quarta-feira, 18 de junho de 2025

Como foi a criação da Companhia Docas de Santana - CDSA

Rodolfo Juarez

Era o ano 2000, ano das eleições municipais em todos os municípios brasileiros, ano durante o qual seria conhecido o 4.º prefeito eleito para governar, como prefeito, o município de Santana. Naquele ano também seriam eleitos os 13 vereadores que formariam a 4.ª legislatura na Cãmara Municipal de Santana.

Pelo tamanho do colégio eleitoral do município, tudo ficaria resolvido no primeiro turno de votação que seria realizado no dia 1.º de outubro, dia das eleições em todo o Brasil.

Os eleitores da 6.ª Zona Eleitoral, exclusiva para Santana, já tinham elegido, até então, 3 prefeitos, 3 vice-prefeitos e os vereadores das 3 primeiras legislaturas.

Rosemiro Rocha Freires, Geovani Pinheiro Borges e Tadeu Medeiros foram, nessa ordem, os 3 primeiros prefeitos eleitos pela maioria dos eleitores, para gerir a Prefeitura de Santana.

Após a apuração dos votos, ainda no dia 1.º de outubro de 2000, o gurupaense Rosemiro Rocha (PL), tornara-se, pela segunda vez, prefeito de Santana, cargo que assumiu no dia primeiro dia de janeiro de 2001. Junto. Com Rosemiro, assumiu o cargo de vice-prefeito Redmilson Anselmo Nobre (PL).

Para a Cãmara de Vereadores de Santana foram eleitos: pelo PFL: Ranolfo Gato, José Vicente e Paulinho Melo; pelo PSDB: Josivaldo Abrantes e Claudomiro Guedes; pelo PL: Diogo Ramalho e Paulo Sérgio; pelo PSD: Mário Leonardo; pelo PT: Antônio Nogueira; pelo PCdoB: Roseli Matos; pelo PSB: Odenilson Marques; pelo PDT: Ester de Paula; e pelo PTdoB: Waldon Chaves, o Bada.

Nesse período havia entendimento da parte dos dirigentes da Companhia Docas do Pará (CDP) de que era oportuno discutir a mudança na gestão do Porto de Macapá, localizado em Santana, devido ao crescimento da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, devido o aumento na movimentação de cargas no porto minério localizado em Barcarena, no Estado do Pará.

O Governo do Amapá, teria sido consultado e não demonstrara interesse na estadualização do Porto de Macapá.

Vinha eu do cumprimento de um terceiro mandato na Presidência da  Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA) e tinha conhecimento da importância do Porto de Macapá para os empresários que estavam trabalhando com importados na Area de Livre Comércio de Macapá e Santana.

Nesse tempo, Jurandil Juarez, meu irmão, estava iniciando o 3.º anos de seu mandato de deputado federal. Jurandil Juarez tinha assento no Conselho de Autoridades Portuárias do Porto de Macapá e vinha trabalhando com emendas parlamentares que vinham possibilitando a construção do cais dois e dotando o Porto de Macapá com equipamentos modernos, além da ampliação do pátio de contêineres já existente na área do Porto.

Por tudo isso, era oportuno, naquele momento, criar uma empresa local para gerenciar os interesses do Porto de Macapá em Santana.

Amadurecia a ideia de ser criada, a exemplo da experiência do Pará, uma companhia docas, com o objetivo de gerir o Porto de Macapá. Feito a explanação ao prefeito Rosemiro Rocha, este deu o sinal verde para começar os trabalhos visando  a municipalização do Porto de Macapá.

O segundo passo era convencer os vereadores da oportunidade para analisar um projeto que objetivasse criar a Companhia Docas de Santana, através de uma proposta clara e objetiva e que, ainda, apresentasse claras condições de criação de emprego e geração de renda para os residentes no Município de Santana.

