quinta-feira, 21 de março de 2013

Os poderes do Estado

Rodolfo Juarez
O Estado do Amapá precisa passar por profundas transformações não só na sua estrutura, mas também, no modo de fazer funcionar essa estrutura.
Os grandes órgãos, como o Governo do Estado, o Tribunal de Justiça, a Assembléia Legislativa, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, já reconhecidos, carecem de modernização funcional, apesar dos grandes esforços que são feitos para acompanhar o que está acontecendo em outros estados brasileiros.
Mas não basta apenas um, ou dois, ou três desses órgãos se modernizarem e preparar a sua equipe para o novo momento é necessário que todos se avaliem e busquem os métodos modernos de procedimentos, com a utilização dos equipamentos que já estão disponíveis no mercado e o conhecimento que já dispões os cidadãos nacionais.
Já dá para se pensar a nova estrutura do Tribunal de Justiça do Estado que vê os seus desembargadores sobrecarregados e com perspectivas de aumentar a carga de trabalho devido o não tão recente aumento de Varas e Juízes na estrutura da primeira instância, basta observar o que vem acontecendo na Justiça Federal, com criação de novas varas, mas com o correspondente aumento de tribunais regionais.
No Governo do Estado, sempre se reavaliando, mas com a visão do agora, sem levar em consideração o que está acontecendo com a população local que cresce, em média a 4% ao ano, mais da metade do crescimento da população total do Brasil e, com isso tendo novas exigências que precisam ser selecionadas e atendidas conforme a urgência técnica e não apenas como resposta política.
Aliás, ao que nos é dado a interpretar, as questões políticas tem sobrepujado todas as demais, inclusive a técnica, superada logo na primeira eliminação de faze, e deixando os erros se acumularem, muito embora as decisões de governo estejam impregnadas de boas intenções.
Por isso, provavelmente, até agora se convive com secretarias de governo sem orçamento, mas com pessoal para fazê-la funcionar e com projetos em execução.
Milagre?
Claro que não. Mas uma tentativa de acalmar minorias que têm direitos e os está exigindo. Mas o que se vê são apenas são acomodações políticas, erros acumulados e que não deixa aqueles objetivados pela “boa intenção” sentirem as diferenças.
Uma das questões foi escancarada agora pela IBGE que atestou que o Estado do Amapá é um dos que menos atende as questões dos direitos humanos, não porque os seus dirigentes não queiram, mas porque faltam as estruturas, tanto legais como de pessoal e conhecimento. Fica o Amapá, mais nesse item, bem atrás de outros estados.
O Estado do Amapá é um dos dois estados que ainda não definiu a situação da Defensoria Pública, como órgão independente financeira e administrativamente, por isso atendendo mal a população, que conta com o grande esforço de advogados contratados para atuarem como defensores.
O que falta?
A resposta ninguém tem.
Mas tem outros problemas no Tribunal de Constas do Estado que está funcionando sem a maioria dos conselheiros, afastados por decisão judicial, sobrecarregando a responsabilidade dos que lá estão e acumulando dificuldades.
A Assembléia Legislativa vai aos empurrões e conforme as suas grandes dificuldades, tanto que já não sabe qual o orçamento que precisa para realizar as suas funções constitucionais, ficando a mercê de acusações e todos.
O Ministério Público parece ser o órgão do Estado que está mais bem estruturado, mesmo assim continua buscando reforçar a sua equipe de apoio para responder, com celeridade, à função que a população entregou ao órgão.
Os tempos já são outros e o Estado precisa conhecê-los e alcançá-los. Não pode mais ficar com as defasagens estruturais que tem hoje.

