quinta-feira, 20 de março de 2025

A comunicação que levanta, também derruba!

Rodolfo Juarez

A comunicação é o ato de trocar informações entre duas ou mais pessoas, por meio de signos e regras semióticas compreendidas por todos. A palavra comunicação vem do latim communicatio, que significa "compartilhar", "dividir", "distribuir". Ela, a comunicação, é eficiente quando o receptor entende tudo o que foi passado no menor tempo possível. 

Sabe-se que a comunicação pode ser verbal, não verbal, escrita, por meio de desenhos ou esquemas. Pode ser visual por meio de imagens, como fotografias, desenhos, gráficos, infográficos, tabelas e arte. Pode ser exercitada por meio de registros físicos ou virtuais, como e-mails, blogs, anúncios, cartas, redes sociais. Pode ser corporal, por meio de postura, gesticulação, expressões faciais, olhares. Pode ser não verbal, por meio de vestimenta, modo de agir, de sentar-se, de mover o corpo, tom de voz, entre outros. 

A comunicação tem como objetivo partilhar uma ideia, a fim de tornar uma informação comum para uma ou mais pessoas. 

A comunicação falha quando a mensagem não é transmitida com clareza ou não é entendida corretamente pelo receptor. Isso pode levar a mal-entendidos, desinformação e decisões equivocadas. 

São várias as causas de falha na comunicação. Algumas delas: falta de clareza na mensagem, uso de termos técnicos ou jargões, mensagem passada de forma incompleta e, também, quando há os “conhecidos” ruídos de comunicação, quando há falta de feedback do receptor, quando o comunicador é despreparado,

A comunicação falha quando o comunicador não sabe lidar com as diversidades dos setores e perfis profissionais ou é difícil a comunicação entre as equipes que buscam o mesmo objetivo. Por isso, é importante evitar termos vagos ou complexos demais, ser organizado e preparado e, fundamentalmente, admitir quando não está cem por cento seguro.

O presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, no momento, é o maior produtor de memes nas redes sociais, principalmente naqueles que se dedicam à análise de desempenho dos políticos e, por quê? Por comunicação ruim!

Questões recente como:

1. "Se o cara é corintiano, tudo bem", dito no dia 16 de julho 2024, durante uma reunião no Palácio do Planalto, querendo lamentar uma pesquisa que mostrava o aumento da violência quando mulher, veio com essa: “se o cara é corintiano, tubo bem”.

2. "Quando vai fechar a porteira?", dita durante a entrega de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida, em Maceió, questionando uma senhora que tinha 5 filhos.

3. "Uma máquina de lavar roupa é uma coisa muito importante para as mulheres": querendo destacar as tarefas domésticas das mulheres.

4. "Que monstro vai sair do ventre dessa menina?" Questionando por que uma menina é obrigada a ter um filho de um homem que a estuprou.

5. "Desequilíbrio de parafuso". Em um discurso feito após um ataque a uma creche em Blumenau (SC), Lula afirmou que cerca de 15% da população poderia ter "problemas de desequilíbrio de parafuso", relacionando deficiência intelectual à violência.

6. "Banco Central: a única coisa desajustada do Brasil". Durante uma entrevista à rádio CBN, em 18 de junho, quando o presidente criticava a política de juros do Banco Central.

E as  mais recentes: “se está caro não compre”, “quero saber quem está passando a mão no ovo”, chegando a afirmar que colocou uma “mulher bonita” na articulação política para conversar com Hugo Mota e Davi Alcolumbre.

O presidente jura que “não quis dizer isso”, mas disse. Resultado: comunicação ruim, resultado duvidoso!

  

segunda-feira, 17 de março de 2025

Varejo de fogão

Rodolfo Juarez

A liberação, pelo Ibama, da licença para que a sonda de limpeza da Petrobras se desloque para a região onde estão os poços de petróleo na costa do Amapá e, ali começar os serviços necessários e que antecedem as perfurações que vão levantar o tamanho das reservas de petróleo que estão naquela área é reflexo, também, da eleição do senador amapaense Davi Alcolumbre para a Presidência da Mesa Diretora do Senado da República.

