terça-feira, 15 de julho de 2025

O livro, a idoologia e o resultado

Rodolfo Juarez

O livro “A Verdade Vencerá”, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela Editora Boitempo, no dia 16 de março de 2018, tem somo subtítulo "o povo sabe por que me condenam".

O livro contém uma série de entrevistas feitas nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro de 2018 no Instituto Lula, pelos jornalistas Juca Kifouri e Maria Inês Nassif, a editora Ivana Jinkings e ao professor universitário Gilberto Maringolni.

Trata-se de entrevistas sobre política, vida, futebol e uma reflexão sobre a biografia de Lula: de líder sindical para presidente  da república. Explora temas como a morte de sua ex-esposa Marisa Letícia e o nome de Lula em escândalos de corrupção como a Lava-jato, além de uma pequena biografia de Lula e fotos de arquivos em atividade política.

Lula, hoje como ontem, se diz o resultado da consciência política da classe trabalhadora brasileira pois, segundo ele, quando a classe trabalhadora evoluiu, ele evolui junto. Hoje o presidente Lula repete, toda vez que tem oportunidade: “eu sou a viva alma mais honesta deste país”.

O presidente Lula não esconde, inclusive quando se coloca como protetor dos pobres, sua admiração explicita por Che Guevara, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro, Muammar Gaddafi, Hugo Chaves, Nicolás Maduro e, ainda chama de companheiro para Vladimir Putin, Xi Jinping,  entre outros ditadores que escravizaram seus povos.

Dizendo defender os pobres, a grande verdade é que não existe Lula sem a pobreza, não existe o comunismo sem os menos favorecidos. Em um país onde grande parte da população não tem o que comer, não tem moradia, saúde, educação, entre outros, se encontra, assim, fragilizada e possível de ser conquistada com muito pouco ou lhe dando apenas esperança.

Mas ai vem o dia seguinte, onde além da comida, da água e de um ponto de luz, as pessoas começam a desejar algo mais e que nunca virá. A pobreza é uma necessidade do socialismo que, em regra se alimenta da miséria, da ignorância, do desespero e sempre acha que o mundo deve algo a ele.

Winston Churchill. militar, estadista e escritor britânico  que serviu como primeiro-ministro do Reino Unido de 1940 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, dizia que “o socialismo é a filosofia do fracasso, da pregação da inveja, a crença na ignorância e seu defeito marcante é a distribuição igualitária da miséria, entre todos, exceto os seus líderes”.

No Brasil jamais um homem representou a alma do socialismos como Lula, seja como lider sindical, presidente do PT, deputado federal, ou presidente da República. Se vale da simplicidade e da bondade da população para prometer e não fazer, afirmar e não cumprir e, agora, se debater com índices econômicos que assustam até aqueles que, um dia pensaram que “nada tinham com isso” ou que “isso não fazia parte de sua vida presente ou futura”. Enganou-se!

Agora já com os companheiros enriquecidos, amigos empresários e parentes bilionários, os seus adversários apontam o dedo, os governos estrangeiros punem o Brasil e alcançam a maior parte do seu povo, a parte pobre que fica, ainda, mais pobre e com mais dificuldades.

Economia devastada e apontando para um ano perdido, com o desenvolvimento social prejudicado e um futuro de muito trabalho para quem assumir, em 2027, o governo brasileiro.

 Além disso, há o confronto em uma política cultural que colocou uns contra os outros, divididos pela cor de sua pele, orientação sexual e crença. O povo brasileiro de quaisquer das regiões, já não pode assistir isso calado, afinal somos mais de 250 milhões de pessoas e almas, a imensa maioria correta, esperançosa e confiante.

Margaret Thatcher já apontava um caminho: “os socialistas acordam sedo para promover sua causa, devemos nós, levantar ainda mais sedo para defender a nossa liberdade”.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

As Organizações Sociais, FUNDESA E SAÚDE LINK, na gestão de parte do sistema de saúde do Amapá

Rodolfo Juarez

O sistema de saúde, da forma como se apresenta para a população do Estado do Amapá, não é mesmo para amadores. Por mais esforço daqueles que, no sistema e pelo sistema trabalham, e por mais que a população se revista de toda a paciência do mundo  não atinge a proposta menos ambiciosa daqueles que pensam como a saúde deve estar disponível para a população.

