sábado, 18 de janeiro de 2014

O povo está de olho.

O POVO ESTÁ DE OLHO!
Rodolfo Juarez
A atual administração do município de Macapá não tem mais espaço para erro.
Por mais complicado que estivesse o cenário a administração no final de 2012 e começo de 2013, um ano é tempo demais para se gasto com remendos. É preciso que o prefeito e seus auxiliares assumam os compromissos, exigências da conjuntura, e confiem que a resposta política pode ser dada a partir do terceiro ano e não desde o começo da administração.
Não dá para administrar focado nas próximas eleições.
Está certo que este é o sonho sonhado por aqueles que não foram à luta e ainda não deram a sua contribuição. Não compreendem o que realmente precisa ser feito.
Achar que a solução está na melhoria do ambiente de trabalho é um erro. Está certo que não dá para deixar os servidores municipais sem ter onde sentar, não dispor de equipamentos para trabalhar ou, mesmo, dos transportes para exercer suas atividades públicas, em nome do município.
Mas não será por isso que poderão ficar para outro momento, ou outra administração, o enfrentamento de problemas que são, agora, responsabilidade do município, mas, que nas circunstâncias atuais, não tem como sequer, enfrentá-los, quanto mais ter chances de resolvê-los.
Nada impede, entretanto, que sejam equacionados os problemas, divididos em partes que possam ser atacadas desde agora. Ficar esperando o tempo melhorar não faz parte do cardápio administrativo daqueles que querem dar uma solução para os problemas municipais.
É preciso identificar todos os problemas para selecionar aqueles que vai atacar primeiro. De pouco ou nada adianta ficar atirando para todo lado ou, apenas, reclamando dos outros ou vendendo ilusões.
Até agora as medidas tomadas não dão esperança nem para daqui a 10 anos. Todas muito tímidas e de pouca consistência.
A administração municipal ainda não se livrou dos velhos problemas e daquelas pessoas que se acostumaram a imaginar que o município de Macapá não precisa da dedicação completa dos seus gestores.
Eleger um setor para ser o prioritário evitaria desperdiçar conversa, dinheiro e tempo. Acreditar que pode resolver tudo é um posicionamento que precisa de reflexão e que necessita, diretamente, da palavra daquele que tem que tomar a decisão.
O risco maior que correm os administradores e a população, levando em consideração a falta de foco, de definição de prioridade e de repartição dos problemas é entrar no mesmo círculo vicioso em que entraram os dois últimos prefeitos que, já mostraram que a boa vontade ou as amizades não são suficientes para resolver qualquer dos problemas que estão sob a responsabilidade da administração do município de Macapá.
Ora, não dar conta de construir uma obra como a do shopping popular é entregar os pontos, jogando a toalha para que a população veja o quanto errado estão os alicerces sob os quais se assentam a administração.
Percebe-se praticamente em todos que estão no comando do município de Macapá, muita vontade de acertar, mas, na mesma proporção, os resultados indicam que tudo está muito errado.
Maquiar, pintar, ajeitar as coisas do município é uma necessidade. Mas isso pode ficar a cargo dos chefes de divisão e não para se tornar as metas principais do prefeito e dos secretários.
Ser mais realista, perceber que o trabalho precisa ser organizado, as prioridades identificadas, pode ser a melhor forma para que, daqui a pouco, todos possam estar reconhecendo o trabalho da atual administração municipal como acima da média, ou melhor, do que aqueles que por lá estiveram e não conseguiram nada.

O povo esta de olho! 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Notícias da semana

FALTA DE FISCALIZAÇÃO
Por absoluta falta de fiscalização alguns condutores apressados estão “furando” o sinal luminoso quando este é de três tempos como aqueles semáforos que ficam nos cruzamentos da Feliciano Coelho com Jovino Dinoá e da Feliciano Coelho com a Rua Leopoldo Machado. Os apressados posicionam o carro sob a faixa de pedestre e se antecipam à “virada” de sinal no momento da liberação do fluxo para a outra via.

