quinta-feira, 6 de março de 2014

Feião com arroz

Rodolfo Juarez
Depois de passar a lua nova, que marcou um alto volume de chuvas na área urbana e suburbana de Macapá, é importante as autoridades municipais agirem de forma preventiva, para evitar prejuízos maiores para a cidade, que não vem recebendo a atenção adequada e, muito menos, as medidas de precaução que necessitam ser tomadas para enfrentar esse período de chuvas intensas.
São várias as áreas que precisam de cuidados emergenciais, além daquelas relativas aos pontos de alagamento, fartamente anunciados pela equipe da Defesa Civil, mas que não têm recebido o tratamento adequado ao ponto de evitar novos problemas ou, mesmo, cuidado para que a repetição não apresente as mesmas dificuldades, aquelas já conhecidas pela população e pela administração.
Alguns pontos precisam receber atenção para que os prejuízos não aumentem ou para que o equipamento volte a funcionar ou melhore o funcionamento, conforme foi prometido ou alardeado no dia da inauguração.
A Praça Floriano Peixoto é um desses exemplos.
Carecendo apenas de serviço de limpeza geral e manutenção de alguns pontos específicos, pode voltar a ser um ponto de referência da cidade. No momento apresenta um aspecto de completo abandono.
Outro ponto fácil de recuperar é o da área onde está o Complexo do Araxá. Além da recuperação das quadras de areia e a eliminação das poças que ficam depois das chuvas, é preciso que seja recuperada a rede de iluminação pública. Como está o local serve muito mais para a permanência ou refúgio de bandidos, do que para o lazer das pessoas que se acostumaram a ter o local como referência para encontros e bons momentos para degustar a culinária local.
A área que fica em frente à residência oficial do governador do Estado é outra que está completamente desfigurada. Apesar da vocação que aquele local tem para o lazer e caminhadas daqueles que precisam  em um local saudável para fazê-la. Nesse momento o local está impróprio e antes de ser saudável, apresenta dificuldades de toda ordem, desde às condições estruturais até aos riscos pessoais em ser assaltado no local.
Agora, o que é também urgentíssimo é a questão do muro de arrimo, calçada e vias da área da orla que fica entre o Igarapé das Mulheres e o Canal do Jandiá. Todo o investimento feito nas praças de contemplação, que têm inclusive torre de observação, pode ser completamente perdido se urgentemente, não for determinado uma ação de recuperação para o local. O preço provável dos serviços parece ser alto e estarem além da capacidade do Tesouro Municipal e, por isso, precisa de ajuda do Governo do Estado e do Governo Federal. Um assunto que está demorando demais e, assim, pode levar a prejuízos incalculáveis, tanto com relação ao funcionamento, como com relação ao dispêndio pecuniário, mas, principalmente para a cidade.
A responsabilidade daqueles que assumem a administração do município de Macapá não é apenas com as vias, as moradias, os alagamentos, com a limpeza pública, com o transporte coletivo, entre outros, mas, também, com a manutenção do que está feito na cidade sob pena de vir a ser responsabilizado pelos resultados.
Macapá precisa de atenção muito maior do que aquela que vem tendo atualmente, deixando a cidade visivelmente defasada, com relação à atual qualidade de vida da população, inclusive, daquela que já ofereceu aos seus habitantes.
Empenho, dedicação e compromisso dos atuais gestores, mesmo que canse pode servir de exemplo para aqueles que virão noutros mandatos e, certamente, com outras teorias e diferentes daquela que experimenta a atual gestão.

Não há tempo para experiências ou para testes. O tempo é do “feijão com arroz”.

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval: pontos preciosos

Rodolfo Juarez
Depois da apresentação das 10 escolas de samba filiadas à Liga Independente das Escolas de Samba do Estado do Amapá, no Sambódromo, começam as especulações sobre o resultado ou, mesmo, sobre a qualidade do resultado.
Acontece que os episódios recentes têm desacreditado a apuração dos resultados e a desconfiança ou alegação de alguns dirigentes, sobre a lisura do resultado, acaba prejudicando a credibilidade, tão necessária para todos: liga, escolas de samba, patrocinadores, brincantes e o público em geral.
As agremiações sempre entendem ter motivo para contestar os resultados e os próprios organizadores, devido a cortina de proteção que criam, sem perceber, acirram mais os ânimos para os resultados que, em regra, começam desde o núcleo que analisa o aspecto legal, sempre considerado em primeiro lugar, deixando o carnaval propriamente dito, para ser tratado em segundo plano.
Isso tem sido sensível, prejudicado o resultado do carnaval e afastado os patrocinadores que estão, na prática, restritos aqueles do setor público.
É claro que as discussões que colocam em dúvida o resultado criam obstáculos para a confiabilidade do evento e os patrocinadores que não da área pública, acabam tendo restrições, ou alegando restrições, preocupado com a vinculação de sua marca ou produto, com resultados contestáveis.
O financiamento feito com o dinheiro público, aquele vindo do Governo do Estado e da Prefeitura do Município de Macapá, não recebe o apoio da população por causa dessa falta de confiança.
No dia em que desaparecerem essas contestações certamente empresas privadas também entrarão como patrocinadores, vinculando suas marcas com o carnaval e dando melhores oportunidades aos organizadores e realizadores do evento.
É preciso buscar um meio para profissionalizar as escolas e a liga. Não dá mais para arriscar, principalmente com relação às pessoas que recebem pagamentos pela atividade laboral, aqueles que se usam a sua habilidade para ver o resultado na avenida.
Os dirigentes das escolas de samba, qualquer uma delas, em regra, enfrentam muitos problemas com relação aos contratos feitos com pessoas físicas, não só para justificar o vínculo de emprego, mas também, para elaborar o quadro de pagamentos de salários e direitos que cada um tem e que, em regra, vai parar nas varas do trabalho de Macapá.
Compreender que isso é um direito de cada trabalhador é uma obrigação das organizações carnavalescas. Apesar de a essência ser a brincadeira, o vínculo trabalhista não faz esta distinção. O que fica valendo mesmo é a obrigação do contratante.
Então é preciso ter solidez na elaboração do evento que anda tendo problemas com a credibilidade e afastando o público do Sambódromo. Este ano o público foi menor que do ano passado e o do ano passado, menor do que o do ano anterior. Isso é grave e precisa ser enfrentado.
Algumas escolas já apresentam um nível de organização superior ao da liga, o que é incoerente com a realidade das responsabilidades de um e de outro. Enquanto os dirigentes das escolas avançam na profissionalização, os dirigentes da liga tem comportamento amador e, pior, deixando longe dela o seu principal aliado – o espectador.
Para quarta-feira algumas, dia da apuração e proclamação dos resultados, defesas e alguns ataques já estão sendo elaborados e, com expectativa de razão. Pois ser penalizado administrativamente, por não cumprir tempo de exibição, antes de ser uma incoerência, é um perigo para a confiabilidade.
O desconto de décimos das escolas que não cumpriram horários ou itens de alas, apesar de ser muito interessante para o Rio de Janeiro, não quer dizer que seja interessante aqui para Macapá. E, este ano, pelo menos 6 das dez escolas têm desconto em suas pontuações o que, certamente, vai criar um ambiente desfavorável para a liga.

