quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A "rápida alegria" que chega tão rápido e desaparece da mesma maneira.

Rodolfo Juarez

Com a aproximação do Réveillon os governantes, tanto do governo do Estado do Amapá como dos governos dos municípios deste Estado, começaram a anunciar as atrações, principalmente musicais, com as quais pretendem fazer a “rápida alegria” da população que desenvolve esse sentimento nas festividades promovidas pelos governantes, na maioria das vezes gastando o dinheiro que não tem.

A "rápida alegria" é uma expressão que descreve um sentimento de felicidade ou contentamento que é passageiro ou de curta duração. É a experiência de sentir-se feliz, mesmo que por um breve momento. A expressão sugere que, embora a alegria seja genuína quando ocorre, ela logo desaparece ou é substituída por outras emoções ou realidades. Essencialmente, o termo enfatiza a brevidade da emoção.

Mesmo sabendo disso, a expectativa dessa “rápida alegria” que chega rápido e, também, desaparece rápido, ainda influencia decisões importantes dos governantes que, muitas vezes, acabam prejudicando administrações e administradores na hora de prestação de contas dos gastos feitos.

O assunto é tão sério e tão intrigante, que mesmo sabendo disso, os governantes arriscam, não falam a verdade e procuram maneiras para justificar os gastos e os pagamentos feitos antecipados, se valendo de empresas ou instituições que não o Governo do Estado ou as prefeituras municipais para servir de outdoor às decisões que tomam.

Este ano, o governador Clécio Luis, quando anunciava, o que disse ser a “primeira atração do Réveillon de 2025” teria dito que o evento seria no anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá e que a artista estaria ali sem qualquer custo para o Governo.

Ninguém acreditou nessa hipótese!

Esses e essas artistas fazem dessas oportunidades o seu maior faturamento. Anita, reconhecida pelos seus cachês considerados altos, comporta-se como não estando disposta a dispensá-lo. Faria isso, a troco de quê?

Justificar que se trata de emenda parlamentar faz pouquíssima diferença uma vez que se trata de dinheiro resultado do pagamento de impostos pelos contribuintes brasileiros, portanto também dos contribuintes amapaenses.

Mas esse comportamento também está arraigado nas administrações municipais, seja da Capital do Amapá, seja nas sedes municipais do interior do Estado.

Festa em todos os municípios é a realidade.

Os dirigentes, prefeitos e governadores, acreditam que precisa ser assim, mesmo sabendo que isso implica em plano especial de segurança, em ações de combate à droga e à prostituição, reforço nas equipes de socorro, seja nas equipes de resgate como nas esquipes do sistema de saúde.

O complicado de explicar é a situação subliminar que, na maioria absoluta das vezes, se trata de um movimento político onde se busca, em verdade, consolidação de prestígio junto à população na tentativa de espalhar um ópio eficaz e que possibilite um discurso fácil de fazer e na forma que pretendem seus orientadores de campanha, visando a próxima disputa.

Aliás, como essa disputa será em outubro deste ano, os futuros candidatos pretendem que as possibilidades de sucesso aumentem de forma diretamente proporcional com  os gastos e as tentativas de agradar o eleitor.

Enquanto isso, falta dinheiro para outras coisas, provavelmente de igual importância ou de importância maior. 

domingo, 30 de novembro de 2025

O CArnaval de Macapá muda de data por causa de outro Carnaval

Rodolfo Juarez

Aqui no Amapá, seja no tempo de Território ou no tempo de Estado Federado, toda vez que a Administração Pública, seja a do Governo do Estado ou a da Prefeitura Municipal, tomou para si a realização dos desfiles das escolas de samba, o resultado dos carnavais seguintes terminou com as escolas não indo ao Sambódromo alegando falta de condições financeiras.

O que está acontecendo agora é que a gestão do Carnaval de 2026 tem fortíssima influência da Administração Estadual, chegando ao ponto de mudar a data do Carnaval para as Escolas de Samba do Amapá que, ao invés de desfilarem no sábado de Carnaval e no domingo de Carnaval, desfilarão, uma semana antes, e sabem por quê? Porque uma escola de samba do Rio de Janeiro emprestou a história do antigo Rei Momo do Carnaval Amapaense, o Sacaca, para levar para a Avenida Sapucaí, no Rio de Janeiro, na segunda e na terça de Carnaval.

É isso mesmo!

