quarta-feira, 16 de abril de 2014

A orla de Macapá está desabando

Rodolfo Juarez
Já faz algum tempo que a população da cidade de Macapá vê agonizar alguns pontos importantes da cidade.
Mesmo com o discurso de mudança, utilizado nas campanhas eleitorais, e que atuaram de forma decisiva na motivação dos eleitores que votam em Macapá, paradoxalmente nada mudou na prática, ao contrário, em linhas gerais, tudo permaneceu como antes, sem controle e sem qualquer responsabilidade com a cidade e as coisas que a população tem como referencia e utilidade.
Um exemplo é o muro de arrimo de toda a extensão da orla da cidade que se estende este o Araxá até o Jandiá onde alguns trechos estão, literalmente, caindo e “deitando” na lama da praia da frente da cidade.
Um patrimônio que não pode ser desperdiçado desta maneira e, mais, uma patrimônio que não pode ser perdido, não só pela garantia física da própria cidade, como pela qualidade de vida que a população acredita que melhorou quando foi feita a obra, exatamente como está descrito nas justificativas dos projetos.
Mas o muro continua caindo e sob a vista dos próprios responsáveis que, de vez em quando estão por perto e, mesmo com vergonha de olhar, acabam vendo o resultado de seus descasos e de suas irresponsabilidades.
Pouco a pouco vai desmoronando, levando com ele parte do calçamento e do asfalto que cobre as vias de acesso. No lugar estão surgindo vãos livres desafiadores e buracos perigosos, capazes de “engolir” um carro.
Basta um agente público correr a orla, levantando o problema atual, para perceber o grande prejuízo que já está na conta da coletividade e a velocidade como, todos os dias, esse prejuízo aumenta.
Os responsáveis precisam agir para salvar a orla!
Já que o projeto não prosseguiu. Já que não houve condições para continuar a urbanização das áreas contíguas, pelo menos que sejam mantidas as realizações de outros tempos, construídas com recursos dos mesmos impostos que continuam sendo pagos pelo contribuinte.
Ninguém se conforma com o que está acontecendo na orla.
Todos sabem da importância daquela área da cidade e não compreendem a omissão do poder público, deixando os problemas aumentarem, as obras desabarem, sem qualquer ação dos agentes públicos pagos, e bem pagos, para resolver esse tipo de problema.
É tipo do assunto que está às claras, pronto para ser analisado pelos agentes públicos e que, de forma inexplicável, não dão uma palavra pelo rádio ou televisão, uma linha pelos jornais ou redes sociais. Essas mesmas redes sociais que são usadas para acirrar brigar, pregar a discórdia, alardear vantagens e tentar transformar mentiras em verdades.
Cuidar da orla da cidade é também cuidar da cidade; ser responsável por quaisquer das partes da administração é também ser responsável pela cidade; assim como morar na cidade, cuidar dela deve ser um compromisso individual e inerente à função que cada um exerce.

Não podemos deixar a orla ser destruída e junto com ela a alegria de dispor dela como referência que a torna diferente, humana, aceitável e sintonizada com a esperança daqueles escolheram esta cidade de Macapá para viver.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Chega de hipocrisia