Não é que não puna, mas tem outras formas, igualmente eficientes, que não estendem a punição para toda a comunidade, mas penas para aqueles que são responsáveis pelo erro. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Os últimos carnavais no Sambódromo

Aconteceu de tudo no carnaval amapaense desde 2010 quando se instalou o caos e o resultado andou por todas as esferas, inclusive a do Judiciário. Em 2011 não houve desfile de carnaval. Em 2012 e 2013 a Maracatu se impôs vencendo as duas disputas.

CARNAVAL DE 2010
Até hoje ainda se discute o resultado do carnaval de 2010. Naquele ano a Liga chegou a declarar todos os participantes da disputa do Grupo de Especial como campeão do ano. Depois uma ordem judicial fez com que fossem apurados todos os itens e o Piratas da Batucada ficou em 1º lugar. Então, a Liga tirou os pontos dos Piratas e rebaixou a Escola para o Grupo de Acesso e proclamou campeã a Universidade de Samba Boêmios do Laguinho. Pra valer mesmo, até agora ninguém arrisca a palavra final e nem mesmo o Piratas da Batucada chegou a ser rebaixado. Resultado: acabaram a Liesa e fundaram a Liesap.

CARNAVAL DE 2011
Não houve. A Liga e o Governo do Estado que havia assumido em janeiro, não entraram em acordo e encerraram a conversa sem qualquer definição. Resultado: as escolas de samba não foram para o Sambódromo e o Estado do Amapá deixou marcado, por desentendimento, que não houve carnaval naquele ano. Como a punição para os Piratas era participar do Grupo de Acesso em 2010 e não houve o carnaval, então a punição estava superada, na opinião dos piratistas, e a volta garantida à elite.

CARNAVAL DE 2012
Devido não ter sido clara a punição, em 2012 o Grupo Especial do carnaval local contou com 7 escolas, ao invés de seis. Resultado: Maracatu da Favela foi a campeã, Boêmios do Laguinho vice-campeã e o Piratas ficou em 5º lugar, escapando por pouco do Grupo de Acesso que, naquele ano recebeu as escolas Unidos do Buritizal (6ª colocação) e a Império da Zona Norte (7ª colocação), desde então com novo nome.

CARNAVAL DE 2013

Em 2013 o carnaval, pelo menos com relação ao número de participantes nos grupos especial e de acesso voltava a contar com 6 naquele e 4 neste. Foi campeã, ou melhor, bicampeã a Escola de Samba Maracatu da Favela, com Piratas Estilizados ficando em 2º lugar, consequentemente com o vice-campeonato. Piratas da Batucada, outra vez, ficou próximo da queda, em 4º lugar. No grupo de acesso a primeira colocada foi a Império da Zona Norte.