Acidente em Almeirim: autoridades pedem 30 dias

Autoridades pedem 30 dias para concluir a identificação dos passageiros.
Depois do acidente, surgiram denúncias contra a companhia. Avião bimotor caiu no dia 12 de março, matando dez pessoas.
A Associação Brasileira de Taxi Aéreo enviou um representante ao Pará para acompanhar as investigações da queda de um avião da Fretax em Almeirim, noroeste do estado. Dez pessoas morreram no acidente.
Depois do acidente, surgiram denúncias contra a companhia. Um ex-funcionário da empresa diz que era comum o copiloto ser retirado para dar lugar a passageiros. “Era uma prática comum de tirar o copiloto e botar o passageiro no lugar do copiloto, era uma prática comum e acontece até hoje, como aconteceu nesse último acidente”, afirma o funcionário, que prefere não se identificar.
A denúncia foi criticada pelo representante da Associação Brasileira de Taxi Aéreo, o advogado Georges Ferreira. Mas ele diz que a entidade não tem como acompanhar cada associado: “A Associação busca cobrar um padrão de qualidade de todos os seus associados. Agora o que cada um faz ou deixa de fazer, isso realmente é impossível de nós verificarmos”, conta o advogado.
O acidente aconteceu na terça-feira (12). A aeronave levava funcionários para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no estado do Amapá, e caiu a 20 km do aeroporto de Monte Dourado.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as atividades da companhia. Segundo a Anac, o avião não poderia ter voado sem copiloto.
A Polícia Civil em Monte Dourado já ouviu um representante da Fretax, mas segundo o delegado responsável pelo caso, ele deve ser ouvido novamente para prestar mais esclarecimentos. A Polícia também aguarda a documentação da aeronave para dar continuidade às investigações.
Até segunda-feira, dia 18, nenhum dos corpos fora liberado pelo IML de Belém. O trabalho de identificação deve ser concluído em um prazo de 30 dias.
Veja a lista de vítimas:
José Carlos Vieira Junior (Piloto)
Joanes Viana
Reijunho Lima de Oliveira
Marcelo Alves de Moraes
José Sebastião da Silva
Jhonatan Aguiar de Souza
Cezar Lucena da Silva
Izaquiel Soares dos Santos
Dorival Pereira Feitosa
Arnaldo Oliveira Conceição

terça-feira, 19 de março de 2013

Assembléia Legislativa: prestígio e confiabilidade em xeque

Rodolfo Juarez
A cada dia que passa os atuais deputados estaduais vão ficando em “sinuca de bico” considerando as articulações que precisam fazer com outras lideranças, principalmente de poderes diversos àqueles da AL, bem como, aproximar-se do eleitor para começar a garantir o sucesso da campanha de 2014.
Uma das principais barreiras colocadas entre o deputado estadual e as outras lideranças políticas, é a maré baixa pela qual passa a Assembléia Legislativa, onde não dá para saber até que mês a Mesa Diretora da Casa fica como está. Há sempre a expectativa da volta do presidente (afastado) para reassumir a direção executiva daquele poder legislativo.
Já entre os próprios deputados, isso em concorrência interna, há aqueles que defendem uma aliança absoluta com o governador do Estado, com o objetivo de “salvar a própria pele”, como passageiro de uma onda que, quanto maior, melhor, pois consideram que os “peixes com dificuldades” não vencerão a onda e ficarão pelo meio do caminho, mas o ambiente pode dar sobrevida àqueles que estão desconfiando do insucesso em outubro de 2014.
Já entre os deputados e os seus respectivos partidos, cada um está fazendo a sua própria conta, levando em consideração os resultados da eleição passada, as suas características e, também, a evolução (ou involução) registrada na eleição de 2012. Alguns são obrigados a dar uma olhadinha para traz e observar qual filiado do “seu” partido “fungando no seu cangote”, pois sabe que qualquer vacilo poderá ser decisivo.
Junto com isso estão os problemas relacionados com as comissões de inquérito instaladas, sob grande expectativa da população e muitas promessas de correção em procedimentos que deixavam, no dizer dos próprios deputados, indícios de vícios que precisavam ser corrigidos.
Tanto a CPI da Amprev, presidida pela deputada estadual Roseli Matos, como a CPI da Saúde, sob a presidência do deputado estadual Kaká Barbosa, não foram conclusivas e estão afastando todo o crédito que foi dado pelo eleitor, que apoiou as iniciativas e os deputados que se propuseram alcançar os resultados.
Pode ser, no momento atual, a principal decepção.
Todos ficaram atentos. Os próprios investigados (essa é a motivação da CPI) para que fizessem as correções necessárias; como os que ficaram esperando o relatório final o qual aprovado, seria encaminhado para as autoridades tomarem as medidas administrativas e, até, judiciais, que pudessem caber a partir do que constasse no relatório final da CPI.
Os próprios deputados, mas principalmente, o presidente e o relator (os que mais falaram e deram entrevista), asseguravam que seriam severos, na medida das necessidades, com aqueles que, porventura estivesse atuando em confronto às regras vigentes e aos interesses da população.
Até agora esses relatórios não foram apresentados e, logicamente, não foram votados, o que colocaria ponto final nos trabalhos.
Os deputados sabem, pois está explicito no Regimento Interno da Assembléia Legislativa, que as comissões de inquérito instaladas como aquelas da Amprev e da Saúde, tem prazo definido para serem concluídas e que esse prazo é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias.
Para se ter uma idéia, nesta quinzena, as duas CPI completam 1 (um) ano de instaladas: A CPI da Amprev foi instalada no dia 14 de março de 2012; a CPI da Saúde, foi instalada no dia 21 de março de 2012.
O assunto está vivo na cabeça dos eleitores que querem identificar porque isso aconteceu e porque a Assembléia não divulga as dificuldades que enfrentou para que as comissões não chegassem a apresentar o relatório para ser aprovado (ou não) em Plenário.
Dificuldades a vista para todos os atuais deputados, até para aqueles parlamentares que não constam da lista formadores de qualquer das duas comissões.
Está em xeque o prestígio e a confiabilidade do Poder.