FALANDO EM FISCALIZAÇÃO...
Aqui em Macapá perdeu-se, completamente, o sentido do que é fiscalizar o trânsito. Os fiscais, no máximo, prestam atenção para as inflações que são cometidas por condutores quando param o veículo em local proibido. Nesse caso acionam o reboque que, mesmo sem prestar o serviço (!!!) cobram do condutor como se o serviço tivesse sido prestado. Uma extorsão com todos os seus elementos típicos.

UMA COISA PUXA OUTRA
Depois que a coluna retomou a discussão sobre o estado da praça que fica em frente à residência oficial do governador do Amapá, que foi destruída em 2009, com a promessa de ser imediatamente construída, que alguém se lembrou do parque infantil, grande atração do local e que ficava em frente ao primeiro quiosque. Era um parque infantil público e que era a grande atração das crianças. Pois bem, nem isso escapou...

ESTAÇÃO DO AEROPORTO I
Terminou o período sem chuva em Macapá e mais uma vez a questão da estação de passageiros do Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre não foi resolvida. Durante a campanha de 2010 alguns parlamentares, candidatos à reeleição, apareceram pela imprensa dizendo que tinham falado com os dirigentes da Infraero e que, logo no começo de 2011 estariam as questões resolvidas. Foi marcado inauguração para o começo do ano da Copa. Chegou e tudo não passou de enganação.

ESTAÇÃO DO AEROPORTO II
Desta feita eles são outra vez candidatos, mas nem se lembraram de ir para a rádio, a televisão e o jornal para anunciar que estão “muito preocupados” com o a obra. Sabem que a população não aguenta mais esses “golpes” que mais tarde servem de argumento para fazer uma boa aliança e pagar bons cabos eleitorais para irem de casa em casa, prometer o que não têm de que vão fazer o que não sabem.

PSB X PT: NACIONAL
Esta semana a briga entre os dirigentes nacionais do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Partido dos Trabalhadores (PT), não se entenderam e foram para o debate indesejado: desceram do salto e passaram a se ofender mutuamente. Primeiro foram os petistas que reclamaram do presidente nacional do partido, Eduardo Campos, depois houve a resposta de Eduardo Campos, que não livrou a cara de ninguém do PT a nível nacional.

PSB X PT: LOCAL
Aqui no Amapá a situação entre PSB e o PT vai precisar ser cuidadosamente tratada para que o caldo não entorne, mesmo assim tudo indica que o PT vem para a eleição de 2014 dividido. Os ventos estão soprando nessa direção. Como se não bastasse o acordo nacional que o PSD diz ter com o PT, por aqui o partido está completamente dividido e nem a deputada Dalva deve ter dificuldades para continuar com o mandato.

SHOPPING POPULAR
Os ambulantes que fazem ponto sob a lona poder da Avenida Antônio Coelho de Carvalho, a cada chuva só não chamam o prefeito e alguns de seus assessores de santos. Ocorre que nesse período de chuva, praticamente a cada pingo de água que molha a mercadoria, o pensamento se volta para as promessas feitas e que, até agora em nada resultaram. Dizem que até a presidente da associação já desistiu.

ELES ESTÃO DE VOLTA
Bastaram algumas horas de chuva contínua, mesmo não intensa, para que os buracos botassem a cara para fora e dissessem: “estamos ai”. De agora em diante os condutores que se virem. Pelo andar da carruagem e com a decisão anunciada pelo prefeito Clécio de não trabalhar com asfalto durante o período da chuva, os problemas vão crescer e apenas a tal “operação tapa buraco” vai reinar na cidade.