domingo, 2 de março de 2014

O medo do final da fila

Rodolfo Juarez
Depois das apresentações das escolas de samba do Amapá para os jurados e o público que foi ao Sambódromo resta aos dirigentes, esperarem os resultados que vão saltar dos envelopes contendo as notas que foram atribuídas, pelos jurados, a cada uma das agremiações carnavalescas habilitadas à disputa.
O publico amapaense que acompanha o Carnaval tem observado certa estabilidade nas escolas de samba do Estado. Nenhuma desiste e nem outras se candidatam a entrarem nesse grupo das dez escolas que há bastante tempo disputa as notas dos jurados e a preferência dos brincantes.
Mesmo assim são reconhecidas aquelas que evoluíram nesses últimos 20 anos e aquelas que não cresceram. O dado importante a registrar é que nenhuma delas encolheu ou apresentou problemas que não pudessem ser superados.
Algumas escolas têm experimentado alguns problemas de ordem administrativa, muito mais pelo tamanho e importância que a escola ganhou, do que por incapacidade gerencial daqueles que se sempre se propõe a assumir a responsabilidade de comandar uma escola de samba, seja do Grupo Especial ou do Grupo de Acesso.
Um dos fatores que pode estar contribuindo para essa estabilidade é a manutenção da competição e a regra básica dessa competição, com a estrutura sustentada no acesso das escolas do segundo grupo e o descenso das escolas do primeiro grupo.
De vez em quando há uma proposta para que seja quebrada essa regra, mas o tempo tem mostrado para a maioria dos dirigentes que essa fórmula tem resistido a tudo e motivado a todos.
Nem mesmo o anunciado rebaixamento de uma escola de ponto chega abalar a estrutura do carnaval porque há um respeito mútuo entre as agremiações, independente da sua posição no Grupo Acesso ou no Grupo Especial, ou do arroubo de algum dirigente.
Neste ano de 2014 houve uma tentativa de mexer na regra atendendo, provavelmente, a desconfiança de dirigentes de alguma escola considera grande e que corre risco de cair, afinal até agora, as consideradas “surpresas” ainda não foram suficientes para empurrar uma escola para o final da fila.
O exemplo ocorrido em 2013, com a queda da escola Império do Povo, campeã de 2008, para o Grupo de Acesso, foi um aviso para as demais escolas que pode estar acabando a era das escolas “bate-e-volta”, ou seja, uma espécie de rodízio entre as mesmas escolas que um ano sobe e noutro cai.
Pode ser isso que esteja assustando, este ano, as escolas que estão no primeiro grupo e que, dessa forma, pretendiam assegura mais um lugar para elas, fazendo com que apenas uma escola caísse e apenas uma subisse.
Pode ser que nada disso aconteça, mas o que se deixou em evidência foi a preocupação com a queda “indesejada” de alguma das agremiações que está no primeiro grupo e que poderia estar com dificuldades ou prevendo um resultado indesejado.
Outro ponto que chama a atenção é a aproximação que os jurados deixam na pontuação. Observe-se que no carnaval de 2013, a diferença entre o 2º e o 4º lugares foi de dois décimos, e a posição final considerada, na prática, como de virtual igualdade. Estilizados, com 178,4 pontos; Boêmios, com 178,3 pontos; e Piratas da Batucada, com 178,2 pontos, foram tidos como próximos demais e que, nesse ritmo logo serão alcançados por escolas que estejam no próprio grupo, com chances reais de serem rebaixadas.
Essa regra tem dado certo porque tem sido respeitada, muito embora haja alegações contraditórias de dirigentes, com relação aos próprios jurados, que são profissionais que recebem para realizar a avaliação.
Mesmo assim os dirigentes dessas escolas já não escondem a preocupação com a explicação que terão que dar no caso de um revés que implique em mudança de grupo.

sábado, 1 de março de 2014

Carnaval pedindo passagem

Rodolfo Juarez
O carnaval está ai, pedindo passagem e se não lhe for dado o espaço que precisa, ele vai assim mesmo.
Isso quer dizer que não adianta ficar discutindo a conveniência ou a oportunidade da realização da festa. O espaço de tempo, desde sexta até quarta-feira, passará pelas pessoas com as mais diferentes influências, deixando diferentes resultados, mas a maioria deles, correspondendo ao que foi desejado.
O carnaval coloca ao mesmo período oportunidades para as pessoas irem às ruas, fantasiando o corpo e a alma e também, a oportunidade para o recolhimento, para as reflexões.
O momento, por mais incrível que possa parecer, é propício a essas manifestações aparentemente confrontantes, mas que tem todas as chances dadas por uma convivência social harmônica.
Enquanto uns estão planejando passar o carnaval na rua, fazendo festas, brincando e extravasando, outros estão esperando a oportunidade para ficar em casa, ler um bom livro ou mesmo realizar aquele trabalho, intelectual ou braçal, que há muito vem adiando.
Enquanto alguns estão planejando colocar máscaras e disfarces para sair, anonimamente pulando e sambando, outros estão querendo ser eles mesmo, fazendo uma análise de si mesmo, nem que para isso tenha que mudar a sua rotina.
Enquanto alguns estão já estão com os ingressos seguros para todos os eventos de carnaval, outros estão prontos para fazer aquela viagem, para fora do Estado ou não, mas com a certeza de que, desta vez “fogem da folia”.
Quem faz o carnaval é a própria pessoa.
Poucos são aqueles que se deixam influenciar por terceiros, mesmo que esses terceiros sejam próximos, sejam parentes.
A regra é de que cada qual fez o seu plano.
Os que defendem a tradição do carnaval têm dificuldades para defender os princípios dessa “regra”, pois, a sociedade sempre apresenta novas exigências e persistir no mesmo modelo, na maioria das vezes não repete o resultado.
Então, se o leitor está sentindo vontade de fazer algo diferente do que tem feito costumeiramente nos outros períodos de carnaval, então que faça. A personalidade humana se não está em permanente formação ela está, sempre, em permanente mutação.
Esses momentos, como o do carnaval, são sempre aqueles que propiciam profundas modificações na personalidade. Evitar que a modificação seja resultado de decepção ou coisa indesejada, deve constar, em destaque, dos cuidados que cada um deve ter para não deixar o carnaval marcado de forma negativa.
Este ano, em Macapá, várias propostas novas têm sido apresentadas para a coletividade. Algumas mais radicais e fundadas em antigas propostas, outras mais inovadoras, apoiadas nas novidades que foram colocadas nesta década à disposição da população.
Algumas modificações serão claramente notadas, outras nem tanto, e boa parte delas ainda não serão apresentadas.
A realidade social atual é muito diferente da realidade dos anos das décadas anteriores. Então, é natural que a mudança de comportamento seja notada com mais evidência e com a adesão de maior número de pessoas nada, entretanto, que venha chocar ou desfalcar a caminhada do comportamento predominante.