Veja, a programação principal do Carnaval Amapaense de 2026 ocorrerá de forma antecipada em relação ao feriado nacional, com os desfiles oficiais das escolas de samba marcados para os dias 7 e 8 de fevereiro, no Sambódromo, em Macapá. 

O Carnaval no restante do Brasil, incluindo os feriados de segunda e terça-feira, ocorrerá entre os dias 14 de fevereiro (sábado) e 17 de fevereiro (terça-feira) de 2026, respectivamente.

A antecipação do desfile de Carnaval, das Escolas de Samba aqui do Amapá se deve à homenagem que um dos mais importantes Reis Momos do Carnaval Amapaense, o Sacaca, receberá da escola de samba Estação Primeira da Mangueira, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro e, nesses dias, as autoridades do carnaval do Amapá optaram por estar na Cidade Maravilhosa, vendo a Estação Primeira de Mangueira desfilar.

As opiniões se dividem, parte achando que se trata de uma conveniência daqueles que têm o apoio do Governo do Amapá, enquanto outros temem pelo risco de não haver continuidade no crescimento do evento aqui em Macapá, devido à troca de data, fazendo um Carnaval fora de época característico.

Tomara que as precauções tenham sido tomadas, levando em consideração as dificuldades que as escolas, a curto prazo, enfrentarão, quando os dirigentes administrativos do Amapá virarem as constas para os carnavalescos e suas escolas de samba, como ocorreu noutros tempos não tão distantes.

Parte desses entendem que a descontinuidade ou a desimportância com que se trata o Carnaval local, chegando ao ponto de mudar de data dos desfiles por causa de outro carnaval, pode deixar o brincante local sem motivação para apoiar a suas escolas amadas por tanto tempo.

O risco é grande, mas tem dirigente do Carnaval amapaense que gosta de fortes emoções e de fortes riscos na condução de um evento que claramente caminha para ser um dos melhores carnavais do Norte do Brasil.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

O futebol, seus clubes e a paixão do torcedor

Rodolfo Juarez

Das quatro competições que, sob a forma de pontos corridos que são disputadas no Brasil, casos das série “A” e “B”, e tipo misto, nos casos das séries “C” e “D”, apenas o campeonato da série “A”, ainda faltam 3 rodadas para fechar a competição.

Dos clubes que disputaram a série “D”, série onde está estacionado o representante do Estado do Amapá, quatro clubes conquistaram acesso para a série “C”: Santa Cruz, de Pernambuco; o Maranhão, do Estado do Maranhão, a Inter de Limeira, de Limeira/SP e Barra, de Barra do Garça/SC. Esta série contou com 96 participantes definidos conforme o Ranking Nacional de Clubes elaborado pela CBF..

Em 2025, 20 clubes disputaram a Série C, dos quais quatro subiram para a Série B: Ponte Preta de Campinas/SC, Náutico de Recife/PE, Londrina de Londrina/PR e São Bernardo, de São Bernardo do Campo/SP. Quatro caíram para a série C: Tombense, Retrô, ABC e CSA.

Neste ano de 2025 a Série B de contou com 20 clubes. Quatro que subiram para a Série A foram: Coritiba, de Curitiba/PR, Atletico, também de Curitiba/PR; Chapecoense, de Chapecó/SC e Remo, de Belém/PA. Foram rebaixados para a série C: Ferroviária de Araraquara/SP, Amazonas de Manaus/AM; Volta Redonda, de Volta Redonda/RJ; e Payssandu de Belém/PA

A Seroe A, considerada a elite do futebol brasileiro, já concluiu a sua 35.ª Rodada e está a três rodas do final e Flamengo lidera, com folga de 4 pontos para o segundo colocado, o Palmeiras. A competição tem data marcada para a realização da última rodada o que deve acontecer no dia 7 de dezembro, primeiro domingo do último mês do ano.

Ainda está por terminar a Libertadores da América que tem jogo marcado para amanhã, começando às 18 horas e a Copa do Brasil que está na sua fase semi final e com os confrontos definidos entre os 4 clubes que farão as semifinais: Cruzeiro x Corinthians que jogam dias 10 e dia 14 de dezembro; e Vasco x Fluminense, que tem jogo marcado para os dias 11 e 14 de dezembro.

O futebol brasileiro, que saiu prestigiado da Copa do Mundo de Clubes, competição organizada pela FIFA e que teve o Fluminense entre um dos 4 clubes mais poderosos do mundo ao final da competição, se prepara ainda para a Copa do Mundo de Seleções que será realizada em 2026 simultaneamente nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

O futebol confirmou, este ano, a presença de um clube do Norte do Brasil na principal série do futebol brasileiro. O Clube do Remo, de Belém do Pará, disputará a série A e trazendo 19 jogos para o Mangueirão, em Belém, no Estado do Pará, inclusive os dois clubes que estão em Lima, no Peru, para decidir quem é que tem o melhor futebol da América do Sul. 