QUASE QUATROCENTOS
No próximo domingo, dia 12 de outubro, a cidade de Belém do Pará completa 398 anos. A programação deste ano faz parte de uma programação geral que foi elaborado por uma equipe de especialistas desde o ano 2000 e que foca os 400 anos da Capital das Mangueiras que vai acontecer no dia 12 de janeiro de 2016. O grupo de profissionais está anunciando uma grande festa daqui a dois anos.

A BRIGA DOS VICES
Apesar de serem votados nominalmente, este ano os candidatos a vice parece que estão dispostos a chamar para si a atenção das campanhas. Todos os partidos estão deixando a escolha do vice como uma arma secreta, muito embora as reuniões sucessivas e os meios utilizados para não confirmar os acertos, acabem sendo os elementos que deixam claro que alguns vices terão direito a muita luz.

PREOCUPANTE
O alerta dado pelos moradores do bairro do Aturiá, considerando a velocidade em que está sendo executada obra do muro de arrimo do local, reflete que alguma coisa não está certa e que, também, não está sendo dito. Ora, se o dinheiro empenhado está disponível, não tem porque a Secretaria de Infraestrutura considerar “normal” o atraso que vem sendo provocado, segundo os fiscais, pela contratada.

MEIA BOCA

Cuidar do meio ambiente é tratar de todo o meio onde estão as pessoas, os animais, os vegetais e o equilíbrio do sistema. Cuidar do meio ambiente não é ficar como um robô, sempre olhando para um ponto e dizendo que está cuidado de tudo. Da mesma forma que o som alto faz mal para os ouvidos e para o sossego, o lixo faz mal para os ouvidos, o resto dos sentidos do homem e para todo o ambiente.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A esperada festa do povo

Rodolfo Juarez
Nunca os bastidores da política local estiveram tão movimentados como estão nesse período. Observa-se uma movimentação onde os participantes dão a impressão que estão disputando o papel das suas vidas na politica local. Todos interessados nos mínimos detalhes, fazendo as contas mais aprofundadas e querendo saber, desde logo, as possibilidades que têm neste ou naquele arranjo.
Os candidatos a deputado estadual buscam conhecer todo o processo e, a partir dai entender as possibilidades que têm com neste ou naquele arranjo partidário, pois alguns dos candidatos já perceberam que se ficarem esperando, como noutros tempos, continuarão aguardando mais uma vez o mandato que tanto almejam.
Alguns querem tanto ter uma oportunidade que não se conformam em analisar as suas possibilidades, querem a certeza, desde que essa certeza seja a de que estará eleito no dia 5 de outubro.
As eleições proporcionais, para deputado estadual e deputado federal serão muito acirradas, principalmente porque há a expectativa de profundas alterações nos quadros atuais, onde partidos tradicionais podem, desta vez, ficar sem representantes e alguns nem tão tradicionais assim, vêm a possibilidade de ficar sem a vaga que tem hoje.
Com relação à eleição para o senado, as especulações são muitas, entretanto a principal barreira para a renovação, por mais incrível que possa parecer, é a concorrência com o atual senador que terá o mandato encerrado. Se a candidatura for posta para a recondução, as chances são muito grandes de permanecer como está.
Apesar de muitos anunciarem que estão dispostos a concorrer com o velho caudilho, não demonstram condições de enfrenta-lo e alguns, não demonstram, sequer, vontade de sair a para a disputa. Há uma espécie de receio nos trunfos que o candidato a reeleição para o senado pode ter “na maga da camisa.”
Mas o grande charme, mesmo, vai ser a disputa pela cadeira de couro do Palácio do Setentrião. Afinal de contas 9 candidatos é um indicativo de que até quem não pode acreditar em um bom resultado, está acreditando. Ainda perdura o exemplo do que aconteceu em 2010 quando um fato extraordinário acabou mudando o endereço dos resultados.
Três frentes, entretanto, parecem perfeitamente identificadas: a primeira, sustentada pela naturalidade da reeleição, onde o atual governador Camilo Capiberibe, está animado para ser cabeça da chapa do PSB. Não sabe ainda quem trará na vice. Mas tem a certeza de que será um parceiro forte, preferencialmente o PT.
O PT, que não dá indicação de que tem interesse na cadeira de couro, se transforma na “noiva” mais cobiçada. O PSD, do vereador Lucas Barreto, pré-candidato ao Governo do Estado, anuncia aos quatro cantos que existe um acordo político entre a direção nacional do Partido dos Trabalhadores e a direção nacional do Partido Social Democrático para que o lugar de vice, na chapa de Lucas, seja ocupado por um petista de muitas divisas.
Outra força política é aquela que está na barca do PDT, que tem como principal timoneiro o ex-governador Waldez Góes, apontado por alguns analistas nacionais como um candidato com chances de passar para o segundo turno.
E ainda têm mais seis candidatos que estão dispostos a disputar os votos dos eleitores amapaenses, alguns que ainda estão com o título cancelado, mas que querem votar e deverão fazer a nova inscrição, desta feita a biométrica, para então estar apto a exercer o seu direito escolhendo o governador, o senador, os 8 deputados federais e os 24 deputados estaduais.
E as convenções partidárias, que definirão os nomes em cada chapa, estarão acontecendo simultaneamente com a Copa do Mundo, uma desculpa para aqueles que vão dizer-se surpresos com os registros das candidaturas.
Tomara que, desta vez, a sorte e a festa seja do povo e não, somente, dos outros.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