O importante é encontrar o equilíbrio, sem ter que desequilibrar seja lá quem for, principalmente aquele, ou aqueles, com quem tanto dividiu momentos de alegria e de prazer nesse período de folia.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

As Escolas de Samba do Amapá

Rodolfo Juarez
Macapá/AP, 28.02.2014

As escolas de samba que disputam o titulo de campeã do carnaval amapaense a cada ano, vêm, com o passar do tempo, definindo a melhor forma para manter-se nesse seleto grupo, certamente um daqueles que conseguiu vida longa na sociedade local.
Nem mesmo os contratempos e as dificuldades novas que sempre se apresentam para os dirigentes, têm sido capazes de fazer desistir de qualquer uma delas, principalmente devido ao esforço, a dedicação e o compromisso dos seus dirigentes.
Motivos certamente não faltariam para as desistências, mas a renovação de forças e de ideais podem ser apontadas como as responsáveis pela manutenção não só da atividade, mas do incrível crescimento dos grupos que se fortalecem pela história que escrevem a cada carnaval e pelos sustos que acabam tomando todas as vezes que precisam fazer as contas para levantar os gastos.
Desde os barracões até a avenida do espetáculo, as dificuldades são muitas, mas todas superadas pela garra dos dirigentes e dos brincantes e pelo acatamento dos resultados, alguns difíceis de compreender, mas que, não raro são os ingredientes da retomada e a força para a inovação.
As seis vagas do Grupo Especial estão, em 2014, ocupadas pelas escolas: Maracatu da Favela, Piratas Estilizados, Boêmios do Laguinho, Piratas da Batucada, Império da Zona Norte e Solidariedade.
As quatro vagas do Grupo Especial estão ocupadas, agora em 2014, pelas escolas: Império do Povo, Cidade de Macapá, Unidos do Buritizal e Emissário da Cegonha.
As regras da competição alteram a composição todos os anos, com duas escolas saindo do Grupo Especial, as duas últimas colocadas na avaliação dos jurados, para compor o Grupo de Acesso no desfile seguinte, e duas escolas, as duas primeiras, deixam o Grupo de Acesso para compor o Grupo Especial.
Pode ser essa fórmula a responsável pela manutenção, em permanente crescimento, a qualidade interna das escolas e a qualidade externa do espetáculo que, cada vez mais, convence um número maior de pessoas, atraindo simpatizantes e melhorando as apresentações.
A geração de dirigentes se renova a cada ano, assim como a geração de interpretes de samba de enredo, de carnavalescos e, afinal, de todos aqueles que estão contribuindo para a profissionalização e a grandiosidade do evento.
Nem mesmo a fragilidade da associação que reúne as escolas de samba, que não tem conseguido manter-se em condições de representar e agasalhar os interesses das organizações tem sido motivo para influir na evolução do carnaval local.
As escolas têm se renovado, não apenas nas suas estruturas, mas também na sua razão, ampliando as suas finalidades e objetivos e atualizando as respectivas organizações administrativas, para poder suportar as novas exigências da nova escola.
O carnaval de 2014 será mais uma oportunidade que os artistas, responsáveis pelo espetáculo do carnaval, terão para mostrar a evolução das suas artes e a capacidade que têm para reunir até duas mil pessoas, de forma organizada, e fazê-las compreender o papel da apresentação que é feita em oitenta minutos, é resultado de muito trabalho, grande dedicação e especial emoção.
Faz tempo que se fala muito nos jurados e nos quesitos, mas sempre eles não superam a importância que têm o enredo, o samba de enredo, a bateria, a fantasia, a alegorias e os adereços, a harmonia, a evolução, a comissão de frente e o mestre sala e a porta-bandeira de cada uma das escolas.
GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA
EMISSÁRIOS DA CEGONHA

SÍNTESE HISTÓRICA
Em 1974, um grupo de jovens amigos que costumeiramente se encontravam na Praça Floriano Peixoto, no centro da cidade de Macapá, imbuídos da vontade de participar do carnaval da cidade, decidiu criar um bloco de carnaval que, por iniciativa da senhora Maria Augusta, foi fundado com o nome de Bloco Carnavalesco Emissários da Cegonha, nome que tem a ver com os próprios fundadores, a maioria jovens, casados e, naquela oportunidade, com várias esposas grávidas.
O bloco teve como primeira sede provisória a residência da senhora Deolinda Teixeira Cardoso, na rua Tiradentes, número 1410, esquina com a avenida Ataíde Teive, no Bairro Central.
Como os dirigentes tinham por costume se reunir na Praça Floriano Peixoto, após essa etapa inicial, o bloco passou a ser dirigido pelos familiares do Senhor Caveira, figura pública ilustre do bairro e morador antigo que, juntamente com a senhora Deolinda, desempenharam um papel muito importante para a instituição, com o incentivo ao bloco para participar do carnaval de rua, disputando as competição oficiais.
A participação do bloco nos desfiles oficiais rendeu-lhe o título de campeão do ano de 1976, com o tema “Sinal dos Tempos”, sendo essa conquista fator preponderante para a consolidação definitiva do bloco no bairro do Trem.
Por decisão dos seus membros, em 1987, o bloco Emissários da Cegonha é transformado no Grêmio Recreativo Escola de Samba Emissários da Cegonha, tendo como presidente o senhor Roberto Ribeiro que, juntamente com outros integrantes da diretoria realizaram um marcante trabalho na solidificação da escola junto à comunidade, chegando, em 1990, à conquista do título máximo do 2º grupo.
Em 1997, tendo como presidente Gilberto Martins, a escola conquista o primeiro título do 2º grupo da era sambódromo. Antes já havia conquistado o mesmo título nos anos de 1992 e 1995.
No período presidido por Paulo Chucre a escola acumulou os títulos, vencendo o segundo grupo nos anos de 1998 e 2000.
As cores oficiais da escola são: vermelho, azul e verde.

