segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Garimpo ilegal no quintal da prefeitura de Porto Grande, no Amapá

Rodolfo Juarez

A notícia do rompimento de barreira em um “garimpo ilegal” tomou conta dos espaços de notícias no rádio, na televisão e nas redes sociais, desde quando a população do local observou e denunciou que algo diferente estaria acontecendo e que preocupava a todos na região: “O rompimento da barreira de um garimpo ilegal de ouro que ocorreu na terça-feira, dia 11/02, no município de Porto Grande, distante102 quilômetros de Macapá, resultou em uma mudança significativa na coloração da água dos rios Cupixi, Amapari e Araguari”.

O Governo do Amapá organizou uma força-tarefa composta por representantes das secretarias de Meio Ambiente (Sema), Saúde (Sesa), Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Assistência Social (Seas), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Agência Nacional de Mineração (ANM), para atuar em conjunto com os órgãos municipais da gestão do Município de Porto Grande, com o objetivo de “mitigar os impactos ambientais e garantir suporte às comunidades ribeirinhas”.

Mas, afinal de contas, o que é um garimpo ilegal?

Os manuais técnicos definem garimpo ilegal como sendo “a extração de minérios sem autorização legal, ou seja, de forma clandestina”. Assim sendo, se trata de uma atividade predatória que pode causar danos ambientais, à saúde e à cultura dos povos que estão sob a influência da atividade. Isso todo mundo sabe!

Apesar de não ser a única das regiões brasileiras onde se registra a prática do garimpo ilegal, a Região Norte tem sido a de maior ocorrência, principalmente se for medida pelo número de operações policiais realizadas e no combate àquele ilícito, seja em áreas de fronteira, dentro de territórios indígenas, ou em unidades de preservação ambiental.

Além dos costumeiros rompimentos de barreiras, há ainda o registros de desmatamento, contaminação das águas, do solo e do ar por mercúrio, tendo como consequência, a predação da população ribeirinha.

Para esses ilícitos há previsão legal de, pelo menos, dois crimes: dano ambiental e usurpação do patrimônio da União, com pena prevista de até 5 (cinco) anos, além de multa.

O combate ao garimpo ilegal, para ser eficiente, pode seja feito com tecnologia e acompanhamento científico. A Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) firmam parceria com órgãos regionais para reforçar o combate à mineração ilegal de ouro em todo o território nacional, o maior objetivo dos garimpeiro, nos garimpos ilegais.

O Município de Porto Grande, localizado na região central do Estado do Amapá, foi criado em 1.º de maio de 1992. Conta com uma área de 4.428 km2, uma população de 17.848 habitantes (IBGE/2022), o que dá uma densidade de 4,03 habitantes/km2 e um IDH de 0,64.

O município é o principal fornecedor de areia e seixo para o estado, um minério constituído principalmente por SiO2 a 72%, também conhecido por sílica (dióxido de silício) que, em seu estado natural, pode ser encontrado em diferentes forma. São 17, entre elas, o quartzo, o topázio e a ametista.

Fontes do Governo do Estado do Amapá garantem que a força-tarefa “segue mobilizada para minimizar os impactos ambientais e garantir a segurança das comunidades afetadas”.   

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Passo decisivo na questão das terras onde está assenteado o Estado do Amapá

Rodolfo Juarez

O dia 25 de outubro de 2019 entrou para a biografia do senador Davi Alcolumbre e para a história do Amapá registrando que, naquela data, um amapaense nato, assumira a Presidência da República Federativa do Brasil e, nessa condição garantia a transferência das terras da União para o Estado do Amapá, com o objetivo de encaminhar o desenvolvimento do Amapá, que enfrentava sérios freios devido não dispor da terra na qual se assentava.

O Estado do Amapá havia, em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, sido elevado à condição de Estado, mas, ainda não havia recebido a propriedade da terra sob a qual se assentava e que, por ser um Território Federal, as terras, naquela condição, estavam registrados como pertencentes ao Patrimônio da União.

Nesse casos, como em tantos outros, esse desmembramento, apesar de parecer evidente e necessário, não é automático, mas, sim, burocrático demais, uma vez que tem a gestão do Serviço de Patrimônio da União e, para ceder, locar, vender ou mesmo administrar com objetividade o Estado do Amapá, necessitaria da propriedade das terras.

Davi sabia disso e já vinha se interessando pelo assunto desde quando, em 2018 assumira, pelo primeira vez, uma das cadeiras no Senado da República e passara a exercer o mandato por decisão dos eleitores amapaenses.