Relato de Darlita Daniela sobre o caso Fernanda Ramos

“Essa é a verdadeira história! E não essa contada por sensacionalista!!!Os danos morais serão revestido a intituições...aguardem o resultado de tudo isso...Vmos lutar até o fim, pq o bem sempre vence o mal!”
RELATÓRIO DO CASO FERNANDA DE ALMEIDA RAMOS
O Sr. Ruan Bandeira, motorista da SIMS, já havia procurado várias vezes o Conselho Tutelar de Macapá e várias assistentes sociais da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social para solicitar providências a respeito de sua sobrinha que desde o nascimento sofria maus tratos e descaso da família e que era contumaz ser abandonada em “boca de fumo”, pelos pais biológicos (irmão e cunhada de Ruan), por serem toxicômanos.
Darlita Daniela Ferreira Barros há pouco tempo estava trabalhando na SIMS e estava lotada no Núcleo de Proteção Especial, na Rede Abraça-me, Rede de Proteção contra abusos e exploração sexual de Crianças e Adolescentes e seu telefone para contato, bem como os das demais assistentes sociais da SIMS, constam nas escalas de sobreaviso de auxílio funeral e todos os motoristas e vigilantes da Secretaria têm acesso às mesmas.
Ocorre que no dia 29 de outubro de 2011, em pleno sábado, aproximadamente às 17h00minh, o Sr. Ruan, que nem sequer conhecia pessoalmente a assistente social Darlita Daniela, ligou para o seu celular comunicando que estava desesperado e sem saber o que fazer, pois já tinha procurado o Conselho Tutelar, sem qualquer providência, bem como ligado para outras assistentes sociais, não tendo logrado êxito em localizá-las naquela oportunidade, informando que tinha uma sobrinha e que a mesma estava desaparecida há mais de uma semana e naquela data a mesma foi deixada em sua casa por usuários de drogas que sabiam que Ruan era tio da criança, pois a mesma havia sido abandonada pelos pais na “boca de fumo” e estavam foragidos da polícia, por terem praticado crime de furto/roubo, para acertar as contas com os traficantes. Sua mãe, avó paterna da criança, a Sra. Magali estava na Guiana Francesa, sem previsão de retorno, e já havia recomendado que não queria saber do paradeiro da criança, pois antes da viagem a mesma, bem como os pais já estavam desaparecidos.
Diante da gravidade dos fatos, Ruan pediu para que esta assistente social se dirigisse até a sua casa, para constatar a real situação desesperadora que a criança se encontrava, pois nenhuma pessoa a quem e correu se dispuseram a ajudá-la.
O Sr. Ruan forneceu o endereço de sua residência por telefone, e esta assistente social, que naquela oportunidade encontrava-se em uma padaria com sua irmã (12 anos) e sua filhinha (um ano e meio), de lá mesmo se dirigiu para o local indicado.
Foi nessa oportunidade que esta assistente social conheceu o Sr. Ruan e mais duas noras da Sra. Magali, as quais foram unânimes em dizer que não queriam que aquela criança ficasse no convívio familiar, por não receber qualquer afeto, atenção e principalmente cuidado. Ruan afirmou que a assistente social Lizandra havia lhe dito que a assistente social Darlita era uma pessoa muito humana e daria um encaminhamento melhor para vida daquela criança que sofre desde a gestação.
Esta assistente social tentou de todas as formas para que a criança não saísse do âmbito familiar, inclusive perguntando se não havia outro parente que pudesse ficar com a criança até que seus pais biológicos fossem encontrados, todavia, falaram que não havia ninguém, pois todo ano nasce um filho daquele casal e já tiveram nove filhos e a mãe nunca quis assumir a responsabilidade e todos estavam cansados do sofrimento das crianças, afirmando, inclusive que havia dúvidas de que aquela criança fosse filha do irmão de Ruan, devido às constantes separações do casal e o fato de ambos se envolverem com outras pessoas.
O Sr. Ruan, afirmou que tinha certeza que nenhum familiar, inclusive ele próprio e sua mãe Magali Bandeira, não queriam assumir mais essa responsabilidade com a criança, por não possuírem condições materiais, emocionais e nem afetivo com a infante, tendo problemas em até de cuidar e educar seus outros dois irmãos da infante que estão sob a responsabilidade da avó Magali.
