terça-feira, 18 de agosto de 2020

Não saberei o que dizer para o meu bisneto ou minha bisneta!

Rodolfo Juarez

As famílias, em regra, ficam agitadas quando podem identificar, na lista de ascendentes e descendentes vivos, o nome de bisavô, de bisavó, ou de ambos, e o nome de bisneto, de bisneta, ou de ambos. E cada vez esses momentos são mais raros.

O modelo de família com muitos filhos e filhas está se tornando escasso pelo novo momento no qual vive a sociedade atual, com novos conceitos e com muitos problemas para resolver, inclusive da conciliação do trabalho da mãe e do pai para conseguir criar, nesse novo tempo, os filhos.

Quando eu nasci, as famílias, principalmente na nossa região, eram numerosas, com muitos filhos e netos, e ainda os bisnetos. Os pais casavam muito sedo, tinham filhos com baixa idade e podiam ver os netos e bisnetos com mais frequência. Agora não, há um controle incentivado da natalidade, especialmente antes da concepção.

Por outro lado o idoso encontra grades problemas para viver nessa nova sociedade, depois de ter experimentado uma juventude e até mesmo a maturidade, sem controles incentivados, sem camisinhas, anticoncepcionais e contando com uma nova consciência de que não tem sentido ter muitos filhos dados a necessidade de educá-los, cuidar da saúde e alimentá-los em um ambiente de grandes dificuldades para manter os filhos no rumo desejado pela família.

Muitos idosos têm pagado com a própria vida, com morte precoce, devido o comportamento da “nova família” que considera seus problemas, aqueles dos seus descentes de 1.º grau, isso quando considera, e os antecedentes que enfrentem os seus problemas de saúde, de falta de trabalho e alimentação, sozinhos.

O bisneto é o filho de um neto ou uma neta. O bisavô ou a bisavó são pais do avô ou da avó do bisneto. Os pais do bisneto ou bisneta são netos do bisavô ou bisavó.

Na família nova a relação parentesca tem um desenvolvimento circular na afetividade e linear no cuidar da saúde e da educação e, ainda, vertical no cuidar da alimentação.

Hoje se identifica os idosos muito bem relacionados com os netos e bisnetos, quando o assunto é afetividade; os pais mais relacionados com os filhos quando o assunto é educação e saúde; e já não é raro ver os avós responsáveis pela alimentação e outras necessidades dos netos.

Apesar de, no âmbito geral, haver significativa diferença de idade, atualmente é possível ver netos e avós juntos em atividades que exigem boa forma física e resistência, bem como artes marciais ou andar de bicicleta. Já não é incomum ver netos adolescentes e seus respectivos avós estudando juntos em universidades abertas ou cursos não acadêmicos, dividindo o interesse pelo mesmo tema.

Nessa nova composição familiar, apesar de distanciamento no grau de parentesco, já é grande o número de netos sob a guarda ou tutela dos seus avós.

A pergunta mais repetida que os membros da atual sociedade se fazem é: “que mundo vamos deixar para nossos netos e bisnetos”.

As pessoas estão construindo uma sociedade sem perspectivas. As metas estão completamente esquecidas e, a cada dia, os problemas se acumulam e homens e mulheres acreditam na sua verdade que é mentira para o outro, e vice-versa.

Construí esse raciocínio para dizer que não tenho nenhuma informação para dar para o meu bisneto que vai chegar ao começar do ano que vem. Confesso que não sei como será o modelo de educação, ou se haverá uma educação modelada; não sei nada da saúde daquele tempo que virá e do que estaremos nos alimentado.

Sei que meu bisneto vai precisar de muito amor. E não sei se saberei a forma! 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Advogado: um soldado na trincheira da Justiça

Rodolfo Juarez

Hoje é Dia do Advogado. Um dos motivos de celebração que dispõe a sociedade brasileira, pelo que representa o advogado na administração da justiça e no equilíbrio entre os que podem mais, os que podem menos e os que nada podem.