Naquele dia 25 de outubro de 2019, em cerimônia realizada na Fortaleza de São José de Macapá, o presidente da República em exercício, Davi Alcolumbre, assinou o decreto que autorizou a transferência definitiva das terras da União para o Estado do Amapá, conforme já previsto em uma Medida Provisória que recebera o n.º 901/2019.

No dia da assinatura da autorização para ser efetivada a transferências das terras para o Amapá já havia decorrido um tempo que superava 30 anos, desde, portanto, 5 de outubro de 1988.

Naquele dia Davi, na qualidade de presidente da República, assim se manifestou: “O Amapá hoje, de fato, de direito dispõe da regra para a transferência das terras que se destinam ao desenvolvimento do Amapá”.

A íntegra do decreto assinado pelo presidente em exercício Davi Alcolumbre, determinado os procedimentos que deveriam ser adotados para regulamentar a operação de transferência das terras, da União para o Amapá, estava ali, definida e pronta para ser operada.

Presentes à cerimônia, e como testemunha do momento histórico, o então ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, e na presença do então governador do Estado do Amapá, Waldez Góes, e outras autoridades nacionais e locais, ressaltou a importância da união da bancada federal dos representantes do Estado e do povo nas conquistas confirmadas naquele momento

Disse o ministro: “O Amapá está sendo exemplo para o país. E não é uma fala de elogio, é uma fala verdadeira. A bancada do Amapá, independentemente de questões partidárias ou ideológicas, é a bancada mais unida no Congresso Nacional (...).

Além do ministro Jorge Oliveira, a comitiva oficial, que acompanhou o presidente Davi Alcolumbre ao Amapá, contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; do ministro interino da Ciência e Tecnologia, Júlio Semeghini; e dos presidentes do Incra, Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho, e o da Infraero, Hélio Paz de Barros Júnior.

Ontem, dia 13 de fevereiro, mais uma ação do presidente do Brasil encaminha da definição da propriedade das terras onde está assentado o Estado do Amapá e abre caminho para o desenvolvimento que o Amapá espera. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Na fila do transplante à espera do momento

Rodolfo Juarez

Estou de retorno de mais um deslocamento que fiz para Belém com o objetivo exclusivo de me manter apto na fila do transplante de rim onde sou um número, o qual me define como cadastrado e na fila de espera para o chamado por um dos 4 telefones que, também, estão cadastrados e que um deles pode tocar a qualquer momento, tendo do outro lado da linha, a minha médica assistente que é da equipe de transplante do Hospital Ophir Loyola.
A fila de transplante de rim, como para o transplante de outros órgãos, no Brasil é gerenciada pelo Ministério da Saúde. O tempo de espera pode variar de acordo com a região e a gravidade da doença. O cadastro é transparente para todos e, depois de aberto o cadastro dos dados, incluindo o tipo de doença, o nível de gravidade, além de outras características imunológicas, o Ministério da saúde divulga, diariamente, dados atualizados sobre a lista de espera.
Para consultar a posição na fila de transplante de rim o paciente, o acompanhante, seus familiares e outra qualquer pessoa do povo interessada, por qualquer motivação, pode acessar a fila usando a internet diretamente no STN -  Sistema Nacional de Transplante, https://snt.saude.gov.br/links.aspx, onde aparece, na segunda fila, “cadastro técnico de rim”. Clicando em cima do “cadastro técnico de rim”, o sistema pede para digitar o RGCT (Registro Geral da Central de Transplante), o ano de nascimento do receptor com 4 dígitos e o CPF do receptor.
Nesse momento o mais importante é a vida ou o alongamento dela. No meu caso específico para acessar à lista de transplante, os dados a serem digitados são os seguintes: RGCT: 368215-1560; ano de nascimento do receptor: 1946; e o CPF: 008.770.262-20. Outros estados, como exemplo São Paulo, a Secretaria de Saúde define formas mais rápidas e mais fácil, para consulta à lista. Naquele estado a consulta à posição do paciente na fila de transplante de rim e feita através do aplicativo Poupatempo. Providência coerente para atender uma situação na qual o tempo de espera significa viver ou morrer.
A grande maioria, ou a totalidade dos pacientes que estão na fila de transplante de rim também estão em diálise ou hemodiálise. Todos os pacientes do Amapá estão em hemodiálise. A diálise, faz parte daquele conjunto de coisas e serviços que o Amapá “já teve”.
Em 2023, foram realizados 6.198 transplantes de rim. No primeiro semestre de 2024, foram realizados 14.352 transplantes, aguarda-se a divulgação da totalidade de transplantes de rim em 2024.
Segundo o RBT – Registro Brasileiro de Transplante, veículo oficial  da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, Ano XXX, N.º 4,  Estado do Amapá é o único estado brasileiro que não realizou um único transplante de rim em 2023, situação que deve permanecer para 2024. A publicação do RBT refere-se a 2023 e vem com o título “Dimensionamento dos Transplantes no Brasil em cada estado (2016 a 2023)    