Claro que a eleição do senador Davi para entrar na linha sucessória do presidente da República pesa – e pesa muito -, especialmente quando, tecnicamente mostra-se promissora e, economicamente, resolvedora de questões nacionais, em um momento que o governo brasileiro está precisando de boas notícias para acalmar a população que está vendo as dificuldades aumentarem a cada dia.

Mesmo que os reflexos práticos, como emprego e receita, ainda só sejam percebidos a médio prazo, a perspectiva, por se tratar de algo extremamente positivo para o País, para o Estado do Amapá e para o extremo Norte do Brasil, alimenta a população de esperança e acalma o mercado com a possibilidade de haver futuro.

Não há nada pior do que a falta de perspectiva para o futuro. No momento a população e o Governo estão debatendo e discutindo o varejo de fogão, quando destacam o preço do ovo.

Isso é muito pouco para um País tão grande, tão promissor e que conta com uma população que tem na paz social o seu principal objetivo.

Não resta dúvida que as autoridades Executivo Central se debatem, também, com a falta de popularidade e, cada vez que tenta explicar o seu futuro passo para conter os desgastes e a queda de popularidade mais perde o contato com a realidade.

Em tempo de internet, de realidade virtual, de tantas inovações técnicas, os velhos procedimentos para experimentar comunicação a maioria das fezes não funciona.

Rever princípios, atualizar-se para melhor interrelação com os interlocutores é necessário e absolutamente indispensável.

No momento, ainda com a consolidação do modo em andamento, há de se entender que essa necessidade é absoluta, ainda mais quando a população brasileiro lhe é permitida caminhar apenas por dois caminhos: o da direita e o da esquerda, sem meio termo.

Enquanto isso, os erros vão se somando, a banalização vai tomando conta, a falta de autoridade vai influenciando nos resultados e a população percebendo – e tendo medo -, que alguns fantasmas, como o da inflação, do preço do dólar e do custo dos alimentos, começam a pairar sobre suas cabeças.

Todas essas incertezas podem ser amainadas pelo Norte do Brasil, começando pelo Amapá (ora veja!) a partir das reservas de petróleo que precisam deixar de ser reservas e se transformar em valores que possa melhora o PIB, acalmar a população, devolver autoridade à quem as perdeu e dela precisa, diminuir a vontade dos que têm pensamentos totalitários, realimentar a democracia para que todos voltem a respeitar a Constituição e as leis e, também, pensar no Brasil e no povo brasileiro. 

quinta-feira, 13 de março de 2025

Audiência Pública revela dados assustadores do assunto transplante de rim no Amapá

Rodolfo Juarez

Ontem, dia 13 de março, quinta-feira, foi realizada uma Audiência Pública, na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, com o objetivo de discutir quatro pontos escalados como principais para o grupo de mais de 600 pessoas que são PCR – pacientes Renais Crônicos e que estão passado por situações que precisam ser melhoradas.

Constaram da pauta: 1) a realidade dos PCRs no Estado do Amapá; 2) :Considerações sobre o TFD (Tratamento Fora de Domicílio); 3) transplante de rim no Estado do Amapá; e 4) Programa Habitacional e os PCRs vindos do interior do Estado.

A mesa dos trabalhos foi formada pelas seguintes autoridades: na Presidência o deputado estadual R. Nelson, que chamara a Audiência Pública. Do seu lado esquerdo, sentaram (na seguinte ordem): Whashington Picanço, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB; Amanda Bastos, presidente da AAMAR; e Edilene Sampaio, coordenadora da AAMAR. Do lado direto da presidência da Mesa, Gracilene Lobato, médica nefrologista do Hcal; Alonso de Sá Ribeiro, médico nefrologista do Hospital Estadual de Santana.

O presidente da Mesa, depois de abrir a sessão, entregou o comando da reunião para o cerimonial da AL que chamou para os pronunciamentos, na ordem, os seguintes participantes da mesa: Edilene Pantoja, Amanda Basto, Alonso de Sá Ribeiro e Washington Picanço que, antes a palestra da Dra. Gracilene Lobato, procuraram contribuir com o tema.