Rodolfo Juarez
As recentes explosões, seguidas de incêndios com perda total de embarcações, havidas no rio Matapimirim, no Igarapé das Pedrinhas, no Igarapé do Perpétuo Socorro, deixando trabalhadores mortos e muitos deformados pelas queimaduras que lhes marcaram para o resto da vida, não pode ser mais e apenas uma questão de falta ou ausência de qualquer fiscalização.
Faltam condições de segurança para que os embarcadiços exerçam as atividades que, se não foram as profissões que escolheram, faram as que lhes atribuíram para participar da corrente social com dignidade e humanidade.
São muitos e cada vez mais, considerando o crescimento do mercado que é atendido pelos que usam as pequenas embarcações para atravessar o rio, em forma de baia, de lá para cá e de cá para lá.
Pequenos motores são os auxiliares dos braços fortes dos homens que todas as marés enfrentam o perigo da travessia, o vento forte e as ondas que o rio levanta como dificuldade a ser vencida todas às vezes, pelas pequenas embarcações.
Os pequenos motores são a explosão, como os dos carros - movidos à gasolina ou a óleo diesel -, e as embarcações são equivalentes aos caminhões de carga que circulam pela cidade e viajam pelas rodovias, de município para município.
Acontece que os condutores e trabalhadores dos carros têm uma infraestrutura para atender às suas necessidades, entre elas as ruas e vias estruturadas ou em estruturação; postos de combustível preparados e os veículos têm tanques apropriados para transportar o combustível.
E os ribeirinhos, bravos pescadores e produtores que trabalham, em suas pequenas embarcações, não têm esse direito?
É possível atender às suas necessidades com as críticas que são feitas pela forma como transportam o combustível?
É correto culpa-los por esta situação?
Claro que não!
Eles não têm culpa se os gerentes sociais lhes ofereceram vasilhame inapropriado para transportar o combustível. Se eles ficaram abandonados nas suas casas na beira dos rios da Amazônia, sem assistência e com a falta do oferecimento do direito que é de todos os brasileiros e não apenas daqueles que moram nas cidades.
Os ribeirinhos são submetidos aos altos riscos, inclusive de explosões como as havidas naqueles locais, tombando morto ou saindo com queimaduras por todo o corpo e vendo seu patrimônio e de suas famílias serem consumidos pelo foto, ficando apenas com a dor e a certeza que é ele que tem que fazer tudo o que já tinha feito; vencer tudo o que já tinha vencido.
É hora das autoridades deixarem de ser imediatista, colocando a culpa em quem menos tem culpa. Afinal de contas lhes restou exatamente o meio que estão usando para atender às suas necessidades.
Ninguém pode culpar aquele que trabalha em uma embarcação pelo que tem acontecido. Eles não têm culpa alguma, a não ser a vontade de trabalhar para educar os filhos que já estão nas cidades; procurar a saúde para seus familiares, que também só tem na cidade e comprar o motor que está na loja e o combustível que está no posto de combustível localizado de forma a aumentar a insegurança física dos que estão por perto, inclusive os que abastecem as embarcações.
Os ancoradouros do Igarapé das Mulheres, do Igarapé do Jandiá, do Igarapé das Pedrinhas, do Igarapé da Fortaleza, do Igarapé do Matapimirim e todos aqueles onde as pequenas embarcações atracam precisam ser adequados às necessidades dos ribeirinhos.

Se não querem respeitar o trabalho destes homens, nestas embarcações, pelo menos que respeitem o direito à vida que lhes é garantido na Carta Magna.

domingo, 13 de abril de 2014

Governo não é teta

Rodolfo Juarez
Não tenho mais nenhuma dúvida com relação à absoluta necessidade de mudança no modo de exercer do próximo mandato de governador do Estado.
O modelo atual chegou à exaustão e deve ser encerrado indicando os rumos que o gestor precisa tomar a partir do dia 1º de janeiro de 2015 que possa começar a recuperação do Estado, não aquela dita nas peças publicitárias, mas aquela feita no âmago do governo, na proposta do governador e na essência da administração.
Não dá mais para imaginar que o governo é uma pizza e que o governador é aquele que tem o compromisso de dividi-la entre os seus parentes, amigos e conhecidos, ouvindo a canção do seu partido e os aplausos daqueles que apadrinha.
Chegou a hora de trabalhar pelo povo do Estado.
Não tem mais como imaginar que a Administração é uma ação entre amigos e apropriada para pagar bons salários àqueles desempregados que grudam nas luzes do governo cobrando, desesperadamente, os serviços que diz ter prestado na campanha eleitoral.
Chega de auxiliares do tipo “sim senhor”, que faz tudo para agradar o “chefe” da forma como o chefe gosta. Se for juntinho, segurando a caneta com o bloco de recados, é assim que ele vai; se for distante, fazendo-se presente pelas ondas do rádio, também serve.
Não cabe mais assumir o comando da administração e dai em diante, passara a colocar a culpa no antecessor, mesmo para providências que jamais o antecessor poderia ter tomado.
Não cabe mais, também, chamar todos os amigos desempregados e pedir para que faça a escolha onde quer ficar. Inclusive em casa serve.
Não dá para assumir no dia primeiro e já no dia 2 estar imaginando os conchavos e as alianças que precisa fazer para garantir a próxima eleição ou a escolha para ser mandado para um órgão público, colegiado, de preferência um daqueles que tenha vitaliciedade como prerrogativa do nomeado.
A partir do dia 1º de janeiro de 2015 o governador deve adotar uma postura profissional, mesmo que isso lhe custe apenas um mandato, que lhe custe abortar o plano de poder, de eleger um familiar ou o cônjuge ou ficar rico o suficiente para nunca mais precisar trabalhar.
O governo não é teta de vaca que só sirva para alimentar os seus filhotes. Primeiro porque os governantes não são filhos do governo e depois porque esse plano nunca é discutido com os eleitores.
Funcionando assim, funciona errado e não sai do lugar ou fica contando passo de um lado para o outro, sem qualquer resultado.
É preciso o governante que assumir no dia 1º de janeiro de 2015 olhe para dentro governo, recorra aos servidores do Estado e oriente para a elaboração de um plano de desenvolvimento local, duradouro, responsável e que seja do interesse da população.
Dar exemplo para as administrações municipais também faz parte da administração estadual. Já deu para perceber como os prefeitos têm facilidade de copiar o modo de administrar do governador do Estado.
Centrar, ter um objetivo, principalmente um que supere o narcisismo a que são acometidos governadores, prefeitos e outros executivos públicos, que sentem necessidade de que deles seja sempre falado bem, mesmo que para isso tenha que pagar os donos das emissoras de rádio e televisão e de jornais, como também escalar pessoas para ficar nas redes sociais postando avaliações distorcidas, incompletas e que não servem para orientar a população.