A doação e alocação de órgãos é um processo trabalhoso e delicado que depende da confiança da população no sistema e do comprometimento dos profissionais de saúde no diagnóstico de morte encefálica. O Brasil é o quarto país do mundo em número de transplantes renais e, para consolidar essa conquista, é crucial a atuação do Ministério da Saúde, dos governos estaduais, das entidades e profissionais de saúde em todo o processo de doação e transplantes.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

O boné, o chapéu e suas histórias e simbologias

Rodolfo Juarez

Confesso que, até agora, ainda não entendi muito bem o pretendiam os ministros e apoiadores do presidente Lula quando tomaram a decisão de ir, no dia da eleição dos presidentes do Senado e da Câmara, com um boné fraseado.

A idéia do boné e da frase teria sido dividida entre dois ministros: o responsável pela Comunicação Social do governo, Sidônio Palmeira, e do ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais. À imprensa o ministro Padilha teria dito: “a ideia foi minha, mas eu pedi a frase para o Sidônio”, explicou Alexandre Padilha. “Eu fico agoniado em ver gente batendo continência para outro país e outras bandeiras”.

Além de Padilha, desfilaram com boné os ministros Camilo Santana, da Educação, e Carlos Fávaro, da Agricultura. O líder do governo no Congresso, o senador amapaense, Randolfe Rodrigues, também foi visto com o chapéu. À imprensa, o ministro também explicou que pagou o boné com os próprios recursos, tendo produzido dez exemplares nesta primeira tiragem.

Até o começo desta década o contraponto  dos adversários políticos teria que vir de outro marqueteiro que, em regra, precisaria de tempo para “bolar” uma resposta e definir o meio que seria adotado para alcançar os objetivos de contrapor.

Hoje, a reação a qualquer ação, com a disponibilidade da internet, é imediata, produzida por múltiplas mãos e utilizando de meios e maneiras que se baseiam na velocidade, intensidade e variedade de modos de responder.

Foi o que aconteceu.

Imediatamente após a mostra dos bonés nas cabeças de personalidades do governo, a oposição se manifestou, com alguns mudando apenas a frase do boné, enquanto outros, analisando o contexto, impuseram aos “criadores da idéia” o que não imaginaram no momento da criação.

Aliás episódios como o do boné tem a ver com o do chapéu do presidente que se manifestou quando perguntado sobre acessório da seguinte maneira: “eu pus um chapéu para vocês não verem o curativo. Teoricamente, sou bonito, mas, na prática, minha cabeça está me deixando um pouco feito”, brincou o presidente.

O chapéu do presidente que rendeu muitos memes é o Panamá, que apesar do nome, tem origem no Equador e nunca foi produzido no Panamá. Os seguidores presidente foram questionados por ele mesmo sobre o chapéu. Peles redes sociais os seguidores e não seguidores se manifestaram das diversas maneiras, alguns apoiando, outros nem tanto.

O fato é que o escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982, utilizava o chapéu como marca registrada em eventos públicos. Márquez, um dos principais expoentes da literatura latino-americana, incorporava o acessório como um símbolo de sua identidade cultural e regional.

O chapéu também deixou sua marca no Caribe, especialmente com Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Em aparições públicas, ele utiliza o acessório para reforçar o estilo caribenho e sua identificação com a cultura popular da região.

O chapéu Panamá transcendeu fronteiras e tornou-se um ícone mundial, adotado por líderes políticos, intelectuais e figuras influentes ao longo dos séculos. Começando pelo então presidente dos EUA, Theodore Roosevelt que, em 1906 popularizou o chapéu durante sua visita ao Canal do Panamá.

Na política britânica, o ex-primeiro-ministro Winston Churchill usava o chapéu Panamá em eventos informais e viagens a climas tropicais durante as décadas de 1940 e 1950. Na Europa do século XIX, o imperador francês Napoleão III popularizou o chapéu ao recebê-lo durante a Exposição Universal de Paris, em 1855. O acessório rapidamente conquistou a alta sociedade europeia, tornando-se um item indispensável de elegância e sofisticação na aristocracia.

No Oriente Médio, o atual rei de Marrocos, Mohammed VI, é frequentemente fotografado com o chapéu Panamá em visitas oficiais e eventos em climas tropicais, consolidando sua imagem de líder moderno e global.