Os constituintes que elaboraram a Constituição de 1988 foram diretos quando deixaram registrado na Carta Magna, no art. 133, que “O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”.

A Lei é a de n.º 8.906, de 4 de julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), define no art. 1.º as atividades privativas do advogado; e, logo no art. 2.º confirma o postulado constitucional quando afirma que “o advogado é indispensável à administração da justiça”.

Essa regra é geral e, como tal, de aplicação também geral.

A Ordem dos Advogados do Brasil – OAB é legalmente classificada (art. 44) como um serviço público, dotado de personalidade jurídica de forma federativa e tem por finalidade: I - defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas; e II - promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.

A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Amapá, foi fundada em sessão realizada no dia 9 de dezembro de 1953, caminhando para 67 anos, mas apenas em 27 de abril de 1963, dez anos depois, é que a OAB/AP foi definitivamente desmembrada da Seccional da OAB do Pará, por ter atingido o número mínimo de advogados militantes inscritos na OAB/AP.

A primeira eleição para escolha do presidente e dos conselheiros seccionais aconteceu em 1.º de fevereiro de 1987, depois do presidente da administração provisória, Pedro Petcov, tomar toda as providências necessária para que pudesse assumir presidente e demais membros dos poderes eleito na forma prevista no Estatuto da OAB.

O advogado José Newton Campbell Moutinho foi o primeiro advogado presidente da OAB, Seção do Amapá, que presidiu a diretoria da Ordem em 1977 e 1978.

Desde 1978 para cá foram mais 14 presidente diferentes a comandar a Instituição. O atual presidente Auriney Brito, é o 16.º advogado presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção do Amapá.

No dia 27 de março de 2009 foi criada a Caixa de Assistência dos Advogados do Amapá, estando com 11 anos de funcionamento e com sede própria, tem como finalidade assistencial promover a seguridade complementar em benefício dos advogados inscritos na Seccional do Amapá.

É uma entidade beneficente sem fins lucrativos, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autonomia administrativa e financeira, constitui serviço público federal, nos termos do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94).

Hoje a Caixa de Assistências dos Advogados do Amapá é presidida pelo advogado Jorge José Anaice da Silva, com mandato até 2021.

O Advogado, que já chegou a notabilizar-se na exploração do “dia do pendura”, hoje busca ser um soldados na tricheira da justiça, distribuindo-a para todos no memento onde a desigualdade se manifesta por várias frentes e, em cada uma delas está um valente soldado para impor o império da Constituição e das Leis.

sábado, 8 de agosto de 2020

Pais felizes todos os dias

Rodolfo Juarez

O Dia dos Pais é no domingo dia 9 de agosto. Há razões que justificam a escolha do segundo domingo de agosto para a realização da celebração do Dia dos Pais.

Aqui no Brasil, a data é festejada desde 1953, quando um publicitário importou a ideia e, naquele ano, a comemoração aconteceu no dia 14 de agosto, data coincidente com o aniversário de São Joaquim, considerado o patriarca da família.

Muito antes, entretanto, o filho de Nabucodonosor, Elmesu, teria moldado o primeiro “Cartão do Dia dos Pais” na antiga Babilônia, fazendo uma placa em argila em que desejava sorte, saúde e vida longa para o seu pai.

A data de 14 de agosto antes sugerida para as comemorações do Dia dos Pais foi trazida para o segundo domingo de agosto para que pudesse ser comemorada sempre nos finais de semana, quando a maioria dos pais esta de folga do trabalho e podem aproveitar o momento com a sua família.

A comunidade amapaense comemora o Dia dos Pais, imagino desde que foi criado o Território do Amapá. Estão na memória as histórias dos idos de1944 quando Janary Nunes fazia realizar naquele dia uma grande festa comemorativa onde os convites, alem dos agentes do Governo, eram estendidos à população em geral, com distribuição de brinquedos para os filhos dos funcionários do Território e daqueles que participavam da festa.

