quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O caso (sério) da CEA


O Ofício nº 564/2012 do Gabine do Ministro de Minas e Energia acendeu todas as luzes de atenção com relação à Companhia de Eletircidade do Amapá - DEA.
A seguir o inteiro teor do Oficio do ministro aos senadores e deputados federais eleitos pelo eleitores do Estado do Amapá.
_____________________________
 
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
GABINETE DO MINISTRO
Esplanada dos Ministérios, Bloco “U”, 8º andar
70065-900 – Brasília – DF
Telefones: (61) 2032-5041 / 5913
Ofício nº 564/2012/GM-MME

                                                                                                                   Brasília, 17 de dezembro de 2012.


A Sua Excelência o Senhor
(nome do parlamentar: senador ou deputado federal da Bancada do Amapá)
 
Assunto: serviço público de energia elétrica no Estado do Amapá. 

1.                                      Dirijo-me a Vossa Excelência, assim como aos demais parlamentares representantes do Estado do Amapá, para informar-lhe sobre a atual prestação dos serviços de energia elétrica no Estado, atendendo à solicitação que me foi formulada pelo Coordenador da Bancada Federal.

2.                                      Como é do conhecimento de Vossa Excelência, a situação da Companhia de eletricidade do Amapá – CEA é realmente preocupante, em função da sua permanente inadimplência e do não atendimento aos padrões requeridos pelas normas de regulação e fiscalização, inerentes à concessão do serviço público de distribuição de energia elétrica. 

3.                                      Tal circunstância agrava-se ainda mais com a necessidade de adoção de providencia por parte da CEA, inclusive de investimentos, para conectar-se ao Sistema Interligado Nacional e, assim, assegurar à população do Estado os benefícios advindos dessa interligação.

4.                                      O ministério de Minas e Energia, de longa data, vem buscando construir uma solução para aquela concessionária, tendo promovido reuniões com a participação do Governo do Estado do Amapá, da CEA, da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRAS e do Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional – STN. Também, por algumas vezes, este Ministério recebeu parlamentares do Estado que foram informados da situação.

5.                                       A manifestação formulada em março do corrente ano, pelo Governo do Estado do Amapá, de captação de recursos para a realização de investimentos e pagamento de dívidas da CEA foi imediatamente analisada tanto pelas áreas deste Ministério, como pela ELETROBRAS e pela STN. Também foram enviadas equipes técnicas do Ministério e da ELETROBRAS para avaliar “in loco” da concessionária.

6.                                      A ELETROBRAS, na esfera de sua competência no processo negocial, encaminhou ao governo do Estado, em julho passado, proposta para firmar Protocolo de Intenções para futura parceria. Esse protocolo, em negociação, tem como objetivo a recuperação técnica, econômica e financeira, a adoção de novo modelo de gestão, a busca de padrões de serviços compatíveis ao exigido pela ANEEL, a racionalização de custos de operação e manutenção e a transferência do controle acionário da CEA.

7.                                             Com a finalidade de tratar das providências a serem adotadas para dar continuidade ao suprimento de energia elétrica ao mercado da CEA, a Secretária de Energia Elétrica deste Ministério realizou reunião, em agosto deste ano, com a participação da ELETROBRAS ELETRONORTE e da CEA. Não compareceu o representante legal do Estado, como havíamos encarecido, razão pela qual o equacionamento do tema não pode prosperar. Em decorrência, encaminhei Aviso ao Governador do Estado recomendando adoção imediata de medidas visando solucionar a questão de vital importância para o abastecimento de energia elétrica do Estado do Amapá.

8.                                             Além disso, o Tribunal de Contas da União – TCU estabeleceu prazo para o Ministério pronunciar-se sobre o processo de caducidade da CEA, recomentado pela ANEEL. Após prorrogação de prazo concedida pelo TCU, a pedido do Governo do Estado do Amapá, este Ministério informou que uma solução possível seria similar àquela já adotada com a CELG-Distribuidora, por meio de uma ação negocial por parte do Governo do Estado como acionista majoritário da CEA, junto a Secretaria do Tesouro Nacional e a  ELETROBRAS, o principal credor. Neste processo, compete à CEA apresentar um plano de ação para recuperação técnica, econômica, financeira e para investimento, a ser aprovado pela ANEEL, o que até o momento não aconteceu.