Edward VIII, rei do Reino Unido na década de 1930, aderiu ao estilo. Membros da família real britânica de hoje, como o rei Charles e o príncipe Harry, continuam a usar o chapéu em eventos ao ar livre e viagens tropicais, mantendo sua relevância como um item de estilo atemporal.

O chapéu também fazia parte do cotidiano do famoso gangster Al Capone que era frequentemente fotografado com um chapéu Panamá, combinando o acessório com seus ternos elegantes. O chapéu tornou-se parte do imaginário popular sobre a máfia dos EUA.

Por aqui, eu não sei como os seguidores, os correligionários e os adversários do senador Randolfe Rodrigues vão lidar com o “efeito boné” durante a campanha eleitoral que se aproxima e chega em outubro de 2026. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Macapá, capital do Estado do Amapá, completa 267 anos de fundação em 04/02/2025

 A edição especial do jornal eletrônico Aqui Amapá, do dia 4/02/2025, destaca os 267 de fundação da cidade de Macapá

Há muito que a cidade de Macapá tem sido a principal baliza e referência de todos os profissionais que trabalham na construção periódica do jornal eletrônico Aqui Amapá, sempre à procura de boas condições para a cidade, não obstante os seus problemas, destacando os princípios que precisa para ser uma cidade moderna, acolhedora e humana, mesmo com os imensos desafios que ainda precisam ser enfrentados e vencidos.

Josiel Alcolumbre, Francilene Tobelem, Marciane Quintela, Paulo de Tarso, Marinete Lopes e Rodolfo Juarez e toda retaguarda de apoio que trabalha na área de tecnologia e/ou na TV Macapá (TV Band-Macapá) veem, nessa edição, a de n.º 1.384 do JAA, publicada no dia do aniversário de Macapá, uma forma de reconhecer a importância da cidade e registrar o desenvolvimento como reconhecimento da contribuição profissional de todos aqueles que se esforçam, sem limites, para ver Macapá como uma cidade moderna, acolhedora e agradável e com um povo alegre e feliz, mas que sabe que ainda pode melhorar.

 

A fundação

 

A vila de São José de Macapá, o embrião da cidade, foi fundada por Mendonça Furtado, em 04 de fevereiro de 1758

 

Mendonça Furtado, governador da Capitania do Grão-Pará, entre 1751 a 1759, foi quem fundou a Vila de São José de Macapá.

Antes de receber o nome de "Macapá", o primeiro nome concedido oficialmente às terras da cidade foi Adelantado de Nueva Andaluzia, isso em 1544, por Carlos V, numa concessão a Francisco Orellana, navegador espanhol que esteve na região. 

Entre 1580 e 1610, ingleses tentaram implantar canaviais na costa de Macapá para fabricação de açúcar e rum, com base em mão de obra de africanos escravizados. O empreendimento falhou e os ingleses deixaram a região, levando consigo os referidos escravizados. 

Na primeira metade do século XVIII, Macapá possuía um destacamento militar instituído desde 1738 além de importantes das missões jesuítas. Em dezembro de 1751, houve a primeira migração de colonos portugueses, não militares, para a então vila de Macapá, sendo 68 pessoas advindas da Ilha Terceira, em Açores. Em 1752, chega o segundo grupo de colonos açorianos: 86 moradores, composto de apenas mulheres, crianças e idosos.

Na segunda metade do século XVIII a Coroa Portuguesa iniciou uma série de medidas modernizadoras para assegurar a posse e as fronteiras portuguesas na região amazônica, que não estavam bem definidas na ocasião. Dentre essas medidas, destacam-se a fundação de vilas e sua povoação com colonos portugueses das ilhas de Santa Maria e Graciosa com a construção de fortificações militares em regiões estratégicas; a tentativa de introdução de monoculturas de exportação; a expulsão da Companhia de Jesus e a conversão das antigas missões em vilas; a abolição da escravidão dos indígenas e a submissão dos nativos ao trabalho compulsório assalariado, regulamentado pelo Diretório dos Índios.

Foi nesse período houve, também, a criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão para, em especial, estimular a entrada de escravos negros trazidos da África. Foi nesse contexto geopolítico que houve a fundação da Vila de São José de Macapá em 4 de fevereiro de 1758.

 

Cabanagem

 

As atividades econômicas prevalentes na região, a cabanagem, e as suas consequências.

 

Em 1808, as atividades econômicas da Vila de São José de Macapá concentravam-se na lavoura de arroz, de algodão, da maniva, do milho e do feijão, bem como na exploração de mão-de-obra escrava negra.

