domingo, 7 de maio de 2023

Macapá precisa sair do último lugar!

Rodolfo Juarez

O Estado do Amapá, localizado na Região Norte é um daqueles estados brasileiros que está no interior da floresta amazônica, com a primazia de ter como capital, a única a se desenvolver na extensão da margem esquerda do Rio Amazonas, o maior rio do mundo em volume d’água.

Com mais de 500 mil habitantes, segundo estimativa atualizada pelo IBGE, é a única capital cortada pela linha imaginária do Equador.

Esses predicados, entretanto, não tem produzido o resultado esperado pela população, que recebe repetidas notícias de que é a capital que oferece as piores condições sanitárias para ser habitada, ocupando, seguidamente por alguns anos, a última colocação na lista de comparações com outras capitais ou cidades brasileiras.

Esta condição, constatada por variados institutos de anotação, pesquisa e medição do desenvolvimento urbano, tem preocupado as autoridades e a população locais. Aquelas querendo modificar esse status e essa classificação; e estas querendo uma explicação pela situação e, sem a explicação, quer notícia de como o problema mostrado e conhecido poderá ser resolvido.

Uma realidade que todos precisam enfrentar, de frente, como verdadeiro desafio administrativo e político, isso todos sabem!

Não faz tempo que a comparação era feita com as outras sedes municipais, bem menos populosas, mas que começaram a mostrar resultados que estavam deixando a Capital com índices menores de qualidade de vida.

Macapá detém em torno de 60% de toda a população do Estado, capital desse Estado, o maior polo de desenvolvimento, que tem o maior orçamento quando comparada com as outras sedes municipais, uma frota de carros que, em percentual, é a maior do brasil por habitante.

Olhando um cenário assim, se constata que a cidade precisa ser socorrida para poder dar aos seus habitantes a qualidade de vida que já teve, no tempo em que fora capital do Território Federal.

Naquele tempo, a população exigia melhorias na qualidade de vida e o principal argumento apresentado, tanto pelos dirigentes como pelos representantes, era de que a situação política permitia: governadores nomeados, sem deputados estaduais, sem senadores, com uma bancada federal mínima.

O cenário apresentado motivou a população de Macapá e dos demais municípios amapaenses a entender que havia necessidade de uma mudança radical, exatamente a que veio com a promulgação da Constituição Federal de 1988 que transformou o Território Federal em Estado da Federação.

Agora, 32 anos depois, a situação da qualidade de vida não é a esperada nem a prometida, continua a população precisando de quase todas os compromissos básicos públicos, com as exceções feitas pela privatização da distribuição de energia e água tratada para os mais de 500 mil habitantes de Macapá e outros 350 mil habitantes dos outros 15 municípios.

Uma constatação feita pela população e que deixa cheio de preocupação os atuais dirigentes públicos e representantes políticos do povo e do Estado do Amapá, para mudar tudo isso. 

quinta-feira, 4 de maio de 2023

O pouco caso dos dirigentes pelos dirigidos!

Rodolfo Juarez

A primeira quinta-feira de maio deste ano foi um daqueles típicos dias do inverno Amazônico. Um dia que a natureza agradece e propicia à fauna e à flora a oportunidade de crescer e descansar.

Quem não gosta destes dias são as administrações das sedes municipais. Boa parte dos mandatários e auxiliares amanheceram nas ruas procurando mostrar para a população que estão preocupados e interessados em resolver o problema e que, por isso, têm a sua rotina e descanso afetados.

Se trata de um verdadeiro equilíbrio forçado, seja até pelo desconhecimento do tamanho da responsabilidade que assumiu, seja para mostrar que “na saúde ou na doença, nas dificuldades e nas benesses” lá estão todos dispostos a medir os prejuízos, pelo lado dos moradores e ou fazer novas promessas, pelo lado dos gestores.

O espetáculo da natureza, previsível e informado, continua!

O rio sobe com incrível mansidão e desce do como subiu, lento, calmo e permitindo que as pequenas embarcações o risquem, levantando pequenas ondas que ainda tornam o conjunto mais bonito de se ver.

Aqui em Macapá, o privilégio do sítio urbano ocupar o lado esquerdo do maior rio do mundo, torna o ambiente ainda melhor para se observar, sentir e deduzir que ninguém é capaz de vencer a exuberância da floresta, a diversidade da flora e a densidade diversificada da fauna.

Do outro lado da cidade, a Lagoa dos Índios mostra a sua beleza, que esconde a maioria dos dias do ano, como recurso de defesa da impiedosa agressão daqueles que sabem do que precisa a lagoa, mas, assim mesmo, ignoram ou fingem não saber disso.

