quarta-feira, 13 de março de 2013

Acidente aéreo em Almeirim/PA: 10 mortes confirmadas

Dez corpos foram localizados, segundo o Instituto Médico Legal. Aeronave levava funcionários para hidrelétrica no Amapá.

Dez pessoas morreram após um acidente com um bimotor no município de Almeirim na região noroeste do Pará. O acidente aconteceu por volta das 20h30 desta terça-feira (12) e o avião foi encontrado no início da manhã desta quarta-feira (13).
A aeronave levava funcionários para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no estado do Amapá, e caiu a 20 km do aeroporto de Monte Dourado.
O avião modelo Embraer 821-Carajá, prefixo PT-VAQ, da companhia de táxi aéreo Fretax, fretado pela Cesbe (companhia de engenharia responsável pela construção da hidrelétrica), saiu de Belém às 19h, com dez pessoas a bordo – o piloto e mais nove trabalhadores da Cesbe.
O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) realiza um mapeamento dos destroços do bimotor, encontrados numa região de mata de uma vila da região. As razões da queda da aeronave serão investigadas.
Peritos do Instituto de Criminalística e auxiliares do Instituto Médico Legal (IML) foram enviados ao local do acidente para fazer a remoção dos dez corpos localizados.
Em nota, a Fretax confirmou que dez pessoas morreram no acidente e lamentou o ocorrido com a aeronave de sua propriedade. A empresa disse que as causas serão apuradas.
"No momento, a empresa está prestando total assistência aos envolvidos no sinistro, bem como tomará todas as providências junto aos seus familiares, que receberão todo suporte e informações necessárias. A aeronave encontrava-se plenamente aeronavegável e estava com todas as revisões atualizadas, e o tripulante com habilitação e exame médico válidos", informou a Fretax.

Avião cai em Almeirim, oeste do Pará

As primeiras informações dão conta de que não houve sobrevivente
Fonte: site da Amazônia Brasil Rádio Web (Jeso Carneiro – Blog do Jesu)
Nove passageiros, todos trabalhadores das obras da hidrelétrica de Santo Antônio, piloto e co-piloto morreram carbonizados em queda de um avião bimotor, modelo Carajás, que desapareceu dos radares na noite de ontem (12), foi encontrado está manhã no município de Almeirim, oeste do Pará.
O avião caiu na área de plantio de eucalipto pertencente à Jari Celulose.
As mortes foram confirmadas na manhã desta quarta-feira pela reportagem do Jornal da Manhã, apresentado pelos jornalistas Paulo Silva e Domiciano Gomes que é transmitido pela Amazônia Brasil Rádio Web.
Segundo relato do repórter Marcelo Sarraf, presente no local do acidente, as cenas eram chocantes e o corpo do piloto com as mãos seguras ao manche do avião, ainda queimava.
Conforme o Dr. Picanço, diretor do hospital de Laranjal do Jari, o hospital de Monte Dourado encontra-se fechado o que impossibilitaria atender algum sobrevivente caso houvesse, tornando a tragédia ainda mais dramática.
Fonte: Portal G1
Um bimotor desaparecido na noite da última terça-feira (12) foi encontrado no início da manhã desta quarta-feira (13), no município de Almeirim, na região noroeste do Pará.
A aeronave, que levava funcionários para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no estado do Amapá, caiu a 20 quilômetros do aeroporto de Monte Dourado [município de Almeirim].
Não houve sobreviventes.
O avião da companhia de táxi aéreo Fretax, fretado pela Cesbe (companhia de engenharia responsável pela construção da hidrelétrica), saiu de Belém às 19h, com dez pessoas a bordo, o piloto e mais nove trabalhadores da Cesbe.
O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), ainda está mapeando os destroços do bimotor, encontrados numa região de mata de uma vila da região. As razões da queda da aeronave ainda vão ser investigadas.
 
