quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Aos pais que são meus filhos e meus netos, genros, irmãos, amigos, cunhados, colegas e conhecidos.

Rodolfo Juarez

Domingo que vem, dia 13 de agosto, Dia dos Pais, é um daqueles dias que tenho oportunidade de tratar, aqui neste espaço, de momentos experimentados como pai, como avô e como bisavô.

É isso mesmo. Tenho quatro filhos e dois netos que são pais. Esses filhos netos e bisnetos são um dos motivos que me ajudam a justificar a necessidade de viver e da forma como me interno no trabalho, sempre buscando condições para distribuir com a família, inclusive bisnetos, netos e filhos, alegria e prazer.

Eles constituem o suporte emocional que preciso, a justificativa para enfrentar todas as dificuldades que eventualmente enfrento. A família tem sido a garantia de que ainda vale a pena estar lutando a luta necessária, buscando condições para que não haja falta daquilo que cada um precisa para manter-se contribuindo com os demais e construindo o seu próprio suporte.

O Dia dos Pais é para mim a referência que permite compreender como é importante repartir respeito, amor e compreensão, mesmo não sendo tão fácil como pode parecer em análise de capa. É uma conquista da experimentação, da prática e do dia a dia.

Mesmo com a expectativa que gera para os pais, basta imaginar como fica a cabeça do bisneto que tem que celebrar com o pai, com avô e com o bisavô.

Por isso, no próximo domingo, Dia dos Pais, vou preferir que os meus filhos e os meus netos, aqueles que são pais, usufruam das celebrações, tenham oportunidade de alegra-se como tantas vezes já a mim alegraram

Há 54 anos tenho tido a oportunidade de celebrar o Dia dos Pais na condição de pai. Espaço de tempo no qual experimentei novas alegrias, diferentes responsabilidades, compromissos especial, adquiridos quando precisei agir como pai, decidir como pai e, olhando para traz, aplicar o que aprendi com meu pai.

Meu pai foi um sábio. Os exemplos que a mim mostrou foram, e são, os pilares da minha criação e da minha vida. Toda vez que contrariei o seu exemplo, tive problemas extra para resolver.

Até hoje guardo cartas (naquela época se escrevia cartas) que se constituíam manuais de comportamento, de procedimento de vida. Não precisa nem atualizar os termos e os textos para se ter noção perfeita do melhor caminho que se deve percorrer para alcançar o resultado esperado.

Por isso, nesta data, reverencio o meu pai e faço um paralelo com os ensinamentos recebidos e a oportunidade de exercitá-los na orientação aos  meus filhos e dos meus netos.

Não houve momento ou decisão, praticado com meu pai ou os meus filhos e netos, do qual possa dizer que não faria isso outra vez. De cada um desses momentos tirei ensinamento sempre permitindo a mão dupla, aliás como até hoje procuro fazer.

Tenho certeza de que as dificuldades para compreender o mundo de hoje é maior para os meus filhos e os netos, principalmente por parte dos meus netos que nasceram no mesmo tempo da internet. Os meus filhos tiveram a oportunidade de lidar com o computador, mesmo sendo com sistema operacional tipo Windows 3. Os  meus bisnetos vão conviver, certamente, com a inteligência artificial.

Saúdo a todos os pais que são meus filhos e meus netos, meus genros, meus irmãos, meus amigos, meus cunhados, meus colegas e meus conhecidos.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

A notícia falsa que levou os condutores amapaenses aos postos de abastecimento

Rodolfo Juarez

Depois das investigações extraoficiais e oficiais já há um veredicto preliminar sobre o propalado desabastecimento de gasolina em Macapá nos primeiros dias de agosto: tudo não passou de notícia falsa que circulou nas redes sociais.

Então, a fack news tupiniquim acabou por despertar nos condutores e proprietários de veículos, cujos motores consomem gasolina, o sentimento do “pelo sim, pelo não” o que os levou (quase todos), ao mesmo tempo, aos postos de abastecimento e, simplesmente, pelo menos aqueles que ainda tinham saldo no cartão, encher o tanque, mesmo sem poder ou estar no planejamento.

Foi grande a corrida aos postos de abastecimento de combustível, gente que experimentou de todas as formas descobrir qual a melhor hora para abastecer, quando tinha menos carros na fila, e haja paciência e, até alguns desentendimentos com aqueles que, além de encher o tanque, ainda levava carotes cheios de gasolina, com o objetivo de ter uma reserva especial e “estratégica” mais perto de casa ou em casa.