ENREDO PARA 2014
“Tem sonhos e mistérios nos mistérios e sonhos”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sexta-feira, dia 28 de fevereiro, das 22h00m às 23h20m.

DESEMPENHO NO CARNVAL DE 2013
4ª colocação no Grupo de Acesso, onde permaneceu.


ASSOCIAÇÃO CULTURAL ESCOLA DE SAMBA
CIDADE DE MACAPÁ

SÍNTESE HISTÓRICA
A Associação Cultural Escola de Samba Cidade de Macapá foi fundada no dia 04 de outubro de 1964, como o nome de Embaixada de Samba Cidade de Macapá, por um grupo de carnavalescos, entre os quais Raimundo Barros e Alice “Gorda”, liderados pelo artista plástico R. Peixe, que vinha de uma dissidência havida no Bloco Piratas da Batucada, do Bairro do Trem.
Já neste ano a escola conquistaria a sua primeira vitória, quando recebeu o prêmio “Cultura Popular”, sendo este o motivo principal para continuar nas disputas do carnaval de rua macapaense.
O primeiro presidente da Escola foi o carnavalesco R. Peixe, que juntamente com os outros membros da agremiação tiveram marcante trabalho na consolidação da instituição, principalmente no Bairro Alto.
As cores oficiais da Escola de Samba Cidade de Macapá são o azul e o branco e tem como símbolo uma cartola e uma bengala, ambos dentro de um círculo com o nome da escola.
A Escola, além da conquista do prêmio “Cultura Popular”, tem em seu acervo os títulos de campeã do carnaval amapaense de 1965 e 1966, portanto um bicampeonato.
No ano de 1978, a Cidade de Macapá, alegando dificuldades financeiras, a diretoria da época o afastamento da escola das disputas por tempo indeterminado. Retorna aos desfiles em 1993, por iniciativa do filho de R. Peixe, Sidney “Peixinho”.

ENREDO PARA 2014
“Do Maranhão para o Amapá, a viagem poética de um político vencedor”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sexta-feira, dia 28 de fevereiro, das 23h30m às 00h50m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
6ª colocação no Grupo Especial, rebaixada para o Grupo de Acesso.


ASSOCIAÇÃO RECREATIVA IMPÉRIO DE SAMBA
SOLIDARIEDADE

SÍNTESE HISTÓRICA
O Grêmio Recreativo Império de Samba Solidariedade nasceu durante um bate-papo, em um domingo, rotina entre amigos que moravam no bairro Jesus de Nazaré.
Na rodada de bate-papo estavam presentes: Raimundo Lino da Soledade (Dico), Porfírio Souza dos Santos, Francisco Barriga Fortunato (Mariposa), Manoel Nunes Ramos (Duca), Adelson da Silva Uchoa, Raimundo Nonato Nunes da Soledade, Pedro Crispim e Wilson Maciel de Araújo (Careca). Esse grupo conversava alto e consumia os petiscos de dona Maria Vilça Nunes Nogueira, que preferia ser chamada de Tia Vilça pelos íntimos.
Dona Vilça era a dona do barzinho, ponto de encontro do pessoal do bairro.
Nesse dia, a conversa já estava pelo meio quando chegou o Beloca (Belarmino Cezar Picanço) alertando: “todos os bairro de Macapá têm uma escola de samba ou um bloco carnavalesco, apenas nós não temos, isso não pode acontecer...”
- Será que não temos competência? Disse Beloca.
- Tivemos sim, responderam em coro. Tu não lembras do Bloco da Vila do IPASE?
- Tá certo. Mas não vingou.
A prosa teria virado completamente do foco costumeiro e uma discussão, onde todos falavam, tomou conta do ambiente.
Quando Beloca fez mais ums intervenção:
- Chega de discussão. A hora é de decidir. Vamos ou não vamos criar o bloco para brincar o carnaval?
Nesse momento a “Tia” Vilça, esposa do Dico, entrou na conversa e disse:
- O Terreno da minha casa (Ana Nery/Leopoldo Machado) está à disposição de vocês para usar para o bloco.
A partir desse momento as coisas tomaram outro rumo, as tarefas foram distribuídas e, quando saíram de lá, cada um já sabia o que fazer.
No dia 15 de janeiro de 1983, era fundado o Bloco Solidariedade, nome sugerido por Beloca e Adelson, como sendo uma referência e homenagem o Sindicato dos Trabalhadores Poloneses, que estava em evidência como exemplo de interação, força e determinação.
O nome foi aprovado por unanimidade e sem qualquer restrição, pois tinha o espírito que todos haviam pensado para o bloco.
As cores adotadas foram o verde, o vermelho e o branco, por sugestão de Nonato e Careca, dando origem à bandeira com um circulo branco no meio, com duas mãos cruzadas em forma de cumprimento.
Em 1984 o bloco é transformado em escola de samba e recebe o nome de Grêmio Recreativo Império de Samba Solidariedade e adota o jacaré como símbolo, quando desenvolveu o enredo “De Jacareacanga a Jesus de Nazaré”, uma homenagem à própria comunidade.
O primeiro samba enredo da escola foi composto em 1983 por Tadeu e interpretado por Beloca. O primeiro mestre-sala foi Paraguaçu e a primeira porta-bandeira foi Socorro Nascimento. A batuta para ser o primeiro mestre da bateria foi entregue para o Porfírio, que teve o auxílio de José Maria. A primeira costureira da escola foi Maria Braga e, segundo os amantes da escola essa equipe conquistou o respeito, o amor e o carinho dos moradores do Bairro Jesus de Nazaré.