9.                                             Cabe destacar, ainda, que todas as concessionárias de serviço público de energia elétrica estão submetidas ao estabelecido na Medida Provisória nº 577, de 29 de agosto de 2012, que dispões sobre a extinção das concessões, a prestação temporária do serviço e a intervenção para adequação do serviço público de energia elétrica.

10.                                          Por fim, asseguro-lhe que o Governo Federal, cumprindo seu dever de zelar pela segurança e o abastecimento de energia elétrica, está preocupado com a demora de uma solução para o problema da concessionária CEA. Demora, aliás, que não tem dependido deste Ministério.

                                                      Atenciosamente,
EDISON LOBÃO
Ministro de Estado de Minas e Energia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Até onde podem negociar as concessões

Rodolfo Juarez
Depois de 219 programas, em 44 semanas seguidas no ar, por 308 dias dos últimos meses, o Programa Rádio Comunidade está ameaçado de ser tirado do ar sem qualquer aviso ou comunicação aos profissionais que o dirigem e o apresentam.
O Programa Rádio Comunidade que faz (e está na iminência de deixar de fazer) parte da grade de programação da Rádio Forte FM é levado ao ar das 7 às 9 da manhã, de segunda a sexta-feira, falando das questões da comunidade e analisando a conjuntura sócio-política local, com absoluta e irrestrita isenção, servido aos interesses da população e dando voz às opiniões das pessoas da comunidade.
Até agora ninguém assumiu a responsabilidade pela vontade manifestada, dando a impressão que está para haver uma intervenção maquinada com o objetivo precípuo de cortar o canal que é feito, através do programa, com os membros da comunidade local, exatamente aqueles que mais precisam.
Desde o começo que se pleiteia uma relação que não seja apenas tácita, mas que tenha as regras estabelecidas através de um contrato, onde ficassem claras as cláusulas da relação e não apenas sujeito ao humor daqueles que podem se valer do sentido de propriedade ou posse para definir o modo de manifestação que determina uma relação de trabalho.
Esse costume desrespeitoso sempre cingiu a linha de relação entre os que atuam na linha de programação de uma emissora em Macapá e aquele que detém o comando dos horários independentes de ser o concessionário do canal de rádio, um bem público que é cedido para que terceiros explorem.
Pelo que foi informado por linhas transversas o horário do dia estaria “vendido” para a Assembléia Legislativa em uma operação duvidosa e que não cabe no contrato de concessão que define o direito de utilização do canal, mas que será aclarado tão logo a “nova” programação entre no ar.
Não fosse a Assembléia um órgão público, mantida com dinheiro público, poder-se-ia dizer que se trata de uma questão comercial, entretanto, a AL é um órgão público, com orçamento público, que não pode ter esse tipo contrato, favorecendo políticos e partidos de forma direta e sem disfarce.
Valdenor Guedes, responsável pela programação noturna e a diurna e noturna do sábado e do domingo, também não foi consultado sobre a transação que justificariam a retira do Programa Rádio Comunidade e de todos os programas da parte da tarde, isso sem qualquer aviso.
Além da falta de respeito aos profissionais, a ação bem representa o sentido equivocado de como estão sendo utilizadas as concessões de rádio para o Estado do Amapá, isso aos olhos, certamente fechados, dos órgãos de fiscalização do funcionamento das emissoras de rádio.
A situação é tão grave que, dependendo de quem está na Presidência da Mesa Diretora da Assembléia, um “bom negócio” é fechado.
Até ai tudo em ordem, tudo dentro da regra de mercado, não fosse a Assembléia Legislativa, repito, um órgão abastecido com recursos públicos e que não têm essa finalidade.
A Mesa Diretora da AL, responsável por esse contrato, vai precisar esclarecer por quanto adquiriu o direito de usar o sinal da Rádio Forte FM durante todo o dia e mostrar que não está favorecendo quem quer que seja e que fez, pelo menos, uma consulta de preços na praça para decidir-se pela contratação do horário diurno da Rádio Forte FM.
Esse é mais um ponto escuro que os deputados estaduais terão que explicar par a comunidade e depois para as autoridades fiscalizadoras, sob pena de estar contrariando a legislação pertinente e se expondo, através dos seus dirigentes atuais, a perpetração de crime decorrente de “contrato dupla face”.

domingo, 16 de setembro de 2012

Eleições 2012: possibilidades na eleição de vereadores em Macapá.