  

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Amprev, no Estado do Amapá, aplicou 400 milhões de reais em papéis de alto-risco

Rodolfo Juarez

O artigo que escrevi na semana passada com o título “falta de civismo e sobra de cinismo” repercutiu mais entre os leitores de outros centos e menos entre os leitores de Macapá e dos demais municípios do estado do Amapá.

Agora me são apresentados, outra vez, questões que envolvem diretamente os funcionários públicos do Estado do Amapá que recolhem a contribuição previdenciária para a Amprev, um órgão do Governo do Estado, que já anunciou estar em mudança para funcionar como uma autarquia moldada conforme as exigências do Instituto Nacional de Previdência Social, o INSS.

A Amprev - Amapá Previdência -, com 26 anos e 4 meses de história na manutenção, fiscalização e resguardo do futuro do segurado, funcionário público amapaense, voltou às manchetes da imprensa e das redes sociais amapaenses.

Senão vejamos: a Amapá Previdência realiza periodicamente, o censo previdenciário que, em dezembro de 2023, visava cadastrar aproximadamente 28.500 servidores públicos da ativa e inativos (segurados, aposentados e pensionistas). 

Até agora, não há um número exato e atualizado de segurados e se há um número definido, as fontes não tiveram condições de informar um número exato, mas sabe-se que a Amprev administra um patrimônio bilionário para garantir o pagamento dos benefícios a esse grupo de pessoas, funcionários públicos.

Em recente entrevista na TV Amapá, emissora da Rede Amazônica de Televisão no Amapá, o presidente da Amprev, adiantou que a instituição tem caixa para pagar os aposentados e pensionistas até 2049.

E o que isso significa?

Significa que a entidade tem a capacidade financeira, com base em projeções atuariais e nos recursos já aplicados, de honrar seus compromissos de benefícios previdenciários naquele período, mesmo que a contribuição atual de servidores ativos não seja suficiente.

Os pontos-chave que sustentam a questão são, basicamente, os seguintes:

a)   O Patrimônio Líquido (9 bilhões), este é o montante total de recursos anunciado que a Amprev acumulou por meio de contribuições dos servidores (ativos e inativos), do governo e, principalmente, dos rendimentos de aplicações financeiras e investimentos. Esse dinheiro é aplicado no mercado financeiro para gerar mais retorno;

b)   Patrimônio Líquido Atuarial (até 2049), resultado de estuados atuariais, que são cálculos que estimam obrigações futuras, expectativa de vida dos beneficiários, número de novos aposentados, inflação e rentabilidade dos investimentos. A data de 2049 (ou 2048) é o resultado dessa projeção, indicando que, mantidas as condições e a rentabilidade atuais, o fundo tem recursos suficientes para cobrir todos os pagamentos;

c)   Solvência e Segurança Financeira, essa declaração tem como objetivo principal transmitir segurança aos contribuintes, mostrando que o fundo é financeiramente sólido e que os pagamentos de aposentadorias e pensões estão garantidos a longo prazo, garante o atual presidente.

Recentemente, questões envolvendo investimentos no Banco Master abalaram aqueles que contribuem com a Amprev, afinal foram mais de 400 milhões de reais aplicados em papéis de alto-risco e que, agora, são créditos com risco aumentado. 

Mesmo assim, a Amprev não depende apenas das contribuições do mês para pagar os benefícios daquele mês, possui "colchão" financeiro robusto, gerido através de uma política de investimentos, que garante a solvência do sistema previdenciário estadual por mais de duas décadas, mas isso não autoriza arriscar demais ou lidar com incertezas. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

A eleição de um(a) braseiro(a) para cargo político deixou de ser honra para o eleito(a)

Rodolfo Juarez

Os poderes da república são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, que deveriam trabalhar de forma independente e harmônica entre si para governar o país. O objetivo dessa divisão, está fundamentada no princípio de "freios e contrapesos", para evitar a concentração de poder em uma única esfera e garantir a liberdade individual.

Poder Executivo com a responsabilidade por governar, administrar e executar e fazer prevalecer o império das leis. O Poder Legislativo com a responsabilidade em criar as leis, seu principal papel, e fiscalizar o Poder Executivo. Poder Judiciário com a responsabilidade de avaliar as leis e garantir que elas estejam de acordo com a Constituição Federal. 