Um dia como o da primeira quinta-feira de maio quando, como em um toque de mágica, homens e mulheres ficaram mais calmos e as ruas molhadas entregam os recados de perigo para os que não gostam - ou não sabem -, dirigir com os limpadores de para-brisa em movimento.

Seria muito bom se esse cenário de calmaria fosse fortalecido pelas condições da população que, nesse momento, percebe o quanto está sendo penalizada por aqueles que são escolhidos, para administrar os interesses dessa mesma população e, dentre esses interesses estão a necessidade de contar com um sistema de drenagem que retire as águas da chuva e não a retenha, primeiro nas ruas impedindo o ir e vir, depois dentro das cansas, trazendo prejuízos para aqueles que já não podem perder nada.

Quando pouco caso dos dirigentes pelos dirigidos!

Uma pena que a população apercebe isso exatamente no dia reservado pela própria natureza para mostrar o belo e possibilita a cada um ver a sincronia das forças da natureza, com ventos fracos, chuvas intensas, flora molhada e fauna mostrando como, nesses dias, consegue viver na mais bela harmonia.

Aqui, dentro da cidade e entre os homens, tudo diferente: cobranças exasperadas pelos populares alegando serem pagadores de tributos, e respostas cínicas daqueles que têm por compromisso e decisão voluntária, a incumbência de mostrar melhorias a cada dia e objetividade a cada trabalho.

Um dia, quem sabe, os eleitores acertam, escolhem um prefeito que pode iniciar o processo de retirada da capital do Amapá do rabo da fila das cidades que se encontrar com o maior débito urbano para com sua população.   

terça-feira, 2 de maio de 2023

Passos de tartaruga

Rodolfo Juarez

Estou perto de completar 76 anos de idade e já tendo que carregar a sobrecarga de um idoso.

Apesar de todas as propagandas feitas, começando com a divulgação daquilo que seria a “melhor idade”, não vejo as vantagens dessa etapa da vida para dizer que se trata, mesmo, de melhor idade.

A “batalha” para enfrentar as necessidades do dia a dia, com condições físicas muito menores, continua sem trégua com os outros imaginando que estamos satisfeitos e bem encaminhados.

Satisfeitos, no meu caso particular, sim. Fiz, e fiz muito, por todos aqueles que caminharam ao meu lado, durante a minha atividade profissional, seja como agente público, seja como negociante, o substantivo que apresenta a pessoa que exerce o comércio ou que resolve ser um homem de negócio.

Primeiro eu tinha certeza de que a escolha em ser agente público deixava mais resultado para a sociedade. Agora, analisando todo o contexto, aquela certeza não me é clara, considerando que o homem de negócio acaba sendo o grande responsável pelos empregos.

Nasci quando os homens e países considerados mais à frente, encerravam a segunda guerra mundial e, até hoje, ainda estão presentes os efeitos de um evento trágico que, por isso, não terminou.

Fui ser servidor público (professor) quando os militares tomaram conta da administração do Brasil, depois veio a “abertura” esperada e demorada, a transição de 1985, a Constituição de 1988 e, até agora, o Brasil procura por melhoria com muitos discursos e poucos resultados.

Neste tempo vivi um Amapá Território Federal, governado por por gente de fora do Amapá, alguns trabalhadores outros nem tanto, alguns arrogantes sem entender a sua própria responsabilidade, contrapondo outros com dedicação e zelo.

Depois, com a emancipação política de 1991, quando os eleitores amapaenses puderam eleger deputados estaduais, governador e vice, e senadores, foi pregado que seria a grande conquista. O que ficou provado é que todos precisam aprender lidar com o sistema, o que fazemos muito depois dos mais espertos.

Basta olhar para trás que a lista está escrita na história para todos e na mente daqueles que viveram o tempo desse tempo.

Atualmente, pelo menos a maioria vive um momento de expectativa, com uma modificação comportamental que, entretanto, não garante que o resultado seja aquele que o estado precisa.

O interior do estado, muito abandonado e sem garantia de melhoria, vivia as experiências de que “pior não poderia ficar”. Agora começa a receber ações que podem modificar, para melhor, a qualidade de vida da população, mas, isso é sem garantia, uma vez que falta competência técnica interiorizada para sustentar a eficácia das oportunidades.

Estou agora, aos 76 anos de idade, lutando para permanecer ativo, contributivo, eficiente, mas, ainda sou obrigado a registrar ineficiências que renascem forte, oportunista e derrotando princípios que pareciam bons e consolidados.