A ideia de gestão da saúde por Organizações Sociais, as chamadas OSs, surgiu no Brasil, em São Paulo, no contexto da Reforma do Estado, no início dos anos 1990.

Essa proposta propunha introduzir no serviço de saúde do estado, um modelo de parceria público-privada na gestão do serviço, com a entrega para que as entidades sem fins lucrativos, prestassem o serviço oferecendo a qualidade e a pontualidade para os serviços até então prestados diretamente pela administração pública. Não conseguia. 

A legislação que regulamentou as OSs na saúde, como a Lei Federal nº 9.637/98, publicada em 18 de maio de 1998, abriu caminho para a expansão desse modelo, sendo pioneira na implantação dessas organizações, tendo em sua ementa disposições sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, bem como a criação do Programa Nacional de Publicização.

O artigo 20 da lei 9.637/98 cuida da criação, mediante decreto do Executivo, do Programa Nacional de Publicização – PNP, com o objetivo de estabelecer diretrizes e critérios para a qualificação de organizações sociais, a fim de assegurar a absorção de atividades desenvolvidas por entidade ou órgãos públicos, com ênfase no atendimento do cidadão-cliente; nos resultados qualitativos e quantitativos nos prazos pactuados; e controle social das ações de forma transparente.  

As OSs passaram a receber recursos financeiros e a gerenciar bens, equipamentos e pessoal do poder público, sob a justificativa e o compromisso de entregar maior eficiência na gestão e na oferta de serviços de saúde. 

O surgimento das OSs na saúde também foi acompanhado de debates e críticas, especialmente em relação à transparência, controle e qualidade dos serviços prestados por essas entidades. O debate sobre a gestão da saúde por OSs envolve a discussão sobre a privatização da saúde, a ampliação do acesso e a busca por um modelo de gestão mais eficiente e eficaz.

Os primeiros dias da gestão de Clécio Luis como governador do Estado do Amapá, isso em janeiro de 2023, foram, prioritariamente, voltados para, como dizia o governador, “resolver o problema da saúde”.

A luta e a divulgação das ações foram de choque. O governador queria ver os corredores do Hcal e do HE desocupados, livres para serem apenas corredores dos hospitais.

Durante a empreitada o governador percebeu que o problema era ainda maior do que imaginava. Não conseguiu, apenas com a suas forças, suas vontades e a capacidade do Governo, resolver os problemas dos quais se valiam os seus críticos e deixavam a população com dúvidas..

O desafio estava posto e o Governo, e não só o governador, precisavam vence-lo. Fez sucessivas mudanças no comando da Secretaria de Estado da Saúde e, nada.

Resolveu, então, partir para a divisão das tarefas do Governo com as Organizações Sociais, sempre guiado pela vontade de vencer o desafio que lhe se havia imposto.

As organizações sociais não tem fins lucrativos e já vinham dando certo em alguns lugares e noutros nem tanto. Mas assim mesmo saiu para a experiência. Aliás essa experiência já havia sido feita em governos anteriores (não havia dado certo!)

O fato é que hoje, duas organizações sociais estão no comando da gestão de parte do sistema de saúde do estado: a FUNDAÇÃO DE SAÚDE AMAPAENSE – FUNDESA (CNPJ 50.956.623/0001-00), uma fundação pública de direito privado estadual ou do Distrito Federal, que tem como atividade econômica principal, APOIO E GESTÃO À SAÚDE; a outra OS é a SAÚDE LINK LTDA (CNPJ 25.136.396/0002-00), uma sociedade empresária Ltda.

O prédio onde funciona uma ampliação do Hcal está sendo identificado como Anexo do Hcal. Os serviços de saúde executados no Anexo do Hcal e a gestão do pessoal está sob o comando da FUNDESA e parte dos serviços prestado no Hcal está entregue à gestão da SAÚDE LINK.

Uma das duas organizações sociais está com pagamento atrasado e os servidores CLT estão reclamando. 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Antes tarde...

Rodolfo Juarez

No sábado, dia 5 de julho de 2025, um legado da Copa do Mundo FIFA de 2014, realizada no Brasil, foi entregue pela Federação Amapaense de Futebol – FAF, à comunidade. Estou falando do Centro de Desenvolvimento de Futebol do Amapá, localizado no bairro Marabaixo, na zona oeste de Macapá, resultado de uma oportuna parceria entre a FIFA, a CBF e a FAF.