ENREDO PARA 2014
“Alenquer a ‘Cidade dos Deuses’: esculpido por ti natureza e envolvida pela magia e os mistérios da floresta Ximanga”.

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sexta-feira, dia 28 de fevereiro, de 01h00m às 02:20m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
2ª colocação no Grupo de Acesso, promovido para o Grupo Especial.


ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL ESCOLA DE SAMBA
PIRATAS DA BATUCADA

SÍNTESE HISTÓRICA

O Piratas da Batucada surgiu para o carnaval de rua, em Macapá, no carnaval de 1962, quando um grupo de animados brincantes do carnaval, do bairro do Trem, resolveu ir para as ruas do bairro, fantasiado de pirata, conforme idealizado por Raimundo Braga de Almeida, que mais tarde seria reconhecido como o grande artista plástico R. Peixe.
O nome da escola foi inspirado no rótulo da garrafa do Rum Montilla, bebida apreciada e bastante consumida pelos foliões da época antes de ir para as ruas e avenidas. A principal fantasia era composta a partir de um pirata com um papagaio no ombro que, até nos tempos atuais, é preservado como o principal símbolo da escola.
O interessante é que os primeiros membros do bloco estavam diretamente vinculados à três das principais agremiações esportivas e culturais do bairro: Trem Desportivo Clube, Atlético Latitude Zero e Grupo Escoteiro do Mar Marcílio Dias.
Mesmo como bloco carnavalesco, a Piratas da Batucada, por decisão do seu carnavalesco R. Peixe, foi a primeira instituição carnavalesca a introduzir na sua bateria instrumental metalizado, e fazer as primeiras propostas que podem ser consideradas como alegorias próprias do carnaval.
Sob o comando de Luiz do Apito, a bateria dos piratas se tornou uma das mais famosas do carnaval amapaense, sendo a base da grande bateria que a escola leva para a avenida nos tempos atuais.
A partir do dia 31 de março de 1973 a escola passou a ser designada de Associação Recreativa Piratas da Batucada, passando esta a ser a data oficial de fundação da escola por decisão de um grupo de carnavalescos do bairro do Trem, entre os quais se destacaram: Jaconias Araújo, Walber Damasceno, Antonio Pinheiro “Pancho”. O primeiro presidente da Associação Recreativa Piratas da Batucada foi o carnavalesco Walber Damasceno Duarte.
As cores oficiais da associação são: amarelo, escolhido com a cor básica principal, o azul, o vermelho e o branco.
Piratas da Batucada já conquistou 13 títulos, além de dividir o título de 2001 e ter sido protagonista de uma das maiores indecisões no carnaval local, havida em 2010 que, depois de ser declarada campeã, acabou perdendo o título depois de uma batalha judicial sem precedentes.
É a escola que acumula mais títulos a partir de 1997, exatamente quando começaram a ser realizados os desfiles no Sambódromo.
Hoje o nome da escola está ampliado para poder atender aos objetivos da entidade e chama-se Associação Recreativa e Cultural Escola de Samba Piratas da Batucada.

ENREDO PARA 2014
“40 anos de glória e superação – o renascimento de um campeão”


DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sexta-feira, dia 28 de fevereiro, das 02h30m às 03h50m

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
4ª colocação no Grupo Especial, onde permaneceu.


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA
PIRATAS ESTILIZADOS

SÍNTESE HISTÓRICA

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Piratas Estilizados foi fundado no dia 05 de janeiro de 1974, como bloco de animação, pela estilista Celi Del Castilho que foi a primeira presidente e desfilou seis anos como bloco, conquistando cindo títulos nessa categoria.
A partir de 1980 Piratas Estilizados passa a ser escola de samba e vence o carnaval de 1996, marcante porque foi a última edição da competição na Avenida FAB, uma vez que a partir de 1997 o desfile das escolas passou a ser no Sambódromo.
O Piratas Estilizados sempre apresentam um carnaval criativo, com a participação feminina muito forte, sendo ousado em seus enredos e esperado como muita expectativa na avenida.

ENREDO PARA 2014
“No meio do mundo a Banda vai passar”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sexta-feira, dia 28 de fevereiro, das 04h00m às 05:20m

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
2ª colocação, vice-campeã do Grupo Especial, onde permaneceu.


GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL ACADEMIA DE SAMBA
UNIDOS DO BURITIZAL

SÍNTESE HISTÓRICA

O Grêmio Recreativo Cultural Academia de Samba Unidos do Buritizal, tem sua base geográfica no bairro mais populoso da cidade de Macapá.
A escola foi fundada no dia 22 de junho de 1990, por uma grupo de pessoas do bairro, entre as quais: Cila França Trindade, Nair Rodrigues França, Graça Monteiro, Ricardo Mesquita, Arcilene França Trindade, Filomeno Araújo, Almir Maciel e Reginaldo França.
Neste mesmo ano de 1990, a Unidos do Buritizal filiava-se à Associação das Escolas de Samba do Amapá, depois substituída pela Liga das Escolas de Samba do Amapá, sucedida pela Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá, e fazia a sua primeira apresentação nos desfiles oficiais.
O primeiro presidente da Escola foi o carnavalesco Reginaldo Costa França, que conduziu administrativamente a agremiação por apenas 8 meses, assumindo após esse período, uma junta governativa que realizou a primeira eleição da escola e que teve como vencedora, para um mandato de 4 anos, a professora Cila França Trindade.
As cores oficiais do estandarte da instituição são: azul, branco e amarelo dourado. Tem como símbolo principal a palmeira buritizeiro, de onde vem o nome do bairro – Buritizal.
 A escola, desde a sua fundação, jamais deixou de participar de um desfile oficial.
Em 1997, ano de inauguração do sambódromo macapaense, conquistou o título do segundo grupo com o enredo “Lendas e Mitos na Terra de Santa Ana”.