Afinal de contas o governador que assumir no dia 1º de janeiro de 2015 precisa dar chance para o Estado, chance para o povo desse Estado.

sábado, 12 de abril de 2014

Virar a mesa é preciso!

Rodolfo Juarez
Está passando da hora das autoridades e todos aqueles que têm responsabilidade com o futuro do Amapá e de seu povo, reagirem e começarem a vencer as dificuldades que se apresentam todos os dias.
A impressão que está se fixando é de que todos estão errando a batida do martelo e que de nada tem valido o esforço, alguns absolutamente anormais, para tentar reorientar o caminho do desenvolvimento local.
Aqui, seguramente, não pode ser a terra onde nada dá certo!
Ou só dá certo para os espertos, os malandros, aqueles que não têm compromisso com as pessoas e o próprio Estado.
Os erros novos são justificados como se fossem consequências dos erros passados e jamais poderão ser vencidos.
Percebe-se que poucos são aqueles que mostram preocupação com o futuro, pois, deforma nenhuma, constroem um presente que possa suportar a exigência que virá.
O desrespeito aos princípios lógicos passou a ser virtude e a cara-de-pau, ou o que for, passou a ser a figura frequente e importante voltada aos interesses de meia-dúzia de pessoas que, certamente, não estão fazendo plano continuar morando por aqui.
A atitude de alguns é de despedida, mas não aquela despedida com sentido de até logo, mas de um “nunca mais”. Algumas pessoas, importantes para a atualidade estadual, estão fazendo questão de sugar tudo o que for possível, juntar tudo o que puder, virar as costas e nunca mais por aqui aparecer.
Não tem outra explicação para tanto desleixo.
Mas eles haverão de perceber que a população está com outra vontade, está sabendo que precisa reagir. Mostrar desde logo o rascunho que tem pronto para cá e que sabe que poderá transformar em um desenho, em um projeto para mudar a realidade.
O momento é difícil!
Aliás, Macapá e o Estado do Amapá, jamais experimentaram um momento tão difícil como este. Um ambiente onde a dificuldades avançou sobre todos os setores da vida local, pública ou privada, das crianças ou dos idosos, atingindo de maneira muito forte a força de trabalho, que se encontra travada, sem operar os resultados, reconhecendo as dificuldades, mas sem qualquer perspectiva de modificar o cenário sem que haja uma ação proativa de todos.
Até os meios de comunicação social experimentam um momento jamais mostrado aos profissionais que, mesmo percebendo que são usados, ainda não descobriram que há outros caminhos que não esse da subserviência, da obediência, levando a um nivelamento que prejudica o presente e turva o futuro de cada um e de todos.
O sentimento de andar para trás é terrível!
Perceber que o “hoje” está pior de que o “ontem” e que nada garante que o “amanhã” vai ser melhor do que o “hoje” é frustrante, mesmo para aqueles que já desistiram e que não acreditam mais em nada.
O sentimento de perda precisa ser eliminado!
Ninguém tem condições de produzir sem sentir a perspectiva de melhora ou de que ainda há ambiente para melhorar, mas é preciso que todos compreendam isso, mesmo aqueles que já decidiram matar a galinha dos ovos de ouro.
O Estado do Amapá precisa ser cuidado, precisa ter um projeto para desenvolver-se e não ficar se sustentando em projetos puramente políticos, alimentado por esforços ocasionais, feitos para as vitórias eleitorais e que se transformam em frustrações administrativas e gerenciais que, certamente, não é o desejo dos próprios políticos.

