segunda-feira, 9 de setembro de 2019

A tábua de salvação tem dono


Rodolfo Juarez
A volta das comemorações da Semana da Pátria para a Avenida FAB traz lembranças, não tão distantes, mas que sintetizam um tempo em que o Amapá tinha objetivos bem definidos e escolhas bem claras dos estudantes.
Hoje sem rumo ou se deixando guindar para lutas das quais é apenas um elo da corrente, os estudantes não estão impossibilitados de passar as mensagens e de dizer o que querem de melhor para o Amapá.
Nos tempos de território federal a luta principal era pela emancipação política gradual e que pudesse não destruir as conquistas, mas que aquelas conquistas se alongassem pelo tempo, dando oportunidade para melhorar a qualidade de vida da população e iniciar lideranças que, mas tarde, assumiram as responsabilidades pela administração do Governo do Estado, das prefeituras municipais e apontaram pessoas preparadas para o exercício do parlamento.
Ainda hoje alguns daqueles participantes, que evidenciavam os seus objetivos, são células vidas da política.
Os alunos, principalmente do então ensino médio e curso científico, conquistaram o direito de expressar-se conforme as suas convicções sem precisar ser monitorado ou ajudado por quem quer que seja. Muito pelo contrário, convenciam as autoridades que poderiam frear os discursos que tinham, naquela oportunidade, o direito de expressar os seus pensamentos.
Daí era comum requere a transformação do Amapá em Estado, apontando as vantagens que isso poderia trazer para todos os pouco mais de 150 mil habitantes que tinha Macapá, que via crescer a população com índices muito maiores que os atuais, que são considerados elevados em comparação com o resto do Brasil.
A contrapartida era o respeito ao pensamento, pois não agrediam ou representavam uma facção, uma ideologia ou um partido político.
Hoje as dificuldades levaram os estudantes a se juntar com aqueles que estão satisfeitos com o status que o estado lhe oferece, tendo que enfrentar um desemprego jamais visto e uma falta de perspectiva onde o setor público é a tábua de salvação.
Como a tábua de salvação tem dono, a salvação só será possível se o dono quiser, ainda mais porque, ninguém está disposto a tomar conta, sem o consentimento do “dono”, da tal tábua de salvação.
Mesmo assim o desfile da Semana da Pátria juntou representantes e alunos do sistema municipal, estadual e federal de ensino na “parada”, formaram com os militares que, em maior número, mostraram a sua destreza e o seu preparo que deixaram os estudantes com a imaginação solta, mas sem objetividade.
A nostalgia ficou por conta da falta dos uniformes de gala dos alunos, exatamente aqueles que inseriam responsabilidades aos pais de alunos que também usavam a vestimenta que melhor tinham no guarda-roupa.
Uma pena é que o desfile na Avenida FAB é uma situação extraordinária e que só é realizado ali porque o Sambódromo não dispõe de laudo que indique que o local seria seguro para o desfile.
O Sambódromo, assim, entra na grande lista de prédios públicos do estado que estão abandonados por falta de manutenção.
O problema do uso da FAB, como alternativa para o desfile oficial, é que afeta outros setores que precisam ser cuidados, como o acesso dos moradores da região e a necessidade de desvio no trânsito, criando uma série de problemas para os moradores daquela região e para os pacientes e acompanhantes dos hospitais que estão na Avenida FAB.
As mensagens dos alunos fizeram grande falta, no retorno do desfile para a Avenida FAB, principalmente dos alunos do 2.º grau, que estão precisando esclarecer e dizer o que querem para cada uma de suas escolas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Macapá: a cidade que antecipou a população.


Rodolfo Juarez
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, no dia 1.º de julho de 2019, Macapá superou a marca dos 500 mil habitantes, alcançando o total de 503.327 habitantes, a 22.º capital do Brasil em população, apresentando uma Taxa Geométrica de Crescimento anual (TGC anual) de 1,96%.