Havia também número significativo de militares: soldados, sargentos, cabos, capitães, tenentes, anspeçadas e alferes, como também, sapateiros, costureiras, negociantes, tecedeiras, carpinteiros, ferreiros, ajudantes de cirurgia, parteira, fiandeiras, ourives e feitores, além de 706 negros escravizados, sendo 394 homens e 312 mulheres, em diversas ocupações.

Em praticamente todos os 297 domicílios havia escravizados dedicados à lavoura ou dedicadas a fiação de tecidos.

A Cabanagem, uma revolta popular que ocorreu na província do Grão-Pará, entre 1835 e 1840, foi um movimento marcado pela violência e milhares de mortes. Entre as causas da revolta popular estão catalogadas, como principais: 1) a crise social e econômica na região; 2) descontentamento político após a Independência do Brasil; 3) condições de trabalho semelhante à escravidão; e 4) Abandono político.

Durante a Cabanagem na Província do Grão-Pará, as vilas de Macapá e Mazagão se aliaram às forças legalistas contra o exército cabano e, por isso, sofreram retaliações com depredação de seus rebanhos, que foram dizimados.

No início do século XVIII, Francisco Xavier de Mendonça Furtado foi enviado, pelo governo português, para a região com o fim de solucionar o problema de fortificação do Cabo Norte, então denominado Costa do Macapá, pois a coroa portuguesa vivia temerosa de ataque dos corsários franceses.

Em 1836, os franceses estabeleceram um efêmero posto militar na margem do lago Amapá, abandonado graças à intervenção britânica.

Em 1841, Brasil e França concordaram em neutralizar o Amapá até a solução da pendência. No entanto, todas as outras conversações firmadas posteriormente em 1842, 1844, 1855 e 1857 fracassaram. Só vingou uma declaração de 1862 sobre a competência comum para julgar os criminosos autores de crimes na região.

Em 6 de setembro de 1856, a Lei nº 281, eleva Macapá à categoria de cidade. A comunidade, entretanto, escolheu o dia 4 de fevereiro para comemorar o aniversário da cidade de Macapá, considerando o dia em que Macapá, ainda povoado, recebeu de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o nome de Vila de São José de Macapá, isso em 4 de fevereiro de 1.758.

Mendonça Furtado nasceu em Lisboa, no dia 9 de outubro de 1701 e morreu, aos 68 anos, em Vila Viçosa/Évora, no dia 15 de novembro de 179. Mendonça Furtado foi capitão-general do Exército e um administrador colonial português. Fundou, ainda, as cidades de Soure e São Domingos do Capim, no Estado do Pará.

 

Proclamação da República

 

As influências da Proclamação da República e a região do Contestado na lide com a França

 

Com a Proclamação da República no Brasil a situação na região fronteiriça ficou caótica. Em 1894 seus habitantes elegeram, então, um triunvirato governativo formado por Francisco Xavier da Veiga Cabral, o “Cabralzinho”, pelo cônego Domingos Maltês e Desidério Antônio Coelho.

Os franceses nomearam capitão-governador do Amapá o preto velho Trajano, cuja prisão provocou a intervenção militar da Guiana. A canhoneira Bengali, sob o comando do capitão Lunier, desembarcou um contingente de aproximadamente 300 homens e houve luta. Lunier foi morto com 33 dos seus comandados.

França e Brasil assinaram, em 1897, um tratado de arbitragem. Barão do Rio Branco foi designado para a defesa diplomática.

José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, foi um diplomata, historiador, jornalista, professor, advogado e geógrafo brasileiro, que nasceu no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1845 e morreu na mesma cidade em 10 de fevereiro de 1912. 

É considerado o patrono da diplomacia brasileira. Foi ministro das Relações Exteriores de 1902 a 1912, durante os governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca. 

Entre as suas conquistas, destacam-se a resolução pacífica de disputas de fronteira com a Argentina e Bolívia e, encarregado da defesa das questões de fronteira com a França, para busca a consolidação da incorporação de 900 mil quilômetros ao território brasileiro. 

Em 5 de abril de 1899, Rio Branco entregou sua "Memória apresentada pelos Estados Unidos do Brasil à Confederação Suíça", e, em 6 de dezembro do mesmo, ano uma segunda memória, em resposta aos argumentos franceses. Como anexo, apresentou o trabalho de Joaquim Caetano da Silva, "O Oiapoque e o Amazonas", de 1861, em que louvava e constituía valioso subsídio ao estudo da matéria.

Reunidos, os documentos formavam cinco volumes e incluíam um atlas com 86 mapas. A sentença, de 1.º de dezembro de 1900, redigida pelo conselheiro federal coronel Edouard Muller, deu a vitória ao Brasil, que incorporou, a seu território, 260 000 quilômetros quadrados.