 

 

terça-feira, 12 de março de 2013

As viúvas do senador

Rodolfo Juarez
Não adianta querer imaginar que o desempenho dos prefeitos, em seus respectivos municípios, não afeta, diretamente o ânimo dos eleitores nas eleições gerais e regionais programadas para o ano que vem.
Também não adianta esperar dos atuais dirigentes que os assuntos tratados nada, ou quase nada, têm a ver com as eleições para governador, deputado federal, senador e deputado estadual.
Todas as questões relacionadas com a administração afetarão, de forma direta, as intenções e as expectativas daqueles que dirigem os partidos ou que pretendem disputar aqueles cargos em outubro de 2014.
O Estado do Amapá ainda não se livrou das equações que têm todas as incógnitas para definir o seu processo de desenvolvimento dependente das ações públicas.
As políticas públicas estão indefinidas, as lideranças não existem e os que são candidatos a líder não encontraram o caminho que possa determinar esse conceito.
As dificuldades por aqui são muitas e os comandos são escassos. Isso afeta diretamente a definição de liderança e liderados que, na maioria dos casos, se confunde com comandante e comandado, por haver uma quantidade muito grande de comandados que ainda busca afirmação e que precisa, por absoluta necessidade de sobrevivência, se enquadrar em exigências, algumas delas equivocadas, feitas pelo comandante.
Mesmo assim se nota que há alguns comportamentos que só são registrados porque existem janelas que dão passagem aos elementos que permitem essas ocorrências, trazendo questões que precisam ser consideradas ou, em caso contrário, podem abalar, definitivamente, a estrutura que o comandante, na qual fica em clausura, quando acha necessário.
Mesmo assim isso não quer dizer que já exista uma zona neutra ocupada. Essa zona neutra - se existe -, ou ainda está em construção, certamente está completamente desabitada, devido a estrutura que foi instalada por aqui, onde as forças invisíveis ainda são fortes e são percebidas em muitos setores, inclusive aqueles que ficam longe da cotidiano público.
Provavelmente seja por isso que os políticos elegem os seus adversários conforme a oportunidade, isto é, conforme lhe seja favorável eleitoralmente, como resultado da falta de confiança que tem em si mesmo, ou em sua estrutura política ou na sua importância política para o seu partido ou o eleitor.
Um dos exemplos mais presentes desse comportamento é a forma com o senador José Sarney é colocado nesse ambiente. Aqui no Estado, aonde pouco vem o senador e quando vem fala com poucos, são muitos os políticos, com mandato, que nega ao senador confiança ou respeito; mas, ao contrário, quando chegam em Brasília, com o mais simples dos problemas, é o primeiro que procura para ter como aliado.
Ora, isso não pode ser normal, mas é o que se tem como registro em repetidos encontros e audiências.
O próprio político que sai daqui e vai até Brasília pedir apoio do senador Sarney, depois se ocupa um bom tempo, procurando uma estratégia para explicar o que aconteceu. Às vezes prefere ficar sem explicar ou, simplesmente, entrega para o tempo diluir a sua falta de confiança em si mesmo e em seus aliados.
Bem que poderia ser diferente.
O comportamento contrário poderia servir para a construção daquela zona de sombra, que hoje não existe (e por isso não é habitada), pois vai chegar a hora que as viúvas do senador serão muito mais do que aquelas que tratam politicamente dele agora, mas sim, aquelas que são obrigadas a adotar duplo comportamento para justificar o que dizem não ser, mas que em verdade são.

segunda-feira, 11 de março de 2013

PMM: Secretário "pede o boné" e vai embora.