Esses números, segundo projeções feitas em 2010, estavam sendo esperados para depois de 2020 e, por isso sendo considerado um violento impacto nas condições estruturais da cidade e na qualidade dos serviços e do atendimento públicos oferecidos à população.
 As condições estruturais são sentidas principalmente na oferta dos serviços de saneamento básico, com déficit monumental na oferta da coleta e tratamento do esgoto sanitário, na oferta de água tratada, na coleta do lixo domiciliar, no sistema de transporte público, no serviço de drenagem de águas pluviais, na qualidade do sistema viário e, entre outros, nas dificuldades para a implantação da necessária mobilidade urbana, com a grande parte das moradias não tendo calçadas, meio fio e linha d’água.
Com relação aos serviços públicos oferecidos é significativo o déficit em relação ao sistema público de saúde, onde não existe complementariedade necessária dos serviços que começam no atendimento básico e alcança a média e alta complexidade.
A oferta de laboratórios de exames clínicos praticamente inexiste, delegando toda a atividade à iniciativa privada que deixa os mais necessitados sem atendimento o que é feito apenas nas campanhas ou por uma ou outra ação da prefeitura do município.
Está evidente que a cidade de Macapá precisa que seja elaborado e implantado um plano de desenvolvimento urbano. No momento está se vendo a verticalização da cidade sem a reserva de espaço de garagem para estacionamento e, na periferia, a cidade sendo cercada por condomínios que são implantados sem os estudos para o atendimento com transporte, serviços públicos e áreas próprias para o desenvolvimento empresarial onde os moradores possam trabalhar.
O sistema viário precisa ser avaliado, o exemplo está no que ocorre na Rodovia Duca Serra e esse problema pode ser comparado com vários outros, principalmente nos acessos com os bairros da zona norte e no gargalo do entroncamento para a Universidade Federal do Amapá.
Macapá também precisa definir áreas de expansão urbana. Nada indica que a cidade vá experimentar uma nova lógica com relação a imigração de pessoas adultas e suas famílias, isso quer dizer que a cidade vai precisar de mais sala de aula, mais postos de atendimento de saúde, mais áreas para morar e de grandes modificações no transporte urbano.
No momento Macapá, principalmente por falta de oferta de serviços públicos como saneamento básico, rendimento domiciliar, domicílios com internet, domicílios de alvenaria, densidade domiciliar, entre outros indicadores, ocupa uma das últimas posições quando o assunto destaca as melhores capitais para se viver no Brasil.
As eleições do dia 4 de outubro de 2020 não vão resolver nada disso. As atuais condições que o orçamento público oferece são muito limitadas e, a simples troca de prefeito não resolve. Um plano de desenvolvimento, muito trabalho e disposição, sim! Então mãos a obra.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Amazônia: Governadores não foram governadores.


Rodolfo Juarez
Ainda bem que a realidade está se impondo e obrigando os alarmistas internos e externos a refazer os seus conceitos, pois parece que, os limites do conhecimento, dos costumes e do clima que têm sobre a Amazônia tenham se esgotados e deixado de produzir as fake news com o objetivo de atingir adversários, mas que, em verdade atingiram os mais de 18 milhões de pessoas que moram na Região Norte e mais parte dos estados do Tocantins e Maranhão, que têm em seus territórios biomas amazônicos.
Os governadores, que deveriam ser os grandes interlocutores dos interesses da população amazônica, não souberam aproveitar a oportunidade criada pela arrogância de alguns dirigentes de nações europeias, principalmente, quando voltaram a insistir em uma Amazônia desnacionalizada, desrespeitando o povo brasileiro e seus dirigentes, e procurando resolver os graves problemas que enfrentam no país que governam, como, no caso, o presidente da França, que se revelou um oportunista, que não cuida, sequer, da parte da floresta amazônica que cobre o território de uma de suas colônias, a Guiana Francesa que, além disso, não coíbe a garimpagem e o trabalho escravo nos garimpos que já predaram 37% de toda a floresta nativa naquela colônia.