ENREDO PARA 2014
“Essa tribo é minha rua. Minha e tua buriti”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sábado, dia 1º de março, das 22h00m às 23h20m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
3ª colocação no Grupo de Acesso, onde permaneceu.


ASSOCIAÇÃO RECREATIVA ESCOLA DE SAMBA
IMPÉRIO DO POVO

SÍNTESE HISTÓRICA

A Associação Recreativa Escola de Samba Império do Povo foi fundada por um grupo dissidente da Escola de Samba Império Santanense, que chegou a participar do desfile oficial das escolas de samba de Macapá, conseguindo o 2º lugar.
Do grupo dissidente destacam-se: Rosivaldo Braga, Belcivaldo, Rogel Braga, Ricardo, Kito do Império, Roosivelt, Fernando Pinto, Ancelmo, Marinelza, Marco Antônio, Antônio Arinaldo, Carlos Lubi, Odenilson, Antônio Wilson, Paulinho e vários outros moradores do Bairro Comercial da Cidade de Santana que formavam o Bloco do Povo, considerado a instituição que foi transformada em escola de samba.
O Bloco do Povo participava, com brilhantismo, do carnaval de Santana, rivalizando com o Bloco Constituinte a preferência dos santanenses.
A necessidade de transformar o bloco em escola, para poder participar das competições oficiais em Macapá foi o que levou, no dia 03 de fevereiro de 1993, a transformação.
A estreia nas disputas aconteceu no terceiro carnaval do Sambódromo, em 1999, sob o comando do presidente Rosivaldo Braga.
A Escola de Samba Império do Povo adotou como símbolo a figura de uma águia imperial, que consta da sua logomarca e tem como cores oficiais o verde e o branco.
Após a primeira participação em 1999, apesar do grande desafio de trazer uma escola de samba de Santana, a pouca experiência carnavalesca de seus membros, o baixo poder aquisitivo demonstrado pela população, o que obriga a comercialização das fantasias a preços populares para viabilizar a participação da comunidade, a dificuldades de transportar todos os componentes e alegorias, a Império do Povo vem se notabiliza por realizar grandes desfiles.
A Associação Recreativa Escola de Samba Império do Povo conquistou o seu primeiro título no Sambódromo no carnaval de 2008, depois de conquistar o coração e a confiança dos carnavalescos e da torcida amapaenses.

ENREDO PARA 2014
“No palco da folia a Império anuncia: Porto de Santana – do Amapá para o mundo”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sábado, dia 1º de março, das 23h30m às 00h50m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
5ª colocação no Grupo Especial, rebaixado para o Grupo de Acesso.


ESCOLA DE SAMBA MOCIDADE INDEPENDENTE
IMPÉRIO DA ZONA NORTE

SÍNTESE HISTÓRICA

A Escola de Samba Mocidade Independente Império da Zona Norte até o ano de 2010 era denominada Escola de Samba Mocidade Independente Jardim Felicidade, uma homenagem ao bairro que lhe servia de endereço, em Macapá.
Tem como data de fundação o dia 2 de julho de 1987, tem como escola madrinha a Portela do Rio de Janeiro.
As cores principais são o azul, o amarelo e o branco. O símbolo é a uma águia.
Em 2009, com o enredo “A Odisseia de um Mestre Sala que virou Rei Negro na Corte do Carnaval”, sagrou-se campeã do Grupo de Acesso, com direito a desfilar no Grupo Especial.
Em 2010, inicialmente foi declarada campeã, junto com todas as demais escolas do Grupo Especial, porém após a abertura dos envelopes e a desclassificação de uma das concorrentes, ficou em 4º lugar.

ENREDO PARA 2014
“Dos jardins do mundo eu faço um império de ilusões”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sábado, dia 1º de março, de 01h00m às 02h20m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
1ª colocação no Grupo de Acesso, promovido para o Grupo Especial.


ASSOCIAÇÃO UNIVERSIDADE DE SAMBA
BOÊMIOS DO LAGUINHO

SÍNTESE HISTÓRICA

A Associação Universidade de Samba Boêmios do Laguinho foi fundada no dia 02 de janeiro de 1954 por um grupo de boêmios moradores bairro do Laguinho, tendo como primeiro presidente o senhor Benedito dos Passos, o Mestre Bené.
Está estabelecido na avenida General Osório, no “coração” do bairro do Laguinho, em sede própria.
Sua característica principal é a preservação da identidade de agremiação carnavalesca, pela manutenção de suas raízes, como a Ala de Veteranos, Ala de Compositores, além do inconfundível vermelho e branco, cores adotadas desde a sua fundação.
Em 2014 a associação completou 60 anos sendo a maior detentora de títulos do carnaval amapaense, 15 conquistados sem qualquer contestação, um dividindo o título, isso em 2001 e outro, em 2010, um título contestado e que pode ser contado à parte, mas sem qualquer demérito para a escola.
A escola tem o maior número de conquista dos carnavais já realizados no Amapá.

ENREDO PARA 2014
“É boemia, amor!”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sábado, dia 1º de março, das 02h30m às 03h50m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013
3ª colocação no Grupo Especial, onde permaneceu.


