quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Se a espera era por cair, caiu! E agora?
O que estava para acontecer, aconteceu!
Hoje, tapando o grande buraco que ficou no muro de arrimo estão quatro tiras de plástico, amarelo e preto que, certamente, para a equipe de segurança do Parque do Forte chama menos a atenção dos curiosos, inclusive crianças, do que fazer uma vedação mais ostensiva.
Um lugar tão importante para a população e para a cidade de Macapá não devia ser tão desimportante para as autoridades que teriam a responsabilidade de zelar pelo local que pretendia emoldurar o grande rio que fica na frente de cada um dos que estão no Lugar Bonito!?!?!?
Marcadores:
Gestão,
Governo,
Lugar Bonito,
Macapá,
Prefeitura
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A sociedade controlando o governo
Rodolfo
Juarez
Com
dificuldades, mas com algumas conquistas, o controle social avança sobre o
processo de gestão pública país a fora. Mais vagarosamente aqui pelo norte,
como, por exemplo, no Estado do Amapá, do que nos ambientes urbanos do sudeste,
do sul e do centro-oeste.
Os episódios da
semana passada são a prova da importância dos esclarecimentos que trazem uma
decisão ou a interpretação de um instante que experimenta toda a sociedade.
Os dois casos
mais marcantes da semana passada foram a censura ao blog do jornalista do
Jornal Estado de São Paulo, João Bosco Rabelo, mandando, judicialmente, a ser
retirada da “rede” uma notícia sobre o candidato Roberto Góes que disputa a
reeleição ao cargo de Prefeito do Município de Macapá; a outra foi a divulgação
da segunda pesquisa feita em Macapá tendo como foco a preferência atual dos
candidatos inscritos para disputar aquele cargo de prefeito.
O primeiro caso
é uma luta de todos os jornalistas, donos de jornais e agora, os responsáveis
pela utilização das redes sociais para repercutir fatos de interesse de todos e
que, doutra forma, poderia deixar uma informação importante, sem ser do
conhecimento do eleitor e sobre o candidato. Para a imprensa pouco interessa se
vai prejudicar ou favorecer este ou aquele candidato, desde que a notícia seja
acostada na verdade ou a expressão da própria verdade.
O segundo caso é
o que vamos procurar analisar mais detidamente devido também ao que se pode
chamar controle social à campanha eleitoral.
Qualquer
coordenação de campanha que se preze conhece a posição do seu candidato na
preferência instantânea do eleitorado. Se não fosse assim, para que ser veria
uma coordenação?
Então, todas as
seis coordenações de campanha, de cada uma das coligações que apresentaram
candidatos ao cargo de prefeito de Macapá, já sabiam a posição do seu
candidato. Não existe nenhuma possibilidade de desenvolver uma campanha sem
saber isso, pelo menos. As coordenações sabem de tudo e com muito mais
detalhes, pois se assim não fosse, não mudariam ou manteriam as estratégias de
campanha.
A divulgação das
pesquisas passa pelo crivo da legislação e da fiscalização do pleito eleitoral.
Vai, segundo a regra, ao Tribunal Regional Eleitoral que examina se todos os
itens previstos na legislação foram atendidos. Em tendo sido atendidos, o
carimbo de “autorizo a divulgação” e a pesquisa divulgada.
E porque é
importante prestar a atenção ao que é divulgado?
Ora, se não
fosse feita a divulgação apenas os diretamente interessados, um grupo fechado,
ficaria conhecendo a realidade de cada candidato e o eleitor, principal
interessado, não.
Saber a
aceitação e a rejeição é importante para o eleitor. Saber como estão se
posicionando os candidatos, assim, a pouco menos de 15 dias das eleições,
também pode ajudar o eleitor a decidir em quem vai votar.
Nesse momento
fica fortalecida a força do amor própria de cada eleitor que começa a planejar
a forma como vai desobedecer aquele que quer continuar lhe dando voz de
comando, dizendo em quem vai ou em quem não vai votar.