A primeira fiscalização foi do Procon. Mas, afinal, o que é o Procon?

O Procon é um órgão público de defesa do consumidor que, entre outras funções, recebe reclamações para mediar soluções de conflitos entre consumidor, empresas e prestadores de serviços de forma extrajudicial.

O órgão também se dedica a fornecer orientações sobre questões de consumo, além de atuar com medidas administrativas para cessar práticas abusivas de empresas. Existem unidades do Procon em todos os Estados brasileiros, além de alguns municipais também.

As reclamações sobre a falta do produto começaram a pipocar exatamente no Procon local. Faram tantas que o órgão resolveu tirar a prova e sair para as ruas e checar nos postos de combustíveis. Lá os frentistas e os responsáveis pelo posto respondam que não tinham qualquer informação de que haveria desabastecimento.

Os técnicos da proteção do consumidor seguiram então para os escritórios das distribuidoras. Os dois endereços são em Santana, onde está o terminal que recebe o derivado do petróleo de Belém, via balsa, e lá foram informados de que uma delas estava atrasada, mas só isso, entretanto havia combustível suficiente para abastecer todos os 240 mil veículos que circulam no Estado.

Então o que estava acontecendo?

Mas uma vez as culpas caíram sobre as redes sociais e que, possivelmente um dos operadores havia postado que uma balsa estava atrasada. O que era verdade, mas não significava que esse atraso provocaria desabastecimento.

O assunto ganhou ares de Estado e chegou ao Palácio do Setentrião, onde o alto escalão do governo esteve presente para ouvir donos de postos e responsáveis pelas distribuidoras que não havia motivo para a corrida pelo abastecimento.

Vieram também as explicações dos agentes do Governo que corroboraram com o que haviam dito os empresários, restou então, e mais uma vez, a possibilidade de ser uma notícia falsa, uma fack news, postada nas redes sociais.

Então a Polícia Civil ficou com a incumbência de descobrir quem foi que postou a notícia de que uma balsa estava atrasada e quem foi que espalhou a notícia interpretativa de que, em consequência do atraso da balsa, haveria falta de combustível nas bombas e os carros correriam o risco de parar.

Esperar, então, pelo término das investigações da Polícia Civil para voltar ao assunto que, de verdade, movimentou as cidades amapaenses.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

A revisão impossivel (???) do sistema de transporte coletivo de Macapá

Rodolfo Juarez

Mesmo depois de ter acompanhado o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diminuir a população de Macapá em 15,20%, passado de 522.357 habitantes (estimativa do IBGE divulgado em julho de 2021) para 422.933 habitantes (censo do IBGE/2022 divulgado em junho de 2023), com o “desaparecimento” de 79.424 habitantes, o transporte coletivo não teve qualquer modificação no seu uso, muito embora, nos bastidores, seja travada um luta feroz pelo aumento da tarifa.

O tempo passa e o transporte coletivo não apresenta nada de novo para a população, a não ser novas dificuldades que o Poder Público e os empresários, detentores das precárias licenças para explorar as linhas (roteiros) selecionadas, têm de fazer com que as empresas de transporte coletivo cumpram com as obrigações que assumem quando recebem a concessão, mesmo em condição de precariedade.

Pela natureza precária do serviço público de transporte coletivo, a autorização, dada pelo Poder Público para executar o serviço,  pode ser revogada a qualquer momento, nos casos em que o contrato não detém prazo definido, sem a necessidade de pagamento de indenização prévia ou a posterior. Como característica, a autorização de serviço público é dada no interesse exclusivo do particular que a obtém.

Da lista de obrigações combinada entre o poder público concedente (município) e as concessionárias (as empresas) contam todos os itens que, minimamente, têm que ser colocados para o atendimento mínimo aos passageiros.

Veículos limpos e em condições de tráfego (nem precisam ser novos), profissionais condutores treinados para a função, linhas definidas pelos concedentes e respeitadas pelos concessionários, pontos de parada sinalizados e com um mínimo de proteção contra os efeitos do sol e da chuva, vias em condições de tráfego, preço calculado no sentido de garantir a economicidade da responsabilidade das empresas concessionários e o bolso dos usuários, entre tantos outros compromissos firmados na ocasião de receber a concessão.

Mas o que se vê como usuário, como observador e da parte dos concessionários são dificuldades para cumprir o que está acordado e assinado no termo de concessão pública.