Daí, não sei se a capital do Amapá vai deixar, a curto prazo, o indesejado lugar de “último da fila” no indicador de saneamento básico se, a parte de  mais fácil solução, a drenagem, continuam a “passos de tartaruga”.  

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Minha mãe, linda e maravilhosa, completa 95 anos de idade

Rodolfo Juarez

Toda vez que alguém pergunta para minha mãe, dona Raimunda Pureza Juarez, como ela está, sempre responde, com um ar de alegria e satisfação, que está linda e maravilhosa.

Pois bem, essa mulher, nascida nas entranhas da floresta amazônica, no dia 28 de abril de 1928, completa hoje 95 anos de idade, depois de ter dado vida e luz  a 12 filhos, a maioria nas dificuldades e facilidades do interior. Minha mãe sempre foi compreensiva e decisiva quando de andanças da família que não parou de crescer desde quando, aos 18 anos de idade, ouviu o choro do seu primogênito, eu.

Choros que foram mudando de autor conforme o tempo passava. Foram 12 nascimento, “aparados” por parteiras, estas educadas pela prática e pela necessidade, afinal de contas, até hoje, o Norte do Brasil aparece nas estatísticas como a região com menor índice de médico por habitante. Essa estatística é de hoje, imaginem nas décadas de 40, 50 e 60.

Sou eu o primeiro filho da dona Raimunda e nasci em 1946. O Guanacy é o último e nasceu em 1967.

O casamento, aos 16 anos com o meu pai Heráclito Juarez Filho, foi marcante e à moda da floresta, sem luxo, mas com o firme propósito de cumprir o que ouvira no momento do casamento: “até que a morte os separe”. Guardou consigo a orientação e nunca a esqueceu.

E foi assim. Mesmo com a morte separando o meu pai da minha mãe no dia 3 de dezembro de 1973, ele com 51 anos e ela com 45 anos, foi minha mãe quem assumiu o comando da família e se fez com extrema habilidade e competência, fazendo do esmero e qualidade as suas referências principais.

Uma caminhada longa e com várias etapas. Evidente que houve necessidade de adaptações para cada uma dessas etapas da vida, mas, em nenhum momento, deixou de focar no objetivo principal que determinava a qualidade e a direção da vida que queria.

Quando meu pai faleceu, minha mãe, dona Raimunda, tinha completado 45 em abril. Naquela data, apenas 4 dos 12 filhos eram maiores, ou seja, haviam completados 21 anos (regra de então), os outros 8 filhos, portanto, eram menores de idade.

Analisa, minha mãe, a condição de como o n.º 4 faz parte da distribuição dos filhos: 4 nasceram no interior do Afuá; 4 nasceram na sede do município de Afuá, e 4 nasceram em Macapá, capital do Amapá, além de outas coincidências.

As fazes da vida de minha mãe podem ser separadas, mas, sempre com forte interferência de uma na outras fazes. A primeira fase  da criança e da adolescente, desde o nascimento em 1928, até 1944;  a segunda fase, de dona de casa e da maternidade, 1945 a 1969; a terceira fase, de dona de casa e empresária, de 1970 a 1980; a quarta fase, de dona de casa, de 1981 a 1988; e a fase atual, desde 1989 até agora.

Cada fase demonstra inteligência, competência e capacidade para lidar com uma grade família, equilibrando as dosagens de amor e configurando um ambiente onde todos merecessem o mesmo carinho e recebesse a mesma importância.

Neste momento, quando alcança a marca de 95 anos, minha mãe já tem dificuldades para lembrar de todos, mas, de cada um ela sabe tudo. As vezes faz que não sabe e deixa a todos boquiabertos quando revela que sabe e, sabe muito.

O Edward, seu 7.º filho, avalia que a mamãe está na fase da “testemunha perfeita”: só lembra o que ela quer e só sabe o que lhe convém.

Minha mãe, graças a Deus, depois de 95 anos, me abençoa como a todos os que lhe pedem benção, lucidamente e tranquilamente.  

segunda-feira, 24 de abril de 2023

O crescente número de moradores de rua em Macapá e Santana

Rodolfo Juarez

Macapá vem mostrando pontos comuns, notados em cidades do seu porte, pela população e anotados pelas organizações públicas e particulares, as primeiras responsáveis sociais e, as outras cooperadoras sociais, para apresentar uma solução à aqueles que escolheram ou foram forçados a morar nas ruas.

Os motivos apresentados pelos que moram nas ruas são diversos e muitos desses motivos são reais outros, ao que parece, funcionam para justificar uma decisão tomada por aqueles que aqui vieram aventurar nova vida ou simplesmente para esquecer problemas que passaram a enfrentar na sua localidade de origem.