Conhecendo o
cenário o eleitor ganha mais confiança e passa a colocar em evidência outras
referências, algumas bem diferentes daquelas que são destacadas nas propagandas
eleitorais ou nas reuniões de promoção do candidato.
O controle
social é isso: a sociedade controlando o governo e não o governo controlando a
sociedade.
Marcadores:
Artigo,
Eleições 2012,
Gestão,
Governo
domingo, 23 de setembro de 2012
Sua excelência a eleição!
Rodolfo Juarez
As
lutas são as mesas. As mudanças ficaram por conta dos lutadores.
Até
mesmo os partido são os mesmos, os agrupamentos são os mesmos e a expectativa
são as mesmas, por isso os candidatos a vereador acabaram sendo os grandes
prejudicados da campanha.
Em
Macapá, nem mesmo a proximidade aparente entre os concorrentes ao cargo de
prefeito e o segundo turno iminente, foram suficientes para crescer o nível da
campanha, preservando os candidatos e deixando portas abertas para os “aceites”
do segundo turno.
Até
hoje tem muita gente que ainda reclama do apoio que deu no segundo turno da
eleição para Governador em 2010, por não ter recebido o reconhecimento pela
decisão tomada e muito menos a recompensa que lhe fora prometida.
É
bom lembrar que a maioria das decisões tomadas pelas lideranças, principalmente
aquelas que tinham alcançado o objetivo, sendo eleito para o cargo que
disputara, foi tomada de forma individual, sem considerar o pensamento médio do
partido ao qual cada um pertencia.
Se
aprenderem a lição, é possível que o encantador canto do candidato não envolva
completamente o eleito e ele consulte os seus pares de partido para tomar a
decisão de apoio a um dos dois candidatos a prefeito que continuam no páreo.
A
quatorze dias do dia da eleição, os candidatos a vereador já reclamam muito dos
partidos e das coligações. As alegações são as mais diversas, mas algumas delas
são repetidas como: falta de apoio do partido; falta de apoio da liderança do
partido; falta de apoio de outro candidato (até mesmo do concorrente é bem
aceito).
Acontece
que o fôlego de muitos candidatos já acabou. Ou falta de planejamento mesmo, ou
falta do prometido; ou mesmo pelo cálculo feito e que contava com o apoio que não
veio.
As
reclamações tomam conta de tudo e de todos. Mesmo assim o levantamento aponta
que tem candidato que fez bem o dever de casa – está á conferindo os dias da
eleição, mas ainda, tem fôlego. Esse agiu certo e está pronto para chegar no
dia da eleição inteiro e com disposição para enfrentar as emoções do dia da
eleição.
É
impressionante como são muitos os candidatos que preferem guardar os santinhos,
os cartazes e as faixas para distribuir no dia da eleição ou próximo dele,
diferente daqueles que usam todo o material de campanha, até sete dias antes
das eleições são os que têm chances de obter melhor resultado.
De
nada adianta pressionar os candidatos a prefeito. Em 2012 eles estão em outra e
os candidatos a vereador, com raras exceções, não estão conseguido sensibilizar
os candidatos a prefeito, mesmo de sua coligação ou partido. Se o santinho
acabou, acabou mesmo! Se o combustível não deu, não deu mesmo!
Os
problemas virão depois e os dirigentes partidários precisarão fazer uma
engenharia e tanto para recompor o partido que dirigem, pois, em regra, as
feridas da campanha serão sérias o suficiente para ocupar pelo menos o resto do
ano para que quase tudo volte ao normal.
Mas
o que interessa é agora. E, agora, o que os candidatos querem é o mandato e estão
dispostos a fazer valer todo o prestígio que tem ou imaginam ter para alcançar
os seus objetivos.
Ao
eleitor cabe premiar aquele que foi mais coerente em suas propostas e que
despertou os motivos que garantam que, entre todos é o melhor para o cargo.
No
domingo, dia 7 outubro, serão eleitos todos os 168 vereadores das 16 câmaras
municipais; dentre os 16 prefeitos, pelo menos 15 serão conhecidos até as 10
horas da noite.