O objetivo do Centro de Desenvolvimento do Futebol é fortalecer as categorias de base dos clubes locais, revelar talentos e impulsionar o futebol.

O Centro possui campos oficiais de futebol com grama padrão Fifa, vestiários completos e acessíveis, e área administrativa para coordenação de projetos, com objetivo de impulsionar a formação de atletas e capacitar técnicos e profissionais do futebol.

A Federação Amapaense de Futebol projeta atender, prioritariamente, crianças e jovens, oferecendo a estrutura para escolinhas, em atividades, e que possam contribuir para a inclusão social e o desenvolvimento do esporte na Estado.

A infraestrutura do Centro de Desenvolvimento do Futebol é moderna e está pronta para oferecer treinamentos e desenvolvimento técnico objetivando ser o polo estratégico para o crescimento do futebol no Amapá.

A diferença entre as arenas construídas em diversas praças da cidade de Macapá e o centro de treinamento para futebol reside em suas funções e em sua estrutura. 

Enquanto uma arena é um local projetado para receber eventos esportivos e outros tipos de espetáculos, com arquibancadas e infraestrutura para acomodar o público, um centro de treinamento é focado no desenvolvimento e preparação de jogadores, com campos de treino contendo medidas oficiais, academia, e outras instalações voltadas para a prática esportiva e o aperfeiçoamento de novos atletas.

O futebol, que no Estado do Amapá já foi referência regional, exportando  jogadores que fizeram grande sucesso e se tornaram ídolos de clubes de outros estados como o Pará, Amazonas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros; e clubes como Nacional, Rio Negro, Remo, Paysandu, Tuna, Internacional de Porta Alegre, Fluminense, Atletico Mineiro, entre outros, além de jogadores que saíram para jogar fora do Brasil tendo como base o desempenho em clubes originários do Amapá.

Clubes do Amapá já tiveram bom desempenho em competições regionais, como o Copão da Amazônia, superando adversários históricos e tradicionais, conquistando títulos e conformando um celeiro de craques, mas, tudo isso está no passado, principalmente depois que o futebol local precisou ser profissionalizado e, tudo isso, provavelmente, por falta de uma estrutura local que pudesse motivar as crianças e os adolescentes à prática do futebol.

Atualmente os resultados alcançados pelas equipes amapaenses nos confrontos regionais e nacionais não são dos  melhores e nem razoáveis. As participações de times do Estado do Amapá, com raríssimas exceções, em competições nacionais como a Copinha, realizada em todos os começos de ano em São Paulo, são muito ruins, apesar do grande esforço de dirigentes que se arriscam nessa empreitada.

A devolução dos centros de futebol à comunidade pode possibilitar, principalmente às crianças e aos adolescentes, oportunidades para terem seus talentos futebolísticos descobertos e aprimorados.

O novo tempo pode ser bom para todos!

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Rodolfo Juarez

Neste ano de 2025 completei 79 anos de idade.

Em 1973, quando ainda não tinha 2 anos do recebimento da outorga como engenheiro civil pela Universidade Federal do Pará, o que havia acontecido em 17 de dezembro de 1971, trabalhava como responsável técnico da Construtora Brasileira de Engenharia e Comércio Ltda e, além das obras das quais era o responsável técnico, participava, junto com as pessoas que trabalhavam comigo na construtora, pedreiros, ajudantes, mestre de obras, encanadores, eletricista, desenhistas, vigilantes, entre outros, e fornecedores de material e serviço, do time de futebol da empresa.

Em agosto daquele, 1973, o time da Construtora Brasileira recebia, no campo dos bombeiros que ficava no local onde está o prédio do comando do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá, em Macapá, o time do “seu” Curinga, dono de uma serraria que ficava em frente a Macapá, em uma das ilhas da foz do rio Amazonas.

Durante o jogo, em uma disputa de bola, “seu” coringa, com seus mais de 120 quilos e eu, tivemos uma disputa (imaginem!) e ele acabou caindo por cima de mim o que resultou em uma distensão que me deixou sem poder participar dos jogos da Construtora até o final do ano.

Pois bem, na semana passada, na quarta-feira, 25 de junho, quando voltava para o escritório (hoje atuo também como advogado), chovia um pouco e, às pressas, tentei passar, da rua para a calçada. Escorreguei... Senti que havia sofrido um estiramento muscular de gravidade significativa.

