segunda-feira, 15 de abril de 2013

Enquete realizada nos dias 11 e 12 de abril de 2013

SONDAGEM DE OPINIÃO
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 11 E 12 DE ABRIL DE 2013
FORMULÁRIOS APLICADOS COM SUCESSO: 804 (404 M e 400 H)
Margem de Erro: 2% para mais ou para menos
Responsável: Rodolfo Juarez
APURAÇÃO
Data: 12:04.2013
RESULTADO GERAL
Sondagem 01:
Como você avalia o desempenho do prefeito Clécio Luis nos primeiros 100 dias à frente da Prefeitura de Macapá?
Respostas Possíveis
Frequência
Percentual
(%)
Ótimo
40
4,98
Bom
96
11,94
Regular
217
26,99
Ruim
249
30,97
Péssimo
145
18,04
NS/NR
57
7,08
    Total .......
804
100,00

Sondagem 02:
Qual o setor colocado como em Estado de Emergência pela administração municipal de Macapá que você percebeu alguma melhora?
Respostas Possíveis
Frequência
Percentual
(%)
Limpeza Urbana
213
26,49
Administração
73
9,08
Saúde
32
3,98
Transporte
48
5,97
Nenhum
414
51,49
NS/NR
24
2,99
    Total .......
804
100,00

Sondagem 03:
Qual o maior problema que tem a administração municipal de Macapá nesse momento
Respostas
Possíveis
Frequência
Percentual
(%)
Buraco nas ruas
193
24,00
Falta de vaga nas escolas
346
43,04
Falta de atendimento nos postos de saúde
120
14,92
Falte de qualidade no transporte coletivo urbano
73
9,08
Outros
56
6,97
NS/NR
16
1,99
    Total .......
804
100,00

Sondagem 04:
Com relação à parceria da Prefeitura com o Governo...
Respostas
Possíveis
Frequência
Percentual
(%)
Tem tudo para dar certo
169
21,02
Não vai dar certo
121
15,05
NS/NR
514
63,93
    Total .......
804
100,00

Sondagem 05:
Como você avalia o desempenho do Governador Camilo até agora?
Respostas Possíveis
Frequência
Percentual
(%)
Ótimo
32
3,98
Bom
120
14,92
Regular
245
30,47
Ruim
205
25,50
Péssimo
129
16,05
NS/NR
73
9,08
    Total .......
804
100,00

domingo, 14 de abril de 2013

Governador Camilo e o fogo amigo

Rodolfo Juarez
A cada ano que passa se confirma a regra de que o terceiro ano de um mandato é o mais difícil, de todos os demais, para os governadores de estados com até um e meio milhão de habitantes.
É um dado que tem apoio em observações político-administrativas, e em levantamentos do comportamento de gestão pública em vários níveis e variadas regiões, pouco importando se a região está entre aquelas que têm maior ou menor índice de desenvolvimento humano.
No Estado do Amapá as crises mais graves ocorreram durante esse período, no primeiro mandato dos governadores João Capiberibe e Waldez Góes. Sentido muito mais forte por Waldez do que por Capi.
Vários têm sido os acontecimentos que demonstraram claramente essa fragilidade que, dá a impressão, que não se trata de nenhuma deficiência gerencial do gestor, mas de um conjunto de fatores que freiam violentamente a administração, provocando um impactante stress no mandatário que fica sem entender o que está acontecendo.
Se esta fase bem administrada e sustentada por decisões arrojadas e por isso arriscadas, o governador entra em um estágio de bons resultados e se credencia a ser o candidato favorito na disputa pela renovação do seu mandato.
Percebe-se que o governador Camilo vem tendo muitos problemas para avançar em áreas chaves da administração estadual. Em algumas delas, como a da saude, por exemplo, não tem conseguido identificar um auxiliar que possa levar o setor para ‘águas tranquilas’, mesmo assim tem tentado e é por isso que já assinou o 4º decreto de nomeação de diferentes secretários para a Secretaria da Saúde.
Mas também tem problemas na Educação onde também já vai para o quarto auxiliar e em outros setores que, certamente, tinha imaginado que não precisaria trocar o secretário, uma vez que havia discutido um plano para 4 e não para 2 ou menos anos.
Uma troca de comando em uma secretaria como Educação, Saúde, Infraestrutura ou Transporte é decisão de muita responsabilidade.
Como já analisamos as trocas feitas em outras secretarias, esse momento vai ser dedicado para a Secretaria de Estado de Transporte, que tem como missão principal cuidar dos interesses a população no que se refere à política dos transportes, especialmente às estradas estaduais e àqueles federais que o Estado assume voluntariamente.
É importante que se diga que o Governo do Amapá não tem tido eficácia no trabalho que executa para o Governo Federal, assumindo responsabilidades que são Denit, órgão da União responsável pela manutenção, restauração e construção e sinalização das rodovias federais, principalmente as duas BRs – a 156 e a 210.
Não consigo ver conveniência técnica ou administrativa em o Governo do Estado do Amapá tomar conta das obras das estradas federais. Está claro que essa decisão influência na eficiência que poderia haver nos cuidados com as rodovias estaduais e, até, as principais rodovias intermunicipais.
Sérgio La Roque, que ficou como secretário de transportes do GEA por dois anos, não entendeu a incumbência que recebeu do Governador e muito menos as atribuições as quis fora investido quando aceitou o decreto de nomeação e assumiu o cargo principal da Secretaria de Estado de Transporte.
Bruno Mineiro, engenheiro, chegou lá para ser secretário depois de ter passado, como deputado, dois anos na Assembléia Legislativa e, certamente não está com disposição de ficar na Secretaria além de março de 2014, quando terá que se desincompatibilizar para concorrer à reeleição ao cargo de deputado estadual.
E o que recebeu?
Recebeu um setor desarrumado, com as rodovias sem qualquer plano de contingência para enfrentar o tempo chuvoso, com as pontes de madeira, que são muitas, caindo e, pior, fazendo promessas impossíveis de serem cumpridas, como a recuperação que disse fazer na ponte do KM 21 em apenas um final de semana.
Já se forma 4 finais de semana e ainda serão ultrapassados outros e a ponte continua desafiando a paciência dos usuários.
Não é fácil e isso acaba abarrotando o cesto de desgastes do governador, que tem pouco mais de um ano para deixar de aceitar gol contra e deixar que o placar se dilate, para a alegria dos adversários.
O terceiro ano do mandato do governador Camilo vai ser mais longo do que os outros por causa do “fogo amigo”.