O tempo passa e os ônibus urbanos aqui de Macapá continuam, em sua maioria (não minoria como divulgado) sem oferecer as condições prometidas para os concedentes (que fazem de conta que fiscalizam) e, principalmente, para os usuários que pagam caro por um serviço não satisfatório oferecido pelo sistema de transporte coletivo de Macapá.

Para “coroar” as dificuldades dos usuários, aqui, principalmente dos estudantes, o caça-níquel da elaboração dos cadastros e as taxas que são diferenciadas para recadastro e cadastro.

Até quando tudo isso tudo?

  

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Os terminais fluviais de Macapá e Santana são improvisados

Rodolfo Juarez

Há muito que os planos de desenvolvimento urbano, planos de acessibilidade, planos diretor, planos de aproveitamento da orla, entre outros, vêm apontando a necessidade de ser construído terminais de embarque e desembarque, de cargas e passageiros, em Macapá e Santana.

As pesquisas utilizadas para justificar a necessidade de construção dos terminais fluviais nas duas maiores cidades do estado, apontam que, além do atendimento ao direito de acessibilidade para todos, ainda se nota a dificuldade enfrentadas pela segurança pública na seu mister de fiscalizar a saída e chegada de passageiros e cargas nos precários portos das duas cidades.

Traficantes, fugitivos da justiça e drogas, as mais diversas, podem estar entrando na área de responsabilidade fiscalizadora do estado, através dos portos improvisados e de fiscalização dificultada, localizados em Macapá e Santana, em decorrência das condições para serem exercitadas as ações de fiscalização, como aquelas efetivadas no Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá.

Esta semana, a propósito das férias escolares e de dois festivais, o Festival do Vaqueiro, em Chaves, e o Festival do Camarão, em Afuá, escancararam as dificuldades para o embarque e desembarque de passageiros e cargas, inclusive esses passageiros e proprietários de embarcação, se valendo da inconclusa obra do Píer II da Orla do Santa Inês em Macapá e do Porto do Grego, liberado pelas autoridades que cuidam da segurança dos passageiros principalmente, de forma precária.

Com relação aos passageiros, as dificuldades para embarque e desembarque impedem que aqueles que têm dificuldades em locomover-se, ou cadeirantes sendo um deles, de exercer o seu direito constitucional de ir, vir e ficar, pela falta de condições de acesso, por exemplo, às embarcações.

Com relação às cargas, tanto as acompanhadas como as que são envidadas para os locais de destino das embarcações ou de retorno, estas não são, em geral, fiscalizadas ficando, tanto os passageiros como os tripulantes sujeitos aos ricos decorrentes do transporte de cargas não inspecionadas.

Além disso, a população do Amapá é um dos maiores consumidores de Açaí e está e importante exportador desse fruto, muito comum na região Amazônica e que é conhecido no mundo todo. O açaí é considerado um superalimento e possui propriedades muito benéficas para a saúde. No Brasil, o fruto é consumido em diversos pratos doces, salgados e na forma de suco, como no Amapá.

Considerando que o açaí possui propriedades que auxiliam nas funções de memória, reposição energética, prevenção de doenças cardiovasculares e no bom funcionamento do intestino, sendo um alimento rico em proteínas, gordura vegetal, minerais, fibras, vitaminas B1, C e E, entre outros, investir nas melhorias do manejo durante a comercialização, se torna uma questão de saúde, economia e garantia de emprego.

Então, cuidar da infraestrutura portuária fluvial de Macapá e Santana é um dos mais importantes projetos a ser desenvolvido e executado no Estado, com potencial para redirecionar o modo econômico adotado até agora, visando a melhoria da qualidade de vida de tantas outras pessoas que têm condições se juntar àqueles que já mudaram a sua condição de vida para melhor e estão buscando outros participar do crescimento e desenvolvimento da região, sem qualquer possibilidade de se tornar um predador da floresta, mas sim, um agente inteligente que planta e colhe o que a floresta pode dar.

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Transplante? Só fora do Amapá!

Rodolfo Juarez

Esta semana quem esteve comigo foi meu colega de turma, anos 60, no Colégio Amapaense, Raimundo Ubiratan Picanço e Silva, para falar sobre a conveniência de buscar um transplante, exatamente o que estou buscando agora.