A carta endereçada ao prefeito é autoexplicativa e mostra as primeiras fissuras na Administração do Município de Macapá.
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR CLÉCIO LUIS VILHENA VIEIRA, PREFEITO MUNICIPAL DE MACAPÁ/AP.
Ao cumprimentá-lo cordialmente e com as honras de estilo que lhe são devidas, venho formalizar junto a Vossa Excelência, a partir desta data, o meu pedido de exoneração do cargo de Secretário Municipal de Administração da Prefeitura de Macapá.
Tal gesto, embora sui generis, traz consigo a certeza de que como membro desta administração procurei dedicar em favor da Prefeitura, dos seus servidores e do povo de Macapá sempre o meu melhor labor, em que pese o pouco tempo na pasta, o qual é suplantado pela grande satisfação do dever cumprido, afinal, aprendi na militância, percebendo bravos e leais exemplos que me são caros, que a execução de nobres tarefas coletivas não tem medida, tem prazer.
Por isso, quando em dezembro de 2012 recebi o convite honroso de Vossa Excelência para ser um dos colaboradores de seu governo e contribuir com um novo projeto para Macapá, aceitei por entender que a nossa terra precisava da disposição conjunta de pessoas capazes e de boa-fé, para mediar caminhos de superação das mazelas, ainda hoje, lamentavelmente, impregnadas no cotidiano da nossa gente.
Se por questões de foro pessoal decidi pelo meu afastamento da gestão administrativa do governo municipal, da qual saio como entrei, inabalável, procurando ser justo e combatendo qualquer conciliação com atos ilegítimos ou ilegais, que não representam o clamor coletivo que vem das ruas, por outro lado, uma vez engajado em outras tarefas que também visam o bem comum, continuarei acreditando que o seu governo será capaz de corresponder às expectativas de todos aqueles que do mesmo modo lhe referendaram confiança. Enfim, o povo de Macapá está ávido por práticas políticas exemplares e que floresçam para todos.
Para finalizar, agradeço a estima com que fui tratado por Vossa Excelência, pelos colegas gestores de governo e pelos funcionários da Prefeitura, a qual teve o condão de descortinar singulares momentos pedagógicos de aprendizados e ensinamentos mútuos, que levarei consignados para a vida.

Macapá/AP, 08 de março de 2013. 
Cordialmente,

FRANCO AURÉLIO BRITO DE SOUZA

domingo, 10 de março de 2013

O esforço do governador Camilo para garantir o PT

Rodolfo Juarez
Esta semana o governador do Estado, Camilo Capiberibe, mesmo estando longe e, segundo a sua assessoria, falando sobre mineração para os canadenses, deixou na cidade duas peças como material de ensaio: uma referente à sua gestão e outra referente à sua popularização.
Na primeira deixou “vazar” por todas as partes possíveis, as alternativas que foram postas para agasalhar os auxiliares que ocupam cargos de confiança e que deixarão de ser auxiliares nos próximos dias; para a segunda deixou gravada as inserções que o PSB tem direito, de forma gratuita, no rádio e na televisão, falando de saúde e habitação.
No primeiro caso a principal questão é com o principal aliado, o PT, partido com o qual contou para vencer a eleição em 2010 e com o qual está contanto para enfrentar as disputas eleitorais de 2014.
Joel Banha, atual secretário de infraestrutura do Governo, se constitui na mexida mais delicada e cuidadosa, afinal de contas sabe que qualquer movimento mal feito afeta não só aquele partido, mas outras partes da coalizão que deu certo na eleição que o colocou no cargo de Governador do Estado.
O engenheiro Joel não tem uma avaliação satisfatória relativo aos resultados que obteve como secretário até agora, mas, por outro lado, não pode ficar desamparado e tem até condições de exigir que lhe seja dado oportunidade como na Assembleia Legislativa, na função de deputado estadual, afinal de contas fora, por dois mandatos consecutivos, deputado estadual pelo PT, o mesmo partido da vice-governadora, Dora Nascimento.
Acontece que Joel Banha, na eleição de 2010, com os 3.383 votos que lhes foram dados pelo eleitor amapaense, o colocou na 5ª posição da coligação PSB/PT, pela qual disputou uma vaga de deputado estadual para Assembleia Legislativa Amapaense. Na frente de Joel ficaram: Agnaldo Balieiro (PSB), com 4855 votos; Cristina Almeida (PSB), como 4.421 votos; José Luiz (PT), com 4.194 votos; e Ruy Smith (PSB), com 4.008 votos.
Para que seja aberta uma vaga para o quinto mais votado em 2014, na coligação PSB/PT, o PSB precisa abrir mão dos direitos de seus três filiados: Agnaldo Balieiro, Cristina Almeida e Rui Smith, para que surja o direito de Joel Banha assumir uma cadeira de deputado estadual.
Sacrificar o mandato dos filiados do PSB não está sendo bem avaliado pelos dirigentes do PSB que, assim, ficariam sem representação na Assembléia Legislativa e, em contrapartida, o PT ocuparia as duas vagas que já foram ocupadas pelo PSB; por outro lado, as questões se acomodariam e o governador poderia fazer a troca do secretário em busca de melhores resultados na avaliação da administração.
No segundo caso, o governador deixou para veicular, como inserção do PSB no rádio e na televisão, peças que o ligavam, diretamente, a programas sociais – um na área da saúde (visão para todos) e outro na área habitacional (conjunto residencial Macapaba).
Essa decisão do PSB e do governador deixa claro que o Partido Socialista Brasileiro, através dos seus dirigentes, já compreendeu que precisa popularizar as ações administrativas do governo, com o claro intuito de atrair os votos dos eleitores, principalmente aqueles que não estão satisfeito com os resultados que, até agora, foram alcançados pela administração estadual.
Olhar para os lados e perceber que enfrentará nas eleições de 2014 adversários que hoje estão ao seu lado, em alguns casos, um pouco à frente, e ainda perceber a aproximação de outros que vêm com muito fôlego na corrida, exige ações mais arrojadas que podem, ou não, dar certo, mas que não se perdoaria se não tomasse.
O fato é que a decisão, ao que parece, está tomada: o atual governador do Estado vai à reeleição e, mais que isso, não quer romper os laços que foram criados com o PT na eleição de 2010.