Simples assim! O legislativo elabora as leis, o Judiciário aplica as leis, e o Executivo administra o País.

O artigo 1.º da Constituição Federal do Brasil define: “O Brasil é uma República Federativa, constituída sob o regime representativo, pela união indissolúvel dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”.

O que isso significa?

Significa que o Brasil é um país dividido em unidades autônomas (Estados, Distrito Federal) que se unem para formar uma federação, mas essa união é permanente e indivisível, sem o direito de secessão. Essa organização garante a descentralização de poderes e responsabilidades entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que compartilham a autonomia política e administrativa para atender às demandas da população. 

E como se comportam os políticos eleitos?

A questão de os políticos eleitos respeitarem integralmente a Constituição Federal vigente tem sido objeto de debate contínuo e complexo na sociedade brasileira, envolvendo diferentes interpretações jurídicas e políticas. Não há uma resposta simples se têm “bom comportamento” ou se não têm “bom comportamento”, pois a conformidade constitucional é constantemente avaliada e, muitas vezes, questionada nos âmbitos jurídico e público.

Essa avaliação contante, que visa o aprimoramento das relação, tem confundido os próprios políticos que se alinham em grupos ideológicos que vêm desde a extrema-direita, passando pela direito, centro, esquerda e extrema-esquerda, buscando supremacia ou confirmação de representatividade.

A eleição de um político, uma escolha do eleitor que representa a população brasileira naquela escolha, há muito deixou de ser uma honra para se tornar em palanque permanente onde a luta é pela prevalência das suas particulares idéias e não na defesa dos interesses da população que, através dos eleitores, os elegeu.

Mesmo assim os próprios políticos, quando investidos na condição de representantes do povo ou dos interesses desse mesmo povo, muitas vezes falam em nome da população sem se limitar às suas verdadeiras funções, mas buscando, através de artimanhas inconfessáveis, salvo raras e honrosas exceções, vantagens que a legislação já classifica como indevidas.

Temos vistos nos atuais tempos, e lidos nos não raros fatos descritos na História da República, absurdos legais e sociais resultado de ações, por parte daqueles que formam os Poderes da República Federativa do Brasil que resultaram em suicídios, renúncias, corrupção, malfeitos e prisões daqueles que disseram para o povo que só iriam trabalhar pela harmonia dos poderes e defesa da população.

O eleitos, pelo menos a maioria deles, insiste em esquecer o que prometeram.

domingo, 16 de novembro de 2025

Falta civismo e sobra cinismo.

Rodolfo Juarez

Não faz tempo que os brasileiros faziam questão de celebrar suas conquistas, festejar os conquistadores e se mostrar disposto a se alinhar a uma definição que levava a tudo isso ao civismo.

 As pessoas definiam o civismo como uma prática de valores e atitudes no cotidiano que demonstram respeito ao interesse público, às instituições e normas da sociedade, e o amor à pátria. Um termo que se entrelaça com a cidadania, designando o engajamento ativo do cidadão na vida pública para o bem comum.

O civismo chegou a abranger tanto manifestações simbólicas quanto ações práticas e até, identificar aspectos que estavam no centro forte do civismo brasileiro, com o cumprimento da legislação e das normas sociais como um aspecto fundamental do civismo, essencial para a harmonia e o bem-estar coletivo.

Nesta linha havia procedimentos que se refletiam no cuidado com o bem público e o patrimônio, com a proteção do patrimônio histórico, cultural, ambiental e os espaços públicos, como ruas, praças e instituições.

Esse cuidado se estendia à valorização dos símbolos nacionais como a bandeira, o hino nacional e as tradições históricas nacionais e locais. Havia dedicação aos interesses públicos e a participação estruturada na vida coletiva e nos processos democráticos, elementos-chave para o respeito, a interesse e a vontade de celebrar cada momento que pudesse contribuir para o desenvolvimento humano.

Os mais saudosos não perdem a oportunidade de destacar que havia a promoção de uma educação cívica com possibilidades de desenvolver a reflexão, a urbanidade e a probidade que, com forte componente ético era vista como essencial para formar cidadãos conscientes.

Outros qualificativos sociais, como empatia e urbanidade estavam sempre presentes nas relações interpessoais e o respeito pelos limites dos outros, fatores indispensáveis para uma convivência pacífica e civilizada.

