quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Eleições 2014 - Resultado (1º turno)

ELEIÇÕES 2014
A VOTAÇÃO NO PRIMEIRO TURNO
A disputa dos cargos eletivos, tanto executivos, como parlamentares, foi forte nas eleições de 2014 (1º turno).  Dos 455.368 eleitores aptos a votar, compareceram 407.846 eleitores (86,56% do total) e 47.522 eleitores (10,44% do total) não compareceram, e foram considerados os formadores a abstenção. Esses votos estavam 1.461 seções com urna.

OS CAPEÕES DE VOTO
Foram os seguintes os campeões de voto, conforme o cargo que disputaram no Amapá: Waldez Góes (governador), 161.550 votos (42,18% dos votos válidos); Davi Alcolumbre (Senador), 131.695 votos (36,26% dos votos válidos); Roberto Góes (Deputado Federal), 22.134 votos (5,73% dos votos válidos); e Marília Góes (Deputada Estadual), 11.747 votos (2,99% dos votos válidos).

VOTOS DE LEGENDA
O voto de legenda é aquele que o eleitor dá diretamente para o partido e só é possível para a escolha de deputado federal, deputado estadual e vereador.  Nas eleições de 2014, portanto, os votos de legenda só seriam contados para deputado federal e deputado estadual e o resultado foi o seguinte: deputado federal, 18.023 votos; e para deputado estadual, 19.437 votos.

QUOCIENTE ELEITORAL
O quociente eleitoral é número que serve de base para definir o número de deputados (estadual ou federal) proporcionalmente ao número de votos obtidos pelo partido ou pela coligação. Para deputado federal o quociente eleitoral foi de 48.260 votos; e para deputado estadual foi de 16.383 votos. O partido ou coligação que não alcançou estes números ficou de fora da distribuição de vagas.

COLIGAÇÕES E PARTIDOS
As coligações (ou partidos) campeãs de votos nas eleições proporcionais foram: deputado federal a coligação “A força do Povo” (PP/PDT/PMDB) com 96.182 votos (sendo 5.204 votos de legenda); deputado estadual a coligação “Para o Amapá avançar” (PR/PRB/PHS) com 71.967 votos (sendo 2.264 votos de legenda)

OS DEPUTADOS FEDEAIS ELEITOS
Dos 8 deputados federais, 2 se reelegeram e 6 vão para o primeiro mandato. São os seguintes os deputados federais eleitos: Roberto Góes (PDT), Janete Capiberibe (PSB), Luiz Borges (PMDB); Vinicius Gurgel (PR); Marcivânia Flexa (PT); André Abdon (PRB); Marcos Reategui (PSC) e Joziane Rocha (PTB).

OS DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS (PARTE I)
Dos 24 deputados estaduais eleitos, 11 não tinham mandatos. A lista está em ordem decrescente: Marília Góes (PDT); Antônio Furlan (PTB); Michel JK (PSDB); Júnior Favacho (PMDB); Jaci Amanajás (PROS); Max da AABB (PSB); Pastor Oliveira (PRB); Cristina Almeida (PSB); Augusto Aguiar (PMDB); Jory Oeiras (PRB); Charles Marques (PSDC) e Mira Rocha (PTB).

DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS (PARTE II)

Os outros 12 deputados estaduais eleitos são os seguintes: Ericláudio Alencar (PRB); Roseli Matos (DEM); Jaime Peres (PRB); Luciana Gurgel (PHS); Moisés Reategui (PSC); Edna Auzier (PROS); Maria Góes (PDT); Raimunda Beirão (PSDB); Kaká Barbosa (PT do B); Fabrício Furlan (PSOL); Pedro da Lua (PSC); Paulo Lemos (PSOL). 

sábado, 4 de outubro de 2014

Agora é só votar!