O estiramento muscular também conhecido como distensão muscular, é uma lesão que ocorre quando as fibras musculares são esticadas além do seu limite, causando dor, inchaço e dificuldade de movimento na região afetada. Essa lesão pode ocorrer em diversas situações, como durante a prática de esportes, exercícios físicos ou até mesmo em atividades cotidianas. As de quais fui acometido foi daquelas decorrentes de atividades cotidianas.

O músculo da  minha coxa esquerda foi submetido a uma carga maior do que aquela ele suporta, seja pelo esforço ou mesmo pela idade. As fibras romperam e, agora, estou no “estaleiro” novamente, com cores que já nem tinha lembranças, não sei por se por ter esquecido ou por não querer lembrar.

E evidente que, com 79 anos de idade, o meu condicionamento físico é inadequado para suportar um escorregão como aquele que experimentei e a probabilidade de sofrer a distensão está mais presente.

A dor é incrivelmente intensa! Não dá para fazer qualquer movimentação sem ter um apoio e, assim, estou usando um apoiador, não sei se para sofrer menos dor ou para tentar enganar as avaliações que faço de mim mesmo.

As distensões (ou estiramentos) são medidas em graus: de grau I, para distensões leves, assim consideradas as lesões mínima, com alguns poucos fibras musculares rompidas. A dor é leve e a movimentação é pouco afetada; de grau II, para distensões moderadas, assim consideradas lesões mais significativa, com mais fibras musculares rompidas. A dor é mais intensa e a movimentação é limitada; e de grau III, as lesões mais severas, com ruptura total das fibras musculares. A dor é muito intensa e a movimentação é praticamente impossível.

Para o tratamento é importante consultar um médico ou fisioterapeuta para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado para a sua distensão muscular. Consultei o médico e estou sendo acompanhado pela fisioterapeuta Nádia Guimarães que efetiva os exercícios necessários e observa a evolução do tratamento.

Doutra parte, como naturais consequências, o repouso, a aplicação de gelo, a compressão por bandagem elástica, a fisioterapia, a ingestão adequada de analgésicos e anti-inflamatórios, aquecimento e alongamento sempre que possível, fuga de movimentos bruscos, alimentar-se com uma dieta equilibrada contendo nutrientes necessários para a saúde muscular.

Para manter os músculos hidratados, o ser humano precisa beber bastante água. E agora? Sou paciente renal e não posso beber muita água. Resta o bom senso!  

 

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Antecipação da reunião de cúpula da COP30 e suas consequências

Rodolfo Juarez

No artigo anterior tratamos da questão da antecipação da Cúpula dos chefes de estado da COP30 que está programada para ser realizada em Belém do Pará no período de 10 a 21 novembro.

O primeiro parágrafo do artigo teve a seguintes composição: “o governo brasileiro decidiu que a cúpula de chefes de Estado da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, será antecipada e está confirmada para acontecer nos dias 6 e 7 de novembro de 2025, quinta e sexta-feira, em Belém, capital do estado do Pará. A decisão foi informada pelo secretário extraordinário para a COP 30, Valter Correia, que destacou a importância de realizar a abertura com mais tranquilidade e organização”.

Inicialmente, esta etapa, também chamada de segmento de alto nível, ocorreria dentro da programação oficial – de 10 a 21 do mesmo mês.

Justificou o secretário “Nós estamos tornando oficial isso, é uma decisão do Brasil. Fazer antes, dá tempo para fazermos uma reflexão com mais de tranquilidade, sem pressão da rede hoteleira, sem a pressão da cidade, e isso ajuda também a organizar melhor a abertura da COP sem grandes problemas".

Esta será a primeira vez que o segmento de alto nível ocorrerá de forma separada da programação oficial da COP. Nos anos anteriores, a cúpula de chefes de Estado ocorria após a abertura oficial, nos primeiros dias de programação.

A cúpula é o momento em que os líderes de Estado apresentam as posições nacionais em seus discursos. As declarações orientam e impulsionam a etapa de negociações que ocorre em seguida.

Segundo o secretário extraordinário para a COP30, a organização da Conferência das Nações Unidades sobre mudanças do clima, trabalha junto aos governos do Estado do Pará e do Município de Belém no aprimoramento da infraestrutura para garantir as acomodações para cerca dos 50 mil participantes esperado. 