Ao deparar-se com a criança foi um choque muito grande, pois a mesma apresentava visíveis sinais de maus tratos a sua integridade física e a sua saúde, como lesões dermatológicas, cabelo infestado de piolhos, hematomas e estava gemendo de dor, sem roupa e muito suja dentro de uma rede, não tinha um nome e nem registro de nascimento, não tinha nenhum objeto pessoal como: mamadeiras, roupas, fraldas etc, estava com dois meses de nascido. O Sr. Ruan e sua cunhada pediram que levasse e encaminhasse a criança para algum lugar, pois não queriam arcar com tamanha responsabilidade.
Diante da situação apresentada, esta assistente social tentou naquela oportunidade contatar com o Conselheiro Tutelar Diogo Senior, mas o seu celular estava fora de área.
Diante da grave situação da criança, não se poderia perder mais tempo e então pediu ao Sr. Ruan que a acompanhasse até a delegacia de Polícia para registrar a ocorrência, primeira providência que deveria ser tomada, o qual pediu para ir adiantando a ocorrência que logo ele chegaria à delegacia (Ciosp do Congós), porém o mesmo não compareceu e nem atendeu mais o telefone celular que só dava sinal de “fora de área”. Mesmo com a ausência do Sr. Ruan, a Autoridade Policial registrou a ocorrência e encaminhou a criança à Politec, onde foi submetida a exame de corpo de delito.
Após essas providências iniciais e não tendo esta assistente social condição de dispensar os cuidados necessários à infante, pois sua filha era ainda um bebezinho e também com vários problemas de saúde, em conseqüência de prematuridade extrema, agravando-se o fato de ser um fim de semana, inviabilizando contato com qualquer órgão governamental que pudesse acolher a criança, não restou outra alternativa senão a de ligar para a Sra. Dalva Miranda da Silva, Secretária Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social do município de Mazagão, à qual esta assistente social ainda dava suporte técnico, pois havia trabalhado naquela Secretaria por aproximadamente 04 anos, e somente há pouco tempo tinha desvinculando da mesma, face sua aprovação no concurso do Estado para trabalhar na SIMS.
Deste modo e diante do quadro gravíssimo apresentado, a referida secretária, de forma excepcional, permitiu que a criança fosse acolhida no CRAS- Margarida, durante o final de semana, para que na segunda-feira fosse tomada as providencias emergenciais para que a criança fosse colocada em uma família substituta ou numa família acolhedora até que sua situação familiar fosse resolvida.
Ainda no domingo esta assistente social ligou para o casal Alexander Soares Fortes da Silva e Adriana Rodrigues Seidle da Silva, que já haviam adotado uma criança do Município de Mazagão e que ainda tinha o desejo de adotar mais uma filha, comunicando o fato em todos seus aspectos, principalmente o estado crítico de saúde da criança, do abandono e da situação da família biológica. Mesmos com todos esses impasses, o casal se propuseram a cuidar da criança e de uma possível adoção independente de qualquer problema que apresentasse. Providenciaram passagens e no dia 31/10/11 já estavam em Mazagão, cidade natal de sua primeira filha, os quais qual já conhecia a Secretária Dalva Miranda e esta assistente social.
No primeiro contato do casal com a criança, sua filha adotiva já chamou a mesma pelo nome de Fernanda. Imediatamente marcaram consulta médica pediatra e, coincidentemente a médica que atendeu a criança Fernanda, em consulta particular, foi à mesma médica do Hospital Mãe Luzia (HMML), que atendeu a criança com 15 dias de nascida, lembrando pelo nome da mãe biológica, e verbalizou que a infante tinha ficado por mais de uma semana internada devido uma queda que teve em casa, na qual ocasionou um traumatismo craniano e durante a consulta foi constatado baixo peso, baixa estatura, lesões na pele, hematomas, alergias e, posteriormente, sífilis congênita.
Segundo a pediatra, Dra. Rosilene Trindade, informou que por todo período que a criança esteve internada, recebeu visita uma única vez da mãe e da avó paterna, sendo que era necessário que a criança estivesse permanentemente sob os cuidados de um familiar na maternidade, e que a criança foi alimentada por outras mães que estavam com os filhos internados e que após a alta, se fez necessário, comunicar o serviço social e ao conselho tutelar de Macapá para que encontrasse alguém da família, para retirar a criança do hospital e que essas informações constam no prontuário da criança no Hospital Mãe Luzia.
Em seguida o casal providenciou o registro de nascimento da infante e ajuizaram Ação de Adoção, com pedido liminar de Guarda Provisória, para poderem dar continuidade ao tratamento na cidade de São Paulo e tentar assim salvar a sua vida.