Isso perdurou por bom tempo e chegou a contar com a participação de artistas de outras partes do Brasil com o objetivo de atrair mais gente para o grande momento.

Tornei-me adulto acostumado a essas comemorações que, com o passar do tempo foram definhando ao ponto de ter sido deixada de lado sob a alegação de falta de recursos, mas o que pareceu mesmo foi negação da importância do evento e a vontade de não dar continuidade para um projeto que não tinha sido idealizado pelo grupo que assumia o governo do Amapá.

Assim a festa pública acabou, mas ficaram os resultados na intimidade das residências locais, com as festas particulares, sem conseguir enxergar aqueles que davam o tom de importância – a população pobre, pais e filhos, que esperavam o Dia dos Pais para receber o presente que dariam aos pais.

Essa mudança foi aprovada pela parte mais abastada da sociedade, sem perceber que cada filho, inclusive os mais carentes, tem um pai e que o segundo domingo de agosto é instigado e provocado a oferecer o carinho para o pai, seja com presentes, seja com abraços ou sorrisos.

Assim a sociedade passou a identificar três tipos de pai: o herói, o kit básico e o progenitor. Felizmente a maioria atual é do tipo 1. Querem ser o herói da família, exercendo vários papéis: o herói financeiro, o que quebra todos os ganhos, troca todas as lâmpadas e que mata todas as baratas.

Também tem o pai bonachão, aquele que adora fazer surpresas, mas também tem aquele pai que faz tudo para os filhos irem à luta, para ficarem sabendo que, quando casarem, constituírem família, o pai é o porto seguro.

O segundo tipo é aquele que cuida dele em primeiro lugar e, em segundo lugar, cuida dele de novo. Aos filhos proporciona o kit básico: saúde, alimentação, transporte e educação, com menos gasto possível. Alguns se fazem de herói fazendo o filho acreditar que o kit é pesado e que está no limite.

O terceiro são aqueles que não reconhecem a paternidade. Humilham e prejudicam os filhos. Não são pais, talvez progenitores.

Meu desejo é que todos nós pais, sejamos pais felizes todos os dias.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

A arte de fazer política

Rodolfo Juarez

Aos poucos as eleições municipais do dia 15 de novembro começam a tomar corpo e a ocupar espaços na imprensa que vinha dando cobertura para a covid-19 e suas consequências. Os eleitores estão, até o momento, avaliando que 2020 não parece ano de eleição “com mais notícias da pandemia, de assassinatos, feminicídios e apreensões de drogas do que de eleições”.

Depois da promulgação da Emenda Constitucional 107, que adiou o primeiro turno das eleições municipais para o dia 15 de novembro, retardando em 42 dias o pleito, houve assim uma espécie de freio nas discussões que já ganhavam corpo um pouco antes da modificação da data.

Desta vez o eleitor, os partidos políticos e os políticos, que não congressistas, esperaram pela ação do Congresso Nacional em dar um jeito no problema que todos reconheciam urgente, mas poucos partiam para resolver a questão.

A legislação, com sua inflexibilidade, não permitia alternativa. Com ou sem pandemia a eleição estava marcada. Chegaram até cogitar unificar os pleitos no Brasil com a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos por dois anos. A situação legal, entretanto, tornava-se ainda mais intransponível.

Resolvida a questão com o adiamento do pleito, mais induvidosa tornou-se a eleição para escolha de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, agora com data marcada e sem mais a possibilidade de prorrogação de mandatos.

Passados os primeiros dias, uma espécie de férias das questões políticas, agora os agentes do processo estão voltando entusiasmados, aliás, como deve se o processo eleitoral brasileiro que teve tempo reduzido para a campanha, mas ganhou tempo na pré-campanha.