Reunidos em Brasília com o presidente da República, os governadores se limitaram a dizer o dizem em todos os encontros com os dirigentes nacionais, que estão em dificuldades em seus respectivos estados e não têm condições para “colaborar” no enfrentamento às necessidades pontuais da região, como incêndio florestal e a fiscalização estatal obrigatória e, ainda, que precisam de dinheiro para atender àquelas necessidades que consideram emergenciais.
Os discursos dos governadores, e dos demais dirigentes regionais, se tornaram repetitivos, pois têm como viés de comando o ganho político e como objetivo se manter no Poder, mesmo que tenha que apoiar as indecentes e escandalosas propostas externas, vindas de dirigentes de países estrangeiros ou, no descaramento de dizer que os serviços de fiscalização ou manutenção da floresta em pé, seriam mais bem executados pelas ONGs. do que pelos fiscais oficiais e instituições nacionais, inclusive os próprios governos estaduais.
A verdade é que os atuais governadores dos estados situados na Amazônia Legal, sem exceção, dão a impressão que não perceberam que são os responsáveis pela região onde estão os melhores indicadores que podem favorecer a melhoria da qualidade de vida de mais de 27% da população brasileira e fazer do Brasil o país com o maior PIB do mundo, incorporando aos 3% que tem agora, apenas com o nióbio da região, mais 24% e superando todas as nações do mundo.
Se os dirigentes dos estados amazônicos não tomarem essa imediata providência vai caber ao povo tomá-la antes que os governos estrangeiros, como o da Noruega, insira - com o consentimento oficial dos governadores -, pesquisadores e exploradores na região para, primeiro deixar que suas empresas mineradoras, já instaladas na região, façam o que quiserem como fez a norueguesa Hydro, instalada no Estado do Pará, enviando para a Amazônia, disfarçados de ongueiros, pesquisadores, como aqueles que tropeçamos, aqui no Amapá, quando vamos ao interior do município de Serra do Navio, por exemplo.
Não há porque se iludir com parte imprensa nacional que resolveu tomar o lado de países estrangeiros, onde mantêm estruturas para noticiar os acontecimentos de lá, mas não têm qualquer estrutura na região, disposta a defender o Brasil.
Não é possível que a considerada, pelos estrangeiros, como principal região do planeta, não seja considerada a principal região do Brasil, ou então estamos assinando a velha máxima: “casa de pedreiro espeto de pau”.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Amazônia: ninguém deu bola para a população da região.


Rodolfo Juarez
Volto a escrever sobre a Amazônia que tenho conhecimento desde o meu nascimento e por todos os 73 anos que vivo nesta região, com breves períodos de interrupção quando tive que buscar conhecimento noutros centos do país, quando entendia que precisava aprimorar o que sabia e acumular mais informações para poder interpretar melhor o Amapá, a Amazônia e o Brasil.
Nasci como nascem todos os ribeirinhos da Amazônia, em um local isolado e, dede muito sedo, fui instruído para preservar tudo, especialmente o meio ambiente de onde meus pais tiravam o sustento para toda a família.
Esta semana fiquei especialmente atento para o monte de bobagens que autoridades públicas, do mundo todo e do Brasil, falaram e vi reverberar em setores da imprensa, principalmente a de veiculação nacional, as mesmas bobagens  demonstrando completo desconhecimento do que falam e do que escrevem, ou agindo de modo covarde na busca de tirar proveito de uma situação eventual.
Verdadeiros absurdos sobre a Amazônia foram ditos neste dia. Coisas que não tem nada a ver com a região e muito menos com os interesses daqueles que moram nela que tem a maior área e é a mais distante no atendimento das necessidades da população. Isso deveria, verdadeiramente, interessar para os resultados de tanta vontade de saber o que é a Amazônia e o que precisa ser feito para entendê-la e, quem sabe, protegê-la.
Pessoas irresponsáveis, que não procuram saber das necessidades da população da região, ocupam o tempo que têm falando asneiras, fazendo besteiras, coisas que não dá para aproveitar por ninguém daqui ou de outra qualquer parte do Brasil ou do Mundo.