Rodolfo Juarez
E chega o final de mais uma campanha eleitoral. Agora é só esperar o dia da votação e a apuração da vontade do eleitor. O resto é perfume!
Mas para chegar até esse momento, foi preciso que 25 partidos políticos, quase 20 coligações, mais de 500 candidatos e uma agenda de campanha para cumprir, obediente ao calendário eleitoral, elaborado peto Tribunal Superior Eleitoral, para que fosse diminuída (??!!) a influência do poder econômico no equilíbrio do pleito.
As escolhas de cada partido são de responsabilidade dos partidos. As decisões de coligar ou não, para esta ou aquela disputa, também são dos dirigentes partidários, que estudam a arrumação que mais pode atender os interesses do partido e dos seus filiados.
Não foi a melhor campanha já protagonizada pelos mesmos partidos e pelos mesmos dirigentes. As limitações constantes da regra da eleição e as intimidações vindas das equipes de fiscalização e análise acabaram inibindo alguns candidatos que só “se soltaram” na última fase da campanha.
Na eleição para governador, foi interessante a decisão dos comandos de campanha quando perceberam que um dos concorrentes havia se desgarrado do grupo da disputa pelo primeiro lugar e, então, a luta se concentrou, de forma inteligente, nesse aspecto, na disputa pelo segundo lugar e o crescimento dos outros concorrentes, alimentando a possibilidade de um segundo turno de votação no dia 26 de outubro.
Ficou a impressão que a estratégia, mesmo não combinada, deu certo. Todos os que estão disputando o cargo de governador, passaram a ser mais objetivos em seus discursos e começaram a juntar votos, importantes para que seja alcançado o primeiro objetivo – necessidade de segundo turno de votação.
Para senador, como não tem segundo turno de votação, a luta ficou mais aberta, nem sempre dentro dos limites da ética e, ao contrário do que se imaginava, mais agressiva de que a disputa para o cargo de governador.
Esse tom inibiu a eleição considerada mais difícil, onde os candidatos são considerados “cabos eleitorais” das eleições majoritárias. Houve uma espécie de revolta entre os candidatos das eleições proporcionais e cada um foi para seu lado, com as devidas e honrosas exceções.

No domingo, a vez de cumprir as regras é do eleitor. Todos estão avisados que além do título de eleitor também devem levar um documento com foto. “Sei não”, como a votação é biométrica, a questão da foto está vencida, pois é preciso que o eleitor leve as digitais para conferir antes de votar.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Decisão inteligente

Rodolfo Juarez
Pela primeira vez os as coligações, os partidos e os candidatos resolveram ser mais práticos e racionais no enfrentamento da realidade de uma campanha eleitoral, concentrando as ações para que haja segundo turno de votação na eleição para governador do estado do próximo domingo.
E mais, a grande disputa passou a ser pelo segundo lugar, para saber quem se credenciará para enfrentar aquele que está sendo apontado, principalmente pelas pesquisas de intensão de votos, como o virtual primeiro colocado.
Isso não é comum. Noutros tempos simplesmente a tendência apurada nas pesquisas não era aceita pelos concorrentes e verdadeiramente ignorada, com os candidatos com maior potencial, através de suas coordenações de campanha, acreditando que venceriam o pleito.
Uma atitude amadora certamente, mas que distorcia os objetivos traçados para a campanha levando alguns aos desesperos quando do final da apuração.
As eleições para governador do estado deste ano estão equilibradas também por isso. Dos sete candidatos, pelo menos quatro estão na disputa real, com vantagem natural daquele que a pesquisa aponta como favorito, mas que deixa a indicação de que um segundo turno de votação pode acontecer no dia 26 de outubro.
A concentração dos esforços para ser o segundo colocado é a decisão inteligente. Reconhece dois adversários, estuda os seus pontos fracos e procurar mostrar para o eleitor. Algumas vezes a raia do exagero é superada, trazendo a campanha para o baixo-nível, com claros prejuízos para os autores desse baixo nível. Reconhecer esses limites pode ser decisivo para a conquista do segundo lugar, doutra forma, será o passaporte para o resumo histórico das lamentações de uma campanha perdida.
Uma experiência interessante, mas real no caso do Estado do Amapá, na eleição para escolha do governador.
A participação efetiva da militância passou a ter um caráter fundamental, no sentido de motivar os eleitores indecisos e, até mesmo, convencer o eleitor vacilante que mudar não é nenhum pecado.
Estão as caminhadas e bandeiradas, principais forma de manifestação externa, além dos programas e inserções gratuitos no rádio e na televisão, passaram a ser a demonstração obrigatória como se o eleitor estivesse conferindo as quantidades de pessoas e bandeiras para poder decidir-se.