Marcadores:
Artigo,
Eleições 2012,
Eleições Municipais no Amapá em 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Caso CEA: quem está pisando na bola?
Rodolfo
Juarez
Os dirigentes da
Companhia de Eletricidade do Amapá e os acionistas da empresa precisam
equalizar os problemas que a CEA enfrenta atualmente com as soluções que são
apontadas interna e externamente para resolvê-los.
De pouco
adiantam os esforços para postergar o enfrentamento da questão em seu ponto
mais nervoso – a dívida astronômica que acumula com a geradora de energia.
São urgentes
todas as providências que precisam ser tomadas pelos dirigentes da empresa e do
Governo do Estado sob pena de perder as oportunidades oferecidas e que ficarão
cada vez mais raras conforme passar do tempo.
O Ministro de
Estado de Minas e Energia, Edson Lobão, se valeu de um ofício, o de número
564/2012 /GM – MME, assinado no dia 17 de setembro de 2012, para informar aos
deputados e senadores da Bancada Federal do Amapá, em Brasília, sobre “atual
prestação dos serviços de energia elétrica no Estado”.
No documento
avisa aos parlamentares amapaenses que “como é do conhecimento de Vossas
Excelências a situação da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA é realmente
preocupante, em função da sua permanente inadimplência e do não atendimento aos
padrões requeridos pelas normas de regulação e fiscalização, inerentes à
concessão do serviço público de concessão de distribuição de energia elétrica”.
Isso quer dizer
que já não se trata unicamente da inadimplência, outros fatores importantes e
inerentes à capacidade técnica a empresa amapaense não estão mais conforme os
padrões para suprir as necessidades para continuar detendo a concessão como,
por exemplo, o não atendimento aos padrões pelas normas aplicadas ao caso e que
consta dos contratos.
A CEA teria que
apresentar um plano de ação para recuperação técnica, econômica, financeira e
para investimento, a ser aprovado pela Aneel, o que, segundo destaca o ministro
Edson Lobão das Minas e Energia, no ofício enviado aos parlamentares
amapaenses, “até o momento não aconteceu”.
Essa informação
ganhou prioridade nas análises políticas e técnicas, pois a direção da CEA
havia anunciado, ainda no primeiro semestre de 2012, que esse plano tinha sido
apresentado e que os acenos indicavam que havia sido aprovado pela Agência
Reguladora.
Ainda no oficio
o ministro comenta que “a manifestação formulada em março do corrente ano, pelo
Governo do Estado do Amapá, de captação de recursos para a realização de
investimentos e pagamento de dívidas da CEA foi imediatamente analisada tanto
pelas áreas do Ministério, como pela Eletrobrás e pela Secretaria do Tesouro
Nacional – STN”.
O teor dessa
manifestação governamental não foi tratado publicamente, sendo que os itens
destacados sempre se referiram a um “encontro de contas” entre o Governo do
Estado e da CEA, o que teria resultado em um considerável rebate na dívida
levantada de responsabilidade da concessionária. Parece que isso não satisfazia
os credores da Companhia.
Agora em agosto
de 2012, a Secretaria de Energia Elétrica do Ministério realizou reunião com
participação da Eletrobrás-Eletronorte e da CEA. “Não compareceu o representante
legal do Estado como havíamos encarecido”, diz o ministro no Oficio referido,
“razão pela qual o equacionamento do tema não pode prosperar.” Lamentou o
ministro.
A gravidade da
questão e a urgência em se encontrar uma solução não combinam com o comportamento
adotado pelo controlador da CEA, o Governo do Estado. Em decorrência disso o
ministro encaminhou um aviso ao Governador do Amapá “recomendando adoção
imediata de medidas visando solucionar a questão de vital importância para o
abastecimento de energia elétrica do Estado do Amapá.”
Por isso, está
de volta o fantasma da caducidade aplicada sobre o contrato da concessão,
reforçando a tese de que há apenas uma saída – a federalização da gestão da
Empresa.