A palestra principal foi proferida pela médica nefrologista Gracilene Lobato que desenvolveu, satisfatoriamente, o tema que tinha para apresentar, falando sobre o Dia Mundial do Rim, e provocou a plateia que aplaudia a cada informação relevante.

Depois da palestra da médica, que falou sobre o Dia Mundial do Rim, tivemos a oportunidade de demonstrar pontos críticos que são visíveis no processo de atendimento aos pacientes renais crônicos no Amapá, considerando aspectos como os do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a falta que o transplante faz e s dificuldades que os pacientes que vêm do interior do estado para Macapá, para fazer hemodiálise.

Deixando tudo para traz, inclusive familiares dos quais nunca havia se separado e bens materiais como carro, casa, emprego, amigos e amigas e trazendo saudades, sacrifícios, prejuízos.

Ficou claro que os pacientes renais, por ser o Estado do Amapá o único estado da Federação que não faz transplante, querem providências para que isso se transforme em realidade, aliás, uma realidade que vem sendo prometida há mais de 10 anos.

Foram lidas manchetes de jornais antigos que revelam a falta de cumprimento de promessa para a população por parte da Secretaria de Estado da Saúde. Manchetes nas seguintes datas e com os seguintes teores:

“Promotoria da Saúde aciona estado para garantir serviço de transplante renal” – Site do Ministério Público do Amapá, em 11/03/2014.

“Profissionais discutem implantação de comissão para transplante de órgãos” – Agência de Notícias do Amapá, em 27/01/2017; e

- “Sem ações no Sistema Nacional, Amapá não transplanta órgãos, nem tem doadores por falta de estrutura” – G1/Amapá, em 27/09/2018.

O presidente da Mesa, avaliando o que fora a Audiência Pública, afirmou que vai ficar atento quando da leitura, discussão e votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e no Projeto de Lei do Orçamento Anual (LOA) como medidas que possam sanear o processo de transplante no Amapá.

 

quinta-feira, 6 de março de 2025

O ano só começa depois do Carnaval!

Rodolfo Juarez

Mais um carnaval se foi deixando estórias para serem comentadas e, até, confirmadas, dados os seus inacreditáveis motivos, sejam ligados ao próprio Carnaval, seja por nada ter a ver com a folia.

Mesmo assim, o dito popular de que “o ano só começa depois do Carnaval”, está sendo confirmado. Por ser o dito popular uma frase curta que transmite conhecimento e experiências sobre a vida, passando de geração em geração, é importante destaca-lo.

Estes primeiros 25 anos do século XXI, no Brasil e, especialmente no Amapá, tem sido assim. Todos esperam o Carnaval passar para, então, começar a desenvolver os seus projetos, estratégicos ou não, imaginados para todo o ano. Foram mais dois meses de espera pelo começo do ano produtivo, administrativo, fiscalizador, cobrador e tantas outras coisas. Precisamente 68 dias se passaram com as pessoas voltadas muito mais para as celebrações e festas do que para o trabalho.

Está certo que neste período de 68 dias de espera tivemos como polo dias como: o Dia da Confraternização Universal, nove sábados, nove domingos, uma terça-feira gorda para, afinal, chegar a quinta esperada, dia 6 de março, ontem, depois de passados 18,6% do ano de 2025.

Durante estes 18,6% do tempo do ano de 2025, estiveram em função por aqui artistas nacionais, regionais e locais, com as despesas pagas com dinheiro dos tributos cobrados da população, a Justiça parou por um período e com ela os advogados, os promotores, os defensores, entre outros. O governador viajou para Brasília e outras capitais brasileiras e para o exterior, houve férias gerais nos parlamentos. O presidente da república e seus ministros falaram coisas que vivaram memes e viralizaram na internet e, até, uma barreira teria caído e poluído importantes rios do Amapá.

Mas finalmente chegamos à confirmação do dito popular e ao esperado começo produtivo do ano de 2025. Agora sai, por exemplo, o Orçamento Público que os brasileiros esperam.