A adaptação foi interessante, o comprometimento dos candidatos que fazem parte das coligações ou são aliados de última hora, também engrossam as fileiras porque, nesse caso, número de pessoas e bandeiras passou a ser importante demais. 

domingo, 24 de agosto de 2014

Quem sabe?

Rodolfo Juarez
Chegou a hora da “onça beber água”, de ver quem tem mesmo “roupa no quaradouro”. Agora, não tem desculpa, começou a última fase da campanha eleitoral, com as fatias bem definidas depois das pesquisas divulgadas e debatidas à exaustão.
A primeira fase, antes da chegada do horário eleitoral gratuito, os candidatos estavam em uma espécie de preparação para a campanha, sendo que alguns dos candidatos já apresentavam as suas armas e davam o tom que usariam, objetivando conquistar a confiança e o voto do eleitor.
A realidade está posta. Desfavoráveis para alguns e favoráveis para outros, mas correspondendo à expectativa daqueles que se acostumaram a acompanhar a evolução das campanhas que não deixam de apresentar as suas surpresas, sempre alimentando a magia do pleito.
Todos os candidatos (ou quase todos) estão em busca do precioso voto do eleitor. Alguns desses ainda não tinham experimentado tarefa equivalente e boa parte deles já declara que não conhecia a cidade de Macapá e muito menos o Estado.
Mesmo sem qualquer treinamento, a maioria dos candidatos se lança na campanha sem ter um plano para ser seguido e isso dificulta muito mais a ação pretendida, além do que se vê cercado de cabos eleitorais, também sem qualquer prática que conhecem apenas e muito vagamente, às proximidades de onde mora.
Mesmo assim vão a luta – o candidato e os “cabos” -, de peito aberto, para enfrentara a realidade de uma campanha. “Descobrem” situações que jamais imaginariam que havia aqui na capital ou em qualquer outra cidade do Estado ou lugar do interior. Problemas sérios que passam a constar da lista pessoal do candidato que, conforme a sua vocação, se interessa e considera as condições em que “descobriu”.
Percebe também que a campanha de rua é feita com gente e ouvindo gente. Não é feita com sonhos ou vendendo sonhos.
Às vezes não se conforma com os insultos que recebe, não entende o sacrifício daqueles que moram em condições impróprias, comem quando tem e o que tem, e estão acostumados ver o choro dos filhos pela falta do mínimo necessário.
Entende que os problemas não estavam apenas no foco que atraia a sua visão. Tem problemas de todo tamanho, de diferente gravidade e urgência. Mas é o comum: ter problema.
A campanha ensina o candidato a enfrentar situações improváveis e que exigem, antes de qualquer coisa, preparo emocional para saber entender o sacrifício que vê naquele momento, mas que é o dia-a-dia da população.
Algumas vezes o candidato sofre com o eleitor, com a população, com o chefe de família. E se for atento haverá de assumir as responsabilidades que, até aquele momento, desconhecia.
Esse lado da campanha é um ensinamento e uma demonstração da importância de conhecer o que acontece na comunidade, no bairro, na cidade.
Mas nada disso pode esmorecer. A população precisa de representantes e governantes ativos, comprometidos e justos.

Quem sabe você não é um desses?!