A minirreforma eleitoral acabou com a coligação para as eleições proporcionais. Esse novo modelo vem complicando a cabeça dos profissionais da política, uma vez que os arranjos da campanha, tanto para vereador como para prefeito e vice-prefeito, ganham contornos que vão precisar ser explorados de forma diferente daquela conhecida e experimentada, que trouxe resultados inesperados quando na disputa estava o paparicado “puxador de votos”.

Há pré-candidato, veterano nas disputas, que ainda não achou a estratégia que usará na pré-campanha, que vai até a convenção, e na campanha que vai até a véspera da eleição do dia 15 de novembro.

O drama vem quando o pré-candidato começa a fazer as contas. Percebe que as parcelas são pequenas para alcançar a soma dos votos que entende precisar para compensar o trabalho e o dinheiro que terá que realizar e gastar, para manter a esperança em garantir a vaga que vai disputar.

Há poucos dias tive oportunidade de acompanhar uma avaliação feita pelo pré-candidato da Rede Sustentabilidade, Rubem Bemerguy, quando chegou a aconselhar que o prefeito Clécio Luis deixasse o partido pelo qual se elegeu prefeito em 2016, para evitar desgastes.

Claro que nesse momento o pré-candidato não estava pensando nos eventuais prejuízos políticos que via nas atitudes administrativas que o prefeito tomava, mas na possibilidade futura do prestígio administrativo, ser transformado em reconhecimento político que poderá somar noutra conta e não na conta da Rede Sustentabilidade.

Isso é ruim para o pré-candidato? É. Os dois, o pré-candidato e o prefeito, são do mesmo partido, mas, pelo menos no momento, estão caminhando caminhos diferentes e, se continuar assim, não soma e, pior, divide e em parcelas desiguais.

domingo, 2 de agosto de 2020

Sem perder a linha e a fé


Rodolfo Juarez
O tradicional mês das férias está encerrando nesta sexta-feira, dia 31 de julho. Este ano está se caracterizando pelo cancelamento dos grandes eventos que são “propriedades” do povo.
O Macapá Verão, que é um desses eventos, foi escolhido pela gestão do atual prefeito de Macapá para ser uma das marcas da sua administração, ficou no silencia. Sempre uma época agitada, com muita gente falando alto, correndo de um lado para o outro ou simplesmente se protegendo do sol escaldante, próprio do Equador Macapaense.
Neste verão das férias tudo foi muito diferente. Uma diferença que deixa as suas sequelas, principalmente para os negócios dos pequenos empreendedores que esperam esse período para garantir melhoria na sua qualidade de vida, morando em Macapá ou Distrito da Fazendinha.
Os negócios foram fracos pela ausência dos frequentadores, obedientes que foram às autoridades que recomendaram, para o período, que ficasse em casa, e evitassem aglomerações, mantendo o isolamento social.
Seria o último trabalho no Macapá Verão do atual prefeito de Macapá, que sempre apoiou o evento dando condições, dentro dos limites do Tesouro do município, para que os locais fossem minimamente atraentes e que pudessem dar um mínimo de conforto, especialmente para as famílias mais pobres que sempre estão dispostas a viver aquele que é o maior evento do verão, ou período sem chuva, em todo o município de Macapá.
Nesse tempo também é muito movimentado o Curiau, com suas comidas típicas e banho perto. Este ano também não tem, como não acontecem para os veraneios do Lontra, de São Joaquim, do Curicaca e de outras terras de particulares aproveitadas para atrair os visitantes, como nas regiões de lagos acessadas a partir da BR-156.
É o grande desafio para compreender o momento!
Não adianta rebelar-se, arriscar-se ou ignorar a realidade. Desta feita o vírus invisivel não permitiu também o divertimento da população. Está obrigando aos precavidos que fiquem em casa, experimentando um Macapá Verão diferente, que exige muito cuidado, no mínimo redobrado, para que não desafie o agressor que já levou tanta gente para a sepultura.
Podemos dizer que estamos no momento mais delicado de todo o processo. Sair do alcance do novo coronavírus é o principal objetivo de cada um. Portanto desafiá-lo e arriscar o poder de ataque que tem o vírus não é indicado para ninguém.
O sol está ai. Nasce, como sempre, para todos. Não deixe que um exagero ou descuido dê oportunidade para receber um ataque, na maioria das vezes sem perceber qualquer coisa diferente.
Não resta qualquer dúvida que o preço que a população está pagando é muito alto. Não é exagero de ninguém quando algum de nós fica sem saber o que fazer e entediado, querendo “sabe-se lá o que”.
Mas é preciso ter paciência, compreender o que está acontecendo, entender a lógica desse tempo e proteger-se sempre das armadilhas que estão espalhadas pelo nosso caminho, pronto para prender-nos e, não adianta duvidar, pode nos reter definitivamente.
Assim é esse tempo. Claro que não o escolhemos para viver, mas temos que vivê-lo sem perder a linha e a fé.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Os pré-candidatos de primeira viagem