Tive a oportunidade de ver nove governadores em uma reunião, em Brasília, sem saber o que pedir e sem saber o que fazer, mesmo ninguém reclamando deles, por entender que jamais, em qualquer tempo, se anteciparam aos problemas ambientais da região e ficam na espreita, na espera de uma ocorrência para declarar “calamidade pública”, não para atacar o problema iminente, mas para comprar sem licitação, superfaturado e ensaiar novos modos de afrontar a população com artimanhas que lhes poça favorecer a vida política ou financeira.
Dizem logo, os governadores, que não têm dinheiro para comprar um abafador ou um carro pipa, muito embora, cada um deles tenha uma camionete último tipo para ir de usa casa para o local onde deveria trabalhar, ou mandar o ajudante de ordem ao mercado ou ao açougue.
As propostas que apresentam sempre são repetitivas e se centram na falta de recursos e, por conseguinte, no pedido de ajuda financeira para fazer a sua própria obrigação.
Se o meio ambiente fosse importante para esses governantes, eles já teriam elaborado um plano conjunto para manter a Amazônia conforme o desejo da população.
Mas isso não acontece, preferem ouvir a voz de ongueiros que, na maioria das vezes, são bem pagos e/ou alimentados pelo espírito aventureiro, sem conhecer nada da região, do seu povo e da importância para o Brasil e o mundo.
Ao invés de pedir instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) os parlamentares da Amazônia deveriam alterar as suas propostas estratégicas e destinar as suas emendas parlamentares, individuais ou de bancadas, para construir uma estrutura de proteção ambiental, com todos os instrumentos necessários para combate às agressões que são feitas pelos que, deliberadamente, pretendam influir no equilíbrio ambiental da Amazônia, ou quando de uma necessidade por decorrência do clima.
A Amazônia sempre esteve nas costas e custas do ribeirinho e do índio, eles estão precisando de ajuda calculada e não de ações oportunistas, principalmente de políticos regionais e/ou estrangeiros.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Amazônia: um modo diferente de governar.


Rodolfo Juarez
Faz tempo que governos europeus e até a extinta União Soviética têm vontade de quebrar a soberania do Brasil sobre a Amazônia Brasileira, como se pudessem responder para os seus respectivos povos com as garantias de oxigênio que não podem fazer pela irresponsabilidade demonstrada em décadas que já passaram.
O presidente socialista francês, François Mitterrand, disse que “o Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos veio com a seguinte afirmativa: “ao contrário do que os brasileiros pensam a Amazônia não é deles, é de todos nós”. O mandatário soviético, Mikhail Gorbachev, que ocupou a secretaria-geral, do Partido Comunista da União Soviética, de 1985 a 1991, disse que “o Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes” e o ex-primeiro ministro inglês John Major quando no Poder afirmou que: “as campanhas ecológicas internacionais, que visam a limitação da soberania nacional sobre a região Amazônica, estão deixando a fase propagandista para dar início a uma fase operativa que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região”.
O atual presidente francês, Emmanuel Macron disse que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, mentiu sobre compromissos climáticos e afirmou que será contrário acordo União Europeia e o MERCOSUL. Um porta-voz do governo alemão apressou, entretanto, para dizer que “a decisão de Macron não é resposta apropriada”.
Esse histórico recente e oficial inibiu sucessivos governos brasileiros a “afrouxar as rédeas” frente às ameaças dos europeus, principalmente por estarem pressionados em suas bases e precisando dar respostas aos regimes parecidos com os que eram cultivados no Brasil.
As eleições de 2018 no Brasil mudaram a leitura e fortaleceram a brasilidade, fortificando a realidade, tanto do Brasil como dos países da Europa, principalmente para aqueles comprometidos com uma política assistencialista, como a França, e que, também por isso, vê suas economias cada vez mais dependentes da economia do bloco que, agora começa a se desfazer com a iminente saída do Reino Unido da Comunidade.