De calças curtas

Rodolfo Juarez
O Estado do Amapá de vez em quando é apanhado de calças curtas, evidenciando ainda não tomou a decisão de como pretende definir um rumo para o seu desenvolvimento.
O que aconteceu na sexta-feira passada foi apenas a comprovação de que, nem em rascunho, o Estado tem uma proposta para o caminho que precisa seguir, quando as condições que espera por tanto tempo, chegarem.
E não adianta discursos sem que esse palavreado tenha sustentação em projetos reais, sustentados por regras legais pré-existentes, pois doutra forma não desperta a confiança nos investidores, uma vez que, essa etapa do desenvolvimento não pode mais ser entregue ao comércio, tem que ser por outro modo e que tenha o setor público como instrumento de apoio e não como motor, mesmo como motor auxiliar.
O capital privado que o Amapá precisa não é mais o capital aventureiro, aquele que vem para cá para arriscar o que não tem. De agora em diante, o Amapá está precisando de investidores que venham para cá arriscar o que têm. Claro que nesse cenário as decisões ficam mais difíceis para o empreendedor, que precisa de uma mínima confiança e de exemplos que, logicamente, não estão nos conceitos dos políticos.
O encontro realizado na sexta-feira e do qual participaram autoridades do Estado e empresários, não teve como pano de fundo qualquer projeto que pudesse sustentar as informações de qualquer deles. Aliás, que os empresários já sabiam que estavam ali mostrando as possibilidades, mas não teriam qualquer resposta por não ter, da parte pública, instrumentos prontos para serem mostrados aos investidores.
Basta considerar que o setor público esteve sendo representado por gestores não titulares, tanto do Governo do Estado como da Assembleia Legislativa, independentemente dos motivos que levaram a essa circunstância.
Se a reunião fosse considerado importante os titulares lá estariam para dar um tom mais equilibrado e que pudesse ser anotado em tons mais fortes pelos investidores.
Precisa acabar com esse amadorismo, não só para evitar os riscos que carregam os investidores aventureiros, como também, para apoiar as políticas públicas que podem significar desenvolvimento estadual.
Não se nota firmeza, ou mesmo conhecimento, com relação ao potencial econômico-desenvolvimentista do Estado. Os empreendedores saem das reuniões desiludidos, pois, o que o setor público tem a dizer é muito menos do que o setor privado já conhece.
O Amapá, seguramente, é uma das unidades da Federação menos preparada para discutir o seu próprio desenvolvimento, seja com interlocutores internos ou externos.
A linguagem é fraquíssima, deixando todos “sem chão”, exatamente o contrário do que precisa o investidor para iniciar um processo de desenvolvimento, seja de uma empresa, seja do local.
Enquanto isso, sem preparo, sem planos e sem rumo, as oportunidades vão sendo desperdiçadas. Os empresários que já têm a foz do maior rio do mundo para atravessar e por aqui chegar, vão preferindo deixar o seu capital aplicado em outras unidades, mais perto do centro-oeste ou do sudeste deste país que é desigual também pela falta de definição das intenções dos mandatários das pequenas e pobres unidades.