Passado alguns dias, esta assistente social encontrou, pela primeira vez, o Sr. Ruan no seu local de trabalho, o qual foi questionado pelo fato de não ter comparecido na delegacia de polícia para registrar o Boletim de Ocorrência, tendo o mesmo justificado sua ausência alegando que no caminho da Delegacia, a Secretária da SIMS havia ligado para ele fazer um serviço na expo feira, informou que os pais estavam presos na penitenciária e que sua mãe Magali tinha conhecimento do caso, mas tinha certeza que a criança estava bem, sendo que sua grande preocupação era a situação do seu filho Jean que estava preso.
Naquela oportunidade foi-lhe fornecido o número do seu telefone celular para que entregasse para avó paterna, Sra. Magali para a mesma entrar em contato com esta assistente social para que a mesma fosse informada dos procedimentos tomados em relação a sua neta.
Passando várias semanas, a Sra. Magali, ligou pedindo para essa assistente social ir até sua casa, no que foi atendida no mesmo dia, por volta das 19h00min horas, ocasião em que estava acompanhada de seu marido Saloé Ferreira da Silva, o qual permaneceu no carro, mas ao ser atendida por Dona Magali, a mesma fez questão que meu marido descesse do carro e participasse da conversa.
Relatei à Sra. Magali de todas as medidas tomadas para beneficio da criança, sobre sua saúde, o assentamento de registro de nascimento, da ação de adoção com pedido liminar da guarda provisória a um casal já conhecido e que já tinha uma filha adotiva no interior do Estado de São Paulo.
Foi indagada se havia algum interesse em ficar com sua neta e a mesma respondeu taxativamente que não, mas o que realmente gostaria era que sua neta fosse adotada por esta assistente social e seu marido juiz, ocasião em que foi esclarecida da impossibilidade por já termos uma filha ainda bebê e que a mesma era prematura de 05 meses e necessitava de cuidados especiais e também fazia tratamento em São Paulo.
A Sra. Magali relatou ainda, que tinha a guarda de dois netos e tinha certeza que eram filhos de seu filho, mas a infante não era, devido o casal já estarem separados, verbalizando vários adjetivos pejorativos da conduta da Sra. Shirley Pilar.
Finalmente a Sra. Magali expôs que só queria saber se a criança estava bem, mas o que ela queria era que o meu companheiro forçasse o Sr. Walter, delegado de polícia, pai de Jean, a pagar uma pensão alimentícia, devido seu filho ser dependente químico desde os 17 anos de idade, nunca ter trabalho e que estava preso, e com esse dinheiro poderia constituir um bom advogado e custear um tratamento de desintoxicação para dependentes ou se eu e eu marido custeasse um tratamento para o filho, ou ainda se colocássemos ela em contato com algum deputado que pudesse oferecer essa “ajuda”, tendo sido orientada que aquele não era o caminho viável e também não tínhamos condições de custear o tratamento e nem conhecíamos nenhum político para buscar esse tipo de “ajuda”, mas que poderíamos buscar através da saúde pública do estado, nos informando se o Estado do Amapá teria alguma solução para usuários que são dependentes químicos, como algum centro de atendimento.
Após essa conversa, passado alguns meses, a Sra. Magali compareceu na SIMS, fazendo escândalos e ameaçando esta assistente social, dizendo que se a mesma não solucionasse o problema dela, ela queria sua neta de volta, que iria a imprensa e diversos órgãos públicos, inclusive procuraria a Deputada Federal Janete Capiberibe, para denunciar esta assistente social e seu marido de terem seqüestrado sua neta.
Passado mais alguns meses, realmente fomos surpreendidos com noticiários na mídia noticiando ter sido aprovado Requerimento de nº 089/2013, de autoria da Deputada Janete Capiberibe, para que sejamos ouvidos numa Comissão Parlamentar de Tráficos de Pessoas em Brasília, com sérias acusações falsas e mentirosas que foi amplamente divulgada, afirmando que solicitamos dinheiro da Sra. Magali para devolução de sua neta e pela ocorrência de adoção ilegal.
Ocorre que o processo de adoção tramita regularmente em segredo de justiça e até a presente data o casal adotante, estão apenas com a guarda provisória, não havendo ainda qualquer decisão da causa.
Era o que tinha a relatar.
Macapá- Amapá, 15 de março de 2013.
Darlita
Fonte: Facebook de Darlita Daniela