Desde o começo de março deste ano, quando foi tomada a decisão de que devo buscar fazer o transplante do rim, que tenho recebido incentivo para seguir nesse rumo que, para os especialistas médicos que me assistem e familiares, o mais indicado é o transplante.

A decisão foi tomada e as providências iniciais tomadas.

O setor médico do Estado do Amapá não oferece, até este momento, condições para que transplantes sejam realizados aqui mesmo e, por isso, os pacientes são encaminhados para outros unidades da federação que onde a população conta com hospitais habilitados a fazer transplantes de órgãos. O processo já se tornou prática há tempo. O Amapá é um dos três estados que não faz cirurgias de transplante.

O Brasil, à guisa de informação, é um país referência mundial em transplante. É o 2.º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O morador do Estado do Amapá para passar pelo procedimento precisa ser encaminhado para outro estado onde haja vagas para a cirurgia e doadores de órgãos.

Há dois tipos de doador. O doador vivo: aquele que concorda com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. Neste caso pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Já os doadores falecidos são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, com traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Mas, afinal, o que é um transplante? A literatura médica define transplante como um procedimento cirúrgico que é realizado com o objetivo de repor, trocar e substituir algum órgão do corpo que estava apresentando problemas e impedindo o paciente de ter uma determinada qualidade de vida.

Geralmente, o transplante resulta de uma decisão tomada depois que o paciente já passou por diferentes tratamentos e não obteve sucesso, sendo a solução a única saída para aumentar a expectativa de vida. Esse tipo de procedimento médico é de alta complexidade e só pode ser realizado com o auxílio de um segundo paciente, que faz a doação do órgão ou tecido para que o enfermo se recupere. 

Os órgãos e tecidos doados são encaminhados para pacientes que aguardam a oportunidade em uma fila única, organizada por estado ou região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O Brasil conta com uma central nacional e 27 centrais estaduais de transplantes. O SNT inclui 648 hospitais, 1.253 serviços e 1.664 equipes de transplantes habilitados.

Perceba, o Estado do Amapá conta, no organograma da Secretaria de Saúde com uma Central Estadual de Transplante (CET) que não tem para onde encaminhar os pacientes (doadores ou receptores) aqui mesmo no Amapá e, por isso, um processo longo e de muita paciência, que envolve o direito do pacientes à saúde, como está definido na Constituição Federal de 1988, no art. 196 e seguintes, com o comando: “Art.196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Dentre tantos os desafios que tenho encarado, colecionar este, é mais um. Haverei de ter ânimo pata tal e depois, prometo, contarei a história, mas contínuo esperançoso de outros pacientes renais crônicos contem com a estrutura médica aqui.

segunda-feira, 24 de julho de 2023

O processo de gestão integrada e os resultados esperados

Rodolfo Juarez

A administração amapaense vive, neste momento, um ponto de inflexão importante tendendo à busca de um ponto de equilíbrio entre o desenvolvimento e os atendimentos às necessidades primárias da população.

Desde o momento em que um legítimo representante do povo amapaense no Parlamento Brasileiro conseguiu entrar no restrito mundo de mando em Brasília, se nota uma diferença, para melhor, na disponibilidade de recurso, de forma panorâmica, tanto com relação às unidades políticas do Estado, com o também nas unidades administrativas da gestão do Governo.

Várias frentes e, em várias núcleos urbanos, fora do binômio Macapá-Santana, foram formadas e entregues ao comando do administrador local. Os prefeitos municipais foram levados a entender o novo tempo e se dedicou aos interesses da população, transformando as oportunidades em realizações, que estão melhorando a autoestima e a confiança dos moradores.

As frentes de trabalho abertas na maioria dos municípios, com a participação direta dos prefeitos, que deixaram de colocar em primeiro lugar a sua ideologia política ou o seu engajamento partidário, para cumprir a sua função de gestor, eleito para cuidar dos interesses da população.

A democratização das arenas de esportes foi a primeira mostra oferecida à população. Projetadas no sentido de mostrar à população de que quando há uma política bem definida, mesmo em fase teste, tem grandes chances de produzir resultados que podem se constituir usufruto de todos de um bairro da cidade ou de uma sede municipal.

Compreendido o teste, avançar com projetos voltados para setores da gerência pública mais complexos e muito mais caro, foi o desafio, dos parlamentares, primeiro para vencer o alinhamento político que ajudou, cada um, a vencer a eleição e depois entender que a fragmentação de ações também fragmentava o prestígio e as potencialidades de cada um.