Como poderão ser divididas as vagas para o cargo de vereador do Município de Macapá
24 partidos divididos em 8 coligações e mais 3 partidos que concorrem “solteiros”vão dividir as 23 vagas para a Câmara de Municipal.
O Município de Macapá com 253.310 eleitores inscritos e aptos a votar nas eleições municipais de 2012 é o maior colégio eleitoral do Estado. No decorrer das últimas 10 eleições, em média 13,98% dos eleitores não comparecem para votar no dia marcado pelo Tribunal Regional Eleitoral, número que recebe a denominação de abstenção.
Quanto aos votos brancos e nulos eles variam conforme a eleição e são maiores nas apurações das eleições majoritárias, para escolha do prefeito; e menores nas eleições proporcionais, para escolha de vereadores. O percentual de votos brancos e de votos nulos apurados nas eleições majoritárias alcança a média de 0,86% e 2,60%, respectivamente; já na eleição para escolha de vereadores a média é de 1,35% de votos brancos e 1,28% de votos nulos.
A soma dos percentuais da abstenção com os votos brancos e nulos oferece a quantidade de votos perdidos que descontados do número de eleitores inscritos e aptos para votar, oferece a quantidade de votos válidos, a partir dos quis são feitos os cálculos para o quociente eleitoral e o quociente partidário.
Dos 253.310 eleitores inscritos para participarem das eleições municipais de 2012, no caso das eleições proporcionais, está sendo estimado um total de 16,61% de votos perdido (abstenção + brancos + nulos) o que ofereceria o equivalente a 83,39% dos votos válidos, ou seja 211.235 votos.

QUOCIENTE ELEITORAL E QUOCIENTE PARTIDÁRIO
Conhecido o total de votos válidos estimados para as eleições proporcionais de 2012 (211.235 votos) e o número de vagas oferecidas para a Câmara Municipal de Macapá (23 vagas), para calcular o quociente eleitoral basta dividir o número de votos válidos pelo número de vagas na Câmara.
No caso de Macapá seria dividir 211.235 votos validos por 23 vagas o que daria um quociente, denominado quociente eleitoral, de 9.185.
Todas as unidades partidárias (coligações e partidos não coligados) que tiverem alcançado um total de votos igual ou superior a 9.185 botos entrarão para o cálculo para distribuição das vagas na Câmara Municipal.
Conhecido o quociente eleitoral e o total da votação de cada coligação ou de cada partido não coligado, se começa o calculo da distribuição das 23 vagas. O primeiro cálculo é para a definição do quociente partidário.
No quociente partidário, obtido pela divisão do número de votos da coligação ou do partido não coligado pelo quociente eleitoral calculado, o número inteiro obtido corresponde ao número de vagas conquistadas. Quando uma coligação ou um partido não coligado obtém uma votação total inferior ao número que representa o quociente eleitoral, essa coligação ou partido não coligado não participa da divisão das vagas oferecidas para a Câmara Municipal.
Depois de calcular todos os quocientes partidários se conhece os vereadores eleitos. Em regra o total de eleitos é menor do que o total da oferta de vagas e o restante dessas vagas, então, é calculada pela média ponderada conforme definido na legislação eleitoral.

AS COLIGAÇÕES E OS PARTIDOS NÃO COLIGADOS
São 27 partidos que se habilitaram para as disputas das eleições proporcionais de 2012. Esses 24 desses partidos se agruparam em 8 coligações e 3 deles não coligaram e disputam a eleição “solteiros” como partidos “não coligados”.
As 8 (oito) coligações são as seguintes:
Coligação A: Macapá mais Forte (PP/PSC/PHS/PT do B)
Coligação B: Prá Macapá Seguir Crescendo (PDT/PMDB/PSDC/PSD)
Coligação C: Amor por Macapá (PTN/PSB)
Coligação D: Prá Melhorar Macapá (PT/PPL)
Coligação E: Democrata e Trabalhista (PTB/DEM/PRP)
Coligação F: União Popular (PPS/PRTB/PMN/PTC/PV)
Coligação G: Unidade por Macapá (PCB/PSOL)
Coligação H: A Macapá que Queremos (PRB/PC do B).
Os 3 (três) partidos que concorrem como partidos não coligados são: PR, PSDB e PSTU.