O povo, que seria o beneficiário direto com renda e emprego, bem esse não tem tido a representação que poderia ter e tudo continua adiado ou na base da formação de um grupo de trabalho, como sugeriu uma autoridade do Estado na reunião de sexta-feira.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Que tal pensar nisso...

Rodolfo Juarez
A sabedoria popular ensina que “se conselho fosse bom ninguém daria, ao contraria, cobraria caro por cada um dos conselhos”.
O valor do conselho não se reflete em eventual avaliação pecuniária ou por qualquer troca, se pode medir pelo reflexo que pode ter em ações do aconselhado no sentido de atender melhor a sociedade, os grupos sociais ou a família.
É por isso que o povo entende que, em tendo oportunidade e condições, que se deva “dar” o conselho, afinal de contas além de ser uma diretriz para quem o recebe e o leva em consideração, também é uma porta de acesso entre os que podem fazer alguma coisa e aqueles que querem que alguma coisa seja feita.
A população do Estado do Amapá precisa, de forma inegável, de melhor atendimento no setor saúde, contar com um melhor ensino público, em conferir melhores resultados com relação aos serviços de segurança social e readquirir a confiança de que se está no rumo das conquistas sonhadas.
Precisa que haja entendimento entre as pessoas que assumiram a responsabilidade funcional de trabalhar pela população e não se entrincheirar nos órgãos e fazendo dali estruturas de proteção pessoal, como se o povo houvesse assumido o compromisso de escolher guerreiros, pagos para se agredirem mutuamente, gastando tempo com itens que não estão inscritos em nenhum lugar, fragilizando o processo administrativo estadual e deixando a população desassistida.
Para que serve isso?
Claro que serve para nada, ou melhor, serva para aumentar a distância entre o povo e os seus governantes, as pessoas e aqueles que o povo teve o cuidado de escolher para gerenciar os seus interesses ou representa-lo nessa gerência.
Ainda tem um grupo que não foi diretamente escolhido pelo povo, mas sim de forma indireta, aqueles que foram escolhidos por pessoas que estavam em determinado momento, em determinado cargo, tratando, exatamente dos interesses da população e agindo em nome dela, pelo menos na teoria.
Isso se verifica quando, por exemplo, o governador escolhe o nome que consta de uma lista tríplice para dirigir o Ministério Público Estadual ou nomear um desembargador para o Tribunal de Justiça do Estado, ou um conselheiro para o Tribunal de Contas.
Observe que não se fala, no exato momento da nomeação, de se estar agindo em nome do povo, muito embora na leitura do decreto de nomeação se cite os artigos da constituição estadual, mas sem lembrar que aquela permissão foi da população para exatamente aquela pessoa.
Respeitar essa condição é importante para todos.
Não quer dizer por que, por não ser escolhido pelo voto popular, que nada tem a ver com a população; ou imaginar que a interpretação que faz da lei é uma questão apenas de hermenêutica e nada tem a ver com o povo.
Tem sim, a ordem principal veio do povo, através do voto, depois de analisar uma série de itens propostos pelo então candidato a governador que, “no caso de eleito” se comportaria assim ou assado.
Não dá para virar as costas para a população e ficar ouvindo um pequeno grupo de pessoas que, de forma afinada e treinada, faz tudo que o mestre mandar, sem ajudar, desde que ele permaneça no cargo de puxa-saco.
Já existe até a máxima que está ponta da língua – e sem qualquer pudor -, para justificar certos procedimentos: “é melhor puxar o saco do que puxar carroça”. Bem, essa é outra questão, mas que é vizinha da questão principal.
O Estado vive de um conjunto de acertos, onde, naturalmente, se admite os erros e não em um conjunto de erros, onde eventualmente, se acerta alguma coisa.
Que tal?