Dessa forma o cidadão brasileiro tinha vontade em exercer o direito e dever cívico de participar das eleições, das comemorações nacionais como 7 de setembro, 15 de novembro e 19 de novembro e das comemorações locais, como 13 de setembro, dia da data magna do Estado do Amapá.

É dessa formação cívica que nascia, para o cotidiano, atitudes como respeitar às normas e a segurança coletiva, cuidar do espaço público e do meio ambiente, proteger o interesse público e combater a corrupção.

Se pode dizer que a população brasileira caminhava para além dos atos formais, através de uma virtude que se manifestava na conduta diária do cidadão responsável e engajado com o bem comum e os valores democráticos do país.

O que aconteceu com tudo isso? O que aconteceu com o civismo?

Amanhã, 19de novembro por exemplo, se comemoraria o Dia da Bandeira Nacional, hoje se estaria esperando a população para demonstrar respeito e orgulho de um dos seus maiores símbolos. Mas nada disso vai acontecer!

Aqui acola, como “ossos do ofício” não como civismo, vai se ter declarações do que representa a Bandeira Nacional.

A sociedade brasileira precisa mudar o rumo de seus interesses e o civismo pode ser o começo de muita coisa, inclusive resgate do amor e do respeito perdido pelo Brasil, seu povo e sua História. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Os 136 anos da Proclamação da República

Rodolfo Juarez

Amanhã, dia 15 de novembro os brasileiros celebram a Proclamação da República do Brasil. O acontecimento completa 136 anos, uma vez que que aconteceu no dia 15 de novembro de 1889.

A Proclamação da República foi o evento que marcou o fim da monarquia no Brasil e o início do regime republicano. Liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, o movimento foi realizado por militares e civis insatisfeitos com o governo do imperador Dom Pedro II, devido a fatores como o fortalecimento do exército e a questão abolicionista, que levou fazendeiros a se voltarem contra a monarquia. 

O Marechal Deodoro da Fonseca liderou o golpe militar que depôs o gabinete do governo imperial no Rio de Janeiro. A mudança de regime foi anunciada e a família real foi exilada para a Europa.

Os principais fatores que contribuíram para a crise da monarquia, entre outros, podem ser destacados; 1) a insatisfação militar que não estavam satisfeitos e queriam maior participação no governo; 2) a questão religiosa devido o desentendimento entre o governo e a Igreja Católica que ganhara importância nas decisões governamentais e, assim enfraqueceram o imperador; e 3) a abolição da escravidão em 1888 sem indenização aos fazendeiros o que causou o rompimento dos grandes proprietários.

Com a Proclamação da República o sistema de governo permitiu que os brasileiros passassem a ter mais participação nas decisões, com a eleição de presidentes pelo povo que escolheu o Marechal Deodoro da Fonseca para ser o primeiro presidente do Brasil, liderando um governo provisório. Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil do Brasil e o terceiro da listra que começa com Deodoro da Fonseca (que renunciou) e Floriano Peixoto.

A história da república brasileira pode ser dividida em cinco períodos diferenciados pro suas características políticas e sociais distintas:

1) Primeira República (1889-1930), também nominada de República Velha, teve início com a Proclamação da República e foi marcada por grande instabilidade. A economia era predominantemente cafeeira.

2) Era Vargas (1930-1945): Iniciada com a Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, foi um período de centralização do poder nas mãos de Getúlio Vargas. Foi marcada por transformações sociais e econômicas.

3) República Populista (1945-1964), também chamada de período democrático liberal. Essa fase foi caracterizada pela redemocratização, com a eleição de presidentes civis como Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e João Goulart. Foi um período de grande efervescência política e avanços econômicos, mas também de crescentes tensões sociais e políticas que culminaram no golpe militar.

4) Ditadura Militar (1964-1985), em 1964 houve o golpe militar que depôs o presidente João Gulart que havia assumido depois da renúncia de Jânio Quadros. Esse período foi marcado pela supressão de direitos políticos, censura, uso de atos institucionais (como o AI-5) e perseguição a opositores, embora a economia tenha passado por um período de crescimento.

5) Nova República (1985-atual), com o fim do regime militar e a eleição indireta de Tancredo Neves, que faleceu e não assumiu o cargo de presidente o que foi feito por José Sarney, o vice. A promulgação da Constituição de 1988, a Constituição Cidadã, trouxe novos momentos para a República que, nesse momento tenta se reinventar em meios aos desentendimentos entre os poderes, reclamações de procedimentos antidemocráticos e autoritários e um elevado índice de corrupção.