O NÚMERO DE CANDIDATOS
Pediram registro de candidatura ao TSE para concorrer ao cargo de vereador à Câmara Municipal de Macapá 399 candidatos. Destes 5 (cinco) renunciaram, 58 (cinquenta e oito) tiveram o pedido de registro de candidatura indeferido, 8 (oito) estão com o pedido de candidatura indeferido mas com recursos esperando decisão do TSE.
Os demais 328 (trezentos e vinte e oito) candidatos estão com a candidatura deferida. Como os 8 que estão com recurso ao TSE ainda podem manter a campanha e, se tiverem o recurso aceito no Tribunal Superior poderão concorrer, todos os cálculos são feitos considerando 336 candidatos (328, deferidos + 8 indeferidos com recurso).
Nessas condições:
A Coligação “A” concorre com 35 candidatos: 9 (PP), 19 (PSC), 02 (PHS) e 05 (PT do B), dos quais 2 são vereadores;
A Coligação “B” concorre com 40 candidatos: 29 (PDT), 09 (PMDB), 01 (PSDC) e 01 (PSD), dos quais 4 são vereadores;
A Coligação “C” concorre com 39 candidatos: 06 (PTN) e 33 (PSB), essa coligação tem entre os candidatos 1 vereador;
A Coligação “D” concorre com 22 candidatos: 11 (PT) e 11 (PPL), essa coligação também tem um vereador concorrendo;
A Coligação “E” concorre com 28 candidatos: 12 (PTB), 15 (DEM) e 01 (PRP), são 2 os candidatos que têm o mandato de vereador nessa coligação;
A Coligação “F” concorre com 42 candidatos: 04 (PPS), 09 (PRTB), 04 (PMN); 11 (PTC) e 14 (PV), entre esses candidatos 2 são vereadores da atual legislatura.
A Coligação “G” concorre com 44 candidatos: 05 (PCB) e 39 (PSOL), entre esses candidatos um é vereador da atual legislatura.
A Coligação “H” concorre com 24 candidatos: 06 (PRB) e 18 (PC do B), entre eles um é vereador da atual legislatura.
Os partidos não coligados são:
“I” – PR que concorre com 33 candidatos e não tem, entre eles, vereador com mandato;
“J” – PSDB que concorre com 26 candidatos e tem um vereador com mandato entre os candidatos;
“K” – PSTU que concorre com 3 candidatos e não tem, entre eles, vereador com mandato na atual legislatura.

ESTIMATIVA DE DESEMPENHO
Para definir o desempenho de cada uma das 8 coligações e de cada um dos 3 partidos não coligado, foram considerados desempenho anteriores dos partidos, número de candidatos por cada uma das 11 (8 coligações + 3 partidos “solteiros”) unidades partidárias, o aumento do número do número estimado de votos válidos de 2008 (182.831) para 2012 (211.235), o número de vagas de 2008 (16) para 2012 (23), o número de candidatos de 2008 (200) para 2012 (336).
Também foram consideradas a participação dos 14 vereadores que concorrem à renovação do mandato e de mais 19 “puxadores de votos”, assim classificados aqueles que ou são fortes individualmente ou pelo partido; ou contam com “padrinho” muito forte que tenha mandato ou seja militante partidário com grande peso na comunidade votante do Município.
Considerando todas essas variáveis se chegou ao seguinte quadro estimado de votos que, logicamente irá determinar o número de vagas conquistadas por cada coligação ou partido não coligado.
Nº
de
Ordem
Coligação
ou
Partido
Número
de
Partidos
Número
de
Candidatos
Número
Estimado de
Votos Válidos
Número
Estimado de
Vagas
01
“A”
4
35 (**)
25.891
2 + 1 = 3
02
“B”
4
40
29.807
3
03
“C”
2
39 (*)
24.765
2 + 1 = 3
04
“D”
2
22 (*)
16.622
1 + 1 = 2
05
“E”
3
28
17.975
1 + 1 = 2
06
“F”
5
42 (**)
23.160
2 + 1 = 3
07
“G”
2
44
22.597
2 + 1 = 3
08
“H”
2
24 (*)
14.538
1
09
“I”
1
33
20.468
2
10
“J”
1
26 (*)
13.975
1
11
“K”
1
03
1.437
0
 
   Total
27
336
211.235
23
Observações: (*) Um candidato com registro indeferido com recurso;
(**) Dois candidatos com registro indeferido com recurso;
Na coluna “número estimado de vagas” os “+1” representa vagas por média.