domingo, 17 de março de 2013

As dificuldades dos microempreendedores no Amapá

Rodolfo Juarez
Em 2010 os ambulantes, os vendedores de portaemporta, os prestadores de serviços de pequena monta, os profissionais liberais, e todos aqueles pequenos empreendedores que ganham a vida desenvolvendo o seu pequeno negócio ou prestando serviços de pequena monta, foram atraídos por um chamado oficial, apoiado na Lei Complementar 128, publicada em dezembro de 2008 e com vigência a partir do dia 1º de julho de 2009, para que ser tornasse um microempreendedor individual.
Para os que, no Amapá, se enquadravam nos limites da proposta, foi dito que o Microempreendedor Individual - (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário.
Para tanto pagaria imposto "zero" para o Governo Federal. E apenas valores simbólicos para o Município (R$ 5,00 de ISS) e para o Estado (R$ 1,00 de ICMS). Já o INSS será reduzido a 5% do salário mínimo vigente no ano do exercício. Com isso, o Empreendedor Individual terá direito aos benefícios previdenciários.
A propaganda oficial afirmava que algumas organizações públicas como vigilância sanitária, prefeituras municipais e secretarias de estado de governo, juntamente com organizações de empresários e outras voltadas ao atendimento dos microempreendedores, como o Sebrae, estariam a disposição para melhor orientar esses trabalhadores. Orientações de todas as ordens para que a decisão fosse tomada sem riscos para a atividade do microempreendedor.
Os microempreendedores atraídos pela propaganda oficial desde 2010 começaram a formalizar os seus negócios, continuaram em 2011 e 2012, mas não retornavam para receber as suas respectivas documentações.
Devido essa constatação, o Sebrae no Amapá, juntamente com o Receita Estadual, a Prefeitura Municipal de Macapá, a Vigilância Sanitária e o Corpo de Bombeiros, programaram para o dia 17 de outubro de 2012, uma mobilização para entrega de alvarás, carteira de inscrição estadual e licença de funcionamento, com o tema “EI, com licença, sou empreendedor individual”.
Lindeti Góes, gerente do setor de Atendimento Individual do Sebrae no Amapá, informava que o objetivo da ação era atender parte dos microempreendedores que formalizaram os negócios nos anos de 2010, 2011 e 2012, e não retornaram para receber seus documentos oficiais.
Iranei Lopes, gestor de projetos do Sebrae no Amapá, anunciava que a entrega daqueles documentos oficiais respaldavam a legalidade das atividades individuais, informando que “no ato da formalização, o MEI (microempreendedor individual) recebeu o alvará provisório com validade de seis meses e, agora, é a vez de receber os documentos com validade de um ano.”
O tempo passou, os prazos dos alvarás venceram e, ao que tudo indica, as interpretações administrativas mudaram. Agora, quando o microempreendedor procura os órgãos para renovação do alvará respectivo, encontra situações que, antes os assustam e depois, os decepcionam – as taxas, cobradas para a renovação das licenças, são impagáveis, variando de R$ 200,00 até R$ 5.000,00.
O Corpo de Bombeiros Militar alega que tem custos com os deslocamentos para fazer as vistorias; a Prefeitura Municipal de Macapá enquadra os microempreendedores conforme a classificação geral de atividades que dispõe em sua legislação.
Essa situação está levando à desistência de muitos empreendedores individuais, que foram atraídos pelo chamado oficial, como se fosse um “canto de sereia” e que agora, vêem-se completamente abandonados, e mais, pressionados pela fiscalização dos mesmos órgãos que os chamaram com se fosse uma grande vantagem que usufruiriam, se aceitasse a aderir às ofertas oficiais que lhes foram feitas.
Alguns dos microempreendedores dizem que não tiveram alternativas, a não ser aquela que leva ao encerramento as suas atividades ditas “oficiais” e a volta de como era antes, mesmo sabendo que continua com as pendências tributárias e previdenciárias as quais precisa resolver. 