Foi assim que, no dia 19 de outubro de 2021, os vereadores da Câmara Municipal de Santana: Mario Leonardo, Antônio Nogueira, Rato, Diogo Ramalho, Roseli Matos, Ranolfo Gato, Coló, Odé, Vicente Marques, Ester de Paula, Paulo Matias, Paulinho Melo e Bada, discutiram, votaram e aprovaram, por unanimidade a Lei Autorizativa n.º 545/2001-PMD e, quando submetida ao prefeito, foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Município.

Dez dias depois, no dia 30 de outubro de 2021, foi publicado, no Diário Oficial do Município, o Decreto n.º 459/2021, que constituía a Companhia Docas de Santana - CDSA, como uma empresa pública, com personalidade jurídica de direito privado. No mesmo decreto o prefeito Rosemiro Rocha, aprovava e mandava publicar o Estatuto Social da Companhia Docas de Santana - CDSA.

No dia 5 de novembro de 2001 foram nomeados e empossados, no Gabinete do Preito Municipal de Santana, para um mandato de dois anos,  os Conselheiros Titulares do Conselho de Administração: Edival Cabral Tork, Maria do Socorro Braga de Carvalho, Ivanildo Silva da Costa e Rodolfo dos Santos Juarez; Conselheiros Suplentes do Conselho de Administração: Almir Nogueira da Silva, Jaime Viana de Queiroz, Afonso Ligório Pereira Colares e Ailson Consta de Oliveira; Presidente da Diretoria Executiva: Rodolfo dos Santos Juarez; Coordenador Financeiro e de Orçamento da Diretoria Executiva, Ailson da Costa Oliveira.

Naquele di tomaram posse ainda os membros do Conselho Fiscal. Os titulares: Cezar Nazaré Alves de Souza, Maria das Graças Reis Gondim, Benedita Farias Furtado; e os suplentes: Ademir Guimar dos Santos, Mário da Silva Brandão e Leila Marina Silva da Costa.

Estava, assim, pronta a Companhia Docas de Santana para receber o Porto de Macapá, trabalho que iria envolver negociação política, negociação administrativa, desmembramento patrimonial e disponibilidade de equipe técnica para implantação dos processos e dos serviços que antes eram executados pela Companhia Docas do Pará e que, agora, passariam a ser exercidos pela Companhia Docas de Santana.

 

segunda-feira, 2 de junho de 2025

O tempo das eleições de 2026 está chegando.

O tempo das eleições de 2026 está chegando.

Rodolfo Juarez

Começou o mês de junho, o sexta mês do ano de 2025 e, daqui a 120 dias, no dia 4 de outubro de 2025, começa o ano das eleições regionais e nacionais.

Nas eleições regionais os eleitores aptos a votar, escolherão entre os diversos candidatos, quem vai ser o governador e o vice-governador do Estado a partir de janeiro de 2027, quais os dois senadores e seus respectivos suplentes, que assumirão o cargo junto com os 8 deputados federais também escolhidos pelo eleitor apto e que comparecer para votar no dia 4 de outubro e que tomarão posse no primeiro dia de janeiro de 2027 e, ainda, os 24 deputados estaduais, para serem os seus fiscais na composição do orçamento público e nos gastos públicos do Executivo e da da própria Assembleia Legislativa do Estado.

O voto no Brasil é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos. Nas eleições deste ano, a votação em primeiro turno ocorrerá no dia 4 de outubro de 2026, e o segundo turno, se houver, em 25 de outubro de 2026.

Estão aptos a votar nas eleições de 2026 eleitores que apresentam situação regular perante a Justiça Eleitoral. Ou seja, que não têm pendências que os impeçam de exercer o direito ao voto. Uma consulta ao site do Tribunal Regional Eleitoral ou ao site do Tribunal Superior Eleitoral pode informa, ao eleitor, se está ou não com pendências com a Justiça Eleitoral ou se está apto a votar.

 Aquele que estiver completando 16 anos no dia das eleições, isto é, no dia 4 de outubro de 2026, poderá tirar o título de eleitor e votar, muito embora tenha ao seu dispor a prerrogativa de exercer o direito de não votar.