Agora é “mão na massa”, “arregaçando as mangas” sabendo que “para um bom entendedor, meia palavra basta” e que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Podemos esperar, desde agora, então, “cada macaco no seu galho”, pois não dá mais para alegar que “a pressa é inimiga da perfeição”, afinal de contas “águas passadas não movem moinho” e reconhecendo que “cão que ladra não morde”.

Por outro lado e querendo avançar, sei que “gato escaldado tem medo de água fria” e que “cavalo dado não se olha os dentes”, ainda não vale a pena ser daqueles que “antes só do que mal acompanhado”. Nestes tempos de grandes mudanças de uma geração para outra, sei que o “pior cego é aquele que não quer ver”.

Os tempos estão em mudanças rápidas e completas, valendo o dito popular que carimba “quem semeia vento, colhe tempestade”, que “pimenta nos olhos dos outros é refresco” e, por isso, é preciso dar “a Cesar o que é de César, a Deus o que é de Deus”, mas, sabendo que “as aparências enganam”.

As nossa convicções, algumas delas bastante atacadas, estão sustentadas no dito de que “as aparências enganam” e a “voz do povo é a vós de Deus”.

No Amapá um dos ditos mais repetidos é aquele que propõe: “em terra de cego, quem tem um olho é rei” mesmo acreditando nas máximas de que “quem cala consente”, “santo de casa não faz milagre” e de que “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

Por fim, sei que “não adianta chorar sobre o leite derramado”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

CArnaval =, a festa de todos!

Rodolfo Juarez

Hoje o Carnaval vai começar a escrever mais um capítulo da história desse movimento social que cresce, - e cresce -, muito por aqui, demonstrando que a fórmula vem se aprimorando e o público vem aprovando o movimento e comparecendo aos grandes espetáculos a céu aberto que anônimos proporcionam durante os desfiles na Ivaldo Veras, desenvolvendo o enredo escolhido aleatoriamente, mas, que é tão forte quanto a compreensão da mensagem.

A história do espetáculo deste ano começará ser escrita logo mais, no ambiente do templo do samba, o Sambódromo, em Macapá, a partir das 21 horas, com a abertura do desfile das escolas de samba. Desfile este que vai durar dois dias e será mostrado pelas 10 agremiações carnavalescas que são filiadas à Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá, a Liesap.

O começo de tudo já dista 62 anos.

O primeiro desfile organizado como competição foi realizado em 1963. Desde aquele tempo já se observava o ambiente de disputa acirrada entre os concorrentes, tanto que, por querer demonstrar isenção, os juízes-avaliadores chamados para dar as notas de cada quesito, foram pessoas estranhas para a população, sendo escolhidos, preferencialmente, o comandante e os demais tripulantes do avião comercial que pernoitaria em Macapá. Assim, se houvesse margem para reclamação (e sempre houve!) os alvos estavam longe da cidade, nos ares, voando para lugares distantes.

Em 1963, a então Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, hoje Associação, foi declarada vencedora e chegou ao tricampeonato quando conquistou o primeiro lugar e o título de campeã, nos dois anos seguintes: 1964 e 1965. A sequência foi interrompida pelo bicampeonato, em 1966 e 1967 da Embaixada de Samba Cidade de Macapá, na época presidida pelo saudoso R. Peixe.

Essas primeiras disputas foram realizadas na Avenida FAB, no trecho entre as  ruas Cândido Mendes e São José, na Praça Barão do Rio Branco, onde ficou marcado um protesto da Embaixada de Samba que levou para a Avenida, no dia da leitura do resultado, várias jacas, reclamando da pontuação que a escola recebeu.

Depois disso, o “palanque oficial” mudou de lugar, mas, continuando na Avenida FAB e se estabeleceu noutra praça que, à época, se chamava Praça da Bandeira, pois ali se hasteava, durante o cantar do Hino Nacional, a Bandeira do Brasil. A partir de 1977, a praça possou a se chamar Praça das Bandeiras, uma vez que a Bandeira Nacional recebia a companhia das bandeiras de todos os municípios do Estado do Amapá.