Nesse momento, quando a população moradora de rua ainda procurar entender a condição dos que escolheram para morar, o governo estadual e os governos municipais já contam, com proposta administrativa e unidades de gestão voltadas para realidades dos moradores de rua, mas, ainda não contam com profissionais que se voltem para uma atuação preventiva, desde dispor de uma abrigo apropriado para manter e orientar essa população  para o mercado de trabalho, ou atende-lo em suas necessidades atuais até que possam voltar para a sua localidade de origem, com a informação de todas as suas necessidades.

No momento, o atendimento aos pets está mais avançado do que o atendimento aos moradores de rua. Já faz algum tempo que pessoas se voltam para acolhimento, proteção, tratamento e destinação dos  pets em muito maior número do que aquelas que olham para o acolhimento, proteção, tratamento e destinação dos moradores de rua.

Pode ser que a preferência pelos pets seja uma decisão tomada em virtude de identificar que, tanto no Governo do Estado como no Governo do Município, se identifique unidades de gestão, a nível de secretaria de governo, voltadas para as questões sociais. Aquelas secretarias da área social são voltadas para a observação da sociedade com foco em suas necessidades.

O morador de rua, nas duas principais cidades do estado, Macapá e Santana, é uma realidade, muito embora essa realidade ainda não tenha chamado a atenção das autoridades do setor e, se chamaram, as ações são tímidas e, ainda, inadequadas para que os técnicos da área social se voltem para a definição de medidas que possam atender às necessidades daquela população de moradores de rua.

Se sabe que ainda há tempo, muito embora não muito,  para que os técnicos discutam e estabeleçam uma estratégia, com base em um programa, através do qual se apresentem os projetos, sociais e de infraestrutura, para que, já no próximo ano, os governos do estado e do município, contem com uma estrutura de acolhimento desses moradores, com fornecimento de alimentação, orientação e, por ação social, possam contribuir com a correção de rumo e do futuro dessas pessoas.

Os motivos alegados pelos moradores de rua para desistir de lutar por um local para morar, ou mesmo, quando não desistindo, ter preferido a alternativa de ser morador de rua, precisam ser apurados pelos técnicos que são responsáveis reais ou em potencial para oferecer dignidade e inclusão para aquelas pessoas.

Apenas para citar como exemplo, as pessoas que estão morando, isso há bom tempo, mais de 5 anos, sob as arquibancadas de um campo de futebol, na área nobre e abandonada da cidade, no prolongamento da área da Residência do Governador, sem uso no momento, até o cais de arrimo na frente da cidade, estão ali sem rumo, sem futuro e sem atendimento. 

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Afinal, qual o limete para as redes sociais?

Rodolfo Juarez

A imprensa, no Brasil, já foi claramente destacada como o quarto Poder da República, se alinhando no mesmo patamar dos poderes Executivo, Legislativo e o Judiciários e aos outros que lhes são complementares ou indispensáveis, como Ministério Público e a Advocacia.

Com a disseminação rápida das redes sociais e os erros estratégicos, especialmente de leitura, cometidos pelos órgãos de comunicação tradicional como a televisão, o rádio e o jornal escrito, facilitaram a busca, pela população, de informações nas redes sociais e quando não as tinham, criavam a informação.

As redes sociais se tornaram, assim, o principal instrumento de comunicação entre as pessoas que tinham ao seu dispor a informação literalmente à mão, com o uso do telefone celular.

Os mais jovens, impetuosos e curiosos por natureza, foram os primeiros a deixar o rádio, a televisão e os jornais para trás devido a natural facilidade que encontravam para interagir, verticalmente, entrando em contato com as fontes da notícia e, transversalmente, com os intérpretes da mesma notícia.

O jornal escrito foi o mais afetado porque, além de necessitar de um processo industrial para ser feito, o leitor ainda tinha que pagar pela informação no momento da aquisição ou como assinante.

As dificuldades se acentuaram conforme se disseminavam as redes sociais que, nos últimos anos, passaram a revelar o seu poder através de novidades inexploradas tanto pela televisão como pelo rádio e que aproximaram as redes sociais do milionário mercado publicitário.

Já no desespero, vendo as despesas superarem as receitas, jornais, rádios e televisão, abandonaram a independência editorial e passaram a buscar alinhamento político e, em muitos casos, político-ideológico para buscar condições para continuar no mercado.