Para um brasileiro nato ou naturalizado concorrer a um cargo eletivo, é necessário: ter nacionalidade brasileira, estar em pleno exercício dos direitos políticos, ser alfabetizado e filiado a um partido político. É preciso também ter idade mínima para o cargo pretendido, domicílio eleitoral na circunscrição e cumprir o alistamento militar obrigatório, quando se tratar de homem.

Para as eleições regionais de 2026 as idades mínimas para os cargos que estarão em disputa são: 30 anos, para os cargos de Govenador e Vice-governador; 35 anos para Senador e seus respectivos suplentes; 21 anos para Deputado Federal e Deputado Estadual. 

Para ser candidato a um dos cargos oferecidos nas eleições regionais é preciso ser filiado a um partido, mas não só isso, tem que se apresentar, perante ao partido ao qual é filiado, demostrar o seu interesse em ser candidato a um dos cargos oferecidos para escolha do eleitor, e ver o nome deferido na convenção do partido.

Na convenção partidária referida, na data escolhida pela direção do partido ao qual o candidato a candidato é filiado, ver seu nome aceito para a disputa do cargo escolhido, através da votação na forma selecionada pelos dirigentes do partido ao qual o pretendente é filiado.

Daí em diante deve o candidato acompanhar o registro da sua candidatura para as disputar os votos no dia 4 de outubro de 2026, o primeiro domingo do mês, conforma manda a Constituição Federal e a legislação eleitoral. A campanha, com regras não tão obvias, precisa ser executada com planejamento e zelo.

Independentemente do resultado da eleição, sendo ou não eleito para o cargo pretendido, o candidato precisa cuidar da prestação de contas, uma obrigatoriedade indelegável para considerar, na prática, o ciclo encerramento.

  

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Ministra de estado deixa, aborrecida, sessão em Comissão Permanente do Senado

Rodolfo Juarez

Na terça-feira, dia 27/05, no decorrer de uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, houve registros de embates entre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP), e parlamentares da região Norte, quando o assunto discutido estava centrado no projeto de pavimentação da BR-319.

A BR-319, ou Rodovia Álvaro Maia, é uma rodovia federal que liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia, com cerca de 885 km de extensão. É a única via terrestre que interliga esses dois estados e é considerada crucial para o transporte de pessoas, cargas, alimentos e medicamentos. 

Atualmente, a BR-319 está em estado de degradação e não é totalmente pavimentada, especialmente o trecho central da rodovia. Interliga 22 municípios por entre a floresta amazônica, na região entre os rios Madeira e Purus. A rodovia foi inaugurada em 1973, no contexto de colonização da Amazônia e desativada por volta de 1988.

Em 2005, o governo federal anunciou a recuperação da rodovia por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas alegações de inconsistências nos estudos e relatórios de impacto ambiental acabaram por dificultar o processo de licenciamento ambiental.

A região de influência da BR-319 totaliza cerca de 553 mil km², com população estimada em um milhão e trezentos mil habitantes, dos quais 70% vivem em áreas urbanas. Embora existam diversas lacunas nas informações científicas, sabe-se que se trata de um território altamente biodiverso, com altos índices de endemismo de espécies e marcante presença de populações indígenas e ribeirinhas.

O que aconteceu na Comissão de Infraestrutura do Senado lembra as lutas dos representantes do Estado do Amapá, eleitos para o Senado e para a Câmara Federal, no que se refere à conclusão das obras na BR-156, também uma rodovia federal brasileira e de integração socioambiental.

A rodovia BR-156 atravessa o estado do Amapá, ligando Macapá a Oiapoque e a Laranjal do Jari, com 823 km de extensão. Considerada uma rodovia essencial para a integração e o desenvolvimento do Amapá, tem tido, igualmente à BR-319, dificuldades para atender às exigências ambientais, mesmo constando dos programas federais de indução ao desenvolvimento, como o PAC 1, o PAC 2 e do Novo PAC.