sábado, 23 de agosto de 2014

Horário reservado

Rodolfo Juarez
Apesar de se tratar de uma oportunidade única para alguns candidatos, principalmente os que concorrem aos cargos definidos em eleição proporcional, algumas coligações e partidos, não aproveitam todo o tempo, tanto do rádio como da televisão, para a propaganda gratuita.
No mínimo, fica estabelecido um paradoxo entre a importância alegada (o que é verdadeiro) e o aproveitamento da oportunidade.
A realidade, entretanto, mostra a cada dia, no rádio e na TV, que durante a apresentação dos programas políticos, em alguns preciosos minutos e segundos, fica a faixa indicando que não foram enviados os programas, com uma música ao fundo.
Então, dá a impressão que o tão importante não é tão importante assim, prevalecendo o dito pelo não dito e as explicações para o eleitor - convocado todos os dias, pelos partidos, coligações, Justiça Eleitoral e os candidatos -, nunca aparecem.
Os programas, alguns até interessantes, outros nem tanto, seguem ocupando um espaço nobre, com justificativas que não estão servindo à sua finalidade e, por outro lado, entretanto, acabam por ser um momento de folga para um descanso da TV, do rádio e dos ouvidos do eleitor e do não eleitor.
Uma pena!
Uma desconsideração que, em alguns momentos serve para decidir o voto dos indecisos, acabar com a quantidade do voto em branco que é apurada e dos votos anulados, às vezes suficientes para eleger um parlamentar.
É por isso que se avalia a importância dessas atitudes tomadas pelo eleitor, que podendo contribuir com o resultado (ele é obrigado a votar no dia da eleição), se irrita e anula ou ignora a importância do pleito, votando em branco, indo o seu voto parar na coluna dos votos inválidos.
O voto nulo e o voto em branco são votos de revolta do eleitor, mas que, seguramente prejudica a boa escolha, pois o eleitor comparece, ficando na fila, apresentando-se perante o mesário e ocupando o mesmo tempo, ou mais, que aqueles que vão e decidem-se por um nome.
O voto banco e o voto nuto podem ser resultado do pouco caso das coligações, dos partidos e candidatos, que com essa omissão, mesmo sem querer, ofendem o eleitor que se irrita com as letrinhas brancas sobre o fundo azul preferido pelos operadores de másters de televisão geradora selecionada pelos representantes da Justiça Eleitoral.
A definição de qual será a emissora geradora do sinal, áudio e imagem da televisão e do sinal e áudio do rádio se transforma em um “presente de grego”, isto porque os operadores não conseguem agradar a todos os encarregados da distribuição dos programas e das inserções. Como há necessidade de um mínimo de tempo para verificação da gravação com relação à qualidade e o tempo, nem sempre a relação entre as secretarias das emissoras geradoras (rádio e televisão) e os entregadores dos programas e inserções permanece boa e o mais comum e se tornar uma zona de atrito que só irrita funcionários das emissoras e os entregadores.
Como geradora é geradora e em Macapá são apenas três emissores de televisão com essa qualificação, ninguém quer ficar com a incumbência, devido a zona de atrito que é criada e, até, as questões que vão parar na Justiça devido aos inevitáveis erros de execução.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A meta

Rodolfo Juarez
O final da semana que passou a violência mostrou quanto está intensa a sua presença no Amapá. De nada adianta as autoridades escamotearem as informações ou abastecerem os bancos de dados com informações que não retratam a realidade social que a sociedade amapaense está experimentando.
Morreram mais de uma dezena de pessoas por morte violenta!
O que isso representa? Porque isso está acontecendo?
São questionamentos que precisam não apenas de respostas, mas de detalhado estudo, pois, o contribuinte, através dos tributos, paga muita gente para garantir a segurança pública que não pode ser um item de uma campanha política ou uma referência da eficiência do servidor público da área da segurança.
Os responsáveis pelo setor precisam fazer uma análise do que está acontecendo, encontrar uma forma de combater a criminalidade que seja duradoura, confiável e que evite as desavenças entre os profissionais, servidores do Estado, que precisam estar, todos do mesmo lado.
Discutir que os percentuais de subida ou queda das estatísticas não pode servir a argumentação das autoridades que administram a segurança pública, não pode ser indicador de satisfação ou eficiência no serviço se, pelo menos uma morte violenta foi anotada.
A meta deve ser morte violenta zero!
De nada adianta a satisfação estatística dos gestores, o que interessa é a felicidades das famílias. Pode-se assegurar que muitas famílias choram pela dor da perda, pelo inesperado incidente e por não ver-se amparada e garantida pelo Poder Público, que dá a impressão que não está interessado em evitar o sofrimento, mas simplesmente, em defender-se perante o “chefe”.
O pico de mortes violentas havidas no final da semana passada demonstra que ninguém tem o controle de nada na segurança pública. Até mesmo o respeito à sociedade está se perdendo quando se refere ao sistema que o setor público dispõe.
Unir todo o mundo da defesa social no Amapá, encontrar o entendimento entre os setores administrativos e operacionais, definir uma estratégia eficiente para os operacionais executarem, deve ser, por enquanto, a meta das polícias fardadas ou não, doutra forma, até mesmo os exageros como os da semana passada, entrarão no cotidiano da população e desacreditarão, ainda mais, a ação dos órgãos responsáveis pela defesa e tranquilidade do cidadão.
Focar nos resultados da semana que passou e estabelecer metas, em números absolutos a partir daqueles apurados de quinta a domingo, pode ser uma estratégia que se torne eficiente.
Não fanfarrear resultados falsos, sendo duro no anúncio dos resultados reais, também pode contribuir para, quem sabe um dia, voltar a contar com o apoio da população que anda escasso e em queda.
Se não, declarar a independência das forças de segurança, com os seus gestores tendo mandato outorgado pela população, será o caminho único.