Esta observação
é feita considerando que todas as concessionárias de serviço público de energia
elétrica estão submetidas ao estabelecido na Medida Provisória nº 577, de 29 de
agosto de 2012, que dispões sobre a concessão, a prestação temporária de
serviço e a intervenção para adequação do serviço público de energia elétrica.
O certo é que
qualquer problema, para ser resolvido, exige comprometimento, capacidade para a
solução e vontade para resolvê-lo. Então, todos ao trabalho!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
A fila anda (e as surpresas aparecem)
Rodolfo
Juarez
Apesar do Estado
do Amapá ainda ser considerado um estado da Federação com menos problemas que
alguns outros do País, principalmente do Nordeste brasileiro, essa avaliação dá
claros sinais de que precisa ser refeita.
Já faz algum
tempo que a população daqui assiste disputas pelos cargos públicos entre
famílias – e não são apenas duas.
Todos se lembram
dos enfrentamentos entre os Barcellos e os Borges; entre os Barcellos e os
Capiberibes; entre os Borges e os Capiberibes e, agora mais recentemente, entre
os Capiberibes e os Góes.
As lutas se
tornam mais agudas quando foram motivos mais particulares como: mandatos,
cargos majoritários e principalmente a possibilidade de assumir o comando da
política local, tendo como foco a vontade de mandar em tudo ou comandar tudo.
Essa ambição
desmedida trouxe para baixo o nível de avaliação e o trabalho permanente para
que não aparecessem novas lideranças capazes de refazer o caminho da ordem de
mando no Amapá.
Nas eleições
nacionais e regionais de 2010 o eleitor amapaense deu a pista e claramente
mandou o recado de que estava à cata de novos líderes. Os mais votados foram os
candidatos mais jovens para o Senado da República, Câmara Federal, para o
Governo do Estado e para a Assembléia Legislativa. Os mais experientes, todos
eles, ficaram surpresos quando os resultados foram definidos.
Foi um banho dos
candidatos mais jovens naqueles que já vêm apresentando desgastes ao longo da
caminhada.
Mesmo assim, ao
que parece os dirigentes partidários os as lideranças políticas não assimilaram
o recado ou não fizeram uma boa leitura e têm encontrado dificuldades para
emplacar aqueles que já estão parcialmente “queimados” na avaliação do eleitor.
Tanto que, a
eleição para Prefeito de Macapá tem levado às “raposas da política” a tomar
decisões equivocadas que são consideradas um desafio a inteligência dos
eleitores, colocando em risco o sucesso dos seus candidatos de agora e criando
uma dificuldade adicional para as eleições regionais de 2014.
Três grupos
ainda se acham com fôlego para continuar dando as cartas: dois mais
acentuadamente e um terceiro abanando as últimas brasas na esperança para que o
fogo reacenda e dê para, pelo menos, fazer o café do ocaso.
Os grupos que
ainda estão se debatendo em uma mistura de céu e inferno, um do lado e outro do
outro, tem como protagonistas os Capiberibes e os Góes, com os Borges na
expectativa de uma falha qualquer para retomar o seu caminho. Afinal de contas
na história de todos eles existe muito sucesso, mas também existe muito rancor
e muitas perdas.
Na luta pela
sobrevivência e a fuga das vaias estão esquecendo que a vida continua e que a
fila anda. Os novos estão na batalha buscando o melhor momento para ocupar os
espaços que já entendem serem seus.
As eleições para
Prefeito de Macapá, município que tem mais de 56% da concentração eleitoral do
Estado, também se pode estar definindo as eleições de 2014, em um espaço só
comparado a um octógono da luta da moda, mas sem seguir todas as regras, colocando
em risco a sobrevivência eleitoral de um dos grupos, seguindo o caminho de
outros que o eleitor já esqueceu.
Marcadores:
Artigo,
Eleições 2012,
Eleições Municipais no Amapá em 2012,
Gestão,
Política
Assinar:
Postagens (Atom)