Os anos foram passando, os desfiles se realizando em alguns anos, e não sendo realizado noutros anos. Até agora, o macapaense não teve desfile de escola de samba em 14 anos. A maior sequência sem carnaval aconteceu nos anos de 1968, inclusive, até o ano de 1972, também inclusive. Foram 5 anos sem carnaval.

Em 1997 foi inaugurado o Sambódromo na Avenida Ivaldo Veras, havendo uma virada na qualidade do carnaval que se aprimora até o deste ano.

Em 2001 aconteceu o primeiro empate no primeiro lugar. Boêmios do Laguinho e Piratas da Batucada dividiram a conquista. A outra vez aconteceu no ano passado, 2024, quando Império do Povo e Piratas da Batucada dividiram a conquista.

Desde 1963 até agora, aconteceram 49 desfile: 16 vencidos pelo Boêmios do Laguinho, 16 vencidos pelo Piratas da Batucada, 9 vezes vencido pelo Maracatu da Favela, 3 pela Cidade de Macapá, 1 vez pelas escolas Unidos do Amapá (que não existe mais), Piratas Estilizados e Império do Povo.

Duas vezes o título foi dividido: uma vez entre Boêmio do Laguinho e Piratas da Batucada, e outra, entre Império do Povo e Piratas da Batucada.

Este ano tudo indica que conquistar o primeiro lugar será difícil, alcançada nos detalhes e, tomara, que não haja muitas reclamações.

Bom Carnaval a todos os nossos leitores!

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

O problema dos transplantes no Amapá pode virar solução

Rodolfo Juarez

Um dos maiores e mais graves problemas da saúde pública no está do Amapá começa a dar sinal, outra vez, de que se prepara para acabar com a invisibilidade de tantos pacientes renais que, até são cuidados, mas não são vistos.

O dia 13 de março, segunda quinta-feira do mês de março, é reservado, no calendário de eventos do Ministério da Saúde e de outras organizações brasileiras, como Sociedade Brasileira de Nefrologia, para realizar encontros de grupos sociais, grupos temáticos e grupos de gestão, com o objetivo de minimizar sofrimentos presentes e futuros, e tornar visível os problemas enfrentados pelos pacientes renais crônicos (PCR) em todo o Brasil e, especialmente, no Amapá.

No Amapá a situação atual é muito grave. No Brasil, o Estado do Amapá é o único estado da Federação Brasileira que, em 2023 e 2024, não teve registrada a realização de transplante de órgão, muito embora seja, o transplante de órgão, uma política nacional e integrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os pacientes renais crônicos daqui, têm que tomar a decisão de procurar o transplante que precisa, em um estado, abandonando todas as suas facilidades e dificuldades e enfrentando, em condições precárias, um desconhecido caminho e um desconhecido lugar, mas quem sabe, apesar de tudo, ali realimentar a sua esperança dando mais uma oportunidade para si mesmo e sua família.

A Associação Amapaense dos Renais e a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, estão programando uma audiência pública para o dia 13 de março, com o objetivo de debater o assunto com as autoridades do setor da saúde local, envolvendo aqueles que estão no Governo do Estado, na Prefeitura de Macapá, na Prefeitura de Santana, além de contar com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Amapá da Ordem dos Advogados do Brasil e, ainda, esperam os pacientes renais crônicos, contar com a participação do promotor de justiça que atua na área da saúde do Ministério Público do Amapá, assim como, dos órgãos afins que estão sediados no Tribunal de Justiça do Estado do Amapá.

Os mais de 600 pacientes renais crônicos, aqueles que fazem hemodiálise 3 vezes por semana, quatro horas por vez, estão precisando serem vistos e cuidados antes que morram.

A campanha deste ano está focada na prevenção.