O Brasil, com 7,6% do seu território sendo utilizado para agricultura, é um dos principais produtores de alimento do mundo, com tecnologia avançada e própria, implicando em uma produtividade acima daquela conhecida em outros países e, assim se tornando um concorrente real para qualquer economia do mundo.
Aumentar a área da agropecuária brasileira não interessa aos países que vivem dependendo da compra de alimentos de países como o Brasil. Sabem, perfeitamente, que se tornariam, como se tornarão inexoravelmente, dependentes de um país que foi colônia de europeus e abastecedor das riquezas daqueles países estrangeiros.
As ONGs se transformam e instrumentos oficiais, com receitas de preservação, mas com conceitos de colonização através de influências diversas na população nativa e pesquisas com utilização de tecnologia avançada, principalmente do subsolo em busca de raízes e metais raros.
Governos federais desinteressados da gestão dos interesses nacionais e preocupados e manutenção do Poder, produziram governos locais (estaduais) ainda mais fracos e dependentes de comandos como da União e extremamente descuidados com aquilo que acontece dentro dos limites dos estados da Amazônia ou dos municípios da região.
Tanto que os representantes do povo, os deputados federais eleitos na região, não têm qualquer plano para o desenvolvimento a não ser a busca de incentivos e de doações estrangeiras, exatamente daqueles países que precisam manipular governos fracos, corruptos e que levaram o Brasil ao ponto de ter as suas maiores representações públicas ou comerciais presas por crimes, os mais diversos.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Amazônia: o aceno de Judas


Rodolfo Juarez
Eu nunca vi um comportamento entreguista tão covarde como este que estou tendo a oportunidade de ver, nestes tempos em que aqueles deveriam ser a parte defensora da brasilidade da Amazônia, pela importância que a região tem para o mundo e por precisar ser, devido a isso, um trunfo, uma carta na manda, para ser utilizada no sentido de melhorar a qualidade de vida dos que moram na região.
Dão a impressão que estão - os atuais governadores dos estados da Amazônia -, interessados em transferir a gestão dos interesses atuais e futuros, para alienígenas que já demonstraram estar interessados na retirada rápida das riquezas da fauna, da flora e do subsolo da Amazônia.
Exatamente os estados, um dos entes que tem como função precípua, o zelo pelo patrimônio que está dentro dos seus limites.
Água, árvores, florestas, campos, terras, animais e tudo o que torna a biodiversidade da nossa região um cenário que desperta a ambição daqueles que não têm nada disso dentro dos seus limites. Nada mesmo. Nem o que colher para dar comida para a sua população.
É claro que nenhum brasileiro quer que a Amazônia seja destruída. Ela mesma, a própria floresta, se rebelaria contra um comportamento destrutivo. Agora declarar que prefere estrangeiros, seja lá de onde for, disfarçados e por trás de Organizações Não Governamentais (ONGs), tenham mais compromisso ou responsabilidade no trato dos interesses da região, do que alguém da própria região é um absurdo, e uma declaração antipatriótica e antiamazônica.
Os exemplos ainda estão aqui no Amapá.
Quando o governante do Amapá propôs um programa de governo ajustado com o meio ambiente, o entregou à pessoas de ONGs e, até agora, ainda não foi possível haver a libertação daquela turma que queria fazer patê de chicória, de camapu, mas também que queria ser os principais organizadores e participantes dos conselhos de meio ambiente, como o Conselho Estadual do Meio Ambiente e os Conselhos Municipais de Meio ambiente.
Quais destes funcionam?
Todos foram emperrados pelos ambientalistas e colocaram vendas nos dirigentes que se perderam nas administrações.
Agora a situação é diferente. O governador do Amapá, por exemplo, está agindo politicamente para atender uma demanda do comando nacional do PDT, seu partido, e que é contra tudo o que o partido do presidente da República, o PSL, e ou seus ministros, falam ou fazem.