Os parlamentares amapaenses estão, nesse momento, em outro embate com as autoridades do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, sob a orientação da ministra Marina Silva, com relação ao fornecimento das licenças para que a estatal Petrobrás conclua os estudos que visam a exploração de petróleo na costa do Amapá.

Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, atuou como professora na rede de ensino secundário e engajou-se no movimento sindical. Foi companheira de luta de Chico Mendes e com ele fundou a Central Única dos Trabalhadores do Acre (CUT-AC), em 1985, da qual foi vice-coordenadora até 1986.

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Governo Federal, a audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, à qual ela havia sido chamada para falar da criação de áreas de conservação na região Norte. O senador Plínio Valério (PSDB-AM), ao cumprimentar Marina, afirmou que desejava "separar a mulher da ministra", porque a mulher "merecia respeito" e a ministra, não.

A reação da ministra foi um imediato pedido de desculpas por parte do senador amazonense, como não houve o pedido, ela deixou a sessão, deixando também para depois, questões de interesse da população e do desenvolvimento da região..

Dar as costas para os interesses das pessoas e dos desenvolvimentos da região tem sido um comportamento repetido, desta vez as alegações foram de ofensas e misoginia, questões pessoais e nada de interesse social ou econômico.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

CBF tem novo presidente

Rodolfo Juarez

No domingo, dia 25 de maio de 2025, 26 das 27 federações estaduais de futebol, 10 dos 20 clubes da série A e 10 dos 20 clubes da série B, através dos seus respectivos presidentes, compareceram e votaram definindo a eleição do novo presidente da Confederação Brasileiro de Futebol (CBF).

O colégio total de votantes da CBF é de 27 federações estaduais, com o voto de cada uma valendo 3 (três); 20 clubes da série A, com o voto de cada um valendo 2 (dois) e 20 clubes da série B, cada voto valendo 1 (um).

Samir Xaud foi eleito presidente da CBF por 46 eleitores, sendo 26 federações e 20 clubes, 10 da Série A e 10 da série B.

O total do corpo eleitoral da CBF é de 67 membros, os quais há dois meses, aclamaram Ednaldo Rodrigues por unanimidade.

 

Entre as federações, só a Federação Paulista, que tem como presidente Reinaldo Carneiro Bastos não votou. Com isso se esperava uma votação 108 votos de um total para pleno colégio de 141 votos, o que equivale a 76,59%. de  78 votos das 26 federações + 20 votos dos 10 clubes da série A presente  e + 10 votos, dos 10 clubes da série B presentes.

Se pode afirmar, assim, que a eleição de Samir Xaud para presidente da CBF foi marcada pelo esvaziamento dos clubes de elite. Em troca, houve presença de familiares dos novos cartolas da CBF, lotando o plenário onde se realizou a votação.

Os clubes da Série A que vieram e votaram na eleição de domingo: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória. Os clubes da Série B que apareceram e votaram na eleição: Amazonas, Athletic, Avaí, CRB, Criciúma, Operário, Paysandu, Remo, Vila Nova, Volta Redonda.

A CBF atravessa um histórico recente de problemas institucionais. Nos últimos anos, ex-presidentes como Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e Rogério Caboclo se afastaram ou foram banidos do futebol por denúncias de corrupção ou assédio, o que fragilizou a credibilidade da entidade.

O histórico dos últimos presidentes da CBF recomenda pelo menos mudanças profundas nos procedimentos e na forma de gestão, senão vejamos:

Ednaldo Rodrigues foi o 5º presidente da CBF a ser removido do cargo nos últimos 7 mandatos. Apenas Coronel Nunes, que ocupou a presidência interinamente entre 2017-2019 e em 2021, não foi afastado.