sábado, 9 de março de 2013

Eduardo Campos (PSB) conta com palanque no Amapá

PSB quer alavancar Campos com palanques nos Estados
O PSB pretende montar pelo menos 12 candidaturas próprias aos governos dos Estados em 2014 para vitaminar a possível empreitada presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
A busca por palanques regionais é um dos principais desafios da sigla (que teve nove candidaturas em 2010) para tirar a vantagem da presidente Dilma Rousseff e do senador Aécio Neves, os virtuais candidatos de PT e PSDB.
Na semana passada, petistas e tucanos contaram com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso como cabos eleitorais pelo país - em Fortaleza e em Belo Horizonte, respectivamente.
Enquanto isso, Eduardo Campos teve momentos turbulentos no PSB. Sem "padrinho", viu correligionários (Cid Gomes, governador do Ceará, e Ciro Gomes, ex-ministro) se manifestarem contra sua candidatura à Presidência, expondo uma dificuldade que pode enfrentar nos palanques regionais em 2014.
Para manter a sigla com Dilma, grupos petistas falam em negociar a vaga de vice --hoje nas mãos do PMDB.
Na lista de 12 candidatos nos Estados, os carros-chefes do PSB são os seis governadores da legenda (AP, PI, PB, PE, ES e CE) - metade pode tentar a reeleição e os outros tentarão fazer os sucessores.
O principal problema é a ausência de nomes fortes nos três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que, juntos, somam 58 milhões de eleitores, 41% do total no país.
COM TUCANOS
Em SP, a legenda não conta mais com seu candidato ao governo de três anos atrás: Paulo Skaf entrou no PMDB em 2011. O presidente do PSB-SP, Márcio França, não descarta se aliar ao PSDB.
"Pode ser que uma coligação com Geraldo Alckmin [governador e potencial candidato à reeleição] ajude a campanha do Eduardo", diz.
A aproximação do PSB é bem-vista por tucanos --para afastar a sigla do PT.
A relação entre as duas legendas, no entanto, sofreu um abalo nas eleições de 2012. O PSB da capital paulista apoiou Fernando Haddad (PT), em vez do tucano José Serra, para a prefeitura.
Em Minas, Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte, é apontado por dirigentes do partido como a principal aposta para concorrer ao governo do Estado.
Mas ele próprio já comunicou ao presidente do PSDB estadual, deputado federal Marcus Pestana, que pretende cumprir seu mandato inteiro na prefeitura.
Lacerda é afilhado político de Aécio Neves e, no PSB, está mais ligado ao grupo dos irmãos Ciro e Cid Gomes, que defendem apoio a Dilma. O presidente do PSB local, Walfrido dos Mares Guia, é ex-ministro de Lula e ligado ao PT.
No Rio, o PSB integra o governo Sérgio Cabral (PMDB) e, até agora, apoia a eleição do vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