Resolvido o Contestado Franco-Brasileiro, em 1900, a região situada ao norte do então Estado do Pará sofreu com o isolamento político e com a pobreza econômica. A economia da região baseava-se no extrativismo da borracha, da castanha, do pau-rosa, e outras madeiras, como também, pela exploração clandestina de ouro e, ainda e principalmente, por atividades agropastoris de subsistência.

Em 1940, Macapá, Mazagão e Amapá somavam apenas 30 mil habitantes. Diante do subdesenvolvimento econômico, da diminuta população, da posição estratégica em área fronteiriça e da ocorrência da Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas decidiu desmembrar do Pará uma área de 142 mil km2 para constituir uma nova unidade federativa, o Território Federal do Amapá.

 

Território Federal do Amapá

 

A criação do Território Federal do Amapá e a definição de Macapá como sua capital

 

O Território Federal do Amapá foi criado em 13 de setembro de 1943, por Getúlio Vargas, através do Decreto-Lei nº 5.812/43, juntamente com outros quatro territórios federais: Guaporé, Rio Branco, Iguaçu e Ponta Porã. 

Em 27 de dezembro de 1943, Getúlio Vargas designou o capitão Janary Gentil Nunes para assumir o posto de primeiro governador do Território Federal do Amapá. Imediatamente, Janary Nunes visitou os principais núcleos populacionais do Território. Até aquele momento, a sede do município de Amapá era a virtual capital do Território recém-criado, porém, o isolamento geográfico do local antes escolhido fez com que Janary Nunes decidisse pela instalação da capital em Macapá, mais acessível por via fluvial e com estruturas urbanas mais promissoras.

Desse modo, Janary Nunes instalou o primeiro governo territorial na cidade de Macapá em 25 de janeiro de 1944. Os primeiros relatórios governamentais expressavam as condições críticas em que o recém-criado Território Federal do Amapá se encontrava: insuficiente e precário estado das habitações que sequer dispunham de condições de saneamento e higiene; ausência de serviços de água encanada, energia elétrica ou esgotos; tendo a necessidade de olaria e serraria no território para realização de toda e qualquer construção.

A dificuldade de desembarque que ainda afetava o precário comércio; a carência de mercadorias; ausência de prédios adequados à acomodação dos órgãos públicos e falta de pessoas para a realização de todos os serviços.

Por isso, os primeiros anos da administração territorial, nas décadas de 1940 e 1950, foram marcados por grandes obras e incentivos públicos de ocupação do território e desenvolvimento econômico, dentre elas: a construção de escolas públicas nas sedes municipais e em algumas vilas, a urbanização da capital, a construção dos edifícios para a Administração Pública Territorial e a criação de polos agrícolas.

 

Macapá atual

 

Macapá conta com 442.933 habitantes (IBGE-2022), com os mesmos problemas de outras capitais

 

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Macapá é a Capital do Estado do Amapá, situada na região Norte do Brasil. Sua população, segundo o Censo do IBGE de 2022 é de 442 933 habitantes, sendo o 52.º município mais populoso do Brasil e o quinto mais populoso da Região Norte. 

Situada no sudeste do estado, Macapá é a única capital de um estado brasileira que não possui interligação rodoviária com outras capitais. Além disso, é a única cortada pela linha imaginária do Equador e localizada no delta do rio Amazonas. Dista 1.791 km, em linha reata, da capital federal Brasília.

O município detém o 94.º maior produto interno nacional com 8,9 bilhões de Reais, é a quinta cidade mais rica do Norte do Brasil, respondendo por 2,85% de todo o produto interno bruto (PIB) da região. Na Amazônia é a terceira maior aglomeração urbana, com 3,5% da população de toda a Região Norte do Brasil, reunindo em sua região metropolitana quase 560 mil habitantes.

Aproximadamente 57 % da população do estado está na capital. Sua área é de 6.407 km² representando 4,4863 % do Estado, 0,1663 % da Região Norte e 0,0754 % de todo o território brasileiro. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, a capital ficou em primeiro lugar entre as cidades mais violentas do país.

 

IDH-M e a Região Metropolitana

 

Macapá, Santana e Mazagão constituem a Região Metropolitana de Macapá

 

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Macapá é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo seu valor de 0,733. Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,904, enquanto o do Brasil é 0,849, o índice da longevidade é de 0,715 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,697 (o do Brasil é 0,723). 

Macapá possui a maioria dos indicadores acima da média segundo o PNUD. A renda per capta é de 11.962,88 reais, a taxa de alfabetização é de 97,78% e a expectativa de vida chega aos 72,45. O coeficiente GIM, que mede a desigualdade social, é de 0,42, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE é de 36,1% e a incidência da pobreza subjetiva é de 36,64%.