Grandes conglomerados estabelecidos perceberam a necessidade de modificar os procedimentos que adotavam desde a sua instituição, reduzindo o valor dos contratos ou simplesmente dispensando suas “estrelas” ou se alinhando, primeiro discretamente, depois escancaradamente com um ou dois poderes da República com o objetivo de garantir a sobrevivência no mercado

Para quem era o quarto Poder, o alinhamento com quaisquer dos outros poderes instalados compromete a sua isenção, perdendo a sua independência e alinhando a sua linha editorial com este ou aquele Poder.

A relação alinhada entre a conhecida “imprensa escrita, falada e televisionada” e o Poder Executivo, caso mais comuns, passaram a comprometer a isenção da informação, seja ela de grande relevância ou sem relevância para a população.

Nesse momento e de forma atabalhoada, os do Poder Executivo vão buscar âncoras na legislação vigente e não as encontram e, por isso, vão ao Poder Legislativo para “criar novos  caminhos para antigas questões” e, para tanto, “negociam” a forma que atende aos dois, o que pode, a final, não atender os interesses da população que, através dos tributos, os paga a todos e espera que seus interesses sejam atendidos.

O fato é que as redes sociais continuam crescendo e os meios tradicionais de comunicação continuam em dificuldades para manter a sua missão original e estão sacrificando a sua independência, buscando arrego nos outros poderes e procurando influir para que a liberdade antes apregoada para as redes sociais não continue.

 

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Teatro das Bacabeiras em Macapá

Rodolfo Juarez

Em minube.com.br encontrei a identificação e a qualificação do Teatro das Bacabeiras, no centro de Macapá: localizado à rua Cândico Mendes, n.º 1087, no Bairro Central, o Teatro das Bacabeiras é o único teatro de Macapá.

Em questões mais técnicas, ele é o tipo de caixa de ciência do estilo italiano, e é feito suportar espetáculos cênicos, musicais, dança e cinema com capacidade para 705 pessoas sentadas.

Teve a sua fundação no ano de 1990 no bairro central e hoje é considerado um grande patrimônio arquitetônico da cidade. A referência do nome dato ao Teatro das Bacabeiras vem de uma palavra da língua Tupi. Macapaba significa “terra de muitas bacabas” e que deu origem também ao nome da capital do Estado, Macapá.

O teatro foi feito para movimentar a cultura amapaense com atrações locais e nacionais, possibilitando investimento em shows de Stand-Up Comedy e pelas teatrais de atores conhecidos por todo o Brasil.

Por fim, o Teatro das Bacabeiras é um excelente lugar para levar a família e desfrutar de bons espetáculos e da magia que envolve todo o encanto dos palcos, seja acompanhado, em grupo, ou mesmo sozinho, afinal, cultura é sempre de menos e quanto mais, melhor.

Em 6 de março de 2006, Vitor Chagas editou o texto de Carol Assis, de São Paulo, escrito em 4 de março de 2006, que assim se manifestou sobre o Teatro das Bacabeiras: dos teatros da Amazônia, o Teatro das Bacabeiras, em Macapá - cidade das bacabas (tipo de palmeira) - é provavelmente o mais novo, e um dos poucos que não remete a um período histórico da cidade.

Sua construção teve início em 1984, e a inauguração aconteceu em 9 de março de 1990. Àquela época, o Bacabeiras ainda se chamava Cine Teatro de Macapá, já que o mesmo espaço utilizado para a encenação era aproveitado para exibição de filmes - o que hoje não acontece mais.

Achou-se, então, mais adequado rebatizar a casa.

A mudança foi oficializada em 9 de março de 1992, por ocasião do segundo aniversário do prédio. O teatro – sob gestão da Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap) - tem, além do espaço principal com 705 lugares, salas secundárias que seriam destinadas à realização de oficinas, à projeção de filmes e aos ensaios dos espetáculos, mas estão sem atividades.

A manutenção do espaço é feita através de pequenos reparos num recesso anual, que acontece sempre em janeiro, mês em que o teatro fica fechado.

Não havia em Macapá outro teatro destinado a pequenos espetáculos. Isso tornava a marcação de pautas no Teatro das Bacabeiras um problema para grande parte dos grupos artísticos, a maioria amadores, que precisavam disputar, com eventos de maior público, uma vaga para apresentação.

Com a formação do conselho de cultura do Estado do Amapá, espera-se mudanças neste sentido. Inclusive há a intenção de transformar o Centro de Convenções Azevedo Picanço em teatro experimental para atender à grande demanda.

Neste momento, 18 de abril de 2023, o Teatro das Bacabeiras está fechado e com aspecto de completo abandono, como não fizesse falta para o desenvolvimento da cultura local. É ou não é preciso mudar esse quadro

Em breve volto ao assunto!