sexta-feira, 8 de março de 2013

Macapá: a recomposição do ciclo vicioso

 Rodolfo Juarez
Apesar de todos os discursos é lenta demais a reação das autoridades municipais aos problemas que se agigantam a cada dia na cidade de Macapá e no interior do município.
Foram tantas as promessas feitas, que a esperança do povo renasceu sustentada pela indomável vontade de resgatar a confiança nas autoridades, aquela mesma vontade que ficou perdida nos emaranhados quadros irreais, fruto da imaginação de gestores que não conseguiram honrar a palavra empenhada e o compromisso assumido.
A cidade de Macapá e o interior do município precisam de grandes reparos, verdadeiras reformas, mas que só podem ser iniciados a partir da modificação comportamental dos gestores municipais, que não podem mais esperar por tempo melhor, sem que atue na construção desses tempos.
Há muito que está claro que o prefeito do município de Macapá não tem tempo para delegar as ações próprias da prefeitura a terceiros, sejam quais forem os motivos, sejam quais forem as alegações. Estão criados muros de desconfiança que precisam ser destruídos para que possibilitem a passagem da verdade.
Todos desconfiam de tudo, inclusive aqueles que têm a incumbência de fazer, de dar o primeiro passo. Está ficando a impressão que, até esse primeiro passo precisa ser monitorado, em busca de uma certeza que está com o dono do pé.
O prefeito de Macapá precisa ser um líder responsável. E se não for responsável ou líder, ou nem líder e nem responsável, tem pouco tempo para aprender, tem pouco tempo para descobrir o que precisa fazer para ser líder e responsável.
As vantagens mirando o poder precisam ser sacrificadas nesse momento. Não adianta querer mais poder se não está dando conta daquele que já tem.
O prefeito precisa transformar a confiança que ganhou da maioria dos eleitores, quando lhe delegou a incumbência de gerir o município de Macapá, em confiança de toda a população e se isso for feito, ganhará a confiança dos governos, dos adversários e então estará habilitado a receber mais poder.
A fórmula para conquistar a confiança da população está na demonstração de disposição para o trabalho. Nem mesmo a realidade financeira do Município será suficiente para justificar a inapetência do prefeito ou de membros da sua equipe.
Isso não quer dizer que tenha que fazer tudo o que precisa ser feito de uma vez só e muito menos, que tudo o que fizer tenha que ser feito da melhor forma ou da forma ideal. Os espaços para os erros aumentam na medida em que os acertos forem sendo conhecidos. Afinal de contas, para o gestor público vale o princípio de que “só erra que faz”.
Priorizar os trabalhos nas ruas, não maltratar a população e nem deixar que outros a maltratem, deve ser a regra. No momento imaginar que tem nas mãos um problema que não dá para resolver, de pouco vai adiantar, ou melhor, certamente favorecerá o erro e encaminhará a gestão para o descrédito.
Não adianta querer resolver as questões com justificativas, pois, não se conhece, pelo menos até agora, o gestor que conseguiu sair das dificuldades justificando o seu “não fazer” ou atribuindo esse “não fazer” a terceiros, por posicionamento político ou não cumprimento de promessas.
A população do município de Macapá ainda espera pelo cumprimento das promessas feitas na campanha, mas o tempo passa e como os problemas não são atacados como prometidos, a desconfiança aumenta e o ciclo vicioso se recompõe e tudo volta a ser como antes.