Estão sendo criados 26 mil novos leitos em hotéis, embarcações, moradias de temporada e alojamentos e mais de 30 obras estão em andamento na capital paraense para desenvolver a infraestrutura urbana e de saneamento e melhorar a mobilidade.

Ficou fora de objetividade deslocar a reunião da cúpula dos chefes de estado da COP30, ou seja, daquelas autoridades que vão tomar a decisão sobre as questões climáticas, antes de saber o que os técnicos apontarão como o problema do aquecimento global pode ser melhorado tendo a variação controlada.

Os resultados práticos desde o Protocolo de Kyoto, em 1997, e o Acordo de Paris, em 2015, que estabeleceram metas de limite para o aquecimento global de 1,5°C acima dos níveis da época pré-industrial.

Segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicados em 2023, o mundo já aqueceu 1,1°C e os efeitos são visíveis: ondas de calor, secas, enchentes e furacões mais intensos e frequentes. Se a comunidade mundial não agir rapidamente, os impactos previstos poderão catastróficos e o Protocolo de Belém (se é que ter um) poderá ir no mesmo caminho. 

quinta-feira, 26 de junho de 2025

COP30 tem cúpula de chefes de Estado antecipada para 6 e 7 de novembro

Rodolfo Juarez

O governo brasileiro decidiu que a cúpula de chefes de Estado da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, será antecipada e está confirmada para acontecer nos dias 6 e 7 de novembro de 2025, quinta e sexta-feira, em Belém, capital do estado do Pará.

A decisão foi informada pelo secretário extraordinário para a COP 30, Valter Correia, que destacou a importância de realizar a abertura com mais tranquilidade e organização. 

Segundo o secretário a cúpula faz parte da COP, e a antecipação é uma decisão dos organizadores brasileiros para ter tempo de uma reflexão mais aprofundada, sem a pressão da rede hoteleira ou da cidade, além de ajudar na organizar da abertura do evento.. 

A Cúpula faz parte das atividades oficiais da Conferência, que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro, e colocará o Brasil no centro das discussões globais sobre mudança do clima. O governo federal, em conjunto com os governos do Pará e Belém, trabalha para garantir infraestrutura e acomodações adequadas aos participantes durante os onze dias de evento.

A COP30, prevista para acontecer de 10 a 21 de novembro deste ano, reunirá líderes mundiais, cientistas, ativistas e representantes de diversos setores para discutir e buscar soluções para as mudanças climáticas, um dos maiores desafios atuais da humanidade.

Mas, afinal, o que é a COP e porque ela é tão falada e tão importante?

A COP é um evento anual que reúne países signatários da UNFCCC para negociar acordos e políticas globais de combate às mudanças climáticas. Desde a primeira edição, em 1995, as COPs têm sido palco de decisões importantes, como o Protocolo de Kyoto, em 1997, e o Acordo de Paris, em 2015, que estabeleceu a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis da época pré-industrial.201.

No entanto, pelo que se vê na prática, os compromissos assumidos até agora não têm sido suficientes. Segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicados em 2023, o mundo já aqueceu 1,1°C e os efeitos são visíveis: ondas de calor, secas, enchentes e furacões mais intensos e frequentes. Se a comunidade mundial não agir rapidamente, os impactos previstos serão catastróficos.

Por outro lado, o aumento da temperatura não está apenas nas medições realizadas ao redor do mundo. Durante o Carnaval deste ano, se percebeu com facilidade esse fenômeno: as temperaturas nos primeiros dias de março ficaram acima da média.

Belém, com mais de 400 anos de história, Belém, é um importante centro cultural, econômico e logístico da Amazônia.

O Brasil, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, conforme carta da presidência brasileira da COP30, busca fortalecer o multilateralismo, conectar a sociedade civil e acelerar a implementação do Acordo de Paris, destacando a importância da cooperação internacional, da ciência e da conservação das florestas para combater a mudança do clima.

 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Apesar da enfermaria beira-leito, os pacientes renais crônicos continuam invisíveis no Amapá

Rodolfo Juarez

Desde o dia 12 de junho deste ano de 2025, o Hospital de Emergência (HE) Dr. Oswaldo Cruz, que pertence ao Governo do Estado do Amapá, dispõe de uma enfermaria do tipo beira-leito, para atendimento de pacientes que dão entrada no HE com crises renais ou são pacientes renais crônicos de uma das clínicas de hemodiálise com endereço em Macapá ou Santana.