A Região Metropolitana de Macapá foi instituída no dia 26 de fevereiro de 2003 pela Lei Complementar Estadual nº 21. Abriga população de 509.883 habitantes e abrange uma área total de 7.984,640 km². É composta por Macapá, Santana e Mazagão. É a 32ª maior região metropolitana do Brasil.

 

Administradores de Macapá

 

Macapá, desde a sua condição de Povoado Macapá, já contou 72 administradores durantes os últimos 275 anos

 

Desde 1750 até este início de fevereiro de 2025, Macapá já pode listar 72 nomes que estiveram na condição funcional hoje exercida por um prefeito.

Foram 11 (onze) durante o Brasil Colônia. Foi nesse período que foi criada a Vila de São José de Macapá, há 267 anos, no dia 4 de fevereiro de 1758. Quando da elevação do povoado para vila, o administrador do ex-povoado para a atual vila, era Mano da Cunha Ataíde Verona

Durante o Brasil Império, de 1822 a 1889, Macapá teve 3 (três) administradores. Foi nesse período que a Vila de São José de Macapá foi elevada para a condição de cidade, em 6 de setembro de 1856, o administrador da cidade, nesse período era Joaquim José Ramos de Almeida, que assumira o cargo em setembro de 1835 permanecendo até 15 de novembro de 1889, permanecendo assim 54 anos no exercício do cargo.

Outros quatro períodos em que se pode dividir o forma de governo foram: República Velha (com 10 administradores), de 1889 a 1930; Era Vargas (com 9 administradores), de 1930 a 1945; República Nova (15 administradores), de 1946 a 1964; Governo Militar (16 administradores), de 1964 a 1985; e a Nova República (com 8 administradores), de 1986 até 2025).

Durante a Nova República os prefeitos passaram a ser escolhidos em eleição direta, sendo que, em 1986, para um mandato de 3 anos, os eleitores de Macapá escolheram, pela primeira vez um prefeito. O escolhido, pela primeira vez, em um processo de eleição direta, foi Raimundo Azevedo Costa.   

 

 

 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Davi Alcolumbre é favorito na eleição para presidente do Senado

Rodolfo Juarez

Hoje, a propósito do que pode acontecer amanhã, vou destacar os resultados obtidos a partir do empenho, do compromisso e da responsabilidade demonstradas por um político amapaense raiz, que bem tem agido em favor do desenvolvimento social, econômico e politico da população do Estado do Amapá.

Não restam dúvidas de que cada um de nós traz, de berço, características e tendências que, desde o começo da vida, com os encaminhamentos e os limites dados pelos pais, desenvolvem o senso e a responsabilidade de cada um, conforme seus predicados e a sua capacidade de aprender.

Davi Alcolumbre, me parece um perfeito exemplo a ser seguido. Sem limite de tempo para servir a quem precisa e compreendendo bem a função que exerce, tem dedicado especial atenção às necessidades da população daqui e adotando regras novas de comportamento, com o objetivo de dotar a população do Amapá de meios que possam melhorar a sua qualidade de vida.

Ainda era comerciante e já sonhava com o desenvolvimento político local, depois de ver o Amapá contaminado por ideias desenvolvidas e alimentadas por políticos de outros lugares, de outras sociedades e que, também por isso, não garantiam o desenvolvimento local na velocidade que era preciso e, ainda, atrapalhavam o sonho dos daqui que lhes mostravam outro caminho, outra necessidade.

Já na política em 2000 e com pouco mais de 23 anos, o macapaense Davi Samuel  Alcolumbre Tobelem, filho de Samuel José Tobelem e Julia Peres Alcolumbre, nascido em Macapá, em 19 de junho de 1977,  se elegia vereador pelo município de Macapá, como filiado do PDT.

Na eleição seguinte, em 2002, foi um dos candidatos eleito para exercer o mandato de deputado federal, em Brasília, ainda pelo PDT. Durante o mandato filiou-se ao PFL e, em 2006, foi reeleito deputado federal. Em 2010, já no DEM, resultado da atualização estatutária do PFL, se elegeu deputado federal pela terceira vez.

Nas eleições gerais de 2014, candidatou-se ao Senado e foi eleito como filiado ao DEM, com mais de 131 mil votos válidos. Foi nesse mandato que aconteceu a histórica eleição da Mesa do Senado da qual Davi Alcolumbre saiu como presidente, em 2019. Um mandato cheio de inovações de conceitos e modernizações, boa parte delas com a assinatura do amapaense Davi Alcolumbre. Nesse período, também e por dois dias, foi presidente do Brasil nos dias 19 e 20 de novembro de 2019.