sábado, 16 de março de 2013

Pacto Federativo e os interesses...

Rodolfo Juarez
Outra vez está se falando em pacto federativo e mais uma vez, todos os que falam estão colocando, em primeiro lugar, os seus interesses políticos e pouco se importando com o que a população pensa do assunto.
Recentemente se passou a discutir algo que não teria sentido se fosse obedecido o que está estabelecido na principal regra da própria Federação – a Constituição Federal -, quando trata da questão do subsolo e o que nele tem.
Está claro que, nesse aspecto, as riquezas são de todos os brasileiros, não importando se nasceu ou mora no estado A, B, ou C. A distribuição dos resultados deve para todos, não importando onde esteja a porta de saída da riqueza que, necessariamente vira receita nacional e não de um dos seus entes.
No caso do petróleo, as argumentações dos governadores, deputados federais e dirigentes classistas, entre outros, antes de serem republicanas, são fortemente de viés político, pretendendo produzir votos dos eleitores dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
Não dá para compreender os prejuízos que alegam, agora e projetam para o futuro, com queda da receita pública, influenciando nos seus orçamentos, devido às modificações nos contratos, dos quais os estados referidos, nem aderentes são.
Só a título de exemplo, o governador do Estado do Rio de Janeiro que, de acordo com a sua medida, perderia um bilhão de reais no orçamento de 73 bilhões, deste ano, equivaleria a uma queda de receita de 1,37%, o que estaria dentro das margens de segurança de qualquer orçamento.
Por outro lado os preparativos para os eventos esportivos que acontecerão em 2013, 2014 e 2016, não estão sendo feitos com recursos do Estado, a maior parte dos gastos está sendo coberta com recursos da União, ou seja, de todos os brasileiros, o que passa dos 15 bilhões de reais, uma compensação e tanto dos brasileiros que não estão morando no Rio, no Espírito Santo e em São Paulo.
A pressão feita sobre o Governo Federal, principalmente se valendo dos meios de comunicação nacional que têm suas centrais de noticias no Rio de Janeiro, fez com que houvesse um chamamento para os governadores estivesse fazendo pano de fundo para que a presidente pudesse responder às maucriações do governador fluminense.
Até ai se trata de uma ação política, quando a presidente, se valendo de uma questão de predomínio nas decisões com relação aos favores financeiros para os pobres estados e os estados pobres, os chama para marcarem presença e com a desculpa de que estão reavaliando o pacto federativo que sustenta a Federação.
O pacto federativo não se resolve ou se restaura a partir da exploração do petróleo, nem tampouco, nas correntes desiguais que jorram dos poços da emoção dos prejudicados, o pacto federativo precisa ser analisado em conjunto, a partir de uma decisão política, onde todos os interessados se manifestem, mas não só pelos políticos.
Como poderia ser avaliada a questão da energia fornecida, gerada em outros estados, e que é utilizada pelos fluminenses, capixabas ou paulistas, no desenvolvimento de suas indústrias, do comércio e dos serviços?
Não adianta falar em federação se não está presente o espírito federativo. Como também ficam prejudicadas todas as manifestações, algumas até legítimas, mas que são abaladas pelo procedimento eleitoral, onde a autoridade está pensando em renovar o mandato, vencer a próxima eleição ou eleger o seu sucessor.
As desigualdades regionais, as desigualdades estaduais, continuam acentuadas por causa da falta desse espírito de brasilidade, onde os fracos precisam ser vergar aos fortes até para expressar as suas opiniões.
O Amapá é uma vítima, neste cenário, daqueles que conseguem falar alto e serem ouvidos, mas também porque, sente falta de quem esteja disposto e com autoridade, para falar alto e reclamar da redução sistemática das riquezas do Amapá, permitindo que os nossos minerais vá fazer a estrutura das obras brasileiras e adornar os anéis dos ricos do sudeste maravilha, sem receber nada como compensação. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