É ou não é bom, pelo menos pensar nisso!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Pouco caso ou desleixo?

Rodolfo Juarez
Uma tese vem se consolidando entre aqueles que são influenciados pela não realização de obras públicas importantes e que são comuns de todos, sem conter a interpretação de ser de interesse localizado deste ou daquele bairro ou deste ou daquele município: é a tese do pouco caso ou do desleixo.
Obras como o Canal da Mendonça Júnior, do Shopping Popular, do muro de arrimo da orla e da praça que fica em frene à casa do governador, por exemplo, retratam aquele “pouco caso” ou aquele “desleixo”, não se importando os administradores se esse é um problema que consta ou não da lista de prioridades da população.
A praça que fica em frene à residência oficial, entre a ribanceira e o muro de arrimo, na área limitada pela entrada do Trapiche Eliezer Levy e o braço direito do Igarapé da Fortaleza, onde havia uma das mais importantes e bonitas praças da cidade, construída com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população que usufruía daquele local por mais de 16 horas diárias, todos os dias, desde as 5 da manhã até às 9 da noite.
Quadras poliesportivas, unidades de exercício esportivo, campo de futebol, boa iluminação pública, calçadas em meandros e apropriadas para caminhada e espaço para apresentação de atividades culturais, estavam em pleno funcionamento e utilização quando, em meados de 2009, no momento da conclusão do asfaltamento das vias em torno dos quiosques da beira-rio, foi autorizado, pelo Governo do Estado, a destruir o que tinha para que fosse executada uma planta especialmente encomendada pela administração.
Alberto Góes, numa espécie de faz tudo do Governo do Estado, que  pessoalmente estava comandando o encerramento dos serviços de asfaltamento da Avenida Azarias Neto, foi quem deu as primeiras explicações sobre o projeto, suas vantagens e a necessidade do quebra-quebra daquilo que estava pronto e bom.
Foi impressionante a forma como os postes de iluminação foram retirados, as quadras foram quebradas, as calçadas destruídas e o campo de futebol interditado.  A operação destruição não demorou uma semana.
Aparentemente não havia necessidade daquilo que foi feito naqueles 5 dias.
As reclamações que foram ouvidas vieram das pessoas que todos os dias caminhavam pelas sinuosas, mas em condições, calçadas da “praça da frente da casa do governador”, pois, verdadeiramente, era o local mais agradável da cidade para as caminhas pelos mais de 2 mil metros lineares de calçada que havia no setor, além de escadas e equipamentos apropriados.
O projeto foi apresentado como um complemento daquele que resultou nos quiosques da orla, na praça de comidas típicas e na casa do artesão. O projeto geral propunha a integração desses três elementos com uma praça multifuncional que concentraria todos os comerciantes ambulantes, que contariam com água tratada, energia de qualidade e espaço para atender ao público.
São os mesmos que hoje ocupam a calçada da Azarias Neto e a ciclovia.
A velocidade com que foi feita a destruição dos equipamentos da praça, não teve correspondente no processo de construção da praça, que continua, desde meados de 2009, até hoje, do mesmo jeito, sem despertar o interesse de quem quer que seja.
Os ambulantes lotam, todos os dias, parte do espaço da praça, com a colocação de cadeiras; toda a ciclovia desenhada para o local; todo o passeio público idealizado; e parte da pista de rolamento de veículos motorizados, da avenida.
Nem mesmo o parque infantil que havia em frete ao primeiro quiosque, dito que seria reposto, novo e moderno, escapou da sanha do raspa dado pela empresa contratada para executar o serviço.