Ricardo Teixeira comandou a CBF de 1989 a 2012, renunciou alegando problemas de saúde e depois foi banido pela Fifa por receber cerca de US$ 8 milhões em propinas. José Maria Marin assumiu em 2012, mas foi preso na Suíça em 2015 no escândalo “Fifagate” e condenado nos EUA em 2017.

Marco Polo Del Nero presidiu a entidade entre 2015 e 2017, foi banido pela Fifa por corrupção e afastado preventivamente. Rogério Caboclo liderou de 2019 a 2021, mas foi afastado após denúncias de assédio, as quais ele negou.

Embora sem interferir diretamente no pleito, Fifa e Conmebol acompanharam de perto o processo, especialmente diante do risco de intervenção judicial ou de conflitos entre clubes e a Confederação, como já aconteceu em outras federações nacionais pelo continente.

O presidente da CBF, logo no dia seguinte à eleição, acompanhou  a primeira convocação da Seleção Brasileira por Carlo Ancelotti, o novo técnico.

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Como torcida desorganizada aplaudindo derrotas, defeitos e erros

Rodolfo Juarez

A polarização direita-esquerda que está alimentando a política, a gestão, a administração e as decisões públicas, socialmente instalada no Brasil há algum tempo, vem prejudicando o desempenho das autoridades em suas funções públicas e o resultado prática alcançado pelas administrações públicas em todos os níveis, levando a população ao enfrentamento desvantajoso dos preços das mercadorias e dos serviços, muito devido a uma taxa de juros incomum e uma inflação que, sem controle prático, assusta a todos, mas, principalmente aqueles que têm menos condições financeiras.

Essa situação deságua no que pode ser chamado de polarização ideológica que, quando se refere ao aumento da distância entre diferentes grupos de indivíduos, especialmente no contexto político e social, com base em crenças e opiniões divergentes. 

Isso significa que as pessoas tendem a se afastar de opiniões mais moderadas e a se aproximar de extremos opostos, criando grupos com posições ideológicas cada vez mais distantes. 

A polarização ocorre quando a divergência de opiniões e crenças entre diferentes grupos políticos e sociais aumenta significativamente. Ao aumento concomitante da polarização há o aumento da distância, nascendo uma tendência para que o centro político onde, teoricamente, estariam as posições moderadas, seja menos representado.

Na polarização há uma tendência dos grupos de indivíduos se afastarem de opiniões intermediárias e se aproximar de posições ideológicas extremas, que sempre têm consequências significativas, como a dificuldade de encontrar pontos em comum para a resolução de problemas, o aumento de conflitos e a erosão da confiança nas instituições. 

Em resumo, a polarização ideológica é um fenômeno social que se manifesta quando as diferenças de opinião e crença entre grupos e indivíduos aumentam, levando a uma maior distância entre as posições ideológicas e a uma possível dificuldade de diálogo e consenso.

A importância do diálogo e o consenso em qualquer plano de gerência ou gestão é indiscutível, então, sem o diálogo e sem o consenso, nada feito, não se avança, por mais objetiva que seja uma proposta de desenvolvimento. Não há acordo, não há avanço e objetivo final não é alcançado.

Apesar do emaranhado de leis, o Brasil patina, muito devido a posição em que os grupos decisórios se colocam e, mais ainda, por esses grupos estarem se engalfinhando na busca de uma verdade que ninguém tem.

A população, que fica apenas na posição de expectadora, vira torcida desorganizada, aplaudindo as derrotas, os defeitos e os erros, procurando com isso punir aqueles que deixaram, de lado, a autoridade que lhe foi outorgada para, nas filigranas da Administração, da Constituição e das Leis, criar mais dificuldades, mais obstáculo, em nome de um procedimento que não serve para ninguém, até para o atolado ideológico pouco serve.   

terça-feira, 20 de maio de 2025

Falando de mim mesmo, depois de completar 79 anos de idade.

Rodolfo Juarez

Ontem, dia 19 de maio de 2025, completei 79 anos.