Os primeiros projeto de acessibilidade para a cidade de Macapá não alcançaram os objetivos. Os resultados frustrantes, tanto para quem propunha a obra, tanto como para a população que chegou a ver projetos concluídos e proibidos de serem usados, par erro de projeto ou de execução.

A tomada de decisão de trabalhar em grupo, sob uma coordenação forte, possibilitou a otimização dos recursos, com concentração em projetos que mais interessavam à população.

O definição do asfaltamento de vias da Capital, abrindo novos eixos de circulação de veículos foi a decisão acertada. A primeira consequência está no desaparecimento do inadequado “Programa de Tapa Buraco”, um remendo na acepção da palavra, que não agradava a ninguém.

O asfalto é caro, para recebê-lo as vias precisam estar preparadas, o asfalto vem de longe, não há tancagem suficiente para atender grande demanda, mas, até agora pelo menos, não foi encontrada uma solução melhor para as cidades amapaenses.

Outros setores da administração pública local estão com perspectiva concretas de  melhorias como: saúde, educação, segurança pública, turismo, entre outros.

Até mesmo a distribuição de energia elétrica, depois da privatização da empresas estatal, tende a melhorar. A distribuição de água tratada está no mesmo caminho. O que ainda patina é a coleta, transporte e tratamento de esgoto.

  

quinta-feira, 20 de julho de 2023

O vale do Araguari é área de atuação da Codevasf

Rodolfo Juarez

Morador de longa data da Avenida Coaracy Nunes, em Macapá, depois de ter passado pela Avenida Mendonça Júnior (equina com a Rua Eliezer Levy) e pela Avenida Antonio Coelho de Carvalho (esquina com a Rua General Rondon), mais uma vez estou satisfeito com o resultado imaginado para a área de influência da Av. Coaracy Nunes.

A primeira vez foi depois do dia 10 de junho de 2006, data da inauguração do Lugar Bonito, assim “batizado” pela população que escolheu aquela área para dizer que era sua e dela tomou conta mesmo, fazendo com que a área se tornasse uma das mais lembradas da população quando o assunto é lazer.

Também, pudera, a área, uma das maiores da cidade, fica margeando o maior Rio do Mundo, de frente para o vento, vendo a maré “encher” e “vazar”, enquanto os filhos brincam soltando pipa, comendo pipoca, batata e banana frita, bebendo água de coco e ainda podendo correr, brincar e andar de bicicleta.

Pois bem, essa área está passando por melhoria e promessa de requalificação para melhor. Ora, se como foi concebida já era muito boa, melhorando vai ficar espetacular.

Um conjunto de homens e máquinas vem atualizando o asfaltamento das vias, melhorando a sinalização, ficando mais bonita e passando pela segunda rampa do Santa Inês, que não vai ficar como no projeto original, cheio de sofisticação, mas vai ficar muito bom, com as simplicidades introduzidas, com mais cores, mais opções.

A natureza tem sido benevolente com os macapaenses. Não é que nasceu do lado desse píer 2 do Santa Inês, um aturiazal que vai receber acessos para que o visitante se encontre no meio deles. Vai ser muito bom!

O asfalto novo, conquista do principal articulador de recursos, muitos recursos para o Estado, o senador Davi, que conseguiu fazer com que o Rio São Francisco, o Velho Chico dos nordestinos, incorporasse a bacia do rio Araguari, no Amapá e, com isso, trazer a Codevasf – Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba para integrar, com seu potencial econômico e financeiro, esse momento do desenvolvimento amapaense

A Lei 14.053/202 incorporou à área de atuação da Codevasf as bacias hidrográficas federais dos rios Pardo, Jequitinhonha e Mucuri, bem como as bacias estaduais dos rios Araguari no Amapá e seu homônimo em Minas Gerais.

Assim, a empresa passou a atuar em 3.113.903,78 km², abarcando 36,59% do território nacional, 2.675 municípios, em quinze estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal

O autor da projeto e seu principal articulador e defensor foi o senador Davi Alcolumbre quando presidente do Congresso Nacional.

Muito do que está se fazendo no Estado do Amapá é decorrência dos recursos vindos da Codevasf e, por dever de ofício, devemos reconhecer de quem foi a iniciativa para que esse grande financiador de obras e serviços públicos, também atuasse nas regiões amapaenses tendo como fundamento a incorporação do Vale do Araguari em sua área de atuação.