Depois de conhecer as dificuldades administrativas, lidar com as limitações médicas e com as condições para continuar sobrevivendo, os pacientes renais crônicos se esforçam para contarem com decisões importantes no sentido de dar condições para que seja realizado, no Amapá, os transplantes que estão levando para longe daqui, para Porto Alegre, Curitiba, Santa Catarina, São Paulo, Fortaleza, São Luis, Belém e outros lugares, aqueles que precisam alongar a sua sobrevivência e deixar de depender de uma máquina, como a de hemodiálise (HD) ou hemodiafiltração (HDF), para viver.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Estádio Zerão, no Amapá, sem condições e público zero para ver o jogo Trem e Brusque de SC

Rodolfo Juarez

Mais um episódio que entra para a história recente do futebol amapaense: a realização do jogo entre Trem x Brusque, válido pela Copa do Brasil, conhecido por ser um torneio democrático, isso porque reúne times de todas as divisões do futebol brasileiro. Desde os gigantes da Série A até os pequenos clubes de cidades interioranas.

Pois bem, 92 clubes estão habilitados para as disputas da Copa do Brasil de 2025, sendo que 12 destes clubes entram apenas na terceira fase da Copa do Brasil, depois de terem sido eliminados 40 clubes na primeira fase e, mais, 20 clubes na segunda fase.

Os 20 clubes remanescentes dos 80, se juntam aos 12 clubes que entram na terceira fase, perfazendo um total de 32 clubes, quais sejam: 8 clubes vindos do Campeonato Brasileiro da série A ( os 8 primeiros), o campeão do Campeonato Brasileiro da série B, o Campeão da Copa Verde, o campeão da Copa do Nordeste. Como o campeão da Copa do Nordeste em 2024 foi o 3.º colocado no Campeonato Brasileiro de 2024, então o vice-campeão da Copa do Nordeste herdou a vaga e entra, na terceira fase da Copa do Brasil, pelo grupo dos 12.

Pelo Estado Amapá foram classificados o Trem e Oratório. O Trem Desportivo Clube por ser o campeão estadual em 2024, e o Oratório Recreativo Clube, por ter sido o vice-campeão estadual de 2024.

A tabela montada pela CBF, organizadora do torneio, marcou para o dia 19/02/2025 o jogo do Trem contra o Brusque, do Estado de Santa Catarina, no Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão; e o jogo do Oratório, para o dia 26/02/2025 (na próxima quarta-feira), contra o São José, do Rio Grande do Sul, também no Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão.

O Trem é de Macapá, a capital do Amapá, uma cidade com 487.200 habitantes (estimativa do IBGE para 2024) foi o campeão estadual de 2025; enquanto, Brusque é uma cidade do Estado de Santa Catarina, com 151.949 habitantes (estimava do IBGE para 2024) foi o 6.º colocado no campeonato estadual de 2025.

Macapá, considerando o tamanho de sua população e o tamanho da população de Brusque, equivale a 3,2 vezes a cidade catarinense.

O jogo Trem x Brusque, marcado para as 20 horas do dia 19/02/2025 desde a semana passada vinha merecendo as atenções dos desportistas locais e, especialmente, da diretoria do Trem que se mostrava, pelo menos pela imprensa e nos programas esportivos, todo interesse em fazer um bom jogo, classificar para a segunda fase e faturar um bom dinheiro, tanto como premiação da CBF (um milhão de reais para somar com os 830 mil da primeira fase), como o faturamento na bilheteria do estádio.

Na segunda-feira estourou a bomba: o Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão, não estaria em condições de receber público, por absoluta falta de segurança.

A correria começou e, ao final dos levantamentos feitos pelas autoridades da área de segurança do Estado do Amapá veio o veredito: o estádio não tem condições de receber público. Um prejuízo duplo para o Trem: financeiro e de ausência do torcedor nas arquibancadas para incentivar durante o jogo.

As opiniões ficaram dividias, mas a situação é imperdoável. O Estádio Milton de Souza Correa, o Zerão, com todo o seu apelo turístico, pertence ao Governo do Estado e tem uma Secretaria Estadual de Esportes para dele cuidar. Certamente não o fez, como também a Federação Amapaense de Futebol, pelos seus dirigentes, também esqueceu de tomar as providências necessárias em tempo hábil ou, pelo menos, avisar as responsáveis pela precária condição do estádio que acabou por ser constatada.

O Trem jogou, cumpriu a tabela e perdeu, 2 x 0! Uma pena!