domingo, 17 de agosto de 2014

Horário eleitoral gratuito

Rodolfo Juarez
Este é o último domingo, antes da eleição do dia 5 de outubro, que vai passar sem os comentários sobre o desempenho dos candidatos nos programas gratuitos de rádio e televisão. Isso porque, a partir do meio da semana começam as propagandas dos candidatos para convencer o eleitor a votar neles.
Este ano, mais até que os outros, o eleitor está na expectativa dos programas que serão levados ao ouvinte de rádio e ao telespectador de televisão e se justifica essa apreensão pela forma como os partidos políticos e os seus dirigentes utilizaram os espaços que lhes foram concedidos na televisão para apresentação de programas de 10 ou 5 minutos e as inserções.
A comparação será feita inevitavelmente. Afinal de contas há um desalento com relação ao tipo de comunicação que os partidos e os políticos utilizam para pensar a realidade, sempre muito mais favorável do que aquela vivida no dia a dia pela população.
Em alguns momentos, principalmente na propaganda oficial, o exagero chega a ultrapassar os limites da coerência e apresentar a cidade ou o estado com condições que não são experimentadas pela população que vive na cidade ou no campo real.
As equipes de divulgação passaram a utilizar critérios que ultrapassam o bom senso e se não vão além da boa fé, mas fica muito próximo da má fé, em uma atitude que desagrada e descredibilisa as próprias divulgações que, certamente, são tomadas com o objetivo de agradar o contribuinte e valorizar o trabalho daqueles que lidam com os recursos públicos.
Por essas e outras que há uma expectativa fora do normal com relação aos programas gratuitos e de divulgação eleitoral, no rádio e na televisão.
Começa dia 19, terça-feira, e os candidatos que seguirem a mesma linha das divulgações oficiais perderão a credibilidade e terão muito mais dificuldades para firmar as suas propostas, por melhores que possam parecer.
É um momento em que o zelo das coordenações de campanha deve ser redobrado para que os horários sejam ocupados sem promessas ou ataques ou que sejam apenas repetições do que já se tornou conhecido, mesmo que sejam com outras imagens, mas se tiverem o mesmo sentido, o risco de não dar certo é muito grande.
E são muitos os candidatos que estão apostando tudo nos programas gratuitos que farão veicular no rádio e na televisão.
Os que pensam assim têm toda a razão, afinal é a última cartada legal antes da votação. É o momento para mostrar-se, de corpo presente ao eleitor, dando oportunidade para que haja a definição dos indefinidos e, até, mudança para aqueles que repensarem o seu apoio.
Os programas irão até a antevéspera da eleição, tempo suficiente para que todos os candidatos se apresentem.
Para alguns haverá mais dificuldades de que para outros. As coligações ou os partidos (no caso de estarem “solteiros” na disputa) são os responsáveis pela definição de quem e quando cada candidato vai aparecer principalmente nas eleições proporcionais. Nas eleições majoritárias (para governador, para presidente e para senador) cada candidato já tem o seu tempo definido pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral.
Se os candidatos e os partidos souberem tirar proveito dos programas, como mensagens adequadas, poderão ter sucesso. Doutra forma, poderão irritar o eleitor e jogar todo o trabalho no lixo.

Ah! Os domingos serão o único dia da semana sem os programas eleitorais gratuitos no rádio e na TV.