Rodolfo Juarez
As eleições de 2020, depois da Emenda Constitucional 107, tiveram as datas dos dias de votação adiada por 42 dias para a realização do primeiro turno, quando serão eleitos 174 vereadores em todo o estado, 16 prefeitos e 16 vice-prefeitos. A única possibilidade de segundo turno é no município de Macapá, com mais de 200mil eleitores aptos a votar, e como certa a troca de nome do prefeito atual, Clécio Luis.
É importante considerar que ainda há a possibilidade, destacada na Emenda Constitucional, que a critério do Legislativo, pode ser alongado o prazo da eleição até, no máximo, o dia 27 de dezembro em caso do cenário da pandemia não permitir a realização da eleição no dia 15 de novembro.
A eleição para vereador é considerada pelos cientistas políticos como uma das mais importantes das realizadas no Brasil. É nesta eleição que, em regra, emergem as lideranças políticas do futuro.
Assim, a eleição para vereador, que não admite coligação de partidos, os atuais pré-candidatos podem ser divididos em dois grupos: um formado por pré-candidatos com alguma experiência e aqueles com experiência; e outro grupo formado por candidatos novos, aqueles que ainda não disputaram uma eleição.
Eu quero destacar, aqui, exatamente esses candidatos novos.
Os candidatos novatos ao cargo de vereador podem ter melhores performances a partir de algumas condicionantes, que precisam ser vencidas para que alcance o esperado número de votos que o levem a ocupar uma das cadeiras da câmara de vereadores do município, entre outras que podem ser aproveitadas pelo pré-candidato.
Antes de qualquer coisa o pré-candidato já sabe que teve que filiar-se a um partido político. Naquele momento da filiação, o pré-candidato novato deve ter lido o Estatuto do partido que escolheu. Senão fez, leia-o. Os novatos têm a impressão ou a informação de que os partidos políticos usam sempre a mesma estrutura estatutária. Isso não é verdade. Cada partido tem um estatuto onde as regras são definidas conforme os interesses do partido, além de ter um conteúdo programático para ser seguido e lideranças consolidadas para com as quais precisa conversar, e muito...
Nesse momento, que antecipa a realização das convenções que estão confirmadas para o período entre 31 de agosto a 16 de setembro, o pré-candidato novato tem que identificar e conversar sempre com as lideranças partidárias para que não lhe deixe fora dos candidatos do partido. Não devem pensar que essa situação não pode acontecer. Já aconteceu, e muitas vezes;
O pré-candidato novato também deve saber que precisa ter condições para disputar a eleição. Condições financeiras, disponibilidade de tempo e equipes de rua para enfrentar as equipes de rua dos adversários tanto de outros paridos como dos pré-candidatos que disputam com você a mesma vaga no seu partido.
Qualquer pré-candidato – e o novato também -, precisa definir um plano de ação para chegar até o eleitor sem cometer crime eleitoral ou sem ferir as regras da eleição, senão pode acontecer de, mesmo ganhando a vaga, perde-a por erro de procedimento.
O pré-candidato novato precisa ter propostas claras do que pretende fazer caso seja eleito vereador pelo município onde tem domicílio eleitoral. Não adiante chegar, pessoalmente, ao eleitor ou através de colaboradores de campanha sem apresentar uma proposta que convença ao eleitor de que você é o candidato em quem vai votar. Pode não parecer, mas a relação é muito profissional entre o futuro candidato e o eleitor em condições de voto em 2020.
E não esqueça que seus principais cabos eleitorais são seus familiares.