A enfermaria beira-leito conta com 4 leitos e está equipada com quatro máquinas de hemodiálise de última geração e têm a gestão privada da empresa Clínica Uninefro, segundo informações de fontes da Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Estado.

A enfermaria beira-leito, também chamada de atendimento ou cuidado à beira leito, refere-se ao conjunto de ações e procedimentos realizados diretamente no leito do paciente, com o objetivo de prestar assistência integral e personalizada. Isso inclui a administração de medicamentos, monitoramento de sinais vitais, avaliação do estado clínico e outras intervenções de enfermagem, tudo focado na interação direta com o paciente e na otimização do seu cuidado.

O atendimento beira-leito busca abranger todas as necessidades do paciente, desde a avaliação clínica até a administração de tratamentos e a promoção do bem-estar. O enfermeiro, ao atuar à beira leito, estabelece uma relação mais próxima com o paciente, o que facilita a comunicação, a identificação de suas necessidades e a adaptação do cuidado. 

A assistência beira-leito envolve a aplicação do processo de enfermagem, que inclui a avaliação, o planejamento, a implementação e a avaliação da assistência prestada ao paciente. Sistemas informatizados, como o beira-leito, auxiliam os profissionais de enfermagem na coleta, armazenamento e organização de dados do paciente, otimizando a tomada de decisões e a segurança do tratamento. 

O atendimento beira-leito pode levar a melhorias na qualidade da assistência, na satisfação do paciente, na segurança do tratamento e na eficiência do trabalho da equipe de enfermagem. 

Em resumo, a enfermaria beira-leito representa uma abordagem centrada no paciente, onde o cuidado é prestado de forma mais próxima, personalizada e eficiente, utilizando a tecnologia para otimizar o trabalho da equipe de enfermagem e promover a segurança do paciente.

O Hospital de Emergências (HE) Dr. Oswaldo Cruz, em Macapá, é conhecido por atender casos de alta complexidade, incluindo ortopedia, neurocirurgia, oftalmologia e AVC. Além do atendimento clínico geral.

O hospital funciona 24 horas por dia, incluindo fins de semana. O HE também é focado em casos de urgência e emergência, e recentemente passou por reformas, ampliações e melhorias na estrutura, funcionalidade e atendimento. 

Em relação à classificação de risco, o HE utiliza a metodologia internacional de cores (vermelha, laranja, amarela, verde e azul) para determinar a ordem de atendimento.

A disponibilização de uma enfermaria do tipo beira-leito destinada ao atendimento dos pacientes renais, eventuais ou crônicos, é um bom avanço no oferta do serviço do sistema de saúde pública no Estado do Amapá, entretanto, é importante lembrar que a hemodiálise, a hemodiafiltração, a dialise peritonial não oferecem a cura, mantêm vivo o paciente na espera de um transplante de rim.

Na nomenclatura médica, entretanto, é pacífico o reconhecimento de que a hemodiálise, a hemodiafiltração e a dialise peritonial sejam reconhecidos como um tratamento utilizado para pacientes com insuficiência renal, tanto aguda quanto crônica, quando os rins não conseguem mais desempenhar suas funções de forma adequada.

Os pacientes renais crônicos, que vivem no Amapá, neste ano de 2025, já participaram de duas audiências públicas, uma na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, no dia 13 de março e uma na Cãmara de Vereadores do Estado do Amapá, no daí 14 de maio, e ainda não viram concretizadas quaisquer das necessidades, ditas e reconhecidas como urgentes, no sentido de ativar os programas de interesses dos renais crônicos e de outros pacientes que necessitam de transplante de órgão aqui no Amapá.

Continuam os pacientes renais, que necessitam de transplante, invisíveis e desconsiderados, muito embora já sejam mais de meio milhar e contemplem o ocaso da vida sofrendo e sem perspectiva, se considerada as providências das autoridades responsáveis pela gestão da saúde no Estado do Amapá.

O Amapá é o único estado da Federação que não faz transplante. Os transplantados que moram por aqui, fizeram o transplante em outro estado. Todos os outros estados brasileiros, independente da região, realizam transplantes e operam os programas de Doação de Órgãos e de Transplante de Órgãos. Aqui, nada disso é feito!