Anuncia que está disposto a receber o dinheiro do Fundo Amazônia, vindo da Noruega e da Inglaterra, exatamente porque o ministro do Meio Ambiente e o próprio presidente da República estão dispostos a dar um basta no disfarce ou “cala-boca” que as duas nações europeias querem apresentar, para continuar fazendo o que querem na região, ensinando suas línguas para os índios e ribeirinhos, ocupando-os em atividades que não permitem flagra-los na extração das espécies raras da floresta.
Os ribeirinhos tomaram conta dos rios e das florestas por 490 anos e, agora, já querem afastá-los das suas tradicionais atividades, mandando-os para as cidades, viver em comunidades ou baixadas, regiões completamente insalubres, para desmoralizar os governantes, estes mesmos, que estão, por causa de ideologia política, acenando o aceno de Judas.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

"Papai Noel" ou "mula sem cabeça"?


Rodolfo Juarez
De repente a Amazônia passou a ser um dos temas preferidos, nas discussões preferidas, dos engravatados de gabinetes, baseados em informações de “especialistas” que nunca vieram à esta Região, e transmitidas por importantes meios de comunicação formal, parecendo muito mais interessados em zoada do que em solução para qualquer problema. Impressões que ficam, principalmente para aqueles que nasceram e vivem na Amazônia.
É patética a defesa feita para imersão de dinheiro estrangeiro na Região através de organizações não governamental, exatamente quando o governo brasileiro está querendo assumir a responsabilidade pelo que acontece na região.
Imaginar que uma ONG vai ser mais eficiente na fiscalização, no cuidar da preservação, no equacionar da sustentabilidade da Amazônia é, no mínimo, acreditar em “papai Noel” ou na “mula sem cabeça”. Ninguém, muito menos países precisando se firmar economicamente, vai despender dinheiro para ser aplicado no Brasil, sem ter interesses inconfessáveis para justificar, internamente, a sua “bondade”.
O exemplo mais claro é o da Noruega cujo governo é o principal acionista da multinacional Hydro Alunorte, produtora de alumínio, instalada no coração da Amazônia, em Barcarena, no Estado do Pará, que usou uma tubulação clandestina de lançamento de efluentes, não tratados, em um conjunto de nascentes do rio Muripi, conforme atestou laudo do Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, provocando um aumento de 25 vezes o nível de alumínio quando comparado com os índices máximo do sistema de controle do meio ambiente local.
O Hydro Alunorte teve que providenciar, em caráter de urgência, o fornecimento de água potável para as comunidades de Vila Nova e Bom Futuro, ocupando a Defesa Civil do Estado que entrou para organizar a emergência humanitária. Aquela população usava as águas que foram contaminadas para recreação, consumo e captura de peixes.
Para se ter uma ideia, a gravidade do potencial agressivo e do modo de contenção dos rejeitos da Hydro Alunorte está confirmado o poder de destruição equivalente a Mariana e, por causa disto, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Pará enviaram àquela empresa documento que solicita que uma das bacias da empresa seja imediatamente embargada.
Então: são bonzinhos ou noruegueses quando querem influir, disfarçados de bons preservadores, enviando dinheiro para o Brasil?
Primeiro que o dinheiro que mandavam “em gotas” é apurado “em cachoeiras” na própria Amazônia, e de forma irresponsável, querendo ludibriar a fiscalização, canalizando rejeitos para nascentes de rios.
Rejeitar esses disfarces é uma das primeiras medidas. Ainda faltarão as compensações pelos problemas que causa à natureza e ao povo da Amazônia. Dizer que tem planos de mandar 3 bilhões para a preservação da Amazônia é querer sugar o que resta, ainda com mais irresponsabilidade.
Enquanto isso; estados da região estão vendo piorar a qualidade de vida de seu povo, com enfraquecimento de suas economias, como está acontecendo com os estados do Amapá e de Rondônia, que foram rebaixados em suas “notas” saindo da classificação B para a classificação C e, assim, ficar impedido de obter garantias da União.
Chegou a hora da bancada da Amazônia entrar em ação e mostrar para o resto do Brasil que tem competência e condições para dizer o que é bom para a Amazônia, para o Brasil e para o Mundo.