sábado, 13 de abril de 2013

E agora prefeiro?!

Rodolfo Juarez
Os cem primeiros dias de trabalho no período do mandato do prefeito Clécio foram completados. Houve a divulgação de praxe e eles, os ‘cem dias’, foram imediatamente superados, ficando para registro, as imagens e os áudios gravados em arquivos eletrônicos que comporão os relatórios desse primeiro ano da administração do PSOL na primeira capital brasileira que recebeu para governar.
Nada de especial ou incomum foi apresentado ou dito no momento escolhido pelo prefeito e seus auxiliares, para apresentar alguma coisa e dizer qualquer coisa, que pudesse servir de alento à população que, por muito tempo, espera que aconteça essa ‘alguma coisa’ que possa reacender a esperança daqueles que estão acabrunhados pela falta de pontaria que vêm tendo para eleger um gestor, pelo menos diferente, para que mude a tendência de maus resultados que lhes vem sendo apresentados pelos gestores que têm assumido o cargo de Prefeito de Macapá.
Já são muitos os macapaenses que completam ou estão próximo de completar 18 anos e, até agora, só conseguiram ouvir reclamações e acompanhar a forma desleixada como a sede e do município de Macapá - e seus distritos - vêm sendo tratados pelos prefeitos que têm elegido a cada quatro anos.
Os problemas principais da cidade são os mesmos, desde quando entrou nesse ciclo que está obrigando aos eleitores procurar, em todos os partidos, alguém que possa interpretar o que pensam e o que querem.
Os gestores dos últimos mandatos de prefeito foram permitindo que houvesse esse contínuo desgaste na qualidade de vida daqueles do que moram em Macapá, e que viram o orçamento do Município mais que triplicar nestes últimos 12 anos, mas que não percebem a correspondente aplicação do que paga, como o contribuinte, em projetos que sejam de interesse geral e que possam recuperar a cidade.
Sobrou para os habitantes uma cidade maltratada, sem permitir que os seus moradores se desloquem com segurança e tranquilidade de um bairro para o outro, pois as ruas e avenidas estão sem condições, o sistema de transporte coletivo é muito ruim, desde os carros até aos abrigos, localizados em pontos de paradas completamente inadequados, não raro às proximidades de amontoados de lixo, inclusive doméstico e hospitalar, atraindo até urubus para próximo daqueles que querem apenas ir a uma visita, chegar ao trabalho ou voltar para casa.
A coleta, o transporte e o destino final do lixo urbano, apesar de ter o serviço transferido, por concessão pública, para empresas privadas, o município demonstra que tem dificuldade para selecionar a empresa, fiscalizar o serviço que ela presta e pagá-la em dia, transformado o que era uma solução em um imenso problema, superando os limites da empresa e alcançando os trabalhadores, que ficam sem receber os seus salários.
O município, este ano de 2013, não tem condições de oferecer as vagas para os alunos do ensino infantil e básico, por falta de salas de aula, professores, merenda escolar; o sistema de saúde no atendimento básico, de responsabilidade do município, oferece um atendimento precário, o que faz com que a dor dos doentes passem para os sãos, devido ao stress a que são submetidos nas intermináveis filas e na falta de profissionais médicos para o atendimento que precisam.
E a passagem desses últimos 100 dias, à medida que se aproximava a data marcada, aumentava a esperança do povo.
Mas não foi desta vez!
As desculpas foram as mesmas, as medidas necessárias não foram tomadas ou, sequer anunciadas. Uma rotina que precisa ter um fim.
E agora prefeito?
O que dizer para a população? Como explicar mais essa frustração?
Pelo menos um último esforço, por favor. Macapá precisa!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Gritos & Sussurros