Nas eleições de 2022, foi reeleito para o Senado,  pelo União Brasil (UB), resultado da fusão entre o DEM e o PSL, desta feita com mais de 196 mil votos válidos e se constituiu, nos dois primeiros anos, um dos políticos mais influentes do Congresso, adquirindo credenciais para ser quase unanimidade na indicação para ser o presidente da Mesa Diretora do Senado, nas eleições de amanhã.

Essas conquistas tornaram o senador Davi Alcolumbre, referência no Congresso e um dos político que faz parte do chamado “alto clero” das duas Casas de Leis, em Brasília

Nessa trajetória, foi candidato a prefeito em 2012, quando ficou em 4.º lugar com 21.796 e não se habilitou para o segundo turno; e, em 2018, foi candidato a governador do estado, quando obteve 94.278 votos e não se qualificou para o segundo turno.

Até hoje, 31 de janeiro de 2025, é o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, uma das mais importantes e comissões permanentes e sempre desejada pelos senadores.

Amanhã, dia 1.º de fevereiro de 2025, Davi Alcolumbre é o favorito para ser eleito, pela segunda vez, presidente do Senado e entrar na linha de sucessão da Presidência da República do Brasil.

 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Em Macapá, o meu médico assistente é orientador e encorajador.

Rodolfo Juarez

No próximo domingo, dia 2 de fevereiro, viajo para Belém do Pará, para proceder atualizações nos exames necessário para permanecer apto ao transplante de rim a que devo me submeter em um tempo em que dependo de compatibilização entre a posição na fila, o doador morto e eu.

O local do procedimento está definido: será realizado no Hospital Ophir Loyola, na Belém do Pará, e já tenho um número de referência como cadastrado no Registro Geral da Central de Transplante – RGCT n.º 368215-1560.

Eu, como todos os residentes no Estado do Amapá, tenho que buscar esse atendimento em centro de saúde fora do Estado, devido ao sistema de saúde do Estado do Amapá não oferecer esse tipo de atendimento.

Existe uma única lista de transplantes no país, gerida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sob responsabilidade do Ministério da Saúde. Todas as pessoas que precisam de uma doação vão para essa mesma fila.

No Brasil, é crime vender ou comprar órgãos humanos. Dados do Sistema Nacional de Transplante - SNT mostram que, depois do rim, com fila de espera superior a 40 mil pacientes, a maior fila seguinte é por córneas.

No caso do transplante de rim, por exemplo e como dito, são mais de 40 mil pessoas aguardando na fila nacional, mas, em tese, conseguir um doador pode ser mais fácil já que temos dois rins e é possível viver com apenas um.

A ordem na fila única de espera, gerida pelo SUS, incluiu pacientes da rede pública e da rede privada. A ordem é cronológica, mas também leva em conta o estado do saúde do paciente. Por exemplo, alguém que precisa de um rim e consegue fazer hemodiálise pode estar na frente de um paciente com a saúde mais frágil à espera do mesmo órgão. No entanto, o paciente com a saúde mais debilitada é atendido primeiro.

Faço hemodiálise desde 2014 em consequência da falência dos rins devido a uma hiperplasia prostática que levou a retirada completa da próstata naquele ano, mas deixando, como sequela, a falência progressiva dos rins. São 3 vezes por semana (segundas, quartas e sextas-feiras), quatro horas por vez, no turno da tarde, na Clínica Uninefro Amapá, com um controle rigoroso de vários índices de saúde e estado de outros órgãos como coração, pulmão, pâncreas, fígado e outros; acompanhamento do estado dos ossos, sistema vascular, cérebro; verificação de doenças como hepatite, aids, colesterol, diabetes; além de índices como cálcio, fósforo, potássio, sódio, creatinina, acido único e outros, além de exame completo do sangue com análise permanente do hemograma, entre tantos outros cuidados com alimentação, esforço, tudo com permanente vigilância e análise dos exames pelo médico assistente.

O médico que me assiste é o Dr. João de Barros Neto, nefrologista, que tem sido meu orientador e encorajador.

Buscar as condições para entrar na fila do transplante é um drama para cada um dos pacientes renais crônicos que tem no Amapá, uma vez que o Estado não oferece os serviços de transplante e nem as orientações preventivas que poderiam evitar muitos dos futuros casos crônicos.

As autoridades do sistema de saúde do Estado precisam acordar para o que está acontecendo. As perdas, por morte, devido à falência dos rins de residentes no Amapá são muitas, muito embora as estatísticas não registrem com essa causa mortis.