Falando nisso, até agora ninguém respondeu ao questionamento feito à época sobre um gordo pagamento que teria sido feito à construtora logo na segunda quinzena, provavelmente, de março de 2009.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

As dificuldades dos deputados

Rodolfo Juarez
Até o começo de fevereiro os deputados estaduais e os deputados federais estão em recesso regulamentar, sem o compromisso de comparecer nas assembleias legislativas ou nas casas do Congresso. Apenas os que têm cargo nas respectivas mesas diretoras é que têm compromissos administrativos para serem cumpridos de forma presencial, mas que alguns, preferem exercê-los com a utilização dos mecanismos de comunicação de longa distância.
Essa é a regra. Esta é a condição considerada prioritária pelos deputados, muito embora tenham que estar sempre atrás do voto, pois, agora em 2014 haverá eleição para a escolha, no caso do Amapá, de 24 deputados estaduais e 8 deputados federais.
E como estariam os 24 parlamentares da Assembleia Legislativa e os 8 deputados da Câmara Federal?
As avaliações que foram feitas no final do ano mostram que mais da metade dos eleitores está descontente com os seus representantes em Brasília e a situação ainda é mais crítica com relação aos representantes em Macapá.
As justificativas apresentadas aos pesquisadores são muito diversificadas e precisam ser entendidas a partir da nova realidade que se instala no Brasil, que viu a sua estrutura social fortemente mexida e com exigências modificadoras fora dos padrões que vinham sendo trabalhadas até meados da primeira década deste milênio.
A própria juventude melhorou o seu posicionamento, muito embora ainda seja muito sentida a falta que faz para que se direcionem programas e projetos de médio prazo com possibilidade de completar as propostas que são apresentadas nacionalmente, para a educação, por exemplo.
O quadro está assim mesmo. A perspectiva que se desenha para a próxima legislatura é com um grupo de parlamentares cheio de gente nova, alguns na idade, mas outros na oportunidade que vem trabalhando há muito tempo.
Entre os deputados federais a imensa maioria (93,5%) não conseguiu listar os 8 representantes da população amapaense na Câmara Federal. Um número bastante alto e que reflete as dificuldades que os deputados federais vêm experimentando para se comunicar com o eleitor.
Observa-se que alguns nomes estão completamente queimados, enquanto outros, apesar de não estarem tão queimados assim, vão precisar de muito trabalho para garantir a renovação do mandato.
Os eleitores que tiveram oportunidade de responder ao questionário que lhes foi proposto, demostraram que têm firmeza no que disseram no final do ano e para que seja modificando o posicionamento daquele momento é preciso que haja um trabalho bem específico do deputado ou da deputada federal, senão terá muitas dificuldades para modificar a tendência atual.
No geral os eleitores estão entendendo que, se a eleição fosse ao final de 2013, metade da atual bancada de deputados federais não seria reeleita, com tendência para mais, isto é, 5 não renovariam o mandato.
A bancada federal do Amapá, na parte dos deputados, é considerada velha e tem apenas dois deputados de primeiro mandato, os demais com três ou mais mandatos. É sabido que quando mais mandatos acumulados, mas dificuldade para a reeleição.
A bancada estadual na Assembleia Legislativa do Amapá é alvo de muitas críticas por parte dos eleitores e tem como base a artilharia do MP que há mais de um ano não dá descanso aos deputados, esviscerando aquele Poder, o que desperta no eleitorado a necessidade de avaliar cada voto que dará em outubro.
O levantamento do final do ano indicou que, dos 24 deputados atuais, apenas 10 teriam chances de voltar.
Isso indica que será uma campanha de muito trabalho e de poucas surpresas.