Nasci em 1946, no interior do município de Afuá, na margem direita do igarapé Lipo-Lipo. Tive a trajetória do começo de minha vida, na prática, orientada pela necessidade de me ser oferecido - e aos  meus irmãos -, o conhecimento formal, por escolha do meu pai Heráclito Juarez Filho e da minha mãe Raimunda Pureza Juarez, ambos que agora são duas estrelas que ilumina intensamente aos meus irmãos e a mim, diretamente do céu e que, deixando a preferências dos seus confortos por aqui, seguiram a escolha do que elegeram para ser prioridade: a educação formal dos filhos.

Isso pode ser confirmado quando se observa a linha do tempo e as mudanças nas inflexões da trajetória da vida da família que, no começo de 1953 deixa a base econômica da família, sustentada pelo comércio no interior do município, e muda para a sede municipal, vivendo uma fase de transição do comércio para o serviço, abdicando da compra e venda de produtos da floresta e gêneros da alimentação primária, mudando para a prestação de serviços de transporte de mercadoria de Macapá para Belém e de Belém para Macapá.

Foram 7 anos na sede do município de Afuá, exatamente o tempo que passei estudando no Grupo Escolar de Afuá, onde completei o ensino primário.

Em dezembro 1959 mudamos para Macapá, capital do então Território Federal do Amapá. Mais uma mudança de toda a família e orientada pela não oferta, no município de Afuá do ensino ginasial e colegial.

Bem no começo de 1960, para ingressar no Colégio Amapaense, tive que fazer a prova de admissão, um espécie de vestibular para os pré-adolescentes que pretendiam continuar seus estuados.

Essas decisões foram todas tomadas pelos meus pais.

No Colégio Amapaense fiquei por sete anos como aluno. Nesse tempo, de 1960 a 1966, conheci professores, verdadeiros mestres, que me são caros até hoje. Tanto os do Curso Ginasial, que me mostraram qual caminho seguir depois da conclusão do Curso Científico (assim chamado, à época, o atual curso de 2.º grau).

Para se ter uma ideia, fazia parte do curriculum obrigatório do Curso Ginasial, entre outras disciplinas, matérias como: Latim, Inglês, Francês e Português (Gramática e Literatura).

Em 1965, depois de ser aprovado em Curso de Suficiência em Matemática para o 1.º Grau, realizado e avaliado pela Escola de Filosofia da Universidade Federal do Pará, assinei meu primeiro contrato com a Administração Pública, como professor, e fui designado para ministra aulas de Matemática na Escola Santa Bartolomea Capitâneo, onde permaneci no corpo docente até o ano seguinte, 1966.

Em janeiro de 1967, em Belém, fiz o vestibular para cursar Engenharia Civil na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Pará. Aprovado no Vestibular, mudei para Belém onde permaneci até 1971, quando em dezembro daquele ano, recebi o grau de Engenheiro Civil e, ainda em dezembro, voltei a residir em Macapá.

Aqui em Macapá, assumi diversos papeis, entre outros: empresário, funcionário público (municípios de Macapá e Santana, Território Federal do Amapá, Estado do Amapá e União Federal), participei da reorganização e da direção da ACIA onde foi eleito duas vezes presidente, da Fundação da FIEAP, onde fui presidente por duas vezes, da instituição da Senava (Superintendência de Navegação do Amapá) onde fui o primeiro superintendente, da instituição da Companhia Docas de Santana, onde fui o primeiro presidente, e da Municipalização do Porto de Macapá. Também, por duas vezes, fui presidente do Amapá Clube.

Estou refletindo isso, olhando para caminho que caminhei e pelas marcas que deixei, durante estes 79 anos, destacando que, nesse período, ainda deu tempo para fazer mestrado em Engenharia Urbana, pela Fundação Getúlio Vargas, Doutorado em Infraestrutura Urbana, e Advogado, desde 2014, pela Seccional do Amapá da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AP), com escritório jurídico em Macapá, onde continuo acreditando no Estado do Amapá, na importância da Amazônia e no Brasil.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

O Brasil precisa avançar para escrever a sua melhor história

Rodolfo Juarez

Já vivi vários momentos da política brasileira. Nasci em 1946 e, mesmo morando no interior do Estado do Pará, meu pai se atualizava e a nós, seus filhos, dando oportunidade para conhecer relatos e descrições das épocas mais distantes da nossa realidade.

