JAA, 25 de junho de 2026
Partidos políticos no Amapá agem como se estivessem
desistindo do Governo e não apresentam candidatos para disputar a chefia do
Executivo.
Rodolfo Juarez
A polarização do
que poderá ser a disputa entre apenas dois candidatos ao Governo do Amapá,
apresenta uma novidade que retoma acontecimentos dos tempos do PDS e do MDB ou
da Arena com o mesmo MDB.
Naqueles tempos,
depois do período dos governos militares iniciados em 1964 e encerrado 1985,
quando foi inaugurado o marco central da transição política brasileira a
chamada transição, representando a consolidação da “Nova República” e do
processo conhecido como redemocratização, a dinâmica desse período pode ser
dividida em dois momentos principais: o fim do regime militar (1985) a
Constituição de 1988.
Para muitos
historiadores o processo de redemocratização só foi completado em 1989, com as
primeiras eleições diretas para presidente No entanto, o recorte de 1985 a 1988 é o lapso
temporal preciso para estudar a transição do modo de governar dos militares e o
modo que foi adotado pela nova estrutura democrática.
No Amapá a mudança
foi ainda mais forte e só não foi mais sentida porque foi eleito um candidato
conhecido de tampos anteriores, Annibal Barcellos, eleito em 1990, para um mandato
de 4 anos: de 01 de janeiro de 1991 a 31 de dezembro de 1994. Desta disputa participaram
4 candidatos.
Depois foram
eleitos, João Capiberibe (dois mandatos), Waldez Goes (4 mandatos), Camilo
Capiberibe (1 mandato) e Clécio Luis (que anuncia a sua pretensão em ser
reeleito governador do Amapá.
No último
pleito, realizado em 2022, 6 seis) candidatos disputaram a eleição: Clécio Luis
(solidariedade), Gesiel Oliveira (PRTB), Lucas Abrão (Rede), Jaime Nunes (PSD,
Piedade Vieira (PSB) e Professor Gianfranco (PSTU).
Para as eleições de 2026, os partidos não estão querendo enfrentar o favoritismo do candidato do MDB (Dr. Furlan) ou o poder do União Brasil (Clécio Luis) que, pelo menos até agora, deixou os demais partidos na toca.

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