Virar o jogo é preciso! Nem que para isso tenha que virar a mesa.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A volta dos três deputados

Rodolfo Juarez
Estão de volta às poltronas do Plenário do Legislativo os deputados Bruno Mineiro, Cristina Almeida e Agnaldo Balieiro.
Há um ano e três meses se propuseram a assumir secretarias do Governo do Estado, frustrando os seus eleitores, que não contavam com isso, cumprindo uma designação política dos partidos aos quais pertencem.
O argumento principal é de que, cada um, foi “cumprir uma missão”.
A pergunta atual é a seguinte: cumpriram a missão?
Não custa nada relembrar a situação em que receberam as respectivas secretarias e a forma como as deixaram. Claro que é uma análise a partir da visão de fora para dentro, mas é essa a visão que tem a população.
Logo na primeira avaliação se pode afirmar, com absoluta segurança, que nada de extraordinário foi feito.
Cada um fez, apenas e tão somente, o que qualquer outro gestor faria. Isso quer dizer que de nada valeu a “lista de clamores”, pedidos e rogos que cada um levou quando deixou o cargo de deputado para assumir o cargo de secretário de estado.
Não há dúvida que, pelo menos dois dos três, são melhores deputados do que executivos.
É possível que tenham descoberto que o tempo que lhes foi dado não foi suficiente para alterar o perfil de uma repartição pública com tantos problemas para resolver e com tão pouco dinheiro e pessoal especializado para repartir as atribuições.
Mas nem isso ficou resolvido.
Os gestores que herdaram a sequência administrativa estão afirmando que têm os mesmos problemas que foram identificados no começo do atual governo e, também, no começo do período de gestão de cada uma dos três deputados que viraram secretário.
Será que foram 15 meses perdidos?
Até em respeito ao labor individual de cada um dos três deputados - Bruno Mineiro, Cristina Almeida e Agnaldo Balieiro -, era preciso que eles mesmos se reportassem, destacando os pontos que possam considerar como relevante na administração.
Voltaram para a Assembleia Legislativa como se tivesse ido passar uns dias no interior.
Não estão contando nenhuma boa novidade!
No setor de transportes, as rodovias - se pode garantir -, estão piores do que há 15 meses, e onde se projeta melhorias, é fácil perceber que o tempo foi curto. Mesmo assim as decisões tomadas em nada favorecem o desempenho da gestora que herdou o cargo de secretário de estado.
Na Secretaria de Agricultura prevaleceram foram os micros projetos, que são muito mais atividade do que investimento. Nada ficou que possa garantir a sequência de trabalho por mais de 3 meses. Além do que, a preocupação eleitoral foi dominante em todos os encontros.
Na Administração, centro nervoso da gestão estadual, onde a modernização depende de iniciativas do órgão “cabaça do sistema” não se notou qualquer evolução. A herança do sucessor é a atividade burocrática, que ficou misturada com a atividade política logo no começo e depois escapou das pautas por absoluta falta de objetividade.
Como o cargo de deputado estadual foi dado a cada um dos três pelo eleitor, nada mais do que oportuno uma prestação de contas para justificar os meses que o parlamentar “virou” executivo.
Se não fizer é melhor candidatar-se ao cargo de secretário de estado e não de deputado estadual.

Certo ou errado?  