Tanto que os livros de importantes historiadores da primeira e da segunda guerra mundial faziam parte da biblioteca do meu pai, bem como os romances dos escritores brasileiros mais conhecidos e que descreviam as sociedades contemporâneas que formavam o Brasil, lá pelo começo do século XX.

As revistas O Cruzeiro, Manchete, Fatos e Fotos, e Realidade com regularidade chegavam, mesmo com as editorias atrasadas, mas chegavam. Tive perfeita noção da conquista da Copa do Mundo de 1958 pela seleção brasileira, por exemplo, devido a estas revistas. Isso significa dizer que tive oportunidade de considerar o quanto valorosa foi a conquista para o torcedor e todo o povo brasileiro.

Já em Macapá desde 1959, por aqui vivi a intranquilidade nacional com a renúncia do presidente Jânio Quadros, o Homem da Vassoura que, manhoso como era e trazendo o costume de quando governou São Paulo com bilhetinhos, também tentou governar o Brasil com os seus bilhetinhos.

As dificuldades brasileiras aumentaram quando João Gulart, o vice- de Jânio, assumiu o Governo e com clara tendência de tornar o Brasil uma República Socialista. Em pouco tempo saímos do Presidencialismo para o Parlamentarismo, uma providência que não diminuía a tensão.

A movimento revolucionários acabou crescendo e conquistando força suficientes para retirar João Goulart do Poder, que primeiro se retirou para o Rio Grande do Sul, onde um dos seus coincidentes de pensamento, Leonel Brizola, lhe prometia guarda e que, de lá, governaria o Brasil. Não deu certo e teve que sair para exílio, para o Uruguai onde tinha fazendas.

A administração pelos revolucionários militares, depois de devolver o presidencialismo, continuou até a eleição indireta de Tancredo Neves que morreu antes de, efetivamente, tomar posse. Sarney, o seu vice, assumiu. Negociou o tamanho do mandato que tinha para cumprir e renunciou a um ano, passando de 6 para 5 anos o tamanho do mandato. Nesse tempo os brasileiros enfrentaram um inflação mensal impensável, acima de mil porcento.

De lá para cá os eleitores brasileiros não ficaram mais satisfeitos com os resultados oferecidos pelos dirigentes. Collor renunciou, Lula em dois mandatos acabou indo às varas criminais do Judiciário e aos tribunais que o condenaram. A Dilma acabou sendo impitimada e Lula preso.

Vem Bolsonaro, com outra mensagem, armando todo mundo, com a bandeira do Brasil apoiada no pescoço e uma faixa com a palavra “direita”. Brigas, confrontos e desafios, até o 8 de janeiro que, pelo menos até agora, o grande público não sabe quem está falando a verdade. A dúvida é o pior dos problemas.

Os poderes se engalfinham e até movem os “moinhos” de outros países, mostrando que a administração pública não está merecendo boa nota.

Os escândalos estão se tornando frequentes, a corrupção dá a impressão de que continua firma nas diversas dobras do Governo e em caminhada de aumento. Até os aposentados e os beneficiários do INSS estão assustados com a roubalheira.

Na confusão a “primeira-dama” da pitaco onde não deve e aumenta o constrangimento, mesmo entre os parceiros ideológicos

O eleitor brasileiro precisa entrar em cena e assumir a responsabilidade quando for chamado para escolher o próximo presidente que precisa ser uma pessoas preparadas para governar o Nação. Essa responsabilidade é do eleitor e tomara que todos eles compreendam que não importa se o governante é da esquerda ou da direita. O escolhido precisa ser honeste e competente.