BALANÇO
O prefeito Clécio Luiz fez um balanço dos 100 primeiros dias de sua administração. As dificuldades encontradas continuam sendo a principal argumento para o fraco desempenho nesse primeiro período do mandato. Mas já anunciou alguns resultados. Nada de extraordinário ou coisa que possa representar o encaminhamento dos principais problemas, que continuam desafiando ao prefeito e seus auxiliares.
OS PONTOS
A reação da população aos pontos que foram eleitos pelo prefeito como referências para serem analisados o antes e o depois dos 100 dias, não demonstrou qualquer entusiasmo, muito pelo contrario, houve algumas constatações de que “nada mudou” ou “tudo continua como antes”. Limpeza da cidade, buracos nas ruas e avenidas, matricula escolar na rede infantil/básica e melhoria no atendimento no sistema de saúde municipal, não oferecem modificações que possam animar o contribuinte.
QUEM PUDER EXPLIQUE
A organização que congrega os prefeitos dos municípios do Estado do Amapá em associação, tem como presidente uma pessoa que não é mais prefeita. Essa é mais uma das estranhas questões que são registradas por aqui e que contribuem para o folclore político-social do Amapá. Agora expliquem: como serão defendidas as teses de interesse dos prefeitos e de suas administrações, se elas são de estrito interesse dos prefeitos e de nada interessa aos ex-prefeitos, mas Euricélia Cardoso, ex-prefeita de Laranjal do Jari, é a presidente da Associação dos Prefeitos do Amapá.
PREÇO
O preço do açaí está afastando, definitivamente, os consumidores de média e baixa renda das amassadeiras. Apenas os “granados” estão tendo condições de frequentar aquelas “vitaminosas” e sair de lá com mais de um litro de açaí. Como se não bastasse, também a farinha d’água, não se compra um litro com uma nota de cinco. Mudar os costumes é uma providência urgente.
OS TRILHOS
Assim como as inspeções no porto de embarque de minério em Santana não estavam sendo feitas com regularidades, a coluna recebeu informação de que o mesmo está acontecendo na estrada de ferro. Em alguns pontos os dormentes estão apodrecidos e não oferecem a segurança necessária. Acontece que a estrada é do Governo do Estado que poderia mandar inspecionar a ferrovia antes que algum problema mais grave aconteça.
SEM RESPOSTA
Até agora continuam sem respostas os que estão querendo saber o fim que levaram as CPIs instaladas na Assembléia Legislativa há mais de um ano. O autor do requerimento para que fosse instalado a CPI da Amprev, deputado estadual Zezé Nunes (PV), questionado diz que está preocupado com a situação e está querendo que a deputada Roseli Matos (DEM) presidente da Comissão e o deputado Charles Marques relator da Comissão dê pelo menos uma satisfação sobre o que se pode esperar daquela CPI.
A OUTRA
O deputado autor do outro requerimento, o que pediu a instalação da CPI da Saúde, deputado Valdeco Vieira (PPS), também está achando que pode ser prejudicado se não for dado qualquer resposta para a sociedade, indicando o que foi feito da Comissão. A CPI da Saúde está sendo presidida pelo deputo Kaká Barbosa (PT do B), enquanto que Jaci Amanajás (PPS) é o relator.
COMISSÃO DE ÉTICA
Uma das principais comissões permanentes da Assembleia Legislativa, já com mais da metade da legislatura vencida – a Comissão de Ética – até agora só tem o presidente, o deputado Michel JK. Os demais membros se foram designados ou apontados pelos partidos com assento na Casa, não foram confirmados pelo presidente. Os nomes não constam nos arquivos públicos da AL.
INQUÉRITO POLICIAL
O principal instrumento das investigações sobre o que aconteceu na madrugado do dia 28 de março, no porto de embarque de minério, em Santana, é i Inquérito Policial instaurado pelo Polícia Civil do local. Pelas informações obtidas junto aos familiares dos que morreram acidente, as investigações estão muito lentas. Não está fora de cogitação o indiciamento dos diretores da empresa por crime contra a vida.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tragédia de Santana: a verdade não pode escapar