sexta-feira, 24 de julho de 2020


O BRASIL PRECISA DE PAZ
Rodolfo Juarez
Desde quando Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República, depois de um cenário caótico imposto pela Operação Lava Jato se propondo a desvendar, com forte viés midiático, as supostas irregularidades havidas durante os governos dos presidentes Lula, Dilma e Temer, que o Brasil passou a viver um dilema: de um lado o presidente votado e aprovado nas eleições de 2018 e, de outro lado, aqueles que se diziam injustiçado pela escolha feita pelos eleitores brasileiros.
Esse dilema foi acirrado quando o novo governo, comandado por Jair Bolsonaro, chamou para ministro da Justiça e Segurança Pública o juiz Sérgio Moro, uma das principais referências da Lava Jato, que já havia condenado o ex-presidente Lula e conseguido, com mudanças na interpretação da Constituição Federal pelo Supremo Tribunal Federal, levá-lo ao cárcere.
O inevitável embate atraiu parte da grande imprensa concentrada no sul do Brasil e avolumou a participação das redes sociais, aquela mesma que havia sido responsável pela eleição do presidente e, em consequência, combatido os modos adotados pelos governantes que tinham vindo imediatamente anterior.
Entre aqueles da grande imprensa, que aderiram ao processo de confronto estava e está a Rede Globo, que vinha de um processo que sempre deu certo em outros governos, como no caso da presidente Dilma, onde se constituiu uma espécie de porta-voz da população e dos outros poderes da República que a levou ao impedimento de continuar governando o Brasil.
Os confrontos entre a emissora do plinplin e o então candidato à Presidência da República aconteceram desde a campanha no programa símbolo da emissora, o Jornal Nacional. Como o candidato Jair Bolsonaro decidiu não participar dos debates políticos na televisão, restou à Rede Globo de Televisão fortalecer as entrevistas com os candidatos.
Estas entrevistas acabaram sendo um momento de confrontos e de ásperas discussões de problemas dos dois lados: um candidato desconhecido e uma rede de TV acostumada a ser protagonista exclusiva das discussões nacionais.
Aqueles momentos acabaram funcionando, ao ver do eleitor, de forma contrária aos resultados normalmente esperados pela emissora.
Vieram as eleições em primeiro e segundo turnos e o candidato “rebelde” acabou vencendo com uma votação espetacular, certamente havida muito mais pela fragilidade do adversário do que pelo potencial do vencedor.
Desde o primeiro dia do Governo o confronto entre o presidente e a emissora de TV acirrou agora contando com outros veículos da imprensa escrita. Mesmo assim as redes sociais deram a resposta ao ponto de profissionais, que nada tinham a ver com a abriga entre os dois, serem agredidos em pleno desenvolvimento do seu trabalho.
Veio a pandemia e, ao invés de servir como instrumento para a união, serviu para aumentar a dissensão entre os dois adversários de primeira hora, com reais prejuízos para ambos.
As intervenções de terceiros não funcionaram, mas serviram para mostrar que o Brasil não pode ficar à mercê de um grupo midiático ou de uma administração sem escancaramento do que faz.
Os prejuízos acumulados devem ser compensados com a inteligência das pessoas e o equilíbrio da mídia, mesmo que para isso seja definido legalmente, até onde pode ir cada um com suas intransigências e com as suas raivas ou preconceitos.
O Brasil precisa de paz!
O povo brasileiro pede espaço para que todos se ocupem com o progresso e com a qualidade de vida da população.