terça-feira, 8 de abril de 2014

Muita calma nessa hora

Rodolfo Juarez
Está fechado um importante prazo para os que pretendem candidatar-se aos cargos públicos oferecidos nas eleições regionais e nacionais deste ano.
Para ser candidato aqui no Amapá é preciso que o candidato seja eleitor daqui do Amapá e filiado a um dos 32 partidos regularmente registrados no TSE. Então, este é o primeiro requisito que o eleitor que quer ser candidato identifique que tem.
Atendo a esses requisitos é preciso observar a sua condição atual, se não está exercendo qualquer cargo que tem o seu exercício incompatível com a condição de candidato.
Foi por isso que alguns gestores tiveram que deixar os cargos que estavam exercendo, em atividade executiva, no último dia 5 abril, para poder permanecer apto ao atendimento do registro de candidatura.
Mesmo nesse tempo, o eleitor que pretende ser candidato deve procurar o seu partido e apresentar-se, informando das suas vontades para que esteja na lista de candidatos que serão definidos nas convenções do partido entre os dias 10 e 30 de junho.
Toda a regra dessa escolha, através de uma reunião que se chama convenção, está definida no Estatuto do Partido, que deve ser a orientação de todos os filiados e, principalmente, dos candidatos, para que ele não tenha problemas e para que o partido o escolha e o apresente para a disputa.
É também nesse momento, que os candidatos devem ficar atentos e conhecendo todos os passos dos dirigentes partidários, principalmente o presidente e o secretário geral do partido, para que entenda as alianças e compreenda que deve defender a sua condição de candidato e dimensionar a sua capacidade de voto.
De nada adianta participar de uma eleição onde, de saída, se reconheça que suas chances são pequenas, a não ser que haja a impregnação do entendimento partidário e a confirmação de que os eleitos do partido continuarão partidários, tendo como objetivo, inclusive, o reconhecimento da contribuição que o candidato, não eleito, deu para o partido e para a coligação ao qual ficou vinculado.
A história tem mostrado que não tem repercussão partidária ou social, o fato de um filiado-eleitor candidatar-se apenas para ficar longe do seu trabalho ou do seu serviço, durante o período da campanha. Essa postura não contribui para o processo e muito menos para a formação política do militante partidário.
De nada adianta, também, aquele que pretende ter o seu nome apontado pelo seu partido, em junho, para ser candidato e sair por ai fazendo campanha desde logo. A fiscalização da Justiça Eleitoral está atenta, e com orientação, para barrar todos aqueles que fizerem campanha eleitoral fora do período definido na legislação.
Seria um desperdício de tempo, dinheiro e esforço, tentar burlar o processo eleitoral, imaginando que pode tirar vantagem ou “sair na frente”.
A hora, agora, é de avaliação partidária interna, conhecimento das regras da eleição, efetividade nas ações partidárias coligadas e muita calma para não ver o seu pedido de registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral.

domingo, 6 de abril de 2014

As plumas do cargo público

Rodolfo Juarez
Foi postado recentemente nas páginas no Facebook um dos programas exibidos no horário eleitoral gratuito da televisão, durante a campanha para prefeito realizado em 2012.
Vale a pena ver!
Não para avaliar o que o candidato diz, mas para medir o tamanho do compromisso que os políticos têm quando se manifestam na telinha, com o objetivo de conquistar o voto.
Parece que tudo tem coerência no que diz, se encaixa no que precisa e é o mais obvio procedimento que tomará, considerando, inclusive o seu comportamento anterior, no desempenho de outra função pública.
Lá na peça publicitária o que é dito tem tudo a ver com a cidade, com o município, e o interesse da administração e da população. Promessas que parecem perfeitamente factíveis, sem grandes dificuldades e que podem levar a resultados que coincidem com a vontade do povo.
Uma verdadeira manifestação de simplicidade pessoal e administrativa, colocando no colo do eleitor desesperado, de volta a esperança a qual já tinha esquecido há algum tempo e que nem mais acreditava que alguém lhe diria de novo.
Pois bem, foi-lhe dito de novo!
Mas só dito, só relembrado.
Passados 19 meses da promessa e 15 meses desde quando assumiu a administração, tudo aquilo que está na peça publicitária foi completamente negado no período, colocando o gestor no mesmo patamar do anterior, ou abaixo dele, considerando as circunstâncias atuais.
Nada do que foi dito pelo candidato se confirmou. E boa parte das promessas não dependia de mais ou menos dinheiro, dependiam de atitude, de demonstração de compromisso e, principalmente, da aproximação com a população?
Será que as plumas do cargo são as responsáveis pela mudança de comportamento e de ideia do administrador eleito?
Não é possível. A formação social que trazem e a preparação administrativa que fazem dão a impressão que serão barreira que evitariam o distanciamento do gestor dos problemas e da população.
Doutra forma, basta observar que até a roupa utilizada na campanha, identificando o candidato, foram abandonadas logo no dia seguinte àquele em que se conheceu o resulto do pleito.
Um exercício interessante seria o eleito e empossado no cargo executivo rever o que disse na campanha.
Quem sabe se, com essa medida, digamos elementar, ele não relembraria o que disse e tentaria, pelo menos tentaria cumprir uma partezinha do que prometera durante a campanha e perante boa parte da população eleitora.
Não pode ser planejado. Não pode ser resultado das dificuldades que são alegadas quando estão com a responsabilidade de resolver o problema. Seria muito simples e até desumano para com os eleitores, que se sentiriam enganados.
Há a hipótese de que os eleitores também sabem de tudo e gostam de ser enganado. Até agora ainda não conheço qualquer notícia que confirme essa hipótese, muito embora haja alguns indicadores que apontam para esse lado, mas são também os mesmos indicadores gerais da irresponsabilidade.
Uma certeza, entretanto, nos parece bem evidente. A de que no dia em que os administradores passarem a administrar e não fazer campanha, nesse dia eles ganharão mais confiança e terão melhores resultados.

Por enquanto, não passam no teste da verdade e da competência!