Rodolfo Juarez
Ainda são muito tímidas as iniciativas tomadas pelas autoridades com relação a encontrar uma resposta para o que aconteceu no porto de embarque de minério, em Santana.
Os levantamentos, apesar de ainda não serem conclusivos, os que foram divulgados deixaram evidentes que o ocorrido tem muito mais chances de ter sido um deslocamento de terra de que qualquer outro fenômeno natural ou extranatural.
Até mesmo os primeiros resultados obtidos por peritos da Polícia Técnica Estadual e anunciados, publicamente, pela televisão na semana passada, já apontam para a acomodação de terra por motivos ainda não completamente conhecidos, mas que, provavelmente, seria resultado da combinação dos fatores próprios dos rios da região, combinado com sobrecarga no pátio e velocidade tangente da água do rio.
Não há, de acordo com as primeiras avaliações, condições de afirmar que o processo de deslocamento de terra esteja concluído, considerando as trincas que o solo apresenta e as indicações das prováveis movimentações a que esteja sujeita.
São várias as hipóteses que levaram ao registro do deslocamento da terra e, entre essas hipóteses, estão:
01. A falta de avaliação das condições do porto.
Essas avaliações são feitas todas as vezes que é operada a dragagem de qualquer dos portos que se distribuem por todo o Brasil. É no momento da dragagem que se analisa o comportamento do berço onde os navios atracam e se avalia as anormalidades no deslocamento no fundo do rio.
O local onde estava o cais flutuante construído há mais de 50 anos pela ICOMI, foi o mais favorável detectado pelos técnicos de então, entretanto, considerando as grandes águas e a velocidade dessas águas, periodicamente (duas vezes por ano) aquela empresa fazia as inspeções para avaliar a parte estrutural do porto, mesmo flutuante, pois os esforços feitos pelos braços de atracação eram muito fortes e variáveis.
Até agora a empresa Anglo American não apresentou o plano de dragagem para as autoridades, principalmente para a Autoridade Portuária, que é exercida nessa área pela Companhia Docas de Santana, por delegação da União, através do Ministério dos Transportes.
Há um rígido cronograma para ser seguido por todos os responsáveis pelos portos brasileiros e que é registrado sob o nome de Plano de Dragagem.
02. A provável sobrecarga colocada no pátio de manobra do porto.
Essa situação já vinha sendo constatada e questionada em algumas oportunidades pelos observadores. A construção do pátio obedeceu a um projeto e, certamente, havia uma previsão de carga máxima para o pátio. Esse é outro ponto que precisa ser apresentado pela empresa.
Saber se o pátio trabalhava com sobrecarga de minério é um ponto muito importante e que influenciava, certamente, na parte estrutural do pátio, que também era submetido às exigências de cargas móveis, decorrentes do deslocamento de máquinas pesadas movimentando o minério de um lado para o outro.
03. Batimetria.
A batimetria ou batometria é a medição da profundidade dos oceanos, lagos e rios, e é expressa cartograficamente por curvas batimétricas que unem os pontos da mesma profundidade com eqüidistâncias verticais (curvas isobatimétricas), à semelhança das curvas de nível topográfico.
A empresa, tacitamente, já reconheceu que não dispõe desse estudo, tanto que solicitou à Marinha do Brasil para que faça o levantamento batimétrico, certamente por não conhecer a realidade do fundo do rio, tanto atual como pretérita.
São todos pontos importantes, inerentes aos portos brasileiros, sua operação e à sua segurança.

Não está completamente descartada a possibilidade de ter sido um acidente, mas são muito fortes os indícios de que pode ter sido um acidente com culpa e até com culpa consciente ou dolo eventual.

Apurar isso é difícil, mas a persecução é obrigação das autoridades policiais que podem buscar todos os elementos necessários para não deixar a verdade escapar.