povo brasileiro,
que precisa investir em infraestrutura para poder colocar-se no patamar que
luta para conquistar os espaços no novo lugar que pretende na concorrência
mundial.
E o Brasil, não
é o governo brasileiro. O Brasil, como uma república federativa é constituído
pelos seus entes federativos, como a União, os estados e os municípios. Então
para que haja a construção de uma máquina pública nacional mais em conta para o
povo é preciso que todas as máquinas públicas de cada ente se ajuste conforme
essa eficiência
Onde isso ainda
não aconteceu e não houve preparação para tal, as dificuldades são imensas e os
resultados são os problemas que enfrentam setores considerados estáveis,
auto-sustentáveis, pelas características e pela equipe qualificada. Até nestes
setores o ajuste para atender a exigência atual não foi, sequer, considerado.
O resultado são
os problemas exemplares ocorridos por aqui, como na CEA e, agora, na
Eletronorte.
terça-feira, 5 de março de 2013
Arco & fachada no centro comercial de Macapá
Até agora continua erguido o ‘arco de natal’ que
foi levandado no começo de dezembro de 2012 para as festas natalinas no centro
comercial. Ninguém sabe qual é o motivo que tem levado a Federação do Comércio
em manter o arco com a mensagem. Será que já vai ficar para o Natal de 2013?!?!
Agora, se olhar para o lado vai dar para ver as
condições da fachado de uma das lojas da Cândido Mendes – um ‘cartão postal’ às
avessas.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Uma situação de alto risco
Este buraco está na calçada do muro de arrimo da
Praça Beira Rio, bem próximo ao primeiro gran box do complexo de bares e
restaurantes do local. Mas o problema não é apenas o tamanho do buraco, a
questão é que ele, o buraco, formou-se bem na lateral da galeria do último
módulo (saida) do canal da Mendonça Júnior e está colocando em risco a
estrutura da parede da galeria do canal.
Se não for tomada uma providência – e rápida -, o
que é um desleixo pode se transformar em um crime.
O fios elétricos que passam sob a guia da calçada
estão rompidos e sem isolamento adequado. Perigo!!!
domingo, 3 de março de 2013
O espelho dos sonhos
Rodolfo
Juarez
Ainda não dá
para avaliar se o caminho que o prefeito de Macapá, Clécio Luis, escolheu para
seguir o está levando para uma área própria ao trabalho que disse que pretende
fazer, ou se vai dar de cara com um paredão de dificuldades que precisará
transpô-lo, se tiver condições, ou retornar para começar tudo de novo.
Até agora o que
se observa são tentativas, ainda muito dispersas e sem balizas, o que
certamente, dificulta as correções no percurso, durante a execução das tarefas.
Os problemas ainda são analisados de forma isolada e assim também, tomadas de
forma isoladas as iniciativas de solução.
Essa avaliação é
enganosa, mas muito conveniente para os auxiliares que não gostam de discutir
ou não sabem como dizer para o prefeito, o que precisa ser feito e por uma
razão muito simples - exige conhecimento, alguns específicos e detalhados -, além
da boa vontade e disposição para enfrentar situações que pedem decisões
imediatas e sustentadas pelo conhecimento que, muitos vezes é escasso ou não
consta da formação daquele agente público que tem a atribuição de tomar as
decisões.
Para prejudicar
a relação do gestor com a população, aquele sempre tem à sua disposição – ou
quando não tem, coloca -, alguns arautos que fantasiam situações irreais,
pretendendo que a população embarque em avaliações equivocadas, acreditando que
a população não terá oportunidade de confirmar, ou que está disposta a
acreditar no que é dito.
Os dois
parâmetros de que se valem esses arautos – avaliação popular ou crédito virtual
-, são frágeis, pois o comportamento atual da população, seja pela desconfiança
ou pelo histórico das administrações imediatamente anteriores, aniquilam esses
“valores” e desmascaram os que informam errado quase que imediatamente.
Os dois
primeiros meses da administração atual foram cheios de altos e baios. Medidas
equivocadas se colocaram à vista de todos; anúncios e afirmações não se
confirmaram; alguns problemas da gestão anterior já se repetiram e, principalmente,
os resultados não apareceram.
É difícil gerir,
pelas regras atuais de definição das receitas públicas e das responsabilidades
sociais, qualquer município brasileiro. Mas isso não pode ser motivo para
colocar as dificuldades como elemento de discurso para justificar o resultado
do trabalho dos agentes públicos que, voluntariamente se prontificaram a bem
fazê-lo.
O prefeito, por
mais confiança que tenha no poder da mídia ou dos profissionais que a
conformam, não tem porque se encolher e passar a desviar-se da realidade e dos
problemas reais. Deve sim, isso parece mais eficaz, primeiro estar disposto a
conhecer todos os problemas e depois, enfrentá-lo pessoalmente, até que forme
uma correnteza de confiança capaz de não deixar que os auxiliares fujam dela.
Por enquanto
ainda há espaço suficiente para que o prefeito não permita que seja construído,
ao seu redor, o espelho dos sonhos, onde o que vê é uma cidade e um município
sem problemas ou apenas com os problemas que, na avaliação dos “auxiliares”,
são dos outros.
Nesse espelho,
depois, se deixar que isso aconteça, vai ver a cidade virtual, irreal e onde
todos são felizes, a exceção daqueles que insistem a “ser do contra” ou “não
gostar do gestor ou do partido dele”.
Se o prefeito
permitir que isso aconteça, estará cometendo o mesmo erro dos antecessores que
se valeram da informação, algumas até verdadeiras, para desviar a atenção
daquilo que precisava ser tratado. Os exemplos são muitos e estão por todos os
lados.
O espelho dos
sonhos é tão perigoso que, quando reflete a imagem irreal, deixa massageado o
ego do gestor e desperta o narcisismo que sempre negou, mas que, aproveita a
ocasião, instala-se no agente público, transformando-o em produto do próprio
sonho.
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sábado, 2 de março de 2013
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