No Amapá deputados deixam no fundo das gavetas as CPIs

Rodolfo Juarez
À medida que o tempo passa aumenta a dívida dos deputados estaduais com a população e, principalmente, com eleitores.
Acontece que, além de não ser conhecida qualquer justificativa, os deputados estaduais simplesmente emudeceram com relação às duas comissões parlamentares de inquérito, que foram instaladas no começo do ano passado, com tantos holofotes e muitos argumentos, todos eles pretendendo conquistar a confiança popular para as medias que estavam sendo tomadas.
Com todos os prazos vencidos e sem qualquer explicação, foi instalado um desconforto entre os membros da Assembléia Legislativa, mesmo os não deputados, com relação ao assunto.
Basta uma simples pergunta sobre as CPIs que o deputado ou o funcionário muda de humor. O primeiro porque, mesmo não sendo membro de uma das comissões, teoricamente teria que responder questões simples, principalmente relacionadas aos motivos dos deputados calarem sobre o assunto; já os funcionários porque, eles também, gostariam de ter essas informações.
Entre os que se aceitaram ou se prontificaram a fazer parte de uma das comissões, alguns deles se mostram frustrados com aqueles que deixaram a situação chegar ao ponto que chegou e que coloca em risco a credibilidade de todos.
E quais são as Comissões Parlamentares de Inquérito que foram instaladas e que foram abandonadas pelos deputados?
Quais poderiam ser os motivos que levariam os deputados, membros das respectivas comissões, darem essa demonstração de ‘pouco caso’ com um assunto tão sério, se considerar as motivações alegadas para que fossem instaladas aquelas CPIs?
São duas as CPIs que estão passando por esse grave problema: A CPI da Amprev e a CPI da Saúde.
A CPI da Amprev, instalada no dia 14 de março de 2012, com o objetivo de “apurar denúncias de irregularidades na aplicação dos recursos descontados dos servidores públicos do Estado em favor da Amapá Previdência.”
Foram empossados, como membros da CPI da Amprev, os seguintes deputados estaduais: Roseli Matos (presidente), Keka Cantuária (vice-presidente), Charles Marques (relator) e os membros: Júnior Favacho, Sandra Ohana, Cristina Almeida (que disputou a relatoria), Valdeco Vieira e Bruno Mineiro.
A CPI da Saúde foi pedida com a orientação “no sentido de passar a limpo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), num grande serviço à sociedade amapaense.”
O nome dos integranres dessa CPI foram definidas no dia 13 de março, uma terça-feira, e ficou composta pelos seguintes membros: Dalto Martins (presidente, que depois do seu passamento em 20 de abril, assumiu a presidência Kaká Barbosa), Kaká Brabosa (vice-presidente), Jaci Amanajás (relator), Edinho Duarte (membro), Manoel Brasil (membro) e Agnaldo Balieiro (membro).
Os autores dos requirimentos para instalação daquelas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) foram: o deputado estadual Zezé Nunes (CPI da Amprev) e Valdeco Vieira (CPI da Saúde).
Mesmo procurados, os deputados não querem falar sobre o assunto, muito embora alguns deixem escapar, como motivos da situação em que se encontram as duas comissões, questões nada recomendáveis para um processo democrático ou alinhados com a finalidade precípua dos deputados – elaborar, discutir e votar leis; e fiscalizar, em nome do povo, a aplicação dos recursos públicos públicos estaduais.
A deputada Roseli Matos e o deputado Kaká Barbosa presidentes, respectivamente, da CPI da Amprev e da CPI da Saúde, poderiam explicar, ou fazer uma avaliação dos motivos que levaram ao esgotamento de todos os prazos.
Pelo Regimento Interno da Assembléia Legislativa, os deputados teriam 120 dias, prorogáveis por mais 60 dias, para apresentar o Relatório Final para ser votado em plenários e, a partir dai, divulgar os resultados a que chegaram e encaminhá-los para que fossem tomadas as providência decorrente do apurado.