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA
MARACATU DA FAVELA

SÍNTESE HISTÓRICA

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Maracatu da Favela foi fundado no dia 05 de julho de 1947, mas só 10 anos depois, em 15 de dezembro de 1957, os documentos de fundação da escola foram registrados em cartório.
Da fundação até agora há unanimidade quanto à melhor sambista que a Escola e o Amapá já conheceram – a Maria Sambista.
Maria Gonçalves defendeu e consolidou a verde-rosa, com magia dos seus requebros e a simpatia nas suas apresentações.
São destacados como fundadores da escola Maracatu da Favela: Vagalume, Gertrudes, Pinheirense e as filhas da Generosa e do Velho Peres: Luzia, Domingas, Esmeralda e Lelé. Fazem parte desse grupo: Manoel de Souza, os irmãos Cadico, Biló, Raimunda Mendes, Carioca “Alcides”, Zeca Serra, Heitor de Azevedo Picanço, Heitor de Azevedo Picanço, Cândido e Geraldo.
Embora nos registros oficiais a Favela não tenha recebido a designação oficial de bairro, esse local da cidade de Macapá está muito presente na memória coletiva dos macapaenses como oriunda das intervenções de política urbana implantadas na década de 40, após a instituição do Amapá como Território Federal. Naquele tempo os moradores da frente da cidade foram transferidos, contra a vontade, para as áreas periféricas de então, que passaram a ser conhecidas como Favela e Formigueiro.
Maracatu da Favela participou da maioria das batalhas de confete que foram realizadas na Praça Barão do Rio Branco, no Centro, e na Bar do Barrigudo, no bairro do Trem.
Maracatu da Favela acumula 9 títulos. O primeiro foi conquistado em 1975 e foi a escola campeã nos dois últimos anos: 2012 e 2013.
 
ENREDO PARA 2014
“Acredite se quiser...”

DIA E HORA PARA APRESENTAÇÃO
Sábado, dia 1º de março, das 04h00m às 05h20m.

DESEMPENHO NO CARNAVAL DE 2013

1ª colocação no Grupo Especial, campeão de 2013, onde permaneceu.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Os outros candidatos

Rodolfo Juarez
Se não é possível esperar surpresas do tamanho daquelas havidas nas eleições de 2010, também não será por isso que os pequenos partidos deixarão de apresentar os seus pré-candidatos ao Governo do Estado.
E isso é bom! Pelo menos demonstra que serão oferecidas alternativas para o eleitor e, mas do que nunca, caberá a eles definirem aquele que pode executar os projetos que gostaria que fossem executados.
Faltando pouco mais de sete meses e ainda tendo antes uma Copa do Mundo, os eleitores se preparam para não serem apanhados de surpresas e, também, para a necessidade de permanecer atento a tudo o que acontece no Estado e, principalmente, na gestão da área pública do Estado.
A participação direta de partidos que ainda não tiveram a chance de governar o Estado ou de ter em suas fileiras representantes federais ou estaduais, devido as circunstância, não apenas nacionais, mas mundiais, podem, perfeitamente, obter sucesso e garantir uma cargo para o seu filiado.
Estão reservadas 36 vagas para os que tiverem as suas candidaturas aprovadas pelos partidos e registradas no Tribunal Superior Eleitoral: 24 para deputado estadual, 8 para deputado federal, uma para senador e outra para suplente de senador, além de uma para governador e outra para vice-governador.
É por isso que a perspectiva é grande e as avaliações bastante animadoras, pois, se observa que muitos têm grandes chances, basta se organizar e não permitir que a candidatura seja maculada por agentes que possam prejudicar a saúde da proposta e, principalmente, a mensagem do candidato.
No geral, mesmo com chances reduzidas de vencer uma eleição, o que o povo gosta de ver e o eleitor sente vontade de ter é alternativa, para fugir da mesmice, dos costumes, que acabam formando uma rede forte e muito mas muito comprometida ou com o passado, ou com a família, ou com a linha política.
O vigor da campanha vai estar diretamente relacionado ao nível de exigência do eleitor. Esse agente importante da democracia, lembrado muito mais na época da eleição, do que no dia da matricula de seu filho, no dia do exame médico de um dos seus parentes, ou no dia de oferecer a segurança que tanto gostaria de ter.
A Democracia dá essas oportunidades para o eleitor que, em nome do povo, vai às urnas sufragar o nome do futuro dirigente, exatamente aquele ao qual vai entregar o comando do Estado, a representação federal do povo e do Estado e a representação do povo do Estado no parlamento estadual.
Mesmo assim é importante levar isso em consideração, observando o comportamento e o potencial compromisso do candidato com o desenvolvimento do Estado e, principalmente, com o bem estar da população.
São questões bem simples, mas que não admitem falhas. Qualquer delas é imperdoável porque as consequências são imprevisíveis.
E muito cuidado com aqueles que se agarram com os donos de muito dinheiro e se comprometem em defender projetos não republicanos e que funcionam contra os interesses do povo e que acabam ficando acima do domínio do eleito, exatamente porque, antes da eleição, vendeu o compromisso que disse ter com o povo para aquele magnata ou endinheirado que não olha para o povo.
As populações de diversas partes do mundo estão dando exemplo do que precisa ser feito, isso em uma situação extrema, onde acaba comprometendo bens, valores e a própria vida de membros de uma comunidade que simplesmente errou e percebeu, mas que também “descobre” que a dura traição que o eleito exerce com o povo, pelo comportamento e pelas decisões.

Acautelar-se ainda é o melhor comportamento. Prevenir-se ainda é o comportamento padrão para que os erros sejam minimizados, pois, do contrário, só daqui a quatro anos a chance de acertar será oferecida.