Afinal, por que é importante votar?
Rodolfo Juarez
Atualizado em 04.10.26
A
democracia é o regime político que estrutura e permite a participação coletiva
nos rumos da sociedade. Uma das expressões da democracia é o voto. Nesse
contexto, somos sujeitos ativos e não meros espectadores dessa dinâmica. O voto
é um ato contrário à submissão ao poder.
É votando
que indicamos o que queremos escolhendo representantes que devem, em teoria,
fazer o que acreditamos ser melhor para nosso município, nosso estado e nosso
País.
Sabemos que
tem quem pensa que votando assim pode ser um voto de protesto para mostrar
descontentamento com as opções disponíveis. O período que antecipa a eleição é povoado por mensagens de toda ordem
e por todos os meios dizendo que se 50% dos votos forem anulados, a eleição
inteira vai ser anulada. Isso não é verdade. Aliás, este é um dos mitos
eleitorais que já foram explicados por agências de checagem.
Embora o
voto no Brasil seja obrigatório, escolher ou não um candidato depende de cada
um, já que é possível votar em branco ou nulo.
Entretanto,
não vale a pena votar branco ou nulo porque o resultado das eleições será
definido independentemente dos votos inválidos e a perspectiva do candidato
eleito irá ecoar sobre as nossas vidas, ao longo dos anos de mandato.
Essa é uma
das razões pela qual não podemos ficar alheios aos processos eleitorais. A
legislação eleitoral no Brasil prescreve regras para a contagem dos votos.
Assim, para considerar um candidato eleito, são levados em conta apenas os
votos válidos.
Sendo
assim, mesmo que a maioria dos eleitores votem branco ou nulo, a eleição não é
anulada e vence o candidato mais votado. A diferença entre votos brancos e
nulos está apenas no modo como as pessoas que votam definem a sua escolha.
Para
definir em quem votar é importante observar:
- Se as
propostas apresentadas realmente evidenciam reais para solução de problemas que
temos;
- Suspeite
de falas milagrosas ou heroicas, porque isso não condiz com a realidade;
- Analise
também a trajetória de cada candidato;
- Verifique
se suas perspectivas estão de acordo com os Direitos Humanos e se não estão
buscando representatividade política somente para favorecer grupos antiéticos;
- Preste
atenção ao uso de palavras de impacto, geralmente utilizadas durante a campanha eleitoral, como:
“renovação” ,“família”, “compromisso” etc;
- é
importante analisar se o candidato ou a candidata é ficha limpo ou está em
parceria com alguém que não tem esse predicado.
- Verifique
se as propostas do candidato ou da candidata representam seus interesses,
observando se o que prega:
- Condiz
com seu alinhamento político;
- Representam
os interesses da sua comunidade;
- Está
revelado na sua história sobre ética;
- Corresponde
o que demonstra o processo de financiamento de sua campanha;;
- Está de
acordo com proposta que divulga condiz com o cargo que se candidatou;
Outro
cuidado que deve ser tomado em todos os momentos - mas que, infelizmente, nesta
época de eleições sentimos mais - é com a desinformação e a checagem da
informações.
Se você tem
mais de 18 anos - ou optou pelo voto facultativo antes disso no caso de quem
completa 16 anos até a data da eleição -, este domingo será preciso comparecer
às urnas.
Anote os números dos seus candidatos para lembrar na hora. Primeiro você digitará o número do candidato ou candidata ao cargo de deputado federal, depois do candidato ou candidata ao cargo de deputado federal, depois de um senador, depois do outro senador, em seguida